A pecaminosidade humana e a sua restauração a Deus

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3º TRIMESTRE 2017

A RAZÃO DA NOSSA FÉ

Assim cremos, assim vivemos

COMENTARISTA: Ezequias Soares

LIÇÃO Nº 6 – A PECAMINOSIDADE HUMANA E A SUA RESTAURAÇÃO A DEUS

INTRODUÇÃO

Nesta lição veremos a origem do pecado à luz da Bíblia no mundo espiritual e físico; falaremos sobre o pecado herdado, onde será pontuado que ele afetou todo o ser do homem, mas não destruiu completamente a imagem de Deus, e nem anulou a capacidade de escolha humana; estudaremos que a salvação é uma iniciativa divina, mas, exige a responsabilidade do homem, e que ela está acessível a todos sem distinção. E por fim, relataremos algumas bençãos provenientes da restauração a Deus com sendo a paz com Ele, o acesso ao pai e a filiação divina.

I – A ORIGEM DO PECADO À LUZ DA BÍBLIA

A palavra hebraica “hatah” e a grega “hamartia” originalmente significam: “errar o alvo, falhar no dever” (Rm 3.23).

Existem outras várias designações bíblicas para o pecado, muito mais do que há para o bem. Cada palavra apresenta a sua contribuição para formar a descrição completa desta ação horrenda contra um Deus santo. Em um sentido básico pecado é: “a falta de conformidade com a lei moral de Deus, quer em ato, disposição ou estado” (CHAVES, 2015, p. 128). Quanto a origem do pecado, devemos fazer algumas considerações:

1.1 Deus não é o autor do pecado. Precisamos destacar que de modo algum Deus pode ser responsabilizado pela entrada do pecado no universo. Atribuir a culpa a Deus, torna-se uma blasfêmia contra o seu caráter moral, que é absolutamente perfeito (Dt 32.4; 2Sm 22.31; Jó 34.10; Sl 18.30), sendo um erro gravíssimo afirmar como fazem alguns, que o Senhor decretou o pecado.

Pois afirma Tiago: “Ninguém ao ser tentado, diga: Sou tentado por Deus; porque Deus não pode ser tentado pelo mal e ele mesmo a ninguém tenta” (Tg 1.13-ARA).

1.2 O pecado no mundo espiritual. De acordo com a Bíblia um número incontável de anjos foram criados por Deus (Hb 12.22), e estes eram bons por natureza, assim como tudo o que Senhor criou (Gn 1.31). Mas ocorreu uma Queda no mundo angélico, no qual, vários anjos se apartaram de Deus (Jd 6). Pouco se diz sobre o que ocasionou essa Queda, mas pelo que encontramos em alguns textos, podemos concluir que foi o orgulho e a cobiça de desejar ser semelhante a Deus, fez com que Lúcifer ( nome tradicional dado a este arcanjo tirado de Is 14.12, da expressão ‘estrela da manhã’, na tradução latina da Bíblia – Vulgata Latina) fosse banido e destinado ao inferno (1Tm 3.6; Is 14.11-23; Ez 28.11-19). Como alguém acertadamente ressalta: “Deus criou Lúcifer, mas, Lúcifer fez-se Satanás” (CHAVES, 2015, p. 133).

3 O pecado no mundo físico. No que diz respeito à origem do pecado na história da humanidade, a Bíblia nos informa que se deu pelo ato deliberado, perfeitamente voluntário de Adão e Eva (Gn 3; Rm 5.12,19). Sobre a causa que levou ao pecado, diz Geisler: “[…] Deus não fez com que Adão pecasse, pois, como já analisamos, Deus não pode pecar, nem tentar ninguém nessa direção. Tampouco Satanás fez com que Adão pecasse, pois o tentador fez somente aquilo que o seu nome sugere, ele não o forçou, nem fez nada no seu lugar […] Deus criou criaturas livres, e se é bom que sejamos livres, então a origem do mal é o mau-uso da liberdade” (2010, p. 70,75). A resposta real é que Adão pecou porque escolheu pecar. No entanto, não se pode afirmar que Satanás não teve nenhuma participação na Queda do homem, tanto é que, ele também foi alvo da punição divina porque teve sua participação (Gn 3.14,15).

II – O PECADO NO HOMEM

Tudo o que Deus criou, o fez perfeitamente (Gn 1.31; Ec 7.9). Contudo, por causa do mal uso do livre-arbítrio, o pecado teve o seu lugar na humanidade, manchando (não destruindo) a imagem de Deus (imago Dei) no homem. Sobre alguns efeitos ou consequências do pecado no homem, podemos destacar:

2.1 O pecado herdado. Uma controvérsia gerada no século V, foi a que a raça humana não teria sido afetada pela transgressão de Adão, ou seja, que o homem não herda o pecado original de seu primeiro pai. No entanto, o que a Bíblia afirma é que, pelo fato de Adão ser o cabeça e o representante de toda a raça humana, seu pecado afetou a todos (Rm 3.23; 5.12-19), por isso que todos possuímos a “natureza pecaminosa”, herança que recebemos de nossos pais Adão e Eva (Rm 6.6,12, 19; 7.5,18; 2 Co 1.17; Gl 5.13; Ef 2.3; Cl 2.11,18), dessa forma todos somos por natureza, culpados diante de Deus (Ef 2.1-3). Até um bebê recém-nascido (Sl 51.5), antes mesmo de cometer o seu primeiro pecado, já é pecador (Sl 58.3; Pv 22.15); no entanto, as crianças apesar de nascerem com natureza pecaminosa ainda não conhecem experimentalmente o pecado. Elas não são responsabilizadas por seus atos antes de terem condições morais e intelectuais para discernir entre o bem e o mal, o certo e o errado (Is 7.15; Jn 4.11; Rm 9.11). O sacrifício de Jesus proveu salvação a todas as pessoas, até mesmo às crianças que falecerem na fase da inocência (SOARES, 2017, p. 92 – grifo nosso).

2.2 O pecado afetou todo o ser do homem. O pecado no homem não é meramente um hábito adquirido, ele é uma inclinação natural do ser humano, ninguém precisa ser ensinado a pecar, mas, o faz naturalmente (Rm 3.10; Gl 5.19-21; Ef 2.3). A relação com Deus e com o próximo foram afetadas pelo pecado (Gn 3.7-10), além de trazer a morte física, espiritual, e eterna (Gn 2.16,17; Rm 6.23; Ef 2.1-3; Ap 20.14,15). Os efeitos do pecado nos seres humanos são vastos, afetando-os em toda sua extensão, ou seja, estendendo-se a todas as dimensões do seu ser; isso significa que nada há no ser humano que não tenha sido contaminado pelo pecado, da cabeça à planta do pé (Is 1.5,6)” (SOARES, 2017, p. 90).

2.3 O pecado não destruiu a imagem de Deus. Embora o homem tenha sido afetado extensivamente pelo pecado, isto não significa dizer que a imagem de Deus no homem tenha sido destruída completamente (Rm 2.12-14). Encontramos um mandamento para não amaldiçoar outras pessoas, pois elas também foram criadas a imagem de Deus, e isto seria o mesmo que amaldiçoar a representação do próprio Deus (Tg 3.9,10) (GEISLER, 2010, p. 125).

2.4 O pecado não anulou a capacidade de escolha. Embora tenha pecado e se tornado espiritualmente morto (Gn 2.17; Ef 2.1), passando a ter a natureza pecaminosa (Ef 2.3), Adão não perdeu totalmente a capacidade de ouvir a voz de Deus e também de responder (Gn 3.9-10); a imagem de Deus, que inclui o livre arbítrio permanece nos seres humanos. As Escrituras afirmam claramente que mesmo o homem tendo sua volição (vontade) afetada pelo pecado, não foi anulada (Dt 30.19; Js 24.15; Rm 1.18-20; 2.14,15).

III – A RESTAURAÇÃO DO HOMEM A DEUS

Devido à pecaminosidade do homem, este estava destinado a condenação eterna (Jo 3.18; Rm 3.23; Ef 2.3). Mas, apesar dessa condição, Deus por sua graça e misericórdia (Ef 2.4,5) estabeleceu um projeto salvífico para restaurar o homem (Jo 3.16).

Segundo Houaiss, restauração é: “ato ou efeito de restaurar; conserto de coisa desgastada pelo uso; recomposição de algo”(2001, p. 2442). Vejamos algumas verdades sobre a restauração do homem a Deus:

3.1 Uma iniciativa divina. O projeto de restauração do homem, tem como fonte a pessoa de Deus (Is 45.22; Jn 2.9; Tt 2.11). Na condição de pecador, o homem jamais por si só produziria a sua salvação (Rm 3.10,11; Tt 3.5), por essa razão vemos partindo sempre de Deus a iniciativa de restauração humana (Gn 3.9;15,21). A Bíblia diz que “Deus amou”; “Deus deu”; “Deus enviou” (Jo 3.16). Paulo diz ainda que “[…] a graça de Deus se manifestou […] (Tt 2.11); e que: “tudo isto provém de Deus” (2Co 5.18-a); e ainda: “Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo […]” (2Co 5.19).

3.2 Exige a responsabilidade humana. No plano da salvação, Deus em sua soberania incluiu a responsabilidade do homem em crer no seu Filho (Mc 16.15,16; Jo 3.16-18; Rm 10.11-14). De acordo com Hunt: “há uma confusão que surge por meio da falha em reconhecer a distinção óbvia entre a incapacidade do homem de fazer qualquer coisa para sua salvação (o que é bíblico) e uma suposta incapacidade de crer no evangelho (o que não é bíblico)” (2015, p. 218). Fé e arrependimento são necessários para a salvação, precedendo a regeneração, ou seja, cremos para ser regenerados e não o inverso (Mc 1.15; Jo 20.31; At 2.38; 10.43; Rm 1.16; 10.9; 1Co 1.21; Ef 1.13,14). A fonte da salvação humana é a graça de Deus e o meio de recebê-la é a fé nele, como afirma o apóstolo Paulo: “Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; isto não vem de vós (salvação), é dom de Deus” (Ef 2.8 – acréscimo nosso).

3.3 Possível a todos os homens. Assim como a extensão do pecado (Rm 5.12), a Bíblia também trata sobre o alcance da graça divina “Pois assim como por uma só ofensa veio o juízo sobre todos os homens para condenação, assim também por um só ato de justiça veio a graça sobre todos os homens para justificação de vida” (Rm 5.18). A graça salvífica não é apresentada de forma limitada nas Escrituras, mas sim, que se revela a todos os homens “[…] para exercer misericórdia para com todos” (Rm 11.32; ver Is 45.22; Mt 11.28; Tt 2.11; Jo 1.7,9; 1Jo 2.2), até mesmo àqueles que a rejeitam “Veio para o que era seu, mas os seus não o receberam” (Jo 1.11). A Bíblia nos mostra que o homem pode por seu livre arbítrio aceitar ou rejeitar o plano divino para a sua salvação (At 4.4; 9.42; 17.4; Hb 3.15; 4.7). Jesus declarou: “Jerusalém, Jerusalém, […] quantas vezes quis eu ajuntar os teus filhos […] e tu não quiseste!” (Mt 23.37 ver ainda At 7.51; 18.6).

IV – ALGUMAS BENÇÃOS PROVENIENTES DA RESTAURAÇÃO A DEUS

4.1 Paz com Deus. Em pecado o homem encontra-se na condição de inimigo de Deus: “Porquanto a inclinação da carne é inimizade contra Deus […]” (Rm 8.7); mas através da fé na morte de Cristo, temos paz com Deus, como resultado da justificação: “[…] justificados pela fé, temos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo” (Rm 5.1; ver Ef 2.14-17).

4.2 Acesso ao Pai. O homem caído em pecado encontra-se distante de Deus (Ef 2.13-a), devido a parede de separação que é resultado da transgressão humana: “Mas as vossas iniquidades fazem separação entre vós e o vosso Deus; e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós, para que não vos ouça” (Is 59.2). Mas Cristo, ao se oferecer como sacrífico expiatório, nos garante acesso a presença de Deus (Jo 14.6; Ef 2.18; Hb 10.19-22).

4.3 Filiação divina. Após a queda, todos por natureza são filhos da ira (Ef 2.3), sob a influência do mundo e escravos dos desejos da carne (Ef 2.2), tendo como pai o diabo (Jo 8.40,41,44). No entanto, no momento em que cremos no Evangelho e confessamos a Cristo como Senhor das nossas vidas, fomos selados com o Espírito Santo (Ef 1.13,14), e esse nos introduziu à família de Deus (Ef 2.19), testificando com nosso espírito que somos filhos de Deus e co herdeiro com Cristo (Rm 8.14-17).

CONCLUSÃO

Apesar da queda da raça humana, Deus, por sua maravilhosa graça decidiu soberanamente salvar o homem caído em pecado, por meio de Jesus Cristo. Esta graça alcança a todos os homens indistintamente, e que apesar de nos salvar independente das obras, nos impele a uma vida de santificação que é a evidência visível da salvação. Tendo sido justificados pela graça, mediante a fé, experimentamos grandes benefícios de agora em diante: “temos paz com Deus” (Rm 5.1) e temos a certeza da “glorificação final” (Rm 8.30) e a libertação presente e futura da “condenação” (Rm 8.1,33,34).

REFERÊNCIAS

  • CHAMPLIN, R. N. Dicionário de Bíblia, Teologia e Filosofia. HAGNOS.
  • CHAVES, Gilmar, Vieira. Temas Centrais da Fé Cristã. CENTRAL GOSPEL.
  • GEISLER, Norman. Teologia Sistemática. CPAD.
  • GILBERTO, Antônio, et al. Teologia Sistemática Pentecostal. CPAD

Fonte: http://www.adlimoeirope.com

 

As consequências das escolhas precipitadas

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4º TRIMESTRE 2016

O DEUS DE TODA PROVISÃO

Esperança e sabedoria divina para a Igreja em meio às Crises

COMENTARISTA: Pr. Elienai Cabral

LIÇÃO 05 – AS CONSEQUÊNCIAS DAS ESCOLHAS PRECIPITADAS – (Gn 13.7-18)

INTRODUÇÃO

Nesta lição estudaremos sobre a escolha que Ló fez baseada na aparência e riqueza da cidade de Sodoma; pontuaremos que esta atitude foi baseada em sua inexperiência e precipitação; e por fim, veremos o contraste entre as escolhas de Ló e Abraão.

I – A ESCOLHA DE LÓ BASEADA NA APARÊNCIA

Segundo o Aurélio a palavra escolha significa: “ato ou efeito de escolher, preferência, eleger, opção, discernimento, capacidade de avaliar, selecionar uma coisa entre duas ou mais opções” (FERREIRA, 2004, p. 792). A partir do momento em que somos responsáveis por nossas vidas, devemos tomar muito cuidado com o que decidimos. Decisões são escolhas que fazemos, porém, jamais poderemos escolher as consequências dessas decisões. As escolhas que tomamos ontem refletem diretamente no que enfrentamos hoje e amanhã.

1.1 As escolhas que fazemos não devem ser baseadas apenas na aparência (Gn 13.10-11). Quando olhamos para este texto bíblico, percebemos que o único critério que Ló usou para fazer a escolha de onde ele passaria morar, foi exatamente o que os olhos dele conseguiram ver: “E levantou Ló os seus olhos, e viu toda a campina do Jordão, que era toda bem regada […] era como o jardim do Senhor, como a terra do Egito […]” (v. 10). Sobre a riqueza de Sodoma ver Ezequiel 16.49,50. Ló não usou o recurso da oração para ser orientado por Deus (Jr 33.3).

1.2 Quando escolhemos baseado apenas na aparência corremos o risco de escolher o que Deus rejeita para nós (Gn 13.13). Sendo Abrão seu tio, e muito mais velho do que Ló, ele se quer passou a oportunidade de fazer a escolha primeiro para ele, mas, de forma precipitada achou que a terra que ele estava prestes a escolher era propícia para seu gado, devido a campina verde e também o rio Jordão que serviria de pasto e água para seu gado; ele escolheu baseado única e exclusivamente na vista dos seus olhos (Tg 1.14,15). Infelizmente a maioria dos seres humanos quando precisam escolher alguma coisa, quase sempre o único recurso usado são os olhos (1Sm 16.6-7; 2Co 10.7-a).

1.3 Quando erramos em nossas escolhas não sofremos sozinhos (Gn 14.11-12). Foi exatamente isso que aconteceu com Ló; o texto mostra que ele foi raptado com toda sua família, seus criados e tudo que tinha. Toda sua família estava pagando por uma decisão que Ló tomou sozinho. A lei da semeadura não falha, colhemos exatamente o que plantamos. A lei da semeadura e da colheita rege tudo o que fazemos em nossa vida. O conceito bíblico de semear e colher se refere às consequências de nossos atos (Jó 4.8; Os 10.13; Gl 6.8), pois: “o que semear a perversidade colherá males” (Pv 22.8), e “o que semeia justiça recebe galardão seguro” (Pv 11.18). Por mais simples que seja a escolha, não devemos fazê-la com base apenas na aparência do que estamos vendo, mas devemos pedir orientação a Deus (Mt 7.7-11).

II – A ESCOLHA DE LÓ BASEADA EM SUA AMBIÇÃO

Em nossas decisões nos deparamos diante de dois pontos importantíssimos: a) agradar a Deus, escolhendo aquilo que Ele tem de melhor para nossas vidas ou, b) simplesmente, agradar a nós mesmos, nossa carne, nosso desejo e escolher aquilo que achamos ser bom para nossa vida. Por isso, são as nossas escolhas e nunca a sorte que determinam nosso destino. “A cobiça e ambição foi o motivo da contenda entre Abrão e Ló […] Ló, sua família e seus trabalhadores queriam muito mais do que haviam conquistado até então […] a contenda tinha sua raiz na ambição e cobiça de Ló”. (CABRAL, 2002, p. 52). Notemos:

2.1 O materialismo de Ló fez com que escolhesse Sodoma (Gn 13.10,11). Uma cidade próspera e muito rica, com sistema de irrigação já estabelecido, situada próximo a uma grande campina, fértil em vegetação, no entanto, essa escolha, aparentemente boa, levou Ló a ficar exposto à impiedade dessa cidade por causa do seu materialismo. Abraão e Ló tinham a mesma raça (Gn 11.31), estavam sujeitos ao mesmo ambiente, mas com caráter bem diferente e escolhas totalmente opostas (Gn 13.8,9).

2.2 A ganância de Ló fez com que ele ganhasse influência, mas perdesse seus familiares (Gn 19.1,26). Além disso, ele perdeu o principal, que é o contato e a intimidade com Deus. Há escolhas que deixam resultados negativos na vida de nossa família. Quando os pais escolhem errado a tendência dos filhos é fazer o mesmo, e é aqui onde entra a mordomia da influência. “Então a primogênita disse a mais nova: Nosso pai está velho, e não há homem na terra que venha unir-se conosco […] demos a nosso pai vinho a beber, e deitemo-nos com ele […]” (Gn 19.31).

III – A ESCOLHA DE LÓ BASEADA EM SUA PRECIPITAÇÃO

Observando os perigos das más escolhas, podemos ter base que nos ajudam a perguntar o que Deus quer ou o que Ele não quer que façamos. Vejamos as escolhas precipitadas de Ló:

3.1 Aproximou-se do pecado. “… e Ló habitou nas cidades da campina, e armou as suas tendas até Sodoma” (Gn 13.12). Ló não se apercebeu que seus objetivos o estavam aproximando do pecado estabelecido em Sodoma. O cristão precisa ter sabedoria para não fazer negócios que o aproxime do pecado (1Jo 2.15-17). Ló foi terrivelmente influenciado pelos costumes de Sodoma e Gomorra e toda sua família foi prejudicada. “A escolha de Ló é típica do crente carnal, cuja concupiscência o envolve […]. A escolha materialista e egoísta converteu-se em morte e destruição.” (CABRAL, 2002, p. 53).

3.2 Aproximou-se de homens ímpios e maus. “Ora, eram maus os homens de Sodoma, e grandes pecadores contra o Senhor” (Gn 13.13). É lamentável o número de crentes que se encontram em situações delicadas e deprimentes por haverem-se aliado a pessoas totalmente avessas aos princípios divinos. O coração de Ló já estava em Sodoma muito antes de seu corpo mudar-se para lá. Sem dúvida, ele se apaixonou pelo mundo quando foi para o Egito com Abraão (Gn 13.1, 10), e jamais superou essa paixão mundana, pois, seu coração estava em Sodoma (Tg 4.4). (WIERSBE, vol. 1, 2010, p. 120 – grifo nosso).

3.3 Tornou-se indolente quanto ao obedecer à voz de Deus. “[…] os anjos apertaram com Ló, dizendo: levanta-te […], para que não pereças na iniquidade desta cidade. Ele, porém demorava-se […]” (Gn 19.15,16). Deus estava querendo salvar Ló mas ele demorava-se em atender à voz do Senhor. Muita gente está brincando com Deus e zombando Dele. Deus adverte, mostra o caminho, mas as pessoas por acomodação, acabam demorando em obedecer e às vezes quando despertam é tarde demais.

3.4 Tornou-se pessimista diante da vontade de Deus. “[…] disse um deles: Escapa-te, salva a tua vida; não olhes para trás de ti, nem te detenhas em toda esta planície; escapa-te lá para o monte, para que não pereças. Respondeu-lhes Ló: Ah, assim não, meu Senhor!” (Gn 19.17,18). Deus estava salvando a vida de Ló, mas ele estava reclamando.

IV – O CONTRASTE ENTRE AS ESCOLHAS DE LÓ E ABRAÃO

Os capítulos 13 e 19 de Gênesis relatam as tristes consequências do declínio espiritual e moral do sobrinho de Abraão que entrou em Sodoma rico e abastado (Gn 13.5,6; 19.30), e saiu pobre e miserável tendo que morar em uma caverna. Não é difícil visualizar o contraste entre esses dois homens, Abraão e Ló (WIERSBE, vol. 1, 2010, p. 120). Vejamos:

4.1 A terra e o lugar das escolhas de Abraão e Ló. Abraão estava a porta da sua tenda e Ló por sua vez, estava sentado a porta de uma cidade perversa (Gn 13.12; 19.1). Abraão era um peregrino e um estrangeiro apenas de passagem neste mundo. Ló havia, gradativamente, abandonado sua tenda e se assentado em Sodoma. Em vez de manter seu olhar fixo na cidade celestial como fez Abraão (Hb 11.8-10), Ló olhou para Sodoma e começou a andar pelas aparências (Gn 13.10-12). E, por fim, foi para dentro da cidade e se conformou alí (Gn 14.12) (WIERSBE, vol. 1, 2010, p. 120).

4.2 Ló sabia que a terra de Sodoma era má e mesmo assim voltou pra lá (Gn 13.10-12; 19.1). Ló começou a se aproximar cada vez mais da cidade, mesmo sabendo da sua pecaminosidade, maldade e perversidade (Gn 13.12-13). Na primeira vez em que Deus o salvou, ele era um prisioneiro de guerra (Gn 14.12,16). Ao se ver livre, ele voltou direto a Sodoma. Aquela experiência dolorosa deveria ter servido para adverti-lo. Deus precisou tomar Ló pela mão e arrastá-lo a força para fora de Sodoma. Primeiro, Ló demorou-se; depois, discutiu; e por último, implorou para que o deixassem seguir seu caminho (Gn 19.15-18).

4.3 Ló e a sua preferência por Sodoma. O lugar onde Ló se encontrava na porta da cidade indica que ele era um homem de uma certa autoridade e influência, uma vez que era ali que se realizavam os negócios (Gn 19.1; Rt 4.1). A razão de todo problema foi o coração de Ló que estava nas riquezas e realizações do mundo. “De acordo com 1 Coríntios 2.14 até 3.3, existem apenas três tipos de pessoa no mundo: a) as naturais (não salvas); b) as carnais (salvas, mas vivem no mundo e na carne); e, c) as espirituais (dedicadas a Deus). Encontramos esses três tipos em Gênesis 13: a natural são os homens de Sodoma; a carnal que é Ló, e a espiritual representada por Abraão” (WIERSBE, vol. 1, 2010, p. 94 – negrito nosso).

4.4 A mensagem de Deus a Abraão e a Ló. A mensagem de Deus para Abraão era uma mensagem de alegria: dentro de um ano, ele e Sara teriam o filho prometido (Gn 18.10). A mensagem para Ló, por outro lado, era assustadora: Deus iria destruir Sodoma e tudo o que havia na cidade (Gn 18.20,21). Sodoma tipifica o mundo e seus valores efêmeros (CABRAL, 200, p. 74)

4.5 Ló perdeu os valores éticos e morais (Gn 19.6-8). Ló estava disposto a sacrificar suas duas filhas virgens a luxúria daquela multidão (Gn 19.8), mas os anjos intervieram. Estranha-nos ver o que aconteceu com os valores pessoais e morais de Ló a ponto de oferecer as filhas para satisfazer a sensualidade carnal de um bando de homens pecadores. Abraão, pelo contrário, ofereceu o filho em sacrifício ao Senhor (WIERSBE, vol. 1, 2011, p. 121). Enquanto Ló “levantou os olhos…” (Gn 13.10-a), com Abrão foi o Senhor quem disse: “… levante agora os teus olhos” (Gn 13.14-b).

4.6 Ló perdeu a autoridade na família (Gn 19.14). Ló deixou-se envolver pela ambição e materialismo e com isto, perdeu o domínio e autoridade sobre sua mulher e sobre suas filhas que se corromperam. Por causa de seu apego as coisas do mundo, Ló não teve influência espiritual nem sobre sua cidade, nem sobre seu próprio lar. Suas filhas casadas com ímpios, e seus genros zombaram dele e recusaram-se a deixar a cidade (Gn 19.14). Até mesmo a esposa amava tanto Sodoma que precisou virar-se e olhar para a cidade uma última vez e por olhar para trás (Gn 19.26; Lc 17.32). As duas filhas solteiras fugiram da cidade com ele, mas acabaram numa caverna, embriagando o pai e cometendo incesto e deram a luz dois filhos, cujos descendentes seriam os grandes inimigos do povo judeu, os moabitas e os amonitas (Gn 19.37,38; Sf 2.9) (CABRAL, 2002, p. 58).

CONCLUSÃO

Concluímos a partir da vida de Ló, que nossas escolhas precisam estar debaixo do nosso livre arbítrio. Ló sofreu como resultado de sua escolha, e as consequências que enfrentou por sua escolhas foram: Guerra (Gn 14.11); sequestro (Gn 14.12); opressão e castigo por parte dos homens de Sodoma (2Pe 2.7-8); perda de toda a riqueza material (Gn 19.15-16,24-25); a morte de sua esposa (Gn 19.17,26); a vergonha do incesto com suas filhas (Gn 19.30-36). Todas estas coisas aconteceram apesar do fato de que o próprio Ló era um homem justo (2 Pe 2.7-8). Perdeu totalmente seu testemunho, ao passo que nem sua própria família aceitava um conselho seu, pois suas filhas aceitaram o padrão moral de Sodoma (Gn 19.14).

REFERÊNCIAS

  • ANDRADE, Claudionor Correa de. Dicionário Teológico. CPAD.
  • STAMPS, Donald C. Bíblia de Estudo Pentecostal. CPAD.
  • CABRAL, Elienai. Abraão: as experiências de nosso pai na fé. CPAD.

Fonte: https://ieadpe.org.br/

A manifestação da graça da salvação

 

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3º TRIMESTRE 2015

A IGREJA E SEU TESTEMUNHO

As ordenanças de Cristo nas cartas Pastorais

COMENTARISTA: Pr. Elinaldo Renovato de Lima  

LIÇÃO 13 – A MANIFESTAÇÃO DA GRAÇA DA SALVAÇÃO – (Tt 2.11-14; 3.4-6)

 INTRODUÇÃO

Escrevendo para o cooperador Tito em Tt 2.11-14, o apóstolo Paulo fala sobre a graça de Deus manifesta através de Cristo para salvar o homem pecador. Nesta lição traremos a definição desta palavra tanto no AT quanto no NT; destacaremos qual a perspectiva paulina sobre este favor de Deus; trataremos da questão bíblico teológica da graça de Deus e da responsabilidade humana; e, por fim, pontuaremos quais os principais benefícios da graça.

I – DEFINIÇÃO DA PALAVRA GRAÇA

“O conceito de graça é multiforme e sujeito a desdobramentos nas Escrituras. No AT, ‘hen’, significa: ‘favor’ É o favor imerecido de um superior a um subalterno. No caso de Deus e do homem, ‘hen’ é demonstrado por meio de bênçãos temporais, embora também o seja por meio de bênçãos espirituais e livramentos, tanto no sentido físico quanto no espiritual (Jr 31,2; Êx 33.19). No NT, é charis, que indica graciosidade’, ‘atrativo’, ‘favor’. Foi com a vinda de Cristo que a graça assumiu seu significado pleno. O seu auto sacrifício é a graça propriamente dita (2 Co 8,9). Esta graça é absolutamente gratuita (Rm 6.14; 5.15-18; Ef 1.7; 2.8,9). Quando recebida pelo crente, ela governa sua vida espiritual compondo favor sobre favor. Ela capacita, fortalece e controla todas as fases da vida (2 Co 8.6,7; Cl 4.6; 2 Ts 2.16; 2 Tm 2,1)” (WYCLIFFE, 2007, p. 876 – acréscimo nosso).

II – A PERSPECTIVA PAULINA SOBRE A GRAÇA

“O apóstolo Paulo foi o principal instrumento humano para transmitir o pleno significado da graça em Cristo. Por isso foi intitulado por alguns estudiosos da Bíblia como ‘o apóstolo da graça’. A graça em sua mais completa definição é o favor imerecido de Deus ao nos dar seu Filho, que oferece a salvação a todos, e dá aqueles que o recebem como Salvador pessoal, uma graça acrescentada para esta vida e uma esperança para o futuro” (WYCLIFFE, 2007, p. 876 – acréscimo nosso). À luz de Tito 2.11-13 destacaremos algumas verdades bíblicas sobre a graça:

2.1 A fonte da graça (Tt 2.11-a). No referido texto, Paulo nos diz que a graça procede de Deus: “Porque a graça de Deus[…]” (Tt 2.11-a). “No original grego é usado o genitivo possessivo, porque o favor lhe pertence; mas também ‘vem’ dEle, como sua fonte originária. Tal como por toda a parte da Bíblia, aprendemos que Deus é o grande benfeitor dos homens (I Co 15.10; I Pe 5.10)” (CHAMPLIN, 2006, p. 432 – acréscimo nosso).

2.2 O canal da graça (Tt 2.11-b). Segundo a Bíblia Deus manifestou a sua graça em toda a sua plenitude na Pessoa de Seu Filho, Jesus Cristo (II Co 8.9; 13.13; Gl 1.6; 6.18; Ef 2.7; Fp 4.23; Ap 22.21). O mediador da dispensação da Lei foi Moisés, mas o mediador da dispensação da graça foi Cristo Jesus (Jo 1.17). “A expressão ‘manifestar’ no original se relaciona ao substantivo ‘epifania’, ou seja, ‘aparecimento’ ou ‘manifestação’ (por exemplo, do sol ao amanhecer). A graça de Deus surgiu repentinamente sobre os que estavam nas trevas e na sombra da morte (Ml 4.2; Lc 1.79; At 27.20; Tt 3.4). Ela despontou quando Jesus nasceu, quando de seus lábios emanaram palavras de vida e beleza, quando curava os enfermos, limpava os leprosos, expulsava os demônios, ressuscitava os mortos, sofreu pelos pecados dos homens e quando deu sua vida pelas ovelhas para a reassumir na manhã da ressurreição” (HENDRIKSEN, 2001, p. 453).

2.3 O propósito da graça (Tt 2.11-c). Paulo nos diz que a graça de Deus se manifestou através de Cristo com um propósito sublime “[…]trazendo salvação[…]”. “É usado aqui o adjetivo ‘soterios’, que indica uma graça que proporciona a salvação, e não meramente algum favor divino secundário, conforme há tantas manifestações dessa ordem (Sl 104.10- 30; 145.16; Mt 5.45; At 14.16-17; Rm 9.22). A salvação mencionada nesse texto, consiste na transformação moral e espiritual segundo a imagem de Cristo para que sejamos aquilo que Ele é e para que compartilhemos de sua natureza essencial, chegando a ser possuidores daquilo que ele possui (Rm 8.17,29), para que recebamos ‘toda a plenitude de Deus’ (Ef 3.19), em suas perfeições, atributos comunicáveis e natureza, e para que participemos da própria natureza divina (II Pe 1.4)” (CHAMPLIN, 2006, p. 432).

2.4 O alcance da graça (Tt 2.11-d). Desde o início, a proposta divina sempre foi estender a bênção da salvação a todos os homens indiscriminadamente (Gn 12.3; Gl 3.8). O sentimento ultranacionalista dos judeus fechou seus olhos a esta realidade de que, Deus os levantou a fim de serem uma nação evangelizadora para todos os povos (Is 42.6; 49.6; Rm 2.17-20). Todavia, a vinda do Messias mostrou claramente que Deus não faz acepção de pessoas (At 10.34; Rm 2.11; Ef 6.9; I Pe 1.17). Sua graça alcança os judeus e os gentios (Rm 3.29; 9.24,30; Gl 3.14; Ef 3.6).

2.5 O poder da graça (Tt 2.12). A graça tem poder transformador na vida daquele que a recebe por fé. O apóstolo Paulo diz que ela ensina a renunciar o antigo estilo de vida “[…]à impiedade e às concupiscências mundanas[…]” e a adotar um novo padrão de vida segundo a Palavra de Deus “[…]vivamos neste presente século sóbria, e justa, e piamente[…]” “A expressão “ensinar “no grego é o verbo “paideuo”, “treinar crianças”, embora também tivesse o sentido geral de “criar”, de “educar”, de “disciplinar” (CHAMPLIN, 2006, p. 432). “O verbo usado no original é do mesmo teor que o substantivo pedagogo que é alguém que conduz as crianças passo a passo. A graça educa ensinando (At 7.22; 22.3), disciplinando (I Tm 1.20; II Tm 2.25), aconselhando, confortando, incentivando, admoestando, guiando, convencendo” (HENDRIKSEN, 2001, pp. 454,455 – acréscimo nosso). As três virtudes que Paulo cita em Tt 2.12-b definem, sucessivamente, o relacionamento do cristão consigo mesmo, com o próximo, e com Deus, como veremos a seguir:

AS TRÊS ÁREAS DE ATUAÇÃO DA GRAÇA

VIRTUDES DA GRAÇA (Tt 2.12)

No relacionamento consigo mesmo

Sobriedade (equilíbrio; autocontrole; moderação)

No relacionamento com o próximo

Justiça (aquilo que é direito; imparcial; correto)

No relacionamento com Deus

Piedade (bom temor)

2.6 A esperança da graça (Tt 2.13). O Aurélio define esperança como “o ato ou efeito de esperar o que se deseja”, “expectativa”, “fé em conseguir o que se deseja”. Esperança é a certeza de receber as promessas feitas por Deus através de Cristo Jesus (Rm 15.13; Hb 11.1) e uma sólida confiança em Deus (Sl 33.21,22). O termo deriva-se do grego “elpis” e significa “expectativa favorável e confiante” (Rm 8.24,25). Após alcançado pela graça, salvo e transformado, o pecador redimido passa a ter a expectativa da segunda vinda de Cristo para buscar a sua igreja (Fp 3.20; Cl 1.5; II Ts 2.16).

 III – A GRAÇA DE DEUS E A PARTICIPAÇÃO HUMANA

COSMOVISÕES ACERCA DA GRAÇA DIVINA

DEFINIÇÃO

DEFINIÇÃO

Monergismo

Do grego monós, “único” + ergon, “trabalho”.

Doutrina que atribui a conversão do ser humano, única e exclusivamente, a ação do Espírito Santo. A salvação é um dom divino dado por graça ao homem (Ef 2.8); não pelas obras para que ninguém se glorie (Ef 2.9).

Sinergismo

Do grego syn, “com” + ergon “trabalho”.

Doutrina que diz que a vontade do homem é uma realidade, podendo responder, positivamente, à graça divina, devendo fazer parte daquilo que a graça divina realiza. A Escritura também nos mostra que apesar da salvação ser uma providência divina, cabe ao homem responder positivamente a ela (Jo 3.16-18; At 3.19; 17.30; Rm 10.9).

IV – OS PRINCIPAIS BENEFÍCIOS DA GRAÇA SEGUNDO A TEOLOGIA PAULINA

4.1 Adoção. No NT, o vocábulo descreve o ato pelo qual Deus recebe, como filho, alguém que, legal e espiritualmente, não goza do direito de tê-lo como Pai. A partir deste momento, passa esse alguém a desfrutar de todos os privilégios que Deus preparou àqueles que aceitam a Cristo como único e suficiente Salvador (Rm 8.15,23; 9.4; Gl 4.5; Ef 1.5).

4.2 Justificação. Processo judicial que se dá junto ao Tribunal de Deus, através do qual o pecador que aceita a Cristo é declarado justo (At 13.39; Rm 3.24; 5.1; I Co 6.11; Gl 3.24).

4.3 Regeneração. Milagre que se dá na vida de quem aceita a Cristo, tornando-o participante da vida e da natureza divina. Através da qual o homem passa a desfrutar de uma nova realidade espiritual (II Co 5.17; Tt 3.5; I Pe 1.23).

4.4 Santificação. É a forma pela qual o nascido de novo é aperfeiçoado à semelhança do Pai Celeste, por meio do sangue de Cristo, da Palavra e do Espírito Santo (Jo 15.3; 17.17; I Co 6.11; I Jo 1.7; Rm 8.1).

4.5 Glorificação. No plano da salvação, a glorificação é a etapa final a ser atingida por aquele que recebe a Cristo como Salvador e Senhor de sua alma. A glória de Cristo será partilhada plenamente com seus santos no arrebatamento da igreja. (Fp 3.20,21; I Co 15.51-54).

CONCLUSÃO

Deus fez brilhar sobre os homens o seu favor através de seu bendito Filho, Jesus Cristo. Compete ao homem pela fé aceitar esta graça, reconhecendo que somente por ela, ele, poderá ser redimido da condenação do pecado.

REFERÊNCIAS

  • ANDRADE, Claudionor de. Dicionário Teológico. CPAD.
  • CHAMPLIN, R. N. Dicionário de Bíblia, Teologia e Filosofia. HAGNOS.
  • HENDRIKSEN, William. Comentário do Novo Testamento. CULTURA CRISTÃ.
  • PFEIFFER, Charles F. et al. Dicionário Bíblico Wyclliffe. CPAD.
  • STAMPS, Donald C. Bíblia de Estudo Pentecostal. CPAD.

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PRÓXIMA REVISTA

Neste 4º trimestre de 2015, estudaremos: O Começo de Todas as Coisas Estudos sobre o Livro de Gênesis.
Comentário das lições será feito por: Pr. Claudionor de Andrade

Sumário:capa revista quarto 2015
1- Gênesis, o Livro da Criação Divina
2- A Criação dos Céus e da Terra
3- E Deus os Criou Homem e Mulher
4- A Queda da Raça Humana
5- Caim Era do Maligno
6- O Impiedoso Mundo de Lameque
7- A Família que Sobreviveu ao Dilúvio
8- O Início do Governo Humano
9- Bênção e Maldição na Família de Noé
10- A Origem da Diversidade Cultural da Humanidade
11- Melquisedeque Abençoa Abraão
12- Isaque, o Sorriso de uma Promessa
13- José, a Realidade de um Sonho