Jesus Cristo, o modelo supremo de caráter

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2º TRIMESTRE 2017

O CARÁTER CRISTÃO

Moldado pela palavra de Deus e provado como ouro

COMENTARISTA: Elinaldo Renovato

LIÇÃO 13 – JESUS CRISTO, O MODELO SUPREMO DE CARÁTER (Mt 1.18,21-23; 3.16,17)

 INTRODUÇÃO

Nesta última lição aprenderemos sobre Jesus como o exemplo maior de caráter; destacaremos algumas informações básicas a seu respeito; elencaremos algumas virtudes inerentes ao seu caráter; e por fim, pontuaremos a importância de seguirmos como cristãos, os passos de Jesus o modelo supremo de caráter.

I – DEFINIÇÕES DOS TERMOS MODELO E SUPREMO

  1.  Modelo. Segundo Aurélio (2004, p. 1344) modelo é: “aquilo que serve de exemplo ou norma; pessoa ou ato que, por sua importância ou perfeição, é digno de servir de exemplo”. Do grego “tupos”, possui entre outros, o significado de “marca, impressão, forma ou molde” (Rm 6.17), “modelo, padrão” (At 7.44; Hb 8.5); podendo ser em: (a) sentido ético (1Co 10.6; Fp 3.17; 1Ts 1.7; 2Ts 3.9; 1Tm 4.12; Tt 2.7; 1Pd 5.3); e (b) sentido doutrinário (Rm 5.14) (VINE, 2002, p. 796).
  2. Supremo. De acordo com o dicionário da língua portuguesa, “supremo” em termos gerais quer dizer: “que está acima de tudo; superior” (FERREIRA, 2004, p. 1898). Jesus é superior, essa é a temática principal do escritor da epístola aos Hebreus; sendo o Senhor descrito textualmente nas páginas do Novo Testamento como: (a) Sumo Sacerdote (Hb 3.1; 4.14) e, (b) Sumo pastor (1Pd 5.4).

II – INFORMAÇÕES SOBRE JESUS

  1. Nome. Jesus é a forma grega do termo hebraico “Josué”, que significa “Yahweh (o Senhor) salva”. Sem dúvida o nome Josué era bem popular nos dias de Jesus e isso explica o uso ocasional da expressão “Jesus de Nazaré” ou “Jesus, o nazareno” (Jo 1.45), para diferenciá-lo de outros com o mesmo nome (Cl 4.11; Mt 26.71) (GARDNER, 2005, p. 327 – acréscimo nosso). A designação dupla Jesus Cristo combina, o nome pessoal e o título “Cristo”, cujo significado é “ungido” ou “Messias” (BRUCE et al, 2004, p.755).
  2. Genealogia. Cristo veio do Pai (Jo 16.28), mas nasceu de uma mulher (Gl 4.4); Ele é o “[…] Maravilhoso Conselheiro, o Deus forte, o Pai da eternidade, o Príncipe da paz” (Is 9.6-b), mas nasceria como um menino, “Porque um menino nos nasceu […]” (Is 9.6-a). Jesus teve como qualquer outro judeu, a sua árvore genealógica, sendo assim destacada a sua humanidade. Paulo a respeito da natureza humana de Jesus afirma: “[…] que nasceu da descendência de Davi segundo a carne(Rm 1.3). A Bíblia registra duas genealogias de Jesus (Mt 1.1-17; Lc 3.23-38).
  3. Lugar onde nasceu e cresceu. O local de seu nascimento se deu em Belém como havia sido predito (Mq 5.2; Mt 2.1,4-6,8; Lc 2.1-7,11), no entanto, Jesus cresceu e desenvolveu boa parte de sua vida na cidade de Nazaré (Mt 2.23; Lc 4.16); uma pequena aldeia da Galiléia, situada acima do nível do mar; tal localização talvez deu origem ao seu nome possivelmente derivado do termo aramaico “nastsrat”, que significa “torre de vigia”. Outra derivação que tem sido sugerida é a que provém do vocábulo hebraico “netser”, que quer dizer “broto, renovo”, uma vez que o clima temperado no vale faz florescer as flores e surgirem os frutos abundantemente (DOUGLAS, 2006, p. 921). Embora não fosse uma cidade importante antes do período do Novo Testamento (Jo 1.46), Nazaré tornou-se “imortal, ou seja, ganhou notoriedade como a cidade natal de Jesus, o Messias (Lc 18.37; 24.19; Jo 1.15) (BRUCE et al, 2004, p. 1012 – grifo nosso).

III – JESUS CRISTO: O MODELO SUPREMO DE CARÁTER

Jesus é incomparavelmente o homem mais célebre que já existiu na face da terra. Nunca existiu e nem existirá, alguém que possuiu um modelo tão completo de todas as virtudes, um tipo tão excelente de caráter quanto Jesus. Vejamos alguns traços do seu perfeito caráter e personalidade:

  1. Impecável. Como homem Jesus se distinguiu dos demais, pois não conheceu pecado. Devido a sua impecabilidade, é chamado de “[…] o Santo e o Justo” (At 3.14; ver Jo 6.69; At 7.52; 22.14), expressão que o exalta como modelo de caráter. Embora tenha vivido em “semelhança da carne” (Rm 8.3). Ele jamais cometeu pecado (2Co 5.21; Hb 4.15). Ele era santo (Hb 7.26), incontaminado e imaculado (1Pd 1.19; 2.22), Nele não havia pecado (1Jo 3.5); era justo em sentido absoluto (1Jo 3.7); tal qualidade foi reconhecida e declarada até pelos demônios (Mc 1.24); tendo Jesus autoridade para desafiar a todos, dizendo: “Quem dentre vós me convence de pecado? […]” (Jo 8.46).
  2. Submisso. Uma outra virtude destacável do caráter de Jesus é a sua submissão. O Senhor Jesus apesar da sua natureza Divina, como homem se matriculou na escola da obediência, para nos deixar o exemplo: “Ainda que era Filho, aprendeu a obediência, por aquilo que padeceu” (Hb 5.8). Em vários momentos de sua vida tal atitude pode ser evidenciada: (a) em sua encarnação (Fp 2.5-7); (b) em sua vida familiar obedecendo seus pais José e Maria (Lc 2.51); (c) ao ser batizado nas águas por João Batista (Mt 3.13-15); (d) ao fazer e ensinar a vontade de Deus o Pai (Jo 6.38; 8.28); (e) em não revidar as afrontas (1Pd 2.23); e, (f) ao entregar a sua vida pela humanidade (Mt 26.39; Fp 2.8).
  3. Humilde. Jesus era humilde de coração (Mt 11.29), ele várias vezes lembrou aos seus apóstolos que, mesmo sendo Mestre e Senhor, tinha se tornado servo (Mt 20,25-28; Lc 22.24-27); e, às vésperas de sua crucificação, Jesus deu o maior exemplo de humildade ao lavar os pés dos seus discípulos, um papel destinado ao escravo da casa (Jo 13.1-17). Podemos lembrar especialmente, a dolorosa série de inesquecíveis humilhações que ele sofreu sem queixar-se, mesmo que as tivesse sentido vivamente (Mt 26.55; Mc 14.48; Lc 22.52). A humildade de Jesus também é expressa quando lhe faziam elogios, e ele atribuía toda a glória ao Pai (Mt 19.16-17; Mc 10.17-18; Lc 18.18-19).
  4. Carismático. Segundo dicionário da língua portuguesa, uma pessoa carismática é: “alguém que desperta carisma ou admiração dos demais, encantador, simpático, cativante, sedutor, atrativo, querido, atraente, atencioso, influente e agradável”. Em seu ministério Jesus revelou sua simpatia e admiração ao dar atenção especial a várias classes de pessoas (Mc 10.13-16; Jo 3.1-10; 4.7-30). Até mesmo os seus opositores se admiravam e testificavam do seu comportamento e de suas palavras (Jo 7.32,45,46).
  5. Manso. É uma virtude que se opõe à rudez (Mt 5.5), e o nosso Senhor Jesus Cristo sempre foi manso e benigno (2Co 10.1; Mt 11.29). Quem é manso é pacificador (Mt 5.9), e por isso, somos conclamados a seguir a paz e, na medida do possível, ter paz com todos os homens (Rm 12.18; 1Co 7.15; Hb 12.14; 1Pd 3.11).
  6. Misericordioso. É a compaixão pela necessidade alheia (Mt 5.7); Jesus foi misericordioso com os homens em suas fraquezas e privações (Mc 5.19; Hb 2.17; Tg 5.11; 2Co 1.3 ver Mt 15.22; 17.15). Lembremos, pois, que a misericórdia é um mandamento divino, e que a Bíblia condena a indiferença para com os pobres (Lc 6.36; Mt 12.7). Sejamos misericordiosos assim como Jesus nos ensinou na parábola do samaritano (Lc 10.37).
  7. Coração puro. Outro traço do caráter de Jesus é a pureza de coração (1Jo 3.3), e quando olhamos para as Escrituras, vemos que o coração representa a personalidade (Mt 5.8), o centro das emoções humanas (Sl 15.2; 16.9; 51.10; Mc 7.21- 23). Ao repreender os fariseus, o Senhor destaca como a pureza interior é necessária, dizendo serem semelhantes aos “sepulcros caiados” (Mt 23.27). Em contraste com a hipocrisia e malícia dos fariseus, Jesus revela a sua pureza de coração, no perdão concedido a mulher apanhada no ato de adultério (Jo 8.3). O Senhor que conhece os pensamentos (Fp 4.8) e as motivações das ações cotidianas (1Co 4.5), manifestou em seu santo e justo julgamento o pecado dos acusadores (Jo 8.7,9), revelando favor à mulher (Jo 8.10,11).

IV – O CARÁTER DE JESUS COMO MODELO A SER SEGUIDO

Como autênticos filhos de Deus (Ef 5.1), precisamos olhar (Hb 12.1), e, seguir o exemplo de Jesus: “Porque eu vos dei o exemplo, para que, como eu vos fiz, façais vós também(Jo 13.15). A respeito da prática cristã, usando Cristo como referencial, o apóstolo Pedro exorta: “[…] para que sigais as suas pisadas(1Pd 2.21). Já o apóstolo João lembra: “Aquele que diz que está nele, também deve andar como ele andou(1Jo 2.6). E para isso, o cristão precisa ser:

  1. Justo e irrepreensível. O Senhor Jesus foi justo (Mt 5.6), e ordenou aos seus discípulos que priorizassem, acima de todas as coisas, o Reino de Deus e a sua justiça (Mt 6.33). Em um mundo perverso (At 2.40), onde as pessoas estão mais preocupadas em acumular riquezas (2Tm 3.2) do que socorrer ao aflito e necessitado, o verdadeiro crente deve: (a) refletir o caráter de Cristo através de uma vida de santidade e retidão (Mt 6.25,31,34), (b) ser irrepreensível (Fp 2.15-a), ou seja, alguém cuja moral não pode ser atingida, não tendo do que dizer de mal quanto a sua conduta (Tt 2.8), (c) destacar as características da vida cristã, em meio à corrupção (Fp 2.15-b); (d) possuir as virtudes que o qualifica o para a obra do ministério (1Tm 2; Tt 1.6,7); e, (e) ter a marca de quem espera a segunda vinda de Jesus (2Pd 3.14).
  2. Submisso. Atitude proveniente de um coração obediente e que reconhece as autoridades constituídas, sejam seculares (Rm 13.1-7; Tt 3.1; 1Pd 2.13), ou espirituais (Hb 13.17), que prioriza tal comportamento com vistas a comunhão fraternal (1Pd 2.18; 5.5), sobretudo à pessoa de Deus (Tg 4.7).
  3. Humilde. Jesus foi modesto em toda a sua maneira de viver (Mt 11.29). Ele demonstrou sua humildade ao despojar-se de sua glória (Fp 2.6,7); na irrestrita obediência à vontade do Pai (Jo 5.30; 6.39; Fp 2.8); quando lavou os pés dos discípulos (Jo 13.3-5); e ao relacionar-se com todas as pessoas, independentemente de sua raça ou posição social (Mt 9.11; 11.19; Jo 3.1-5; 4.1-30). A humildade é um aspecto do caráter imprescindível a todos os crentes (Ef 4.1,2; Cl 3.12), pois os humildes sempre alcançam o favor do Senhor (Tg 4.6).

CONCLUSÃO

A aparição de Jesus Cristo é um marco na história da humanidade; sua vida e ministério tem sido o referencial para a todas as gerações; seu caráter destacado é um exemplo a ser admirado por todos e sobretudo ser imitado por aqueles que querem viver a plenitude da vida cristã.

REFERÊNCIAS

  • BRUCE, F.F et al. Dicionário Ilustrado da Bíblia. VIDA
  • DOUGLAS, J.D. O Novo Dicionário da Bíblia. VIDA
  • FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda. Novo Dicionário da Língua Portuguesa.
  • GARDNER, Paul. Quem é quem na Bíblia.
  • STAMPS, Donald C. Bíblia de Estudo Pentecostal. CPAD
  • VINE, W.E et al. Dicionário Vine.

Fonte: http://www.adlimoeirope.com

PRÓXIMO TRIMESTRE

Lições Bíblicas 3° Trimestre de 2017, Adultos – CPAD

TÍTULO: A Razão da Nossa Fé

Subtítulo: Assim cremos, assim vivemos

Comentarista: Pr. Esequias Soares

Classe: Adultos

TEMAS DAS LIÇÕES.

Lição 1 – Inspiração Divina e Autoridade da Bíblia

Lição 2 – O Único Deus Verdadeiro e a Criação

Lição 3 – A Santíssima Trindade: um só Deus em três Pessoas

Lição 4 – O Senhor e Salvador Jesus Cristo

Lição 5 – A Identidade do Espírito Santo

Lição 6 – A Pecaminosidade Humana e a sua Restauração a Deus

Lição 7 – A Necessidade do Novo Nascimento

Lição 8 – A Igreja de Cristo

Lição 9 – A Necessidade de Termos uma Vida Santa

Lição 10 – As Manifestações do Espírito Santo

Lição 11 – A Segunda Vinda de Cristo

Lição 12 – O Mundo Vindouro

Lição 13 – Sobre a Família e a sua Natureza

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Maria, mãe de jesus – uma serva humilde

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2º TRIMESTRE 2017

O CARÁTER CRISTÃO

Moldado pela palavra de Deus e provado como ouro

COMENTARISTA: Elinaldo Renovato

LIÇÃO 11 – MARIA, MÃE DE JESUS – UMA SERVA HUMILDE (Lc 1.46-49)

INTRODUÇÃO

Nesta lição veremos alguns aspectos do caráter de Maria mãe de Jesus; pontuaremos algumas virtudes morais desta jovem que foi escolhida por Deus para ser o invólucro onde milagrosamente, pela ação do Espírito Santo, conceberia o Messias; e por fim, estudaremos também suas qualidades espirituais como exemplo para todos nós.

I – INFORMAÇÕES SOBRE MARIA MÃE DE JESUS

Maria era uma jovem desconhecida que se tornou mulher de José e mãe de Jesus, e, ao que parece, ambos eram pobres (Lv 12.1-8; Lc 2.21-24). Pouco se sabe da sua vida pessoal, e sua genealogia é mostrada no Evangelho de Lucas. Era da tribo de Judá e da linhagem de Davi (2Sm 7.12; 1Rs 8.25; Sl 132:11; Lc 1.32). Enquanto morava com os seus pais ainda solteira, o anjo Gabriel anunciou-lhe que ela seria a mãe do Messias prometido (Lc 1.35). Era de Nazaré uma cidade da Galileia um lugar sem grande importância no contexto político e geográfico de Israel (Jo 1.46). Vejamos algumas informações sobre Maria:

  1. Uma jovem de linhagem real. Mateus registra a genealogia de Jesus dizendo: “Livro da geração de Jesus Cristo, Filho de Davi, Filho de Abraão […]” (Mt 1.1,6). Essa é a ponta inicial da linhagem real que vincula Maria a Davi. Os judeus tinham consciência de que o Cristo viria da descendência de Davi (Jo 7.41,42). Paulo citou que Jesus “[…] nasceu da descendência de Davi segundo a carne(Rm 1.3; Gl 4.4; 2Tm 2.8). Assim sendo, como Jesus nasceu do ventre de Maria, ela era da descendência de Davi (LIMA, 2017, p. 115). Em Mateus são citados os antepassados de José, enquanto em Lucas são dados os dos antepassados de Maria. Tanto Maria como José eram descendentes de Davi e a prova disso é que ambos, quando do edito de César para o recenseamento foram se registrar em Belém, cidade de Davi. Ora, se Maria não fosse descendente de Davi, ela teria tido que se recensear em outra cidade “E Jacó gerou a José, marido de Maria, da qual nasceu Jesus […]” (Mt 1.16).
  2. Uma jovem humilde. Maria era desconhecida e a respeito dela, o texto bíblico traz poucas informações. Os nomes de seus pais não são registrados na Bíblia, o que comprova sua origem humilde e sem influência na sociedade onde vivia (LIMA, 2017, p. 113). Maria bendita […] entre as mulheres” (Lc 1.42), nunca reivindicou glória para si e nem para seu nome. Muito pelo contrário, ela considerou-se “serva” e também carente de salvação (Lc 1.47). Ao receber a mensagem do nascimento de Jesus, ela exclamou: “[…] Eis aqui a serva do Senhor; cumpra-se em mim segundo a tua palavra” (Lc 1.38). Nas páginas do NT humildade é o termo tapeinos” que significa: “ausência completa de orgulho, rebaixamento voluntário por um sentimento de fraqueza ou respeito, modéstia, pobreza”. É o mesmo que ausência de orgulho, soberba ou vaidade (Mt 11.29; Lc 1.52; Rm 12.16; 2Co 6; Tg 4.6; 1Pe 5.5). Deus: “dá graça aos humildes” (Tg 4.6; 1Pe 5.5), e “eleva os humildes” (SI 147.6).
  3. Uma jovem escolhida. Maria foi a única mulher no mundo que teve uma concepção que não envolveu a semente do homem contaminada pelo pecado, protagonizando assim o papel mais importante que uma mulher poderia receber em toda a sua vida (Mt 1.20; Lc 1.31,34; ver Is 7.14; 9.6). Foi uma missão singular e única na história das mulheres em todos os tempos (Lc 1.42). Ela recebeu a missão de ser mãe de Jesus, o Verbo que “se fez carne e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do Unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade” (Jo 1.14). Em seu ventre, ela acolheu, de forma singular, aquele que veio ao mundo para salvar a humanidade perdida. Ela não foi concebida sem pecado, como ensina o catolicismo romano, mas concebeu Jesus sem pecado, por ter sido gerado pelo Espírito Santo, e não pelo processo natural (LIMA, 2017, 115).
  4. Uma jovem serva. Maria, uma mulher voluntária para Deus: “Disse então Maria. Eis aqui a serva do Senhor […]” (Lc 1.38- a). O anjo chamou Maria de “favorecida”, porém, ela preferiu um termo bem mais humilde de “serva”. Ela se entrega por completo sem reservas ao Senhor, estava pronta a obedecer e oferecer sua vida, seu ventre, sua alma e seus sonhos a Deus. Ela estava disponível para Deus e estava pronta a sofrer os riscos, a desistir dos seus anseios em favor dos propósitos do Senhor. A palavra serva no grego é “doulos” que denota um “servidor, escravo, criado” (VINE, 2002, 991).
  5. Uma jovem corajosa. Maria foi uma mulher obediente e disposta a correr riscos para fazer a vontade de Deus: “[…] cumpra-se em mim segundo a tua palavra(Lc 1.38-b). Percebe-se que ela se dispôs a pagar um alto preço por sua obediência ao projeto de Deus. Era uma jovem agora grávida, com o risco de ser abandonada pelo noivo e apedrejada pelo povo, mas ela não abriu mão de ir até o fim, de lutar até a morte, de sofrer todas as estigmatizações possíveis para cumprir o projeto de Deus. Entre os judeus daquela época, o noivado era um compromisso tão sério quanto o casamento e só podia ser rompido pelo divórcio. Na verdade, o homem e a mulher eram chamados de “esposo” e “esposa”, mesmo antes de se casarem (Mt 1.19; Lc 2.5). O risco de ser apedrejada era enorme, pois esse era o castigo para uma mulher adúltera, como ela já estava comprometida com José (Mt 1.19), ele poderia, com base nos ditames da Lei mosaica, mandar apedrejá-la (Dt 22-24).

II – QUALIDADES MORAIS DE MARIA MÃE DE JESUS

Maria foi escolhida para ser mãe do Salvador, antes de tudo, por decisão divina, mas também, sem dúvida alguma, por suas qualidades morais. Gardner (2005, p. 435) diz que “Maria, mãe de Jesus, é uma das figuras mais proeminentes da Bíblia. Sua vida foi caracterizada pela fé, humildade e obediência à vontade de Deus. Ela também ocupa uma posição única na história humana […]”. Uma vez que as moças judias se casavam muito jovens, é bem provável que Maria fosse uma jovem quando recebeu a notícia do anjo (WIERSBE, 2010, p. 221). Podemos destacar qualidades dignas daquela jovem sobre quem Deus pôs seus olhos. Vejamos algumas características morais de Maria:

  1. Era casta. Gabriel, o mensageiro celeste, foi enviado especialmente da parte de Deus à cidade de Nazaré: “a uma virgem, cujo nome era Maria (Lc 1.26,27; Mt 1.23). A virgindade de uma jovem tem um valor de grande significado espiritual e moral. Falando sobre a glória de Jerusalém, o Senhor diz que: “como o jovem se casa com a donzela (solteira, virgem pura), assim teus filhos se casarão comigo […]” (Is 62.5 – acréscimo nosso). Maria era desposada (ou noiva) com José, o carpinteiro, mas mantinha-se pura em seu estado moral. José não teve relações sexuais com Maria antes de ela dar à luz a Jesus (Mt 1.25). Sua castidade era indispensável para o cumprimento da profecia (Is 7.14; Mt 1.22,23). Tratando sobre a importância da pureza sexual Paulo fala da preparação da Igreja por Cristo como: “uma virgem pura a um marido” (2Co 11:2).
  2. Era honrada. Maria foi grandemente honrada recebendo a visita de um anjo (Lc 1.26,27). A jovem de Nazaré jamais imaginara que estaria sendo observada dos céus pelo Senhor e Criador do Universo: “E, entrando o anjo onde ela estava, disse: Salve, agraciada […]” (Lc 1.28-a). O termo “agraciada” quer dizer que ela foi “honrada por Deus”. O Senhor sempre procura pessoas assim: simples, humildes, despretensiosas, despojadas de ambições carnais para honrá-las. Cheia do Espírito Santo, Isabel a chamou de “a mãe do meu Senhor” (Lc 1:43), o que é motivo suficiente para mostrar sua honra.
  3. Era uma mãe amorosa. Mateus 1.25, falando de José, declara: “E não a conheceu até que deu à luz seu filho, o primogênito; e pôs-lhe por nome Jesus. ” A palavra atéclaramente indica que José e Maria só tiveram união sexual após o nascimento de Jesus. Tiveram vários filhos depois que Jesus nasceu (Mt 13.55,56). Deus abençoou e agraciou Maria dando a ela vários filhos, o que naquela cultura era a mais clara indicação de que Deus estava abençoando uma mulher. Jesus como filho de Maria, seria humano; como Filho do Altíssimo (Lc 1.32), seria o Filho de Deus (Lc 1.35). O texto de Lucas (3.39-45) mostra seu cuidado amoroso com seu querido filho quando ainda adolescente, e o texto de João revela o seu amor estando ao lado dele na cruz do Calvário (Jo 19:25-27).

III –  QUALIDADES ESPIRITUAIS DE MARIA MÃE DE JESUS

  1. Uma jovem crente. Em seu cântico de exaltação a Deus (Lc 1:46-56; ver 1Sm 2.1-10). Maria demonstrou ter consciência de sua condição humana pecadora e imperfeita e tendo necessidade de salvação. Ela cantou jubilosa e reverente, demonstrando como se sentia diante de Deus e por ter sido escolhida para tão grande missão: “Disse, então, Maria: A minha alma engrandece ao Senhor[…]” (Lc 1.46,47). Maria reconheceu que precisava ser salva, que ela precisava de Deus como seu Salvador: “e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador. Maria era uma pecadora como todos nós e que precisou de salvador.
  2. Uma jovem de fé. Maria sabia o que aconteceria, mas não sabia como seria. Sua pergunta: Como se fará isso, visto que não conheço varão? ” (Lc 1.34) não é um sinal de incredulidade; antes, é uma expressão de fé. Ela creu na promessa, mas não entendeu como se cumpriria, e Gabriel explicou que seria um milagre, uma obra do Espírito Santo. José, seu noivo, não seria o pai da criança (Mt 1.18-25), mesmo que, posteriormente, Jesus fosse identificado em termos legais como seu filho (Lc 3.23; 4.22; Jo 1.45; 6.42). Em segundo lugar, Gabriel fez questão de ressaltar que o bebê seria um ente santoe não compartilharia da natureza humana pecaminosa. Jesus não conheceu pecado (2Co 5.21), não cometeu pecado (1Pe 2.22), e nele não existe pecado (1Jo 5). Seu corpo foi preparado pelo Espírito de Deus (Sl 40.6; Hb 10.5).
  3. Uma jovem cheia do Espírito Santo. Não temos dúvida de que Maria era uma jovem dedicada a Deus (Lc 1.35; Mt 1.20); cremos que ela estava em comunhão com o Senhor e desenvolvia uma vida devocional intensa e amorosa: “[…] o Senhor é contigo […]” (Lc 1.28-b). Essa expressão foi usada por Deus para outros instrumentos escolhidos por Ele como: Josué (Js 1.9); Gideão (Jz 6.12) e Israel (Is 41:10-a).
  4. Era uma jovem adoradora. Sua alegria levou-a a entoar um cântico de louvor e adoração. Esse cântico é chamado de “Magnificat”, pois é a versão em latim de Lucas 1.46 que diz: “A minha alma engrandece ao Senhor”. Seu maior desejo era engrandecer ao Senhor, não a si mesma. O canto de Maria contém citações e referências das Escrituras do AT especialmente dos Salmos e do cântico de Ana em 1 Samuel 1-10. Maria guardou a Palavra de Deus em seu coração e a transformou em louvor.
  5. Uma jovem bendita. Quem imaginaria que uma jovem de Nazaré, pobre, desconhecida, de família tão humilde, que sequer os nomes de seus pais são mencionados fosse a escolhida por Deus para ser a mulher que acolheria em seu ventre o Salvador do mundo. Dias depois, ao visitar Isabel, sua prima, que também estava grávida, ela ouviu-a dizer: “Bem-aventurada a que creu […]” (Lc 45-a). O anjo declarou: “[…] bendita és tu entre as mulheres(Lc 1.28-c).
  6. Uma jovem favorecida. Maria sentiu temor em seu coração por não entender como poderia ela ouvir coisas tão elevadas a seu respeito: “E, vendo-o ela, turbou-se muito com aquelas palavras e considerava que saudação seria esta” (Lc 1.29). Era a reação natural de uma moça que nunca tivera experiência tão profunda em sua vida de comunhão com Deus: “Disse-lhe, então, o anjo: Maria, não temas, porque achaste graça diante de Deus […]” (Lc 1.30).

CONCLUSÃO

Aprendemos com a história de Maria mãe de Jesus, que devemos servir a Deus com todas as nossas forças e sermos fiéis e verdadeiros adoradores, pois assim, Deus, fará o milagre que precisamos.

REFERÊNCIAS

  • CHAMPLIN, R. N. O Novo Testamento Interpretado Versículo por Versículo.
  • STAMPS, Donald C. Bíblia de Estudo Pentecostal.
  • WIERSBE, Warren W. Comentário Bíblico Expositivo do Antigo Testamento. PDF.

Fonte: http://www.adlimoeirope.com