A necessidade do novo nascimento

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3º TRIMESTRE 2017

A RAZÃO DA NOSSA FÉ

Assim cremos, assim vivemos

COMENTARISTA: Ezequias Soares

LIÇÃO 07 – A NECESSIDADE DO NOVO NASCIMENTO – (Jo 3.1-12)

 INTRODUÇÃO

Nesta lição definiremos o termo bíblico “novo nascimento”; destacaremos porque se faz necessário que o pecador seja regenerado; pontuaremos que este ato espiritual só pode ser experimentado por meio da Palavra de Deus e da ação do Espírito Santo; e, por fim, elencaremos alguns resultados práticos na vida daquele que teve esta experiência.

I – O QUE É O NOVO NASCIMENTO

Teologicamente o “novo nascimento” ou “regeneração” é “o milagre que se dá na vida de quem aceita a Cristo, tornando-o participante da vida e da natureza divinas. Através da regeneração o homem passa a desfrutar de um nova realidade espiritual” (ANDRADE, 2006, p. 317 – acréscimo nosso). A palavra regeneração no grego é “palinginesia” formada da expressão pálin”, ‘novamente’, e “génesis”, ‘nascimento’, significa portanto: “novo nascimento”. O Pastor Eurico Bergstén (2016, p. 174) diz que “a regeneração ou novo nascimento significa o ato sobrenatural em que o homem é gerado por Deus (1 Jo 5.18) para ser seu filho (Jo 1.12) e participante da natureza divina (2 Pe 1.4)”. A doutrina da regeneração é bíblica e foi  ensinada por  Jesus e pelos seus santos apóstolos (Jo 3.3,7; 2 Co 5.17; Gl  6.15; Jo 1.12.13;     Ef 2.1,5; Cl 2.13; Tt 3.5; Tg 1.18; 1 Pe 1.23). A Bíblia destaca algumas verdades sobre isso. Vejamos:

  • Um ato A desobediência humana recebeu como sentença a morte, tanto física quanto espiritual (Gn 2.16,17; Ez 18.4; Rm 6.23; Ef 2.1,5). Essa morte espiritual implica na separação da presença de Deus (Rm 3.23). Portanto, “morto espiritualmente” o homem necessita “nascer de novo” espiritualmente para ter comunhão com Deus. Por isso, no discurso de Jesus com Nicodemos o Mestre lhe diz: “Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus” (Jo 3.5). Segundo Beacon (2006, p. 49 – acréscimo nosso) a palavra traduzida como “de novo” é “anothen”, que tem vários significados e um deles é: “de cima”. Acerca disso Wilmington (2015, pp. 362,363) diz que: “o Messias estaria, então, dizendo que o único requisito para viver nesta terra é ter um nascimento físico; igualmente, o único requisito para viver um dia nos céus é ter um nascimento espiritual”. Esse “nascer do Espírito” em nada tem a ver com a reencarnação, que é um ensinamento que não encontra apoio nas Escrituras (2 Sm 12.21-23; Hb 9.27). Aliás, Nicodemos perguntou se a regeneração era vir de novo a vida fisicamente, voltando ao ventre materno (Jo 3.4). Jesus respondeu dizendo “o que é nascido da carne é carne, e o que é nascido do Espírito é espírito” (Jo 3.6).
  • Um ato Os profetas predisseram este ato sobrenatural (Dt 30.6; Jr 24.7; Ez 11.19; 36.26,27). Embora o Antigo Testamento tenha em vista a nação de Israel, a Bíblia emprega várias figuras de linguagem para descrever o que acontece no novo nascimento. Nestas passagens bíblicas o novo nascimento é comparado a uma “cirurgia interior”. Deixando claro que a regeneração é um ato divino operado pelo Espírito Santo no espírito do homem. Segundo Macgrath (2010, p. 525) “a regeneração altera a natureza interior do pecador”.
  • Um ato instantâneo e distinto. Diferente da santificação que é um processo, a regeneração é um ato instantâneo. A palavra “instantâneo” segundo o Aurélio significa: “que se dá num instante; rápido; súbito” (2004, p. 1113). O apóstolo Paulo nos diz: “assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é […]” (2 Co 5.17). É bom destacar também que a regeneração é uma etapa da salvação distinta da justificação, da santificação e da glorificação. A ordem segue-se assim: primeiro “o pecador é declarado justo” (justificação); em seguida “ele é feito justo” (regeneração); depois “ele vai se tornando justo” (santificação); e, por fim, ele “será perfeitamente justo” (glorificação).

II – A NECESSIDADE DO NOVO NASCIMENTO

Deus criou os seres humanos em um estado de perfeição: “Deus fez ao homem reto” (Ec 7.29-a). Uma das perfeições que Deus concedeu ao homem foi o poder do livre arbítrio (Gn 2.16). O primeiro casal fez uso da liberdade que desobedecer a Deus (Gn 3.1-6). O que seguiu-se a este mau uso da liberdade humana foi um estado de pecaminosidade, do qual não podemos escapar e reverter sem o auxílio divino. Dentre as consequências que o pecado trouxe ao homem, a principal delas, foi a morte espiritual (Gn 2.16,17; 3.2,3; Rm 6.23). A morte espiritual é a separação espiritual de Deus    (Is 59.2). Como toda a humanidade estava representada em Adão, quando ele caiu em transgressão, também toda a humanidade caiu com ele. O apóstolo Paulo deixa isso bem claro quando assevera: “por um homem entrou o pecado […] por isso que todos pecaram” (Rm 5.12). Confira também: (Rm 2.10-12; 3.23; 5.13-16). Geisler (2010, p. 104) acrescenta dizendo: “todo descendente de Adão — toda pessoa nascida de pais naturais desde o tempo da Queda — também está espiritualmente morto”. Diante de tal situação espiritual de morte, faz-se necessário o homem nascer espiritualmente de novo. Portanto, a regeneração é um imperativo (Jo 3.3,5).

  • Sem o novo nascimento o homem permanece morto espiritualmente. Paulo diz que o homem não regenerado “está morto em delitos e pecados” (Ef 2.1,5). Vale salientar que essa “morte” não é a incapacidade de corresponder ao chamado de Deus, mas a separação espiritual da presença dEle (Rm 23). Paulo disse que o homem nessa condição não compreende as coisas de Deus (1 Co 2.14). O pecador só pode ser vivificado, quando exposto a pregação da Palavra que ilumina o seu entendimento (Ef 1.18; 6.4; 2 Co 6.4), até então obscurecido pelo pecado (Ef 4.18) e pelo diabo (2 Co 4.4). No entanto, mesmo sendo iluminado, a pessoa pode optar por aceitar ou rejeitar o plano da salvação (Mt 16.24; Jo 7.37; Ap 22.17).
  • Sem o novo nascimento, o homem não tem acesso ao Reino de Deus. Por melhor que seja uma pessoa, ela não pode produzir sua salvação (Is 64.6; Tt 3.5). Jesus declarou ao religioso Nicodemos três vezes que “é necessário nascer de novo” (Jo 3.3,5,7). Moody (sd, p. 18) diz que esta “não é simplesmente uma exigência pessoal, mas universal”. Segundo o Mestre, o novo nascimento é necessário porque: (a) sem ele o homem não pode ver o Reino de Deus (Jo 3.3); e, (b) tampouco entrar nele (Jo 3.5). O homem do jeito que está não pode ter acesso ao Reino de Deus, pois é “filho da ira por natureza” (Ef 2.3); e andando na carne não pode agradar a Deus (Rm 8.8). Somente quando nasce de novo, este homem é criado em verdadeira justiça e santidade requeridas por Deus para que tenha acesso ao Reino (Ef 24).

III – COMO SE DÁ O NOVO NASCIMENTO

O novo nascimento não é produzido pelo próprio homem, nem pela religião, centros de ressocialização ou  qualquer outro meio terreno. Abaixo destacaremos os meios pelos quais o homem pode ser regenerado:

  • Pela Palavra de Deus. O Mestre Jesus ensinou que o novo nascimento é operado através da Palavra de Deus “Jesus respondeu: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer da água […], não pode entrar no reino de Deus” (Jo 3.5). A água de que fala o Senhor é meramente um símbolo de purificação, como ensinava o Logo, esta água aqui é símbolo da Palavra (Jo 15.3; Ef 5.26) e não as águas do batismo. O batismo em si não pode lavar pecados nem regenerar o pecador. Na verdade a Palavra de Deus é a divina semente (1 Pe 1.23) e o agente purificador (Jo 15.3; 17.17). Quando ela é aplicada em nosso coração pelo Espírito Santo, acontece o milagre do novo nascimento. É o que Tiago nos diz: “[…] ele nos gerou pela palavra da verdade […]” (Tg 1.18). A expressão “palavra da verdade” refere-se ao Evangelho (2 Co 6.7; Cl 1.5; 2 Tm 2.15). Normalmente no NT, o vocábulo “palavra” indica a mensagem cristã. O uso mais comum é “palavra de Deus” (At 6.2; 8.14; 13.46; Rm 9.6; 1 Co 14.36; Ef 6.17; 2 Tm 2.9).
  • Pelo Espírito Santo. A regeneração é mencionada nas Escrituras como uma ação do Espírito. No AT os profetas falaram dessa atividade do Espírito Santo (Is 32.15; Ez 36.27; 37.14; 39.29; Zc 12.10). Jesus disse a Nicodemos que o homem precisa “nascer da água e do Espírito” (Jo 3.5). O apóstolo Paulo também ensinou isto (Ef 4.24; Tt 3.5). O Espírito Santo esteve presente na criação do homem (Gn 2.7; Jó 33.4); de igual modo está presente na recriação deste homem (Jo 3.5; 20.22). A menção ao vento, aludindo a atividade do Espírito mostra que se trata de algo sobrenatural (Jo 3.8). Veja também (Ez 37.9; At 2.2). Zuck (2008, p. 220) é categórico ao afirmar que “alcança-se a regeneração apenas por intermédio da obra do Espírito Santo, não por meio de qualquer esforço humano”.

IV – RESULTADOS DO NOVO NASCIMENTO

Embora a regeneração seja um ato interno, esta mudança interior, gera uma notável e visível mudança exterior. Acerca disso afirmou Pastor Antônio Gilberto (2008, p. 186): “o novo nascimento abrange a regeneração e a conversão, que são dois lados de uma só realidade. Enquanto a regeneração enfatiza o nosso interior, a conversão, o nosso exterior. Quem diz ser nascido de novo deve demonstrar isso no seu dia-a-dia”. Vejamos alguns resultados do novo nascimento, segundo a Bíblia Sagrada:

  1. O crente agora é nova criatura em Cristo e tudo se fez novo (2 Co 17);
  2. O crente agora pratica atos de justiça (1 Jo 29);
  3. O crente já não pratica o pecado como estilo de vida (1 Jo 3.9; 18);
  4. O crente agora ama a Deus e ao homem (1 Jo 4.7; 18);
  5. O crente agora afirma corretamente a divindade de Jesus Cristo (1 Jo 1);
  6. O crente agora é protegido contra o maligno (1 Jo 18);
  7. O crente agora pode vencer este mundo perverso (1 Jo 4).

CONCLUSÃO

O pecado atingiu o homem e o destituiu da glória de Deus. Todavia, Deus tomou a iniciativa de restaurar a comunhão outrora perdida com o homem, através do evangelho, que iluminando o entendimento humano, pode vivificá-lo, transformar o seu interior e levá-lo a ser participante da natureza divina.

REFERÊNCIAS

  • ANDRADE, Claudionor de. Dicionário Teológico.
  • FERREIRA, Aurélio Buarque de Novo Dicionário da Língua Portuguesa. POSITIVO.
  • GEISLER, Norman. Teologia Sistemática.
  • GILBERTO, Antonio, et al. Teologia Sistemática Pentecostal.
  • MCGRATH, Alister E. Teologia sistemática, Histórica e Filosófica.
  • MOODY, L. Comentário Bíblico de João. PDF.
  • STAMPS, Donald C. Bíblia de Estudo Pentecostal. CPAD.

Fonte: http://www.adlimoeirope.com

 

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Jesus Cristo, o modelo supremo de caráter

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2º TRIMESTRE 2017

O CARÁTER CRISTÃO

Moldado pela palavra de Deus e provado como ouro

COMENTARISTA: Elinaldo Renovato

LIÇÃO 13 – JESUS CRISTO, O MODELO SUPREMO DE CARÁTER (Mt 1.18,21-23; 3.16,17)

 INTRODUÇÃO

Nesta última lição aprenderemos sobre Jesus como o exemplo maior de caráter; destacaremos algumas informações básicas a seu respeito; elencaremos algumas virtudes inerentes ao seu caráter; e por fim, pontuaremos a importância de seguirmos como cristãos, os passos de Jesus o modelo supremo de caráter.

I – DEFINIÇÕES DOS TERMOS MODELO E SUPREMO

  1.  Modelo. Segundo Aurélio (2004, p. 1344) modelo é: “aquilo que serve de exemplo ou norma; pessoa ou ato que, por sua importância ou perfeição, é digno de servir de exemplo”. Do grego “tupos”, possui entre outros, o significado de “marca, impressão, forma ou molde” (Rm 6.17), “modelo, padrão” (At 7.44; Hb 8.5); podendo ser em: (a) sentido ético (1Co 10.6; Fp 3.17; 1Ts 1.7; 2Ts 3.9; 1Tm 4.12; Tt 2.7; 1Pd 5.3); e (b) sentido doutrinário (Rm 5.14) (VINE, 2002, p. 796).
  2. Supremo. De acordo com o dicionário da língua portuguesa, “supremo” em termos gerais quer dizer: “que está acima de tudo; superior” (FERREIRA, 2004, p. 1898). Jesus é superior, essa é a temática principal do escritor da epístola aos Hebreus; sendo o Senhor descrito textualmente nas páginas do Novo Testamento como: (a) Sumo Sacerdote (Hb 3.1; 4.14) e, (b) Sumo pastor (1Pd 5.4).

II – INFORMAÇÕES SOBRE JESUS

  1. Nome. Jesus é a forma grega do termo hebraico “Josué”, que significa “Yahweh (o Senhor) salva”. Sem dúvida o nome Josué era bem popular nos dias de Jesus e isso explica o uso ocasional da expressão “Jesus de Nazaré” ou “Jesus, o nazareno” (Jo 1.45), para diferenciá-lo de outros com o mesmo nome (Cl 4.11; Mt 26.71) (GARDNER, 2005, p. 327 – acréscimo nosso). A designação dupla Jesus Cristo combina, o nome pessoal e o título “Cristo”, cujo significado é “ungido” ou “Messias” (BRUCE et al, 2004, p.755).
  2. Genealogia. Cristo veio do Pai (Jo 16.28), mas nasceu de uma mulher (Gl 4.4); Ele é o “[…] Maravilhoso Conselheiro, o Deus forte, o Pai da eternidade, o Príncipe da paz” (Is 9.6-b), mas nasceria como um menino, “Porque um menino nos nasceu […]” (Is 9.6-a). Jesus teve como qualquer outro judeu, a sua árvore genealógica, sendo assim destacada a sua humanidade. Paulo a respeito da natureza humana de Jesus afirma: “[…] que nasceu da descendência de Davi segundo a carne(Rm 1.3). A Bíblia registra duas genealogias de Jesus (Mt 1.1-17; Lc 3.23-38).
  3. Lugar onde nasceu e cresceu. O local de seu nascimento se deu em Belém como havia sido predito (Mq 5.2; Mt 2.1,4-6,8; Lc 2.1-7,11), no entanto, Jesus cresceu e desenvolveu boa parte de sua vida na cidade de Nazaré (Mt 2.23; Lc 4.16); uma pequena aldeia da Galiléia, situada acima do nível do mar; tal localização talvez deu origem ao seu nome possivelmente derivado do termo aramaico “nastsrat”, que significa “torre de vigia”. Outra derivação que tem sido sugerida é a que provém do vocábulo hebraico “netser”, que quer dizer “broto, renovo”, uma vez que o clima temperado no vale faz florescer as flores e surgirem os frutos abundantemente (DOUGLAS, 2006, p. 921). Embora não fosse uma cidade importante antes do período do Novo Testamento (Jo 1.46), Nazaré tornou-se “imortal, ou seja, ganhou notoriedade como a cidade natal de Jesus, o Messias (Lc 18.37; 24.19; Jo 1.15) (BRUCE et al, 2004, p. 1012 – grifo nosso).

III – JESUS CRISTO: O MODELO SUPREMO DE CARÁTER

Jesus é incomparavelmente o homem mais célebre que já existiu na face da terra. Nunca existiu e nem existirá, alguém que possuiu um modelo tão completo de todas as virtudes, um tipo tão excelente de caráter quanto Jesus. Vejamos alguns traços do seu perfeito caráter e personalidade:

  1. Impecável. Como homem Jesus se distinguiu dos demais, pois não conheceu pecado. Devido a sua impecabilidade, é chamado de “[…] o Santo e o Justo” (At 3.14; ver Jo 6.69; At 7.52; 22.14), expressão que o exalta como modelo de caráter. Embora tenha vivido em “semelhança da carne” (Rm 8.3). Ele jamais cometeu pecado (2Co 5.21; Hb 4.15). Ele era santo (Hb 7.26), incontaminado e imaculado (1Pd 1.19; 2.22), Nele não havia pecado (1Jo 3.5); era justo em sentido absoluto (1Jo 3.7); tal qualidade foi reconhecida e declarada até pelos demônios (Mc 1.24); tendo Jesus autoridade para desafiar a todos, dizendo: “Quem dentre vós me convence de pecado? […]” (Jo 8.46).
  2. Submisso. Uma outra virtude destacável do caráter de Jesus é a sua submissão. O Senhor Jesus apesar da sua natureza Divina, como homem se matriculou na escola da obediência, para nos deixar o exemplo: “Ainda que era Filho, aprendeu a obediência, por aquilo que padeceu” (Hb 5.8). Em vários momentos de sua vida tal atitude pode ser evidenciada: (a) em sua encarnação (Fp 2.5-7); (b) em sua vida familiar obedecendo seus pais José e Maria (Lc 2.51); (c) ao ser batizado nas águas por João Batista (Mt 3.13-15); (d) ao fazer e ensinar a vontade de Deus o Pai (Jo 6.38; 8.28); (e) em não revidar as afrontas (1Pd 2.23); e, (f) ao entregar a sua vida pela humanidade (Mt 26.39; Fp 2.8).
  3. Humilde. Jesus era humilde de coração (Mt 11.29), ele várias vezes lembrou aos seus apóstolos que, mesmo sendo Mestre e Senhor, tinha se tornado servo (Mt 20,25-28; Lc 22.24-27); e, às vésperas de sua crucificação, Jesus deu o maior exemplo de humildade ao lavar os pés dos seus discípulos, um papel destinado ao escravo da casa (Jo 13.1-17). Podemos lembrar especialmente, a dolorosa série de inesquecíveis humilhações que ele sofreu sem queixar-se, mesmo que as tivesse sentido vivamente (Mt 26.55; Mc 14.48; Lc 22.52). A humildade de Jesus também é expressa quando lhe faziam elogios, e ele atribuía toda a glória ao Pai (Mt 19.16-17; Mc 10.17-18; Lc 18.18-19).
  4. Carismático. Segundo dicionário da língua portuguesa, uma pessoa carismática é: “alguém que desperta carisma ou admiração dos demais, encantador, simpático, cativante, sedutor, atrativo, querido, atraente, atencioso, influente e agradável”. Em seu ministério Jesus revelou sua simpatia e admiração ao dar atenção especial a várias classes de pessoas (Mc 10.13-16; Jo 3.1-10; 4.7-30). Até mesmo os seus opositores se admiravam e testificavam do seu comportamento e de suas palavras (Jo 7.32,45,46).
  5. Manso. É uma virtude que se opõe à rudez (Mt 5.5), e o nosso Senhor Jesus Cristo sempre foi manso e benigno (2Co 10.1; Mt 11.29). Quem é manso é pacificador (Mt 5.9), e por isso, somos conclamados a seguir a paz e, na medida do possível, ter paz com todos os homens (Rm 12.18; 1Co 7.15; Hb 12.14; 1Pd 3.11).
  6. Misericordioso. É a compaixão pela necessidade alheia (Mt 5.7); Jesus foi misericordioso com os homens em suas fraquezas e privações (Mc 5.19; Hb 2.17; Tg 5.11; 2Co 1.3 ver Mt 15.22; 17.15). Lembremos, pois, que a misericórdia é um mandamento divino, e que a Bíblia condena a indiferença para com os pobres (Lc 6.36; Mt 12.7). Sejamos misericordiosos assim como Jesus nos ensinou na parábola do samaritano (Lc 10.37).
  7. Coração puro. Outro traço do caráter de Jesus é a pureza de coração (1Jo 3.3), e quando olhamos para as Escrituras, vemos que o coração representa a personalidade (Mt 5.8), o centro das emoções humanas (Sl 15.2; 16.9; 51.10; Mc 7.21- 23). Ao repreender os fariseus, o Senhor destaca como a pureza interior é necessária, dizendo serem semelhantes aos “sepulcros caiados” (Mt 23.27). Em contraste com a hipocrisia e malícia dos fariseus, Jesus revela a sua pureza de coração, no perdão concedido a mulher apanhada no ato de adultério (Jo 8.3). O Senhor que conhece os pensamentos (Fp 4.8) e as motivações das ações cotidianas (1Co 4.5), manifestou em seu santo e justo julgamento o pecado dos acusadores (Jo 8.7,9), revelando favor à mulher (Jo 8.10,11).

IV – O CARÁTER DE JESUS COMO MODELO A SER SEGUIDO

Como autênticos filhos de Deus (Ef 5.1), precisamos olhar (Hb 12.1), e, seguir o exemplo de Jesus: “Porque eu vos dei o exemplo, para que, como eu vos fiz, façais vós também(Jo 13.15). A respeito da prática cristã, usando Cristo como referencial, o apóstolo Pedro exorta: “[…] para que sigais as suas pisadas(1Pd 2.21). Já o apóstolo João lembra: “Aquele que diz que está nele, também deve andar como ele andou(1Jo 2.6). E para isso, o cristão precisa ser:

  1. Justo e irrepreensível. O Senhor Jesus foi justo (Mt 5.6), e ordenou aos seus discípulos que priorizassem, acima de todas as coisas, o Reino de Deus e a sua justiça (Mt 6.33). Em um mundo perverso (At 2.40), onde as pessoas estão mais preocupadas em acumular riquezas (2Tm 3.2) do que socorrer ao aflito e necessitado, o verdadeiro crente deve: (a) refletir o caráter de Cristo através de uma vida de santidade e retidão (Mt 6.25,31,34), (b) ser irrepreensível (Fp 2.15-a), ou seja, alguém cuja moral não pode ser atingida, não tendo do que dizer de mal quanto a sua conduta (Tt 2.8), (c) destacar as características da vida cristã, em meio à corrupção (Fp 2.15-b); (d) possuir as virtudes que o qualifica o para a obra do ministério (1Tm 2; Tt 1.6,7); e, (e) ter a marca de quem espera a segunda vinda de Jesus (2Pd 3.14).
  2. Submisso. Atitude proveniente de um coração obediente e que reconhece as autoridades constituídas, sejam seculares (Rm 13.1-7; Tt 3.1; 1Pd 2.13), ou espirituais (Hb 13.17), que prioriza tal comportamento com vistas a comunhão fraternal (1Pd 2.18; 5.5), sobretudo à pessoa de Deus (Tg 4.7).
  3. Humilde. Jesus foi modesto em toda a sua maneira de viver (Mt 11.29). Ele demonstrou sua humildade ao despojar-se de sua glória (Fp 2.6,7); na irrestrita obediência à vontade do Pai (Jo 5.30; 6.39; Fp 2.8); quando lavou os pés dos discípulos (Jo 13.3-5); e ao relacionar-se com todas as pessoas, independentemente de sua raça ou posição social (Mt 9.11; 11.19; Jo 3.1-5; 4.1-30). A humildade é um aspecto do caráter imprescindível a todos os crentes (Ef 4.1,2; Cl 3.12), pois os humildes sempre alcançam o favor do Senhor (Tg 4.6).

CONCLUSÃO

A aparição de Jesus Cristo é um marco na história da humanidade; sua vida e ministério tem sido o referencial para a todas as gerações; seu caráter destacado é um exemplo a ser admirado por todos e sobretudo ser imitado por aqueles que querem viver a plenitude da vida cristã.

REFERÊNCIAS

  • BRUCE, F.F et al. Dicionário Ilustrado da Bíblia. VIDA
  • DOUGLAS, J.D. O Novo Dicionário da Bíblia. VIDA
  • FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda. Novo Dicionário da Língua Portuguesa.
  • GARDNER, Paul. Quem é quem na Bíblia.
  • STAMPS, Donald C. Bíblia de Estudo Pentecostal. CPAD
  • VINE, W.E et al. Dicionário Vine.

Fonte: http://www.adlimoeirope.com

PRÓXIMO TRIMESTRE

Lições Bíblicas 3° Trimestre de 2017, Adultos – CPAD

TÍTULO: A Razão da Nossa Fé

Subtítulo: Assim cremos, assim vivemos

Comentarista: Pr. Esequias Soares

Classe: Adultos

TEMAS DAS LIÇÕES.

Lição 1 – Inspiração Divina e Autoridade da Bíblia

Lição 2 – O Único Deus Verdadeiro e a Criação

Lição 3 – A Santíssima Trindade: um só Deus em três Pessoas

Lição 4 – O Senhor e Salvador Jesus Cristo

Lição 5 – A Identidade do Espírito Santo

Lição 6 – A Pecaminosidade Humana e a sua Restauração a Deus

Lição 7 – A Necessidade do Novo Nascimento

Lição 8 – A Igreja de Cristo

Lição 9 – A Necessidade de Termos uma Vida Santa

Lição 10 – As Manifestações do Espírito Santo

Lição 11 – A Segunda Vinda de Cristo

Lição 12 – O Mundo Vindouro

Lição 13 – Sobre a Família e a sua Natureza

Uma vida cristã equilibrada

        

TERCEIRO TRIMESTRE DE 2013

FILIPENSES: a humildade de Cristo como exemplo para a Igreja

COMENTARISTA: ELIENAI CABRAL

equilibrio

LIÇÃO 11 – (Fp 4.5-9)

 INTRODUÇÃO

A fim de termos uma vida cristã equilibrada e frutífera, precisamos ocupar nossa mente com tudo aquilo que é agradável a Deus. Na lição em apreço, veremos a definição da palavra equilibrio; estudaremos os conselhos paulinos para a igreja de Filipos sobre como viver através do autocontrole; e veremos como a moderação e o equilíbrio na mente do crente é importante.

I – DEFINIÇÕES

A palavra equivalente para “equilíbrio” no grego é “enkráteia” que significa literalmente “temperança, autocontrole”, derivado de “kratos” (At 24.25; Gl 5.22; 2 Pe 1.6). Temos também a palavra grega “enkrates” que denota “alguém que exerce autocontrole” (Tt 1.8). Pode-se ainda citar a palavra “sõphrõn” que denota “alguém de mente sã, controlado, com autodomínio, sóbrio, equilibrado, moderado” (1Tm 3.2; Tt 2.2; 2.5). Já a palavra “sõphronizõ” diz respeito a “alguém de mente pura” (Fp 4.8).

II – A MODERAÇÃO E O EQUILÍBRIO NA VIDA VIDA CRISTÃ

2.1  Seja a vossa equidade notória a todos os homens […] (Fp. 4.5). A palavra equidade no original é “eiekes” que significa “moderação, autocontrole”. Moderação, autocontrole ou equidade diz respeito a estar contente com os outros e ser generoso para com eles. Pode se referir também a misericórdia e brandura para com as faltas e transgressões alheias. Pode até se referir a paciência de alguém que suporta a injustiça ou maus-tratos sem revidar. A exortação paulina parece combater posições obstinadas e demonstrações de severidade demasiada sobre qualquer coisa. Devemos ter um espírito tolerante e misericordioso que afasta a obrigação de cobrar todos os direitos, ou vingar-se de todas as injustiças.

 2.2  […] Perto está o Senhor (Fp. 4.5). O termoepieikes”, que é traduzido no português por “moderação”, na ARC (Almeida Revista e Corrigida) indica “uma docilidade que não revida”. O motivo para esta “doce moderação” é a iminente volta de Cristo. A expressão “Perto está o Senhor” pode se referir a proximidade no espaço ou no tempo. O contexto sugere no espaço; pois o Senhor rodeia todos os crentes com sua presença (Sl 119.151). Esta expressão também servia como palavra de alerta da igreja primitiva (I Co. 16.22).

2.3 Não estejais inquietos […] (Fp 4.6-a). A hostilidade do paganismo (Fp. 1.28) poderia produzir ansiedade em alguns irmãos. Por isso, o apóstolo trás esta palavra. Afligir-se ou preocupar-se indica falta de confiança na soberania do Senhor. Paulo sabia muito bem o que era padecer, pois, ele enfrentou diversos tipos de aflições. No entanto, tinha convicção que jamais seria desamparado: “Em tudo somos atribulados, mas não angustiados; perplexos, mas não desanimados. Perseguidos, mas não desamparados; abatidos, mas não destruídos(II Co 4.8,9).

 2.4 […] por coisa alguma […] (Fp 4.6-a). Não é fácil estar contente no sofrimento, mas isto é o que o cristão é chamado frequentemente a fazer. O cristão que está lutando contra Satanás sofrerá nesta vida (2 Tm 3.12). Mas, podemos regozijar-nos, não importa quão dura seja a situação. Se simplesmente nos mantivermos perto do Senhor, em oração, e pelo nosso próprio comportamento moderado, até mesmo no sofrimento poderemos conhecer a paz “que excede todo o entendimento” (Fp 4.7). Paulo está escrevendo com experiência (At 16.19-25).

 2.5 […] antes as vossas petições sejam em tudo conhecidas diante de Deus […] (Fp 4.6-b). Paulo ensina aos filipenses que orar é tornar nossos pedidos conhecidos diante de Deus. É compartilhar com Ele tudo o que está em nosso coração, sabendo que Ele se importa com a nossa vida e todas as nossas necessidades. Temos muitos exemplos disto em toda a Bíblia (I Sm 1.9-11; Ne 2.4; Dn 6.10; Jo 11.41,42; At 12.5).

 2.6  […] pela oração e súplica, com ação de graças (Fp 4.6-c). A palavra oração vem do hebraico “tefilah”, e do grego “proseuchomai”. Segundo o Dicionário Teológico de Claudionor Corrêa de Andrade, oração é uma “prece dirigida pelo homem ao seu Criador com o objetivo de: 1) Adorá-lo como Criador e Senhor de tudo quanto existe; 2) Pedir-lhe perdão pelas faltas cometidas; 3) Agradecer- lhe pelos favores imerecidos; 4) Buscar proteção e uma comunhão mais íntima com Ele; Colocar-se à disposição de seu reino”. Em síntese, podemos dizer que a oração é o antídoto contra à ansiedade e descontentamento. Com a oração colocamos “cercas” nas entradas da nossa mente e do nosso coração, para impedir a penetração de pensamentos oriundos do tentador.

2.7 E a paz de Deus, que excede todo o entendimento […] (Fp 4.7-a). Segundo o dicionário Aurélio, paz significa “ausência de lutas, violências ou pertubações sociais”, “tranquilidade pública”, “concórdia” ou “harmonia”. O termo hebraico para paz é “shalom” que pode significar “bem, feliz, tranquilo, saúde e prosperidade”. O termo grego é “eirene” que tem as idéias de “paz, harmonia, acordo, descanso e quietude”. Espiritualmente falando, Paz é uma cultivação (fruto) do Espírito (Gl 5:22) que produz tranquilidade a despeito das circunstâncias. A paz de Deus” cria uma harmonia entre Deus e o homem (Rm 5:1; Col 1:20 :Fl 4:7). Essa paz emana da segurança absoluta de que todas as circunstâncias que surgem na vida, especialmente as que estão fora de nosso controle, mas que estão no controle de Deus, cooperam para o nosso bem. Lancemos Nele toda a nossa ansiedade, porque ele tem cuidado de nós (I Pe 5.7).

2.8 […] guardará os vossos corações e os vossos sentimentos em Cristo Jesus (Fp 4.6-b). Paulo ensina também que é possível o crente regozijar- se, mesmo em meio ao sofrimento: Regozijo-me agora no que padeço por vós, e na minha carne cumpro o resto das aflições de Cristo, pelo seu corpo, que é a igreja” (Cl 1.24). A Epístola aos Filipenses, por exemplo, foi escrita quando Paulo estava preso em Roma (Fp 1.12,14). No entanto, ele não demonstra angústia, tristeza ou frustração; pelo contrário, é nesta carta em que ele mais demonstra o seu regozijo e alegria (Fp 1.4,18; 2.2,17; 3.1; 4.1,4,10).

III – A MODERAÇÃO E O EQUILÍBRIO NA MENTE DO CRENTE

Neste “parágrafo da saúde mental” (Fp 4.8), Paulo apresenta uma lista de virtudes que poderiam muito bem ter saído da pena de um moralista grego. Duas, das oito virtudes não aparecem em nenhum outro lugar do NT; e, de todas as cartas de Paulo, uma só ocorre aqui. As virtudes listadas neste texto, todas elas fazem parte do Fruto do Espírito Santo (Gl 5.22,23).

A Bíblia nos ensina que devemos ter “a mente de Cristo” (I Co 2.16). Devemos ser pessoas maduras, que, pela renovação da nossa mente, rejeitamos ter uma mente moldada segundo “este século”, para que possamos “experimentar a boa, agradável e perfeita vontade de Deus” (Rm 12.2). Sujeitando-nos ao poder do Espírito, podemos levar cativo todo pensamento à obediência de Cristo. Vejamos:

3.1 “Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro […] (Fp 4.8-a). O termo grego para “verdadeiro” é “alethinos” e significa: “lidar fielmente ou verdadeiramente com alguém”. Refere-se a tudo que é “genuíno, sincero, fiel”. Pode-se afirmar que tudo que é verdadeiro se encontra em Deus (2Tm 2.25), em Cristo (Ef 20.11), no Espírito Santo (Jo 16.13) e na Palavra de Deus (Jo 17.17).

 3.2 […] tudo o que é honesto […] (Fp 4.8-b). A palavra para “honesto” no grego é “kalos” que diz respeito aquilo que é: “bom, admirável, conveniente, decente, decoroso, correto, honrável, conduta que merece estima” (Lc 8.15; Rm 12.17; 2Co 8.21; 13.7). O termo significa “digno de respeito”. Os crentes devem meditar em tudo aquilo que é digno de respeito e adoração, ou seja, o sagrado em oposição ao profano.

 3.3 […] tudo o que é justo […] (Fp 4.8-c). Para o termo “justo” no grego a expressão é “díkaios” que diz respeito ao que é “certo, direito, íntegro” (Mt 1.19; Lc 1.6; Rm 1.17; 2.13; 5.7). O crente deve pensar em harmonia com o padrão divino de santidade.

 3.4 […] tudo o que é puro […] (Fp 4.8-d). A palavra nos originais para “amável” é a expressão grega “hagnos” que quer dizer: “não contaminado, santo, limpo de contaminação” Isso refere-se a tudo o que é moralmente limpo e imaculado. Pode-se dizer ainda o termo “eilikrines” que significa: “sem mistura, genuíno, puro, pureza moral e ética”.

 3.5  […] tudo o que é amável […] (Fp 4.8-e). O termo grego “prosphilês” quer dizer: “agradável, afável, aprazível, adorável”. Por inferência, os crentes devem concentrar-se no que é bom e agradável.

 3.6 […] tudo o que é de boa fama […] (Fp 4.8 -f). A palavra Fama vem do termo grego “pheme” que significa: “declaração, relatório” palavra cognata de “phemi” que quer dizer: “estar claro, brilhar, esclarecer” dando a ideia que uma boa fama, é a mesma coisa que estar em lugar onde todos podem ver. É alguém altamente respeitado ou de boa intenção. Refere-se ao que é, em geral, bem-conceituado no mundo.

 3.7   […] se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai” (Fp 4.8-g). Para a palavra “virtude” no grego aparece o termo “areté”, que denota tudo aquilo que obtém estimação por uma pessoa, bondade moral, virtude. A palavra “louvor” é o termo grego “ainos” que significa “louvor”. Já a expressão grega “epainos” quer dizer: “elogio, aprovação”.

CONCLUSÃO

Estudamos sobre as virtudes que acompanham aqueles que já experimentaram o novo nascimento. Vimos algumas virtudes daqueles cujas vidas foram transformadas pelo Evangelho de Jesus. E, por fim, estudamos que o pensamento é o pai da ação, e, pode nos motivar a louvar a Deus com nossas ações ou não.

REFERÊNCIAS

  • Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal. CPAD.
  • STAMPS, Donald C. Bíblia de Estudo Pentecostal. CPAD.
  • ARRINGTON, French L.; STRONSTAD, Roger. Comentário Bíblico Pentecostal. CPAD.
  • CHAMPLIN, Russell Norman, O Novo Testamento Interpretado versículo por versículo. vol. 5. HAGNOS.
  • MACARTHUR. Bíblia de Estudo. SBB.

VINE, W.E, et al. Dicionário Vine: o significado exegético e expositivo das palavras do AT e do NT. CPAD.

Fonte: http://www.rbc1.com.br/licoes-biblicas/index/

Filipenses Humildade

O profeta HABACUQUE

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O justo viverá da Fé

DADOS PESSOAIS

O nome Habacuque é de significado incerto. Alguns creem que vem da palavra hebraica Habaq que significa “abraçar” – assim, seu nome significaria um “abraço ardente”. “Este nome torna-se apropriado no final do seu livro porque Habacuque escolhe se agarrar firmemente a Deus independentemente do que acontece à sua nação – 3:16-19”. Jerônimo preferiu a ideia de abraçar, ao invés de lutar “, porque ele lutou com Deus”. Martin Luther se mostra favorável a esta ideia, dizendo: “Certamente não é inconveniente, pois neste pequeno livro, vemos um homem, com seriedade mortal, lutando com o poderoso  problema da teodiceia (a justiça divina) em um mundo às avessas. “

Outros sugeriram que o seu nome era derivado de uma flor Assíria – Hambaququ – mas não há como se verificar isso. De acordo com uma tradição popular judaica ele era o filho da mulher sunamita, uma vez que Eliseu lhe disse: “Nesta época do ano seguinte você deve abraçar (habaq) um filho “(II Reis 4:16). A segunda tradição o identifica com o “vigia” de Isaías 21:06. Um material lendário adicional pode ser adquirida a partir das páginas do livro apócrifo Bel e o Dragão (vs. 33-42), onde um anjo leva este profeta pelos cabelos para a Babilônia para alimentar Daniel na cova dos leões.

Apócrifo – Bel e o Dragão 33-42

DATA

Diferente do seu nome, pouco se sabe sobre este profeta. Ele, aparentemente, vivia como um dos profetas chamados de Deus (Habacuque 1:1) e não estava envolvido em nenhuma profissão secular como Amós (Amós 7:14-15). Alguns deduziram que a declaração final do livro – “Para o diretor do coro, em meus instrumentos de cordas “(03:19) – pode indicar que o foi também um levita e um membro do coro do templo, ou que ele estava de alguma outra forma relacionados com a adoração do Templo em Jerusalém. Também podemos admitir com confiança de que ele era um profeta do reino do sul de Judá, e que muito provavelmente viveu em Jerusalém.

A única referência de tempo explícita nesta profecia é 1:6, onde o Senhor diz: “Eu estou levantando os caldeus” (babilônios). Na verdade, os caldeus eram “uma tribo de semitas do sul da Babilônia, que, sob a liderança de Nabopolassar, tornou-se governantes do império neo-babilônico” (Jack Lewis).

Isto implica um tempo antes de sua ascensão ao poder (que veio depois da batalha crítica de Carquemis em 605 aC). Antes deste tempo os babilônios não eram uma força mundial reconhecida. É por isso que o Senhor diz a Habacuque: “Olhe entre as nações! Observe! Espantai! Maravilhai! Porque eu estou fazendo algo em seus dias que você não acreditaria se lhe dissessem” (Habacuque 1:5).

Habacuque 1:2-4 (as condições internas em Judá) aponta para um tempo após o reinado de Josias (640-609 aC). No entanto, durante o reinado de Joaquim (609-597 aC), especialmente durante os primeiros anos de seu reinado, as condições se encaixam. Ele era um rei ímpio que levou a nação ao caminho da destruição – II Reis 23:34 – 24:5, Jeremias 22:18.

“Parece melhor, portanto, atribuir a pregação de Habacuque para uma data pouco antes de 606 aC, mas após o início do movimento da Babilônia para a conquista do mundo oriental” (Gleason Archer). “A data provável para este livro é cerca de 607 AC”.

HISTÓRICO

Após a morte do bom rei Josias em Megido (609 aC) – II Reis 23:29 – seu filho, Jeoacaz, foi feito rei. Ele tinha apenas 23 anos, e de acordo com II Reis 23:32 “fez mal aos olhos do Senhor.” Ele reinou por apenas 3 meses, e então Faraó Neco do Egito o depôs e colocou seu irmão, Joaquim (também chamado Eliaquim), sobre o trono (II Reis 23:33-37). Ele tinha 25 anos quando assumiu o trono e ele também fez o mal aos olhos de Deus.

“Dentro de um período de aproximadamente 20 anos, os caldeus invadiram Judá em ondas sucessivas, e, finalmente, destruiu o país e levou seus habitantes para o cativeiro em 586 aC”. Internamente, o povo de Deus foi apanhado em decadência religiosa e confusão moral.

“Olhando sobre eles, Habacuque vê uma vívida demonstração dos males prevalecentes. Ele enumera aqueles que são orgulhosos e seguros em seus próprios caminhos:

  • Os agressores injustos – 2:6-8
  • Aqueles que justificam seus maus caminhos – 2:9-11
  • Aqueles que derramam sangue para proveito pessoal – 2:12-14
  • Aqueles que enganam seus vizinhos – 2:15-17
  • Aqueles que confiam em ídolos – 2:18-19

A série dos cinco problemas acima é na forma de (uma canção de provocação), e eles são, basicamente, contra: avidez e agressão… autoafirmação, exploração e extorsão… violência… imoralidade e desumanidade… idolatria.

A FINALIDADE DE HABACUQUE

“O livro de Habacuque difere de outros livros de profecia em um aspecto especial. Ao invés de levar a mensagem de Jeová diretamente ao povo, ele leva a denúncia representando o povo de Jeová,” (Homer Hailey). Habacuque é um homem de Deus, um homem de fé, que fica perplexo com o que está acontecendo ao seu redor. Ele não entende por que Deus está fazendo o que está fazendo. Parece incoerente com o que tem sido revelado anteriormente.

Portanto, o profeta vai para Deus e faz algumas perguntas difíceis, e ele recebe algumas respostas que o intrigam ainda mais. No entanto, por tudo isso, se ele entende ou não, a sua fé em Deus nunca vacila! “Seu espírito está profundamente perturbado… Como Deus poderia permitir tanto sofrimento e morte? Como Deus poderia punir seu próprio povo, ainda que eles pecaram, por uma nação que era ainda mais perversa?” (Hester, o coração da história hebraica ). “Como pode um Deus justo usar os caldeus ímpio para punir o seu povo, que, apesar de sua apostasia, ainda é mais justo do que eles?”.

“A violência e a violação da lei abundavam, e os ímpios parecia pelo menos superficialmente triunfarem. Conforme a tudo o que sabia Habacuque sobre a santidade de Deus e da aliança (cf. Deut. 26-33, em que Habacuque parecia dependente), o Senhor deveria ter se levantado a corrigir a situação, particularmente em resposta à oração de fé dos crentes como Habacuque, para a mudança. Tal correção não tinha sido próxima, e a oração dos justos e da luta pela justiça na terra parecia em vão, com tal resultado, o programa de Deus de redenção histórica estaria ameaçado”.

“Porque que o mal e o sofrimento estão desenfreados em nosso mundo? A bondade e justiça parecem falhar! Como é que Deus, que é tão contra o errado, vai tolerar o errado? É justo o que Deus está fazendo? É honestamente esta a coisa, moral e ética a fazer? ” (D. Stuart Briscoe).”Habacuque é um profeta livre pensador que não tem medo de lutar com questões que testam sua fé”. Tais lutas espirituais não são novidade! “Jeremias, também, pergunta e protesta com Deus como ele lida com o problema intratável da prosperidade dos ímpios — Jeremias 12:1-4; 13:17; 15:10-18; 20:7-18”.

Habacuque, no entanto, “foi honesto em buscar a verdade se dirigindo diretamente a Deus” (Hester, o coração da história hebraica). “Uma vez que ele tem dúvidas e se atreve a expressá-las, ele não comete o erro de deixar Deus fora de cogitação! Mesmo estando ele cheio de dúvida, ele traz a sua angústia e suas dúvidas a respeito de Deus ao próprio Deus!” (D. Stuart Briscoe).

A conclusão final de Habacuque é que devemos permitir que Deus seja Deus e permitir que Ele faça coisas à sua maneira e em seu próprio tempo. Nosso trabalho é confiar nele e viver pela fé! “O justo viverá pela sua fé” (Habacuque 2:4) — o versículo chave deste livro inteiro! Embora nem sempre as coisas saiam como gostaríamos, mas vamos nos alegrar no Senhor de qualquer maneira! (Habacuque 3:17-19).

“Apesar das contrarias aparências, Deus ainda está no trono, como o Senhor da história e governante das nações. Deus pode ser lento para a ira, mas toda a iniquidade será punida. Ele é o mais digno objeto de fé, e o homem justo vai confiar nele em todos os momentos”. “Além de Isaías (Is 7:9; 28:16), nenhum outro profeta salientou a importância da fé e da confiança em oração de tal forma como fez Habacuque. O tema central da profecia de Habacuque, a saber, que o justo viverá pela.. sua fé (2:4), é retomada no NT, e aplicada em contextos significativos: Romanos 1:17, Gálatas 3:11, Hebreus 10:38-39 “(Enciclopédia Ilustrada Zondervan da Bíblia ).

“O profeta fecha seus poemas com uma das maiores declarações de fé que podem ser encontrados na literatura bíblica. O profeta que levantou tais questionamentos na primeira parte do seu livro declara que ainda que venha o pior de tudo, ele vai segurar firmemente no Senhor “(Jack P. Lewis). “Ainda que Ele me mate, eu esperarei nele. contudo vou argumentar meus caminhos diante dele” (Jó 13:15).

“O crescimento da fé oriunda da perplexidade e da dúvida para a altura da confiança absoluta é um dos belos aspectos do livro. Sua lição é para todos os tempos!”(Homer Hailey).

Por Al Maxey

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