Ética Cristã e sexualidade

  FLAG SPAINFLAG RUSSIANFLAG USAFLAG FRANCEFLAG GREECEFLAG GERMANYFLAG KOREANFLAG JAPANFLAG ITALYFLAG ISRAELFLAG CHINAFLAG INDIA

2º TRIMESTRE 2018

VALORES CRISTÃOS

Enfrentando as questões morais de nosso tempo

COMENTARISTA: Pr. Douglas Baptista

LIÇÃO 08 – ÉTICA CRISTÃ E SEXUALIDADE – (1 Co 7.1-16)

INTRODUÇÃO

Uma das características do presente século é a promiscuidade e a perversão sexual. Diariamente, as famílias são bombardeadas por orientações sexuais ilícitas e estímulos à práticas sexuais antibíblicas, principalmente através da mídia. Por isso, faz-se necessário estudarmos sobre a sexualidade à luz da Bíblia. Veremos nesta lição: a definição do termo sexualidade; que o sexo foi criado por Deus; que o ato conjugal deve estar restrito ao casamento; os propósitos do sexo; quais são as práticas sexuais ilícitas, e por fim, destacaremos os princípios bíblicos para o ato conjugal.

I    – DEFINIÇÃO DAS PALAVRAS “SEXUALIDADE” E “SEXO”

O dicionarista Antônio Houaiss (2001, p. 2563) define a palavra sexualidade como: “qualidade do que é sexual. O conjunto dos fenômenos da vida sexual externos ou internos, determinados pelo sexo do indivíduo”. A expressão “sexo” ainda pode ser usada como referência aos órgãos sexuais ou à prática de atividades sexuais. À luz da Bíblia, sexo são “as características internas e externas, que identificam e diferenciam o homem da mulher” (Gn 1.27).

II  – O SEXO FOI CRIADO POR DEUS

A nossa confissão de fé (2017, p. 203) diz que a diferenciação dos sexos visa à complementariedade mútua na união conjugal (1Co 11.11), essa complementariedade mútua é necessária à formação do casal e a procriação. Rejeitamos o comportamento pecaminoso […] bem como qualquer configuração social, que se denomine família, cuja existência se fundamente em prática, união ou qualquer conduta que atente contra a monogamia e a heterossexualidade consoante o modelo estabelecido pelo Criador e ensinado por Jesus (Mt 19.6). Quando criou o ser humano, a Bíblia revela que Deus os fez sexuados: (Gn 1.27). A bênção do Senhor estava sobre aquele casal heterossexual (Gn 1.28). O sexo dentro do casamento não se constitui pecado, pois a Bíblia nos revela que foi Deus quem o criou (Ec 9.9; Pv 5.15-19; Hb 13.4). Logo, a natureza do sexo em si não é pecaminosa nem má, como acreditam e defendem alguns de forma equivocada (1Tm 4.1-3). O sexo fez parte da constituição física e emocional do ser humano, desde o momento da sua criação (Gn 1.27). Assim, à luz das Sagradas Escrituras não é correto ver o sexo como coisa imoral, feia ou suja, pois Deus não fez nada ruim (Gn 1.31).

III  – A RELAÇÃO SEXUAL ESTÁ CIRCUNSCRITA AO CASAMENTO

  • No Antigo Testamento. No plano original divino, a ordem de crescer e multiplicar-se foi dada a um casal (Gn 1.28). As páginas veterotestamentárias nos mostram claramente que somente nesta condição o ato conjugal é aceito e aprovado por Deus (Gn 2.24); pois, é por meio do casamento que marido e mulher tornam-se “uma só carne”, segundo a vontade de Deus (Gn 2.24 comparar Mc 10.7). Portanto, os prazeres físicos e emocionais normais, decorrentes do relacionamento conjugal fiel, são ordenados por Deus e por Ele honrados (Pv 5.15-19).
  • No Novo Testamento. O NT preservou as atitudes judaicas do AT quanto ao sexo. Jesus condenou não só as práticas sexuais fora do casamento, como também o “simples” olhar com intenção impura para uma mulher (Mt 5.2-32). O apóstolo Paulo, de igual forma, ensinou aos crentes de Corinto como eles deveriam se portar quanto ao sexo (1Co 7.1-40). Aos casados, o apóstolo orienta que pratiquem o ato sexual regularmente (1Co 7.3), e só abstenham de desfrutar do ato conjugal com finalidades espirituais, como dedicar-se à oração, por exemplo, por um espaço de tempo combinado entre o casal, a fim de não se exporem às tentações de Satanás, inclusive, ao adultério (1Co 7.5). E, aos solteiros, Paulo afirmou que aqueles que não puderem conter-se, ou seja, controlar-se, que se casem, a fim de evitar as tentações e possam praticar o ato sexual licitamente (1Co 7.9; Hb 13.4).

IV – PROPÓSITOS DO SEXO SEGUNDO A BÍBLIA

Além da Bíblia ensinar que o ato conjugal deve ser praticado dentro do casamento, ela também mostra quais os propósitos pelos quais Deus criou o sexo. Vejamos as principais:

  • Procriação. Sem dúvida alguma, o primeiro propósito do ato sexual é a reprodução humana (Gn 1.28; 9.1; Sl 127.3). A procriação é o ato criador de Deus, através do homem. Para tanto, o Senhor dotou o homem de capacidade reprodutiva, instituindo o matrimônio e a família (Gn 2.21-24). No AT, a “lua de mel” para o soldado durava um ano, com o fim de proporcionar ao casal a possibilidade da procriação (Dt 24.5). Quando os fez macho e fêmea, Deus tinha o propósito de tornar possível a reprodução do gênero humano (Gn 1.28-a), visto que dois iguais não se reproduzem, por isso a prática homossexual é vista na Bíblia como uma abominação (Lv 18.22); e, algo antinatural (Rm 1.26,27). Portanto, “o princípio da heterossexualidade estabelecido na criação, continua a ser parte integrante do plano de Deus para o casamento”.
  • Satisfação. O ato conjugal também foi criado para proporcionar prazer ao casal. A Bíblia diz: “Bebe água da tua fonte, e das correntes do teu poço. Derramar-se-iam as tuas fontes por fora, e pelas ruas os ribeiros de águas? Sejam para ti só, e não para os estranhos contigo. Seja bendito o teu manancial, e alegra-te com a mulher da tua mocidade(Pv 5.15-18). O sábio exorta os cônjuges a desfrutarem do sexo, sem ao menos mencionar os filhos. Neste capítulo, o homem é incentivado a valorizar a união conjugal honesta e santa, exaltando a monogamia, a fidelidade e o prazer (Ec 9.9; Ct 4.1-12; 7.1-9).

V – PRÁTICAS SEXUAIS REPROVADAS PELA BÍBLIA

Já vimos que o sexo foi criado por Deus com propósitos elevados, saudáveis e benéficos para o ser humano. No entanto, desde a Queda, o sexo e a sexualidade têm sido deturpados de modo irresponsável (Rm 1.24-27). Abaixo elencaremos algumas práticas sexuais reprovadas pelas Escrituras:

  • Fornicação. Relação sexual entre pessoas não casadas. A Bíblia restringe o ato sexual apenas aos casados. Portanto, praticá-lo antes do casamento se constitui em transgressão (Gl 5.19-21; Ef 5.3; Cl 3.5).
  • Adultério. Relação sexual de um homem casado com uma mulher que não é a sua esposa, ou vice-versa. Prática condenada pela Bíblia Sagrada (Êx 20.14; Dt 5.18; Mt 5.27; Rm 13.9). A Escritura fala da união monossomática (mono = um) + (soma = corpo). Este é mais um mistério da união sexual dentro do casamento: serão ambos uma carne(Gn 2.24). A expressão em destaque diz respeito a um nível de relacionamento tão íntimo entre um casal, ao ponto de fazerem com que o marido e a esposa tornem-se uma só pessoa, de tal forma que beneficiando ou afetando um, logo se atingirá o outro (Ef 5.28-b).
  • Homossexualidade. Atração erótica entre pessoas do mesmo sexo. Considerada pela Bíblia uma das perversões mais chocantes. Por isso, é por ela condenada (Lv 18.22; 20.13; Jz 19.22-25; Rm 1.25-27; 1Co 6.9; 1Tm 1.9,10). A Bíblia apresenta a união heterossexual (heteros = diferente) + (sexual = sexo). O relacionamento conjugal só é possível entre um homem e uma mulher, ou seja, entre um macho e uma fêmea (Gn 1.27). Qualquer união sexual fora desse padrão se constitui violência ao plano original divino (Lv 18.22; Dt 23.17).
  • Perversões. Nas Escrituras Sagradas encontramos severas reprovações quanto a perversões sexuais, tais como: masturbação (Mt 5.27; Rm 6.13,19; 1Co 6,13,15,18; Gl 5.19; Ef 5.3); zoofilia (sexo com animais) (Lv 18.23); estupro (Gn 34.2,7; 2Sm 13.12); incesto (sexo entre familiares próximos) (Lv 18.7-19; 1Co 5.1); pedofilia (sexo com crianças) (Ef 4.19-22; Gl 5.19-21); práticas sexuais fora do padrão natural criado por Deus (1Co 6.19,20; 1Pe 3.7); sexting (sexo virtual) (Ef 5.3, 4; Cl 3.5).

VI – PRINCÍPIOS BÍBLICOS PARA O ATO CONJUGAL

Além de falar de que Deus criou o sexo e que este deve ser praticado por pessoas devidamente casadas, a Bíblia também orienta sobre quais os princípios para o ato conjugal. A palavra “princípio” significa: “o que serve de base para alguma coisa; ditame moral; regra, lei preceito” (HOUAISS, 2001, p. 2299). Vejamos alguns:

  • Princípio do amor. Ao contrário do modo de vida das pessoas que não conhecem a Palavra de Deus e praticam o sexo por mero prazer, o cristão é orientado a praticar o ato conjugal motivado pelo amor: “O marido pague à mulher a devida benevolência, e da mesma sorte a mulher ao marido” (1Co 7.3). Benevolência e amor andam juntos (1Co 13.4).
  • Princípio do respeito. O ato sexual entre cristãos deve ser feito com respeito, pois o amor “não se porta com indecência” (1Co 13.5). O marido deve honrar o corpo da esposa, e a esposa o corpo do marido, como nos ensina o apóstolo Pedro (1Pe 3.7). Portanto, o cônjuge não pode ser forçado a fazer sexo quando não quer e não pode, principalmente a mulher, em casos específicos, tais como: período de menstruação (Lv 18.19,20), quando a gravidez requer mais cuidado, nem no período pós-parto até certo mês, e, por fim, em casos de doença.
  • Princípio da alegria e prazer. O ato conjugal não deve ser praticado com tristeza ou insatisfação; mas, com alegria, pois é um momento de prazer mútuo entre os cônjuges. A recomendação do sábio é clara: alegra-te com a mulher da tua mocidade(Pv 5.18). Embora este não seja o único objetivo do casamento, não podemos negar que seja um dos principais (Pv 5.18; Ec 9.9). Deus criou os seres humanos sexuados (macho e fêmea) para lhes proporcionar a bênção do prazer conjugal (Gn 1.26,27; Hb 13.4).

6.5 Princípio do relacionamento. Deus instituiu o casamento também para que o homem tivesse com quem se relacionar plenamente. O texto sagrado nos mostra que através do matrimônio Deus tinha em mente proporcionar ao homem e a mulher um relacionamento de forma: (a) Física: e apegar-se-á à sua mulher”; (b) Sexual: e serão ambos uma carne”; e (c) Emocional: o homem que “estava só” (Gn 2.1) agora tinha alguém para dirigir seu afeto (Gn 2.23).

CONCLUSÃO

O sexo foi criado por Deus (Gn 1.28). Mas, o propósito de Deus é que o sexo seja praticado dentro do casamento, entre marido e mulher. Os cônjuges devem desfrutar dessa bênção dada por Deus, que é o ato conjugal, desde que esteja dentro dos princípios bíblicos.

REFERÊNCIAS

  • ARÉVALO, Waldir Moreno. O sexo que Deus criou. MPT.
  • Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal. CPAD.
  • CRUZ, Elaine. Sócios, Amigos e Amados. CPAD.
  • DANIELS, Robert. Pureza Sexual. CPAD.

Fonte: http://www.adlimoeirope.com

 

Anúncios

Uma Salvação grandiosa

  FLAG SPAINFLAG RUSSIANFLAG USAFLAG FRANCEFLAG GREECEFLAG GERMANYFLAG KOREANFLAG JAPANFLAG ITALYFLAG ISRAELFLAG CHINAFLAG INDIA

1º TRIMESTRE 2018

A SUPREMACIA DE CRISTO

Fé, esperança e ânimo na carta aos Hebreus

COMENTARISTA: Pr. José Gonçalves

LIÇÃO 02 – UMA SALVAÇÃO GRANDIOSA – (Hb 2.1-18)

INTRODUÇÃO

Nesta lição, traremos uma definição teológica da palavra salvação; pontuaremos alguns resultados deste tão grande livramento; veremos os aspectos desta ação divina na vida do homem; e por fim, analisaremos algumas características desta obra de amor de Deus.

I – DEFINIÇÃO A PALAVRA SALVAÇÃO

A palavra “salvação” ocorre na Bíblia 167 vezes. No AT: 120; e no NT: 47 (JOSHUA, sd, p. 697). No hebraico o verbo “salvar” é “yasha” que significa: “ajudar, libertar, salvar”. No grego o verbo é “sozo” é usado como se dá acerca de: (a) livramento material do perigo (Mt 8.25; Mc 13.20; Lc 23.35; Jo 12.27; 1 Tm 2.15; 2 Tm 4.18); e, (b) a salvação espiritual e eterna concedida por Deus aos que creem no Senhor Jesus Cristo (At 2.47; 16.31; Rm 8.24; Ef 2.5.8; I Tm 2.4; 2 Tm 1.9; Tt 3.5)” (VINE, 2002, p. 968). Teologicamente esta palavra significa: “livramento do que aceita a Cristo do poder e da maldição do pecado. Restituição do homem à plena comunhão com Deus” (ANDRADE, 2006, p. 325). A Bíblia destaca que a prerrogativa de salvação é exclusivamente divina (Is 43.11; 45.21; Os 13.4; Tt 1.3). Geisler (2010, p. 157), afirma: “Deus é o autor da salvação, pois apesar de o pecado humano ter a sua origem nos homens, a salvação vem do céu, e tem a sua origem em Deus”. Acerca da salvação devemos destacar que:

  • A salvação é uma promessa. Após a tentação e queda do homem no Éden, Deus pronunciou os castigos consequentes da desobediência, mas também fez uma promessa para o casal dizendo: “E porei inimizade entre ti e a mulher, e entre a tua semente e a sua semente; esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar” (Gn 3.15). Tanto Adão quanto seus descendentes firmaram-se nessa palavra profética anunciada pelo próprio Deus.
  • A salvação é um ato de amor. A Bíblia não somente afirma que a salvação do homem tem origem em Deus, como também nos mostra que Ele não foi coagido por nada nem por ninguém a tomar essa decisão. Ele resolveu salvar a humanidade motivado unicamente pelo Seu grande amor. É revelado na Escritura que “Deus amou o mundo que deu Seu Filho Unigênito […]” (Jo 3.16); Jesus disse que “ninguém tem maior amor do que este” (Jo 15.13); Paulo afirmou que: “Deus provou o Seu amor por nós quando enviou Cristo para morrer em nosso lugar” (Rm 5.8); acrescenta ainda que: “o grande amor de Deus excede todo o entendimento” (Ef 2.4; 3.19); João diz que “Deus é amor” (1Jo 4.8); e que: “Ele nos amou primeiro” (1Jo 4.10).
  • A salvação é um ato atemporal. Vemos que a salvação de Deus é processada em três tempos, no passado, presente e futuro. Por um lado, Paulo declara que “somos salvos” (1Co 1.18), como fato consumado. No entanto, em outro lugar, ele nos diz que devemos “desenvolver a salvação” (Fp 2.12) e, em outro ainda, que “seremos salvos” (Rm 5.9; 1Pd 1.5). Logo, a salvação já aconteceu, no passado, está acontecendo, no presente, e acontecerá, no futuro.

II – RESULTADOS DESTA TÃO GRANDE SALVAÇÃO

Em termos práticos, todo ser humano já nasce sob o domínio do pecado, destituído da glória de Deus, e, por esse motivo, necessita de salvação (Sl 51.5; Rm 5.12). A salvação é o retorno a Deus e a seus princípios; é o rompimento com uma vida errante e digna de condenação. Notemos:

  • A salvação é o resultado de uma ação prévia de Deus. O plano da salvação, por ser divino, é perfeito. Ele foi elaborado desde antes da fundação dos tempos, isso significa que, mesmo Adão tendo desobedecido a Deus e colocado toda a humanidade em desgraça (Rm 5.12), Deus nunca perdeu o controle, pois a salvação foi elaborada antes mesmo que Adão pensasse em existir (2Tm 9). O Senhor Deus, por sua presciência (1Pe 1.2), já sabia que o homem pecaria. Assim, ainda antes do pecado acontecer, o plano divino de salvação foi elaborado (1Pe 1.20; Ap 13.8).
  • A salvação é o resultado de uma ação do resgate do perdido. Por que necessitamos tão urgente de uma tão grande salvação? Porque a Bíblia nos ensina que o homem sem Deus está perdido, e, por esse motivo, precisa ser resgatado (Mc 10.45; Lc 19.10). “Porque o Filho do homem veio buscar e salvar o que se havia perdido” (Lc 19.10). Os recursos humanos, tais quais boas obras, dinheiro, boas intenções, são insuficientes para a salvação (Sl 49.7-8). Mas Cristo Jesus “se deu a si mesmo por nós, para nos remir” (Tt 2.14). A palavra remir indica resgatar, livrar (usada no sentido de comprar).
  • A salvação é o resultado de uma ação reconciliadora entre Deus e o homem. A Bíblia nos ensina que o pecado nos separa de Deus, e, sendo nascidos de semente corruptível, a única coisa que merecemos receber é a morte (Is 59.2; Rm 3.23; 5.10). A vida eterna é uma dádiva que o Senhor gratuitamente nos tem oferecido: “E tudo isso provém de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por Jesus Cristo […]” (2Co 5.18-19 ver Rm 5.10; 1Co 7.11; 2Co 5.18-20).

III – ASPECTOS DESTA “TÃO GRANDE SALVAÇÃO”

  • A tão grande salvação é segura. É fundamental que estejamos seguros quanto à perfeita obra redentora de Jesus Cristo. Dignas são de destaque as características de sua obra: a) PERFEITA: “…pode também salvar perfeitamente…(Hb 7.25-a); b) ETERNA: “… seu próprio sangue… havendo efetuado eterna redenção” (Hb 9.12-a); e, c) ÚNICA: “… oferecendo-se uma vez, para tirar os pecados…” (Hb 9.28-a). Fomos salvos por sua morte e salvos por sua vida!
  • A tão grande salvação é substitutiva. Quando o homem caiu e se afastou de Deus, ficou em débito eterno para com Deus. O homem, por si só não poderia resolver seu problema ou pagar sua dívida diante de Deus, a não ser que haja um “substituto”. A Bíblia ensina que os sofrimentos e a morte de Cristo foi vicário por todos os homens (Is 53.6,12; Mt 20.28; Mc 10.45; Jo 1.29; 11.50; Rm 5.6-8; 8.32; 2Co 5.14, 15, 21; Gl 2.20; 3.13; 1Tm 2.6; Hb 9.28; 1Pd 2.24).
  • A tão grande salvação é redentora. A redenção tem sentido de pagar essa culpa assumida. Ou seja, a redenção é aplicada no que diz respeito ao pecado e o débito que ele causa, que pode apenas ser pago com sangue (Hb 9.22 cf. Lv 17.11). Logo, para que o preço de pecado pudesse ser pago, era necessário derramamento de sangue de um cordeiro sem máculas (Jo 1.29; cf. Is 53.9; 1Pd 2.21-22). Podemos concluir que essa compra implicou no pagamento de um preço alto (2Pd 2.1; Ap 5.9,10).
  • A tão grande salvação é propiciatória. Deus demonstra sua justa ira para com o pecado (Jo 3.36; Rm 1.18-32; Ef 2.3; 1Ts 2.16; Ap 6.16; 14.10,19; 15.1,7; 16.1; 19.15). Contudo, em Cristo é providenciada uma oferta “propiciatória” e assim a ira de Deus contra o pecado é apaziguada (Rm 3.25; 1Jo 2.1-2; 4.10 cf. Êx 25.17-22; Lv 16.14.15).
  • A tão grande salvação é reconciliadora. A reconciliação é necessária pelo fato de que o homem sem salvação vive em uma relação de inimizade e hostilidade com Deus (Rm 5.9,10; 2Co 5.18-21), e, como inimigo de Deus está plenamente passível de sofrer a manifestação de sua Ira. Vemos que Deus propõe uma resolução para esse problema por meio da morte do Senhor Jesus. (Rm 11.15; 2Co 5.18-21; Ef 2.16; Cl 1.20-21).

IV – ALGUMAS CARACTERÍSTICAS DESTA TÃO GRANDE SALVAÇÃO

  • Esta salvação é grande pela sua procedência. Diz o texto de João 3.16: “Porque Deus amou…”. Isto significa que a nossa salvação do pecado e das suas consequências teve início no coração de Deus, pois Ele tomou a iniciativa (Jn 2.9). Diz o salmista que “a salvação vem do Senhor” (Sl 8), por isso não é uma salvação qualquer, pois ela procede de Deus, vem Dele, e, por isso, não é uma simples ação. Foi o Senhor quem tomou a iniciativa de nos amar, por isso que não é um qualquer livramento. É uma salvação enorme, é maravilhosa, tremenda, porque procede de Deus. Ele tomou a iniciativa; Ele nos amou primeiro.
  • Esta salvação é grande pela sua amplitude. Deus não amou apenas um grupo de pessoas; o amor de Deus se estende tanto em largura como em altura, que alcança todo aquele que crê sinceramente: “Deus amou o mundo…”. A salvação que vem de Deus é grande pela sua amplitude. Não é uma salvação restrita somente para alguns, o convite é aberto a todos: “Venham a mim, todos os que estão cansados e sobrecarregados, e eu lhes darei descanso…” (Mt 11.28-30).
  • Esta salvação é grande pela sua intensidade. Essa salvação não é uma ação qualquer porque Deus nos amou intensamente, profundamente, de todo o coração. Ele nos amou por inteiro, intensamente: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira…”. Ele nos amou de todo o coração, até o fim, até os limites mais extremos. Por isso, não é uma mera salvação ou um livramento qualquer; ela é grande pela sua intensidade. Foi de tal maneiraque Deus nos
  • Esta salvação é grande pelo seu preço. Custou muito para Deus entregar o seu Filho unigênito para morrer naquela cruz: “… que deu o seu filho unigênito”. Deus entregou o seu Filho unigênito por amor a todos os homens. Por isso não é uma mera salvação, é tremenda, é grande. Esta salvação não é uma qualquer porque custou muito, custou o sangue de Jesus derramado na cruz do Calvário: “… não foi por meio de coisas perecíveis como prata ou ouro que vocês foram redimidos da sua maneira vazia de viver… mas pelo precioso sangue de Cristo, como de um cordeiro sem mancha e sem defeito” (1Pd 1.18). Por isso não é uma mera salvação, é uma tremenda em maravilhosa salvação: “Aquele que nem mesmo a seu Filho poupou, antes o entregou por todos nós…” (Rm 8.32).
  • Esta salvação é grande pela sua oportunidade. A oportunidade é oferecida para os que creem: “para todo aquele que nele crer…” (Jo 3.16). A Bíblia fala assim: “não há condenação para os que estão em Cristo Jesus(Rm 8.1).
  • Esta salvação é grande pelo seu livramento. Não é uma mera salvação, é uma grande, maravilhosa e extraordinária porque ela nos livra de uma condenação eterna, de um juízo eterno grande pelo seu livramento: não pereça. Esta salvação nos livra de uma eternidade longe de Deus, num lugar que não foi preparado para os homens; foi preparado para o diabo e os seus anjos. Por que sobre nós, a Bíblia revela, que Jesus veio para nos dar vida e vida eterna, vida abundante, vida em termos quantitativos e qualitativos: “… porque eu sei em quem tenho crido e estou bem certo de que ele é poderoso para guardar o que lhe confiei até aquele Dia” (2Tm 1.12).
  • Esta salvação é grande pela sua bênção. Finalmente, diz o verso de João 3.16: “… mas tenha a vida eterna. A salvação que vem de Deus é grande pela sua bênção, porque a salvação que vem do Senhor, não apenas nos livra de uma condenação eterna, mas nos oferece a possibilidade do céu, uma vida que dura para sempre na presença de Deus.

CONCLUSÃO

A morte de Jesus na cruz, para realizar a salvação, foi um ato da graça de Deus. Sua morte foi em favor de cada pecador; um claro ensino de Hebreus é que sua morte foi uma expiação substitutiva pelo nosso pecado. Sua morte não foi uma expiação limitada, isto é, para algumas pessoas seletas, como alguns reivindicam, mas Ele provou temporariamente a morte por todos os homens. Sua morte é de proveito para todo aquele que por fé se submete a Ele como Senhor e Cristo.

REFERÊNCIAS

  • ARRINGTON; STRONSTAD (Ed.). Comentário Bíblico Pentecostal NT.
  • GEISLER, N. Teologia Sistemática. Vol. 02.
  • STAMPS, D. C. Bíblia de Estudo Pentecostal.
  • VINE, W.E, et al. Dicionário Vine.

Fonte: http://www.adlimoeirope.com

 

A abrangência universal da Salvação

  FLAG SPAINFLAG RUSSIANFLAG USAFLAG FRANCEFLAG GREECEFLAG GERMANYFLAG KOREANFLAG JAPANFLAG ITALYFLAG ISRAELFLAG CHINAFLAG INDIA

4º TRIMESTRE 2017

A OBRA DA SALVAÇÃO

Jesus Cristo é o caminho, a Verdade e a Vida

COMENTARISTA: Claiton Ivan Pommerening

LIÇÃO 06 – A ABRANGÊNCIA UNIVERSAL DA SALVAÇÃO – (Jo 3.16-18; 1 Tm 2.5,6)

INTRODUÇÃO

Nesta lição conceituaremos o termo expiação à luz das Escrituras, sendo este uma das palavras mais importantes referentes a salvação; destacaremos algumas razões pelas quais a obra substitutiva de Cristo foi necessária; bem como faremos alusão a conceitos equivocados sobre o alcance da salvação; e por fim, veremos evidências bíblicas a respeito da expiação universal ou ilimitada.

I – A EXPIAÇÃO À LUZ DAS ESCRITURAS

Um dos termos mais importantes atrelados à Doutrina da Salvação, é o termo expiação. De acordo com Andrade (2006, p. 181) expiação quer dizer: “Cancelamento pleno do pecado com base na justiça de Cristo, propiciando ao pecador arrependido a restauração de sua comunhão com Deus”. Como afirma o apóstolo João: “Mas, se andarmos na luz, como ele na luz está, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus Cristo, seu Filho, nos purifica de todo o pecado(1 Jo 1.7). Vejamos ainda alguns conceitos a respeito da expiação:

  • Conceito no Antigo testamento. O verbo “expiar” refere-se ao sacrifício para purificação e perdão dos pecados, cuja ideia é de cobrir com sangue: “porquanto é o sangue que fará expiação pela alma” (Lv 17.11) (SOARES, 2017, p. 61). Uma derivação do termo em hebraico é “kipper”, que quer dizer: (a) cobrir, isto é, perdoar o pecado (2Cr 30.18; Sl 65.4; 78.38; 79.9; Ez 16.63; Jr 18.23) e, (b) obter perdão (Êx 32.30; Lv 4.26; 5.26; Nm 6.11; Ez 45.20; Dn 9.24). De forma prática podemos afirmar que fazer expiação traz a ideia de unir duas partes que haviam sido inimigas, em um relacionamento de paz e amizade (VAILATTI, 2016, p. 17).
  • Conceito no Novo Testamento. O conceito de expiação no NT está relacionado basicamente a dois termos: “hilaskomai”, que significa: “propiciar, expiar, conciliar” (GEISLER, 2010, p. 205), utilizado duas vezes (Lc 18.13; Hb 2.17), e, “hilasmos”, que ocorre semelhantemente duas vezes como propiciação (1Jo 2.2; 4.10), onde é descrito a ação graciosa de Deus por meio da qual Ele remove a culpa do pecador (VAILATTI, 2016, p. 17 – acréscimo nosso).

II – A NECESSIDADE DA EXPIAÇÃO / SALVAÇÃO

 Universalidade do pecado. Há inequívocas declarações nas Escrituras que indicam a pecaminosidade universal do homem (Sl 14.3; 143.2; Ec 7.20; Rm 3.1-12, 19, 20, 23; Gl 3.22; Tg 3.2; 1Jo 1.8, 10). Várias passagens ensinam que o pecado é uma “herança” do homem desde a hora da sua concepção e seu nascimento, e, portanto, está presente na natureza humana (Gn 6.5). A Bíblia é muito explícita relativamente à extensão (universalidade) do pecado (Sl 51.5; Jó 14.4; Jo 3.6; Rm 5.12). Em Efésios 2.3 diz o apóstolo Paulo que os efésios eram: “por natureza” filhos da ira, como também os demais”. Nesta passagem a expressão “por natureza” indica uma coisa inata e original, em distinção daquilo que é adquirido (Is 53.6). Então, o pecado é uma coisa da própria natureza humana, da qual participam todos os homens e que os fazem culpados diante de Deus (Is 59.16; Rm 5.12-14), por isso, que todos os homens se acham sob condenação e necessitam da redenção (BERKHOF, 2000, p. 235).

  • O caráter de Deus. O Deus que é Santo no sentido absoluto (Is 6.3), não poderia agir com indiferença a respeito do pecado. Para Ele o pecado e o mal, são intoleráveis: “Tu és tão puro de olhos, que não podes ver o mal […]” (Hc 1.13), por Sua justiça exigiria um substituto perfeito para expiar a culpa em nosso lugar (Is 53.5,6). Várias passagens falam da ira divina contra o pecado (Rm 1.18; 2.5,8; 5.9; 9.22; 12.19; Ef 2.3; 5.6; Cl 3.6; 1Ts 10; 2.16; 5.9), indicando que a santidade de Deus torna necessária a punição do pecado, implicando assim, na necessidade de que a ira sobre o pecado, seja aplacada através de um sacrifício perfeito e substitutivo (2Co 5.21).
  • A incapacidade do homem. Devido à pecaminosidade humana (Rm 3.10-12), jamais seria possível o homem atingir o padrão exigido por Deus: “Mas todos nós somos como o imundo, e todas as nossas justiças como trapo da imundícia […]” (Is 64.6), para a expiação do pecado (Rm 3.19). Como afirma Rodman (2011, p. 307):“O homem é um pecador em escravidão. Ele é de fato escravo do pecado, sujeito a seus ditames e incapaz de se libertar do seu domínio”; por essa razão, Cristo Jesus, veio em forma humana com o propósito de fazer a reconciliação entre Deus e os homens: “Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem. O qual se deu a si mesmo em preço de redenção […]” (1Tm 2.5,6; ver 2Co 5.19).

III – FALSOS CONCEITOS SOBRE O ALCANCE DA SALVAÇÃO

  • Restrito a um grupo seleto de pessoas. Os que advogam esse tipo de conceito, afirmam de maneira equivocada que a morte de Jesus é expiatória a um número limitado de pessoas, as quais seriam chamadas de: “os eleitos”; nesse caso Ele não teria amado a todos com o mesmo amor, antes teria possibilitado a salvação apenas a alguns e não a todas as pessoas, sendo, portanto uma “expiação limitada”. Tal afirmação não tem nenhuma sustentação bíblica, ainda que as Escrituras afirmem ser verdade que Cristo tenha morrido pelas suas ovelhas (Jo 10.15), amigos (Jo 15.13), e igreja (Ef 5.25), em nenhum momento se é dito que Ele morreu “somente ou apenas” por estes, da mesma forma que não se pode inferir que Cristo morreu apenas por Paulo (Gl 2.20), por sinal, nesses textos não aparecem em nenhum caso o termo grego “monos”, que quer dizer: “somente, apenas” (VAILATTI, 2016, pp. 63,64), somando-se a isso a Bíblia diz em outros lugares que Jesus morreu pelos ímpios (Rm 5.6), pelos pecadores (Rm 5.8), pelos pecados do mundo inteiro (1Jo 2.1-2).
  • Universalismo. Derivado da palavra “apokatastasis”, isto é, “restauração” (At 3.21); é a ideia de que ao final, todas as pessoas serão salvas […] um conceito considerado herético e condenado no Concílio de Constantinopla no ano 553 d.C. (GEISLER, 2010, p. 301). Os que defendem esse pensamento apelam para o Amor de Deus, que é tão perfeitamente bom e perfeitamente soberano que não é possível que Ele sofra a derrota de permitir que uma de Suas criaturas acabe sendo punida eternamente (WILMINGTON, 2015, p. 603). Algo que deve ser considerado é: “que Cristo provou a morte por cada homem (Hb 2.9), não significa automaticamente que todos são libertos da morte eterna, a pena para o pecado, em nenhum lugar a Bíblia diz isso. Os pecadores são convidados e instados a virem a Cristo e crerem Nele. Essa é a responsabilidade do pecador, algo que ele ‘deve fazer’ para ser salvo” (At 16.30) (HUNT, 2015, p. 429 – acréscimo nosso); portanto, o conceito universalista não tem fundamentação nas Escrituras, pois: (a) se opõe a justiça de Deus, que conforme sua natureza deve punir aos que vivem em pecado e em rebelião contra Ele,(Rm 5.9; 9.22), (b) contradiz a condicionalidade da salvação, onde se deve crer para ser salvo (At 2.38; 16.31; Ef 2.8); e, (c) é contrário ao ensino bíblico acerca do Inferno que é um lugar de punição eterna para Satanás e seus anjos, e a todos que morrerem na impiedade (Mt 25.41; Ap 20.10; 2Pd 2.4; Mt 10.28; 23.33; Ap 22.15).

IV – A ABRANGÊNCIA UNIVERSAL DA SALVAÇÃO

  • Pronunciada no Antigo Testamento. Desde o início, a proposta divina sempre foi estender a bênção da salvação a todos os homens indiscriminadamente o que deixou claro por meio da promessa feita a Abraão: “[…] e em ti serão benditas todas as famílias da terra(Gn 12.3; Gl 3.8). Na inclusão de estrangeiros na celebração da Páscoa ou na adoração a Deus de uma maneira geral, por meio de uma condição, a circuncisão (Êx 12.48; Nm 15.14; 2Cr 6.32). A provisão do AT pelo pecado e salvação foi para todo o Israel, e não para um eleito especial entre eles. A desobediência e a incredulidade foram as únicas barreiras que separaram cada israelita da graça de Deus (2Cr 29.24; Ed 8.35; Ml 4.4) (HUNT, 2015, p. 425). Destacamos ainda Deus dando garantia e extensão de salvação a todas as pessoas: “Olhai para mim, e sereis salvos, vós, todos os termos da terra; porque eu sou Deus, e não há outro” (Is 45.22), como também na descrição do alcance da ação messiânica: “Pouco é que sejas o meu servo, para restaurares as tribos de Jacó, e tornares a trazer os preservados de Israel; também te dei para luz dos gentios, para seres a minha salvação até à extremidade da terra” (Is 49.6; ver Is 53.6).
  • Reafirmada no Novo testamento. A vinda do Messias mostrou claramente que, Deus não faz acepção de pessoas (At 10.34; Rm 2.11; Ef 6.9; 1Pd 1.17). Sua graça alcança os judeus e os gentios (Rm 3.29; 9.24,30; Gl 3.14; Ef 3.6), não é limitado a um grupo seleto de pessoas, pois as Escrituras afirmam que Jesus se deu como resgate por todos (1Tm 2.6); e, que provou a morte por todos: “[…] Jesus que fora feito um pouco menor do que os anjos, por causa da paixão da morte, para que, pela graça de Deus, provasse a morte por todos(Hb 2.9) (ver Jo 7.37; 1Tm 4.10; 2Pd 3.9; 1Jo 1.9 – 2.2; 4.14). Diante disso podemos afirmar que: (a) a necessidade de salvação é universal: Cristo Jesus veio ao mundo para salvar os pecadores (1Tm 1.15), ou seja, por todas as pessoas, visto que todos são pecadores (Rm 3.23; 5.12); (b) a salvação é universal: “Porque não me envergonho do evangelho de Cristo, pois é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê; primeiro do judeu, e também do grego(Rm 1.16); (c) a expiação é universal (ilimitada): “[…] Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo(Jo 1.29); (d) a graça é universal: “Porque a graça de Deus se há manifestado, trazendo salvação a todos os homens(Tt 2.11); (e) o amor é universal: “Porque Deus amou o mundo […]” (Jo 3.16); e, (f) o evangelho é universal: “[…] Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura(Mc 16.15); “Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações(Mt 28.19).

CONCLUSÃO

Apesar da Queda da raça humana, Deus, por Sua maravilhosa graça decidiu soberanamente salvar o homem caído em pecado, por meio de Jesus Cristo. Esta salvação alcança a todos os homens indistintamente como prova do grande Amor de Deus (Jo 3.16).

REFERÊNCIAS

  • ANDRADE, Claudionor de. Dicionário Teológico.
  • BERKHOF, Louis. Teologia Sistemática. Editora Cultura Cristã.
  • GEISLER, Norman. Teologia Sistemática.
  • HUNT, Que Amor é este? A falsa representação de Deus no Calvinismo. REFLEXÃO.
  • RODMAN, J. Williams. Teologia Sistemática: Uma perspectiva pentecostal.
  • SILVA, Esequias Soares da (Org.). Declaração de Fé das Assembleias de Deus.
  • STAMPS, Donald C. Bíblia de Estudo Pentecostal. CPAD
  • WILLMINGTON, Harold L. Guia de Willmington para a Bíblia. vol 1. ACADÊMICO
  • VAILATTI, Carlos, Augusto. Expiação Ilimitada. REFLEXÃO.

Fonte: http://www.adlimoeirope.com

José, o pai terreno de jesus – um homem de caráter

  FLAG SPAINFLAG RUSSIANFLAG USAFLAG FRANCEFLAG GREECEFLAG GERMANYFLAG KOREANFLAG JAPANFLAG ITALYFLAG ISRAELFLAG CHINAFLAG INDIA

2º TRIMESTRE 2017

O CARÁTER CRISTÃO

Moldado pela palavra de Deus e provado como ouro

COMENTARISTA: Elinaldo Renovato

LIÇÃO 12 – JOSÉ, O PAI TERRENO DE JESUS – UM HOMEM DE CARÁTER (Mt 1.18-25)

 INTRODUÇÃO

Nesta lição estudaremos sobre um dos mais importantes personagens do NT – José o pai adotivo de Jesus; inicialmente traremos algumas informações detalhadas sobre ele; destacaremos importantes traços do seu caráter que denotam que este homem era um autêntico servo de Deus; e, por fim, pontuaremos que ele foi um excelente exemplo de marido e de pai.

I – INFORMAÇÕES SOBRE JOSÉ

Muito pouco se sabe sobre a vida de José. Seu nome só é mencionado nas narrativas sobre o nascimento de Jesus, em Mateus 1 e 2 e Lucas 1 e 2, bem como na árvore genealógica, em Lucas 3.23. Gardner (1999, p. 382) diz que: “a ausência do nome de José em Mateus 13.55 e João 2.1, passagens onde se esperaria que estivesse presente, implica que ele já havia falecido quando Jesus iniciou seu ministério público ou logo depois (Lc 3.23)”. Abaixo destacaremos algumas informações sobre este personagem:

  • O nome José vem de uma palavra hebraica que significa: “Yahweh acrescentará” ou então “que Yahweh adicionará” (CHAMPLIN, 2004, p. 591). José era um nome comum entre os hebreus (Nm 13.7; Ed 10.42; At 1.23; 4.36). Talvez, este nome foi dado fazendo alusão ao grande patriarca José, o filho de Jacó, já que era comum na cultura hebraica colocar nome nos filhos em homenagem aos antepassados (Lc 1.60,61).
  • Família. O texto bíblico nos informa que José estava noivo de uma moça chamada Maria (Mt 1.18; Lc 1.27) e que ele pertencia à “Casa e família de Davi” (Lc 2.4), a linhagem do Messias (2 Sm 7.12,16). José foi o pai adotivo e não biológico de Jesus (Mt 1.22-25). No entanto, com Maria, após o nascimento de Jesus (Mt 1.25) ele teve filhos, a saber: Tiago, José, Simão, Judas e algumas filhas (Mt 55; Mc 3.31; Lc 8.19; Jo 2.12; 7.3,5,10; At 1.14; Gl 1.19).
  • Profissão. José era um carpinteiro (Mt 13.55), um ofício que provavelmente ensinou a Jesus (Mc 6.33). Os carpinteiros eram operários especializados em José também era um homem de condição humilde. Isto fica claro pelo sacrifício que ofereceu a Deus, na ocasião em que levou Jesus ao templo para ser apresentado ao Senhor (Lv 12.1-8; Lc 2.24).
  • Lugar de origem. Embora fosse da tribo de Judá, da cidade de Belém, José não residia em Judá, pelo contrário, era de Nazaré uma aldeia da Galiléia (Lc 2.4,39), como também o menino Jesus (Lc 4.16). Foi ali que o anjo anunciou a Maria o nascimento do Messias (Lc 1.26-28). Após esta família ter passado algum tempo no Egito, eles voltaram a Nazaré (Lc 4.14). Posteriormente, Jesus ensinou na sinagoga de Nazaré (Mt 13.54; Lc 4.15). A associação de Jesus com a localidade o fez ser conhecido como Nazareno (Mt 2.23; Lc 18.37; 24.19; 22).

II – CARACTERÍSTICAS DO CARÁTER DE JOSÉ

José foi um homem escolhido para uma grande obra: ser o pai adotivo do Messias. Para tal precisava ter um caráter polido, santo, refinado. Vejamos quais as características do caráter de José, segundo a Bíblia:

  • Justo. José é declarado pelas Escrituras como sendo alguém justo (Mt 1.19-a). Tal virtude fica evidente pelas atitudes que tomara diante das circunstâncias que lhe sobrevieram. A expressão “justo” no hebraico é “hasid” que significa: “aquele que é piedoso, religioso, santo, justo”. No grego a expressão é “dikaios”. No Novo Testamento, denota “justo, íntegro”, um estado de estar certo, ter razão ou de conduta correta, julgada quer pelo padrão divino, quer de conformidade com os padrões humanos, do que é direito (VINE, 2005, pp. 163,734 – acréscimo nosso). Os servos de Deus em toda a Bíblia são chamados de justos (Sl 5.12; 11.5; 33.1; 34.17); e, Deus quer que nós O sirvamos em justiça e santidade (Sl 15.1-5; Mq 6.8; 1 Jo 2.29; Ap 11).
  • Prudente. Apenas Maria sabia que estava grávida por uma intervenção sobrenatural, portanto, ao vê-la nessa condição, é dito que José não querendo infamá-la “intentou deixá-la secretamente” (Mt 1.19-b). Aos olhos de José, parecia que Maria havia sido infiel, visto que estava “desposada” ou “noiva” dele (Lc 1.27). Esse compromisso de noivado era tão sério que “se houvesse o rompimento do noivado, tinha que haver o processo de divórcio” (LIMA, 2017, p. 133). A descoberta de que Maria havia engravidado, era o suficiente para que houvesse o pedido de divórcio por José, o que lhe garantiria o ressarcimento do dote e possivelmente o apedrejamento da noiva, por causa da infidelidade (Dt 22.20,21). Todavia, antes de agir José pensou: “E, projetando ele isto […]” (Mt 1.20-a). O Aurélio (2004, p. 1651) define o adjetivo “prudente” como sendo alguém: “moderado, comedido, cauteloso, precavido, sensato”. A Bíblia faz severas exortações a sermos prudentes: (a)  no falar (Pv 14.6; 21.23; 25.15) ;  (b) no andar (Pv 14.15; Ef 5.15);  (c) no agir (Pv 19.11; 22.3;  Mt 7.24; 25.4); e, (d) no pensar (Pv 15.5; 16.20; 10).
  • Obediente. A obediência era um dos traços mais marcantes do caráter de José. Ao ver Maria grávida José intentou deixá-la secretamente, no entanto, quando projetava tomar esta decisão, um anjo do Senhor lhe apareceu, trazendo-lhe uma consoladora mensagem: “José, filho de Davi, não temas receber a Maria, tua mulher, porque o que nela está gerado é do Espírito Santo” (Mt 1.20). Diante disso, José, foi obediente a voz divina, recebendo Maria como sua esposa (Mt 1.24), e, não teve relações sexuais com ela até que Jesus nasceu (Mt 1.25). Com José, aprendemos que além de escutar a voz de Deus precisamos ouvir, ou seja atender. O verbo “ouvir” no hebraico “shãma” quer dizer “ouvir, dar atenção a, escutar, obedecer, publicar” (VINE, 2002, p. 210 – acréscimo nosso). A obediência é exigida por Deus (Dt 13.4), é essencial à fé (Hb 11.6); resultado para quem dá ouvidos à voz de Deus (Êx 19.5); é um dever que temos diante de Cristo (2 Co 10.5); o evangelho requer obediência (Rm 1.5); consiste em observar os mandamentos de Deus (Ec 13).
  • Temente a Deus. José demonstrou com suas atitudes, ser um judeu que temia ao Senhor, servindo a Deus com a sua família. A lei exigia que os homens judeus fossem a três celebrações em Jerusalém todos os anos (Dt 16.16,17). O registro bíblico diz que ele e Maria subiam anualmente a Jerusalém para a celebração da Páscoa como de costume (Lc 2.41) . Como podemos ver o temor sempre está ligado há uma vida de comunhão e obediência a Deus (Pv 8.13; 16.6; 22.4); é uma atitude que devemos manter com constância (Dt 14.23; Sl 2.11; 86.11; Pv 23.17); devemos ensinar aos outros o temor a Deus (Sl 34.11); e, quem teme a Deus tem vários benefícios (Pv 15.16; 19.23; Ec 12,13).
  • Sensível a voz divina. José caracteriza-se também por ser um homem sensível a voz divina. Ele ouviu e atendeu orientação divina quando intentou deixar Maria secretamente (Mt 1.20-24); também na ocasião em que Herodes enfurecido mandou que matassem todas as crianças de Belém de dois anos para baixo, Deus lhe falou em sonhos dizendo: “Levanta- te, e toma o menino e sua mãe, e foge para o Egito, e demora-te lá até que eu te diga; porque Herodes há de procurar o menino para o matar” (Lc 2.13). Ele não hesitou, antes obedeceu a Deus (Mt 2.14); José ainda ouviu e se inclinou a direção divina, quando Deus o mandou retornar a Israel, porque Herodes já estava morto (Mt 2.19-21); e, por fim, quanto voltava do Egito intentou ir morar na Judeia, mas o Senhor lhe orientou ir para a Galiléia, habitar em Nazaré (Mt 22,23).

III – JOSÉ, UM EXEMPLO DE MARIDO E DE PAI

José não destaca-se na Bíblia apenas como um servo de Deus, mas também como um marido amoroso e um pai dedicado. Aprendemos com isso que, o nosso relacionamento com Deus, deve resultar em um estilo de vida que produza um relacionamento saudável com o próximo (Mt 22.37,39). Abaixo veremos como José foi um exemplo de esposo e pai:

  • Exemplo de esposo. Em toda narrativa neotestamentária observamos as atitudes de José que denotam que ele era um bom marido para sua esposa. Vejamos:
    1. Quando viu Maria grávida não a acusou de fornicação, porque não queria infamá-la (Mt 19);
    2. Após descobrir que o que na sua esposa estava gerado era do Espírito Santo, ela a recebeu (Mt 20,24);
    3. Todas as vezes que se menciona Maria se diz que José está junto, pois era um esposo presente (Lc 4,5,16,33,41);
    4. Trabalhava para sustentar seu lar (Mt 13.55; Mc 33).
  • Exemplo de pai. Champlin (2004, p. 13) nos diz que: “em Israel, o pai da família era o principal mestre de sua família e precisava levar a sério os seus deveres. Suas instruções incluíam tanto alguma profissão como a educação religiosa (Dt 4.9; 6.7; 31.13; Pv 22.6; Is 28.9)”. Deus concedeu a José uma missão muito mais elevada – ser o pai adotivo de Jesus, “o Filho do Altíssimo” (Lc 1.32). Pela narrativa dos evangelhos observamos que José foi um pai dedicado. Vejamos:
    1. José levou Jesus ao templo para a circuncisão no oitavo dia (Lc 21);
    2. Nesta mesma ocasião deu o nome a criança conforme orientação dada pelo anjo (Mt 21);
    3. Levou a Jerusalém, junto com Maria, para as cerimônias da purificação (Lc 22);
    4. Conduzia Jesus anualmente a Jerusalém para a comemoração das festas: “todos os anos iam seus pais a Jerusalém à festa da páscoa” (Lc 41);
    5. Aos doze anos, Jesus foi encaminhado por José para fazer o “Bar Mitzvah”, que é traduzido como “Filho do Mandamento” (Lc 2.42), uma “cerimônia judaica onde aos doze anos, o menino tornava-se diretamente responsável pela obediência à Lei, incluindo suas ordenanças e festividades prescritas (CHAMPLIN, 2014, 48);
    6. Quando soube pelo anjo do Senhor que Herodes iria tentar matar o menino, José o protegeu, refugiando-se no Egito como havia sido orientado (Mt 13-15).

CONCLUSÃO

Observamos no caráter de José que ele fez jus a escolha de Deus de incumbi-lo de uma grande tarefa – ser o pai adotivo de Jesus, o Salvador do mundo. Tal missão, este nobre servo cumpriu, sob a graça de Deus, com muita dedicação, temor e amor. Portanto, para todos nós ele é um modelo de como devemos ser comprometidos com a vontade divina.

REFERÊNCIAS

  • CHAMPLIN, R. N. Dicionário de Bíblia, Teologia e Filosofia.
  • FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda. Novo Dicionário da Língua Portuguesa.
  • GARDNER, Paul. Quem é quem na Bíblia.
  • LIMA, Elinaldo R. de. O Caráter do Cristão.
  • STAMPS, Donald C. Bíblia de Estudo Pentecostal.
  • VINE, W.E et al. Dicionário Vine. CPAD.

Fonte: http://www.adlimoeirope.com

A bondade que confere vida

  FLAG SPAINFLAG RUSSIANFLAG USAFLAG FRANCEFLAG GREECEFLAG GERMANYFLAG KOREANFLAG JAPANFLAG ITALYFLAG ISRAELFLAG CHINAFLAG INDIA

1º TRIMESTRE 2017

AS OBRAS DA CARNE E O FRUTO DO ESPÍRITO

Como o crente pode vencer a verdadeira batalha espiritual travada diariamente

COMENTARISTA: Osiel Gomes

LIÇÃO 08 – A BONDADE QUE CONFERE VIDA – (Mt 5.20-26)

 INTRODUÇÃO

Nesta lição estudaremos sobre a bondade – um dos aspectos do fruto do Espírito; introduziremos o assunto trazendo uma definição desta virtude; veremos que a bondade é um atributo que caracteriza o caráter divino e que ele compartilhou com o homem quando o criou; pontuaremos a ligação que existe entre a bondade e  a  generosidade; falaremos sobre a maldade como o contraponto da bondade; e, por fim, quais as exortações bíblicas quanto a prática deste fruto do Espírito.

I  – DEFINIÇÃO DA PALAVRA BONDADE

A sexta virtude elencada por Paulo em Gálatas 5.22 é a bondade. O Aurélio (2004, p. 315) nos diz que a palavra bondade significa: “qualidade ou caráter de bom; benevolência; clemência”. Segundo Gilberto (2004, pp. 92,93) “bondade como fruto do Espírito é a tradução de uma palavra grega que encontrada apenas quatro vezes na Bíblia: agathosune (Rm 15.14; Gl 5.22; Ef 5.9; 2 Ts 1.11). A bondade é a prática ou a expressão da benignidade, ou seja, fazer aquilo que é bom. Bondade, então, fala de serviço ou ministério uns aos outros, um espírito de generosidade posto em  ação; diz respeito a servir e a dar”.

1.1 Deus é bondoso. Segundo Jesus a bondade era um atributo e um título próprio da divindade “E Jesus lhe disse: Por que me chamas bom? Ninguém há bom senão um, que é Deus” (Mc 10.18). Campos (2002, p. 256) diz que a bondade de Deus é: (a) original: a bondade que os homens possuem lhes é comunicada, mas em Deus a bondade é essencialmente infinita; (b) imutável: os homens podem ser bons, mas eles o serão por alguns momentos; mas a bondade do Senhor “dura para sempre” (Sl 52.1); e, (c) necessária: Ele é bondoso e tudo quanto faz é cheio de bondade (Gn 1.31).

II  – ATRIBUTO COMUNICÁVEL

Bondade é um dos atributos comunicáveis de Deus. Campos (2002, p. 256) nos diz que “o termo comunicáveis indica que podemos encontrar em nossa personalidade traços dos atributos divinos. Deus nos criou e comunicou esses atributos ao nosso ser, mesmo que em medida infinitamente menor”.

  • A bondade natural. O homem foi criado com bondade natural, quando foi feito a imagem e semelhança de Deus  (Gn 1.26). No entanto, o pecado distorceu essa imagem, e, se não houver arrependimento e consequente transformação, dia a dia o pecado vai tomando o coração dos homens fazendo com que percam a afeição natural (2 Tm 1-3).
  • A bondade como fruto do Espírito. É natural que o homem não regenerado seja bondoso com as pessoas que lhe são bondosas (Mt 5.46); mas, somente os que foram regenerados podem ser bondosos como Jesus foi e também agir com bondade até com os seus inimigos (Lc 6.27,35; Rm 12.14; 20,21). Portanto, somente após o novo nascimento o Espírito Santo passa a restaurar a imagem moral de Deus no homem, produzindo nele as virtudes de Cristo (Gl 22).

III – CARACTERÍSTICAS DA BONDADE COMO ASPECTO DO FRUTO DO ESPÍRITO

  • Bondade desinteressada. A bondade como fruto do Espírito não é feita em troca de reconhecimento ou de favores. Assim como o amor, a bondade “não busca os seus interesses” (I Co 13.5-b). Ela é altruísta e desprentenciosa, ou seja, não faz o bem como moeda de troca. Segundo Jesus não receberá recompensa diante de Deus aquele que age bondosamente com o seu próximo para barganhar algo (Mt 6.1-4). O verdadeiro ato de bondade consiste em fazermos o bem a quem não tem condições de nos recompensar (Lc 12-14).
  • Bondade imparcial. A bondade como fruto não faz distinção de pessoas, assim como Deus não faz beneficiando até os ingratos e maus (Mt 5.45; Lc 6.35). Jesus disse que se fizermos o bem apenas aqueles que nos amam e nos fazem bem nos assemelhamos aos incrédulos (Lc 6.32-35). A bondade como fruto não faz distinção de cor, raça, sexo, religião, status social. Tiago repreendeu severamente aqueles que davam preferência aos ricos e subjugavam os pobres (Tg 1-4).

3.2 Bondade decorrente do amor. Uma pessoa pode até agir com bondade sem ter amor; mas, ninguém pode ter amor e não agir com bondade, pois o amor é a virtude de onde flui todas as outras. Gilberto (2004, p. 46) diz: “o amor vem primeiro, depois o serviço”. Paulo diz que até mesmo grandes feitos sem amor não tem nenhum proveito “[…] ainda que distribuísse toda a minha fortuna para sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, e não tivesse amor, nada disso me aproveitaria” (I Co 13.3). O apóstolo exorta aos crentes de Corinto dizendo “todas as vossas coisas sejam feitas com amor” (I Co 16.14).

IV – A BONDADE E A GENEROSIDADE

A bondade é um aspecto do fruto do Espírito que envolve ação. Gilberto (2004, p. 97) diz que “uma característica distintiva da bondade cristã no grego agathosune é a generosidade ou liberalidade”. O cristão deve ser uma pessoa generosa, exercendo bondade da seguinte forma:

  • Contribuindo para a obra de Deus. O apóstolo Paulo encorajou a igreja de Corinto a prática de generosidade entre os necessitados. A Judeia enfrentava tempos difíceis como resultado de  uma  escassez  que  deixou  muitos  santos  aflitos (At 11.28-29). Paulo sentiu que as igrejas dos gentios tinham uma divida de gratidão para com Israel e Jerusalém, a Igreja mãe (Rm 11.13-25; 15.27), por seu papel de trazê-los para a fé em Cristo. Precisamos entender que os nossos dízimos e ofertas quando trazidos para a Casa do Senhor também são usados para atender a obra social (Projeto Samuel) e os nossos irmãos que estão passando por Além disto, podemos também ajudar aqueles que estão ao nosso alcance.
  • Auxiliando o próximo. A bondade está entre as três virtudes que estão conectadas diretamente a nossa relação com o próximo: “[…] longanimidade, benignidade, bondade […]” (Gl 22). Auxiliar o próximo é assistí-lo em suas necessidades físicas (Tg 2.15-17; I Jo 3.17,18); mas também visitá-lo nas enfermidades (Rm 12.13); compartilhar sua dor e alegria (Rm 12.15). Paulo também aconselha “[…] admoesteis os desordeiros, consoleis os de pouco ânimo, sustenteis os fracos, e sejais pacientes para com todos” (I Ts 5.14).

V  – A MALDADE O OPOSTO DA BONDADE

O Aurélio (2004, p. 1254) diz que “maldade” significa: “qualidade ou caráter de mal; perversidade, crueldade, iniquidade”. A maldade está listada entre as obras da carne de forma implícita e explícita (Gl 5.19-21; Rm 1.29). Ela tem origem no mau uso do livre arbítrio (Gn 3.22). Desde a Queda do primeiro casal, que todos os homens foram afetados pela inclinação natural para a prática do mal (Gn 8.21; Sl 51.5; 14.3; 143.2; Rm 5.18,19). No AT observamos que foi pela multiplicação da maldade que Deus trouxe o dilúvio como juízo sobre os homens (Gn 6.5.7). Paulo profetizou que nos últimos dias a maldade estaria mais presente na sociedade (2 Tm 3.1-9). Vejamos quais áreas a maldade está atuando:

ÁREA

2TM 3.1-9

 

1

 

Moral

“… amantes de si mesmos, avarentos, presunçosos, soberbos, blasfemos, ingratos, profanos, caluniadores, incontinentes, cruéis, sem amor para com os bons, traidores, obstinados, orgulhosos…” (2Tm 3.1-3).
2 Religiosa “… irreconciliáveis, mais amigos dos deleites, aparência de piedade…” (2Tm 3.3-5).
3 Familiar “…desobedientes a pais e mães…” (2Tm 3.2).
4 Política “… resistem à verdade, sendo homens corruptos…” (2Tm 3.8).
5 Sentimental “… sem afeto natural…” (2Tm 3.3).
6 Pedagógica “Que aprendem sempre, e nunca podem chegar ao conhecimento da verdade” (2Tm 3.7).

VI  – EXORTAÇÕES BÍBLICAS QUANTO A PRÁTICA DA BONDADE

  • Devemos desejar fazer o bem. No exercício do seu livre arbítrio o homem pode ou não fazer o bem. O Espírito inpulsiona, no entanto, precisamos ceder a esta inclinação e não endurecermos a sua voz (Hb 3.8). Jesus ensinou que podemos auxiliar as pessoas se quisermos (Mc 14.7). Portanto, a questão está mais no querer do que em
  • Não podemos nos cansar de fazer o bem. Há pessoas que porque não são reconhecidos pelos atos de bondade que realizam, desanimam. Todavia, o apóstolo Paulo nos diz “e não nos cansemos de fazer bem, porque a seu tempo ceifaremos, se não houvermos desfalecido” (Gl 6.9). Confira também (2 Ts 13). Deus tem a recompensa para aqueles que fazem o bem, tanto nesta vida quanto no porvir (Ap 22.12).
  • A omissão em fazer o bem é pecado. Aquele que conhece a vontade de Deus e não obedece torna-se ainda mais transgressor do que aquele que não conhece (Mt 24.45-51; Lc 12.35-48; II Pe 2.21; Tg 17).

CONCLUSÃO

Devemos no uso do nosso livre arbítrio permitir que o Espírito Santo produza em nós a virtude da bondade a fim de que possamos como filhos de Deus refletirmos o seu caráter em palavras e obras beneficiando os nossos semelhantes de forma imparcial e despretensiosa unicamente motivados por amor.

REFERÊNCIAS

  • CAMPOS, Heber Carlos de. O Ser de Deus e seus atributos. CULTURA CRISTÃ.
  • FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda. Novo Dicionário da Língua Portuguesa. POSITIVO
  • GILBERTO, O fruto do Espírito: a plenitude de Cristo na vida do crente. CPAD.
  • STAMPS, Donald C. Bíblia de Estudo Pentecostal.
  • STOTT, John. A Mensagem de Gálatas.

Fonte: http://www.adlimoeirope.com

Benignidade: Um escudo protetor contra as porfias

  FLAG SPAINFLAG RUSSIANFLAG USAFLAG FRANCEFLAG GREECEFLAG GERMANYFLAG KOREANFLAG JAPANFLAG ITALYFLAG ISRAELFLAG CHINAFLAG INDIA

1º TRIMESTRE 2017

AS OBRAS DA CARNE E O FRUTO DO ESPÍRITO

Como o crente pode vencer a verdadeira batalha espiritual travada diariamente

COMENTARISTA: Osiel Gomes

LIÇÃO 07 – BENIGNIDADE: UM ESCUDO PROTETOR CONTRA AS PORFIAS (Cl 3.12-17)

 INTRODUÇÃO

Nesta lição traremos uma definição da palavra benignidade; veremos que Deus é benigno e elencaremos as demonstrações de sua benignidade em favor do homem; destacaremos também a ligação que há entre a benignidade e outras virtudes do Espírito; pontuaremos a exortação bíblica de que devemos manifestar este fruto nos nossos relacionamentos interpessoais. Por fim, falaremos da porfia, trazendo uma definição desta obra da carne, destacando seu efeito maléfico e destruidor contrapondo com os efeitos benéficos da benignidade.

I – A VIRTUDE DA BENIGNIDADE

A quinta virtude elencada por Paulo em Gálatas 5.22 é a benignidade. Segundo o Aurélio (2004, p. 286) o adjetivo benigno significa: “benévolo, suave, brando, agradável”. No AT a palavra hebraica usada é “hesed” que segundo Vine (2002, p. 183) significa: “benignidade, amor firme, graça, misericórdia, fidelidade, bondade, devoção”. No NT a palavra grega para benignidade é “chrestotes” que segundo Gilberto (2004, p. 90) quer dizer: “bondade como qualidade de pureza e também como disposição afável em termos de caráter e atitudes. Abrange ternura, compaixão e brandura”. Barclay (sd, p.80) diz que “os antigos escritores definiam a ‘crestotes’ como a virtude do homem para quem o bem de seu próximo é tão caro como o próprio”.

  • Deus é benigno. A natureza de Deus é benigna (II Sm 22.6; Sl 18.25; 145.8; Lc 6.35; Ef 4.32; I Pe 2.3). O próprio Deus é chamado de benignidade (Sl 144.2). O  profeta  Miqueias  disse  que  Ele:  “tem  prazer  na  sua  benignidade” (Mq 7.18). A benignidade divina é tão exaltada no AT que faz parte da letra dos hinos de louvor (I Cr 16.34, 41; II Cr 7.6; 20.21; Ed 3.11; Sl 107.1; 118.1-29; 136.1.1-26). No livro dos salmos encontramos vários detalhes sobre a benignidade de Deus, tais como: (a) ela é grande (Sl 5.7; 108.4; 117.2; Jn 4.2; Jl 2.13); (b) é atemporal (Sl 25.6; 89.2; 118.1); (c) são preciosas (Sl 36.7); (d) são abundantes (Sl 86.5; Is 63.7); (e) nos sustentam (Sl 94.18); (f) enche a terra (Sl 119.64); (g) nos consola (Sl 119.76;); e, (h) vivifica (Sl 119.88,159). Segundo Jesus, a benignidade divina é demonstrada para todos os homens indistintamente “porque ele é benigno até para com os ingratos e maus”  (Lc 35).
  • Demonstrações da benignidade divina. A Bíblia revela-nos diversas demonstrações da benignidade de Deus, por exemplo: com José em toda a sua trajetória, principalmente quando injustamente foi para o cárcere (Gn 39.21); Ana recorreu a Deus para que atentasse com benignidade para ela e ele atendeu (ISm 1.11,19); com Davi (Sl 118.1-29); inúmeras vezes para com a nação de Israel (Sl 136.10-26); com a grande cidade de Nínive, mostrando que sua benignidade não está restrita aos judeus (Jn 4.2); por fim, a maior demonstração da benignidade divina se deu quando judeus e gentios foram encerrados debaixo do pecado, Deus achou por bem de misericórdia para com todos (Rm 11.32), quando enviou Jesus Cristo, o seu Filho Unigênito, para com a sua morte nos proporcionar salvação, revelando as riquezas da sua benignidade (Rm 2.4; Ef 2.7; Tt 4,5).

II – A LIGAÇÃO DA BENIGNIDADE COM OUTRAS VIRTUDES

  • A benignidade e o amor. Paulo diz que “o amor é benigno” (I Co 13.4). Falando sobre a salvação, o apóstolo diz que em Cristo “[…] apareceu a benignidade e amor de Deus, nosso Salvador, para com os homens” (Tt 3.4). Estas duas virtudes estão tão intimamente ligadas que Moody (sd, pp. 34,35) diz que “benignidade é melhor traduzida para amabilidade”. Portanto, o cristão se caracteriza por uma bondade que é amável.
  • A benignidade e a bondade. A benignidade e a bondade estão de tal forma relacionadas que não é fácil distingui uma da outra. Gilberto (2004, p. 89), denominou estas duas virtudes de “fruto gêmeo”. No entanto, é necessário entender que nem todo ato de bondade provém de uma pessoa benigna, mas toda pessoa benigna produz atos de bondade. Portanto, benignidade fala da natureza da pessoa, enquanto a bondade fala das atitudes desta pessoa. Radmacher (2010, p. 511), confirma isso dizendo: “a nova vida nos leva a ser benignos, manifesta-se em atos de bondade e capacita-nos a perdoar as ofensas cometidas pelos outros”.
  • A benignidade e a misericórdia. Frequentemente a virtude da benignidade manifesta-se junto da misericórdia, mostrando que amba estão entrelaçadas (Cl 3.12). Tanto a expressão “hesed” no hebraico quanto “chrestotes” no grego são utilizadas para descrever uma ou outra virtude. No AT hesed aparece na ocasião em que Davi decide beneficiar alguém que restou da família de Saul, por amor de Jônatas seu amigo (2 Sm 9.1,7). A atitude de Davi contraria o costume da  época, pois era normal que um rei ao assumir o trono de alguém que não fosse seu parente, executasse seus descendentes  (2 Rs 10.1-7). Apesar de Davi ter sofrido muitas perseguições de Saul (1 Sm 18.10,11; 21-22,29; 19.1; 9-10) e de ter oportunidade de matá-lo, duas vezes (I Sm 24.3-12; 26.8-11), mostrou-se benigno não lhe fazendo mal nem a sua descendência (2 Sm 7-13). Inclusive chorou pela morte de Saul, mostrando que não tinha ressentimento (2 Sm 1.1-27).

III  – DEFININDO A PALAVRA PORFIA

Segundo o Aurélio (2004, p. 1603) significa: “discussão ou contenda de palavras”. Figuradamente quer dizer: “competição, rivalidade; disputa”. A palavra grega para porfia é “erithia” ou “eritheia” que segundo Vine (2002, p. 884): denota “ambição, egoísmo, rivalidade” e ainda “fazedor de partidos de divisões”. Para o AT a porfia é uma iniquidade tão grave como a idolatria “o porfiar é como iniquidade e idolatria” (I Sm 15.23). Paulo a reprova severamente classificando-a como obra da carne (Gl 5.20; I Tm 6.4), e diz que é um dos males que caracteriza o mundo pagão (Rm 1.29).

3.1 O mau exemplo de alguns membros da igreja em Corinto. Em Corinto, os cristãos estavam deixando a unidade cristã e se reunindo em grupos, causando assim, facções e divisões na igreja (I Co 1.12,13; 3.4,5). Paulo os repreendeu severamente dizendo que pretendia visitá-los mas não queria encontrá-los dessa forma (2 Co 12.20). Não podemos permitir que as obras da carne venham minar a unidade da igreja, pois a comunhão cristã desconhece distinções sociais, culturais e nacionais e é vital à comunhão e à paz da igreja (Jo 17.23; Ef 4.3; Cl 3.11).

IV  – O CONTRASTE ENTRE A BENIGNIDADE E A PORFIA 

BENIGNIDADE

PORFIA

Obra da carne (Gl 5.21)

Fruto do Espírito (Gl 5.20)

É boa (2 Cr 10.7)

É má (I Sm 15.23; I Tm 6.4)

Constrói relacionamentos (Gn 26.27-31; Ef 4.32)

Destrói relacionamentos (Gn 26.20; 2 Co 12.20)

Revela o caráter divino (Ef 4.32; 5.1)

Revela o caráter carnal (Gl 5.19)

Promove a paz (Ef 4.32-b)

Promove a guerra (Gl 5.20)

 V – DEVEMOS SER BENIGNOS

Essas três virtudes estão conectadas com a nossa relação com o próximo. Moody (sd, p. 35), diz que benignidade “é a benevolência nas atitudes, uma virtude visivelmente social”. Stott (2000, p. 135) também afirma que “é uma virtude voltada para os outros e não para Deus”. Abaixo destacaremos porque o crente deve ser benigno:

5.1 Ser benigno é um mandamento. Desde o AT que Deus requereu do seu povo que agisse benignamente (Mq 6.8-a). Paulo em Efésios 4.32 deixa claro que a prática da benignidade é um mandamento “antes sede uns para com os outros benignos” (Ef 4.32-a). Segundo Champlin, (2004, p. 52) a palavra mandamento em português, deriva do latim, “mandare”, ordenar, mandar. O sentido da palavra é ordenar, do ponto de vista de alguma autoridade assumida. O mandamento requer obediência, e, com frequência, repousa sobre algum dever. O apóstolo diz em Colossenses 3.12 que devemos nos revestir da benignidade (Cl 3.12).

5.2.1 O bom exemplo de Isaque. Em Gerar, Deus começou a prosperar tudo o que Isaque punha as suas mãos (Gn 26.12- 14). Por estar sendo bem-sucedido, Isaque despertou a inveja de seus vizinhos que procuraram prejudicá-lo. A Bíblia diz que “[…] os pastores de Gerar porfiaram com os pastores de Isaque, dizendo: esta água é nossa” . No entanto, o patriarca agiu com benignidade cedendo e mudando-se para outro lugar. Deus viu a sua atitude e providenciou-lhe o necessário (Gn 26.22-25). Com Isaque aprendemos que: (a) devemos ser benignos até com aqueles que são malignos (Gn 26.14-17); (b) às vezes é necessário perder para ganhar (Gn 26.17,22-25); e, (c) é possível com a benignidade evitarmos contendas e levarmos os contenciosos a mudarem de postura, estabelecendo a paz (Gn 26.28-31).

  • Ser benigno é imitar a Deus. Segundo Jesus a benignidade divina conosco deve nos levar a sermos benignos com os nossos semelhantes (Lc 6.35). Paulo transmitiu semelhante ensino “antes sede uns para com os outros benignos, misericordiosos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus vos perdoou em Cristo” (Ef 4.32). Segundo Barclay (sd, p. 111), “a benignidade aprendeu o segredo de olhar sempre para fora, não para dentro. Faz com que perdoemos a outros como Deus nos perdoou. Desta maneira e numa só sentença Paulo estabelece a lei de relação pessoal. E esta lei é que devemos tratar a outros como Cristo nos tratou”.

CONCLUSÃO

A descrição das obras da carne e do fruto do Espírito nos diz o que devemos evitar e resistir, e o que devemos desejar e cultivar. Portanto, evitemos a porfia e cultivemos a benignidade. Somente desta forma imitaremos a Deus e glorificando o Seu Nome com o nosso comportamento.

REFERÊNCIAS

  • ANDRADE, Claudionor      Dicionário TeológicoCPAD.
  • BARCLAY, William. As obras da carne e o fruto do Espírito. VIDA
  • CHAMPLIN, R. N. Dicionário de Bíblia, Teologia e Filosofia.
  • GILBERTO, Antonio. O fruto do Espírito: a plenitude de Cristo na vida do crente. CPAD.
  • MOODY, D.L. Comentário Bíblico de Gálatas.
  • STAMPS, Donald    Bíblia  de  Estudo Pentecostal. CPAD.
  • STOTT, John. A mensagem de Gálatas.
  • VINE, W.E et al. Dicionário Vine.

Fonte: http://www.adlimoeirope.com

O propósito do fruto do Espírito

  FLAG SPAINFLAG RUSSIANFLAG USAFLAG FRANCEFLAG GREECEFLAG GERMANYFLAG KOREANFLAG JAPANFLAG ITALYFLAG ISRAELFLAG CHINAFLAG INDIA

1º TRIMESTRE 2017

AS OBRAS DA CARNE E O FRUTO DO ESPÍRITO

Como o crente pode vencer a verdadeira batalha espiritual travada diariamente

COMENTARISTA: Osiel Gomes

LIÇÃO 2 – O PROPÓSITO DO FRUTO DO ESPÍRITO – (Mt 7.13-20)

fruto

INTRODUÇÃO

Veremos nesta lição a definição da palavra “Fruto do Espírito”; comentaremos a respeito deste fruto do Espírito no caráter do cristão; pontuaremos aspectos de uma vida controlada pelo Espírito, e concluiremos falando sobre os propósitos da frutificação espiritual no viver do crente salvo.

I  – DEFINIÇÃO DA PALAVRA “FRUTO”

O termo fruto no Novo Testamento é a tradução do original “karpos”, que tanto pode significar “o fruto”, quanto “dar fruto”, “frutificar” ou ser “frutífero” (Mt 12.33; 13.23; At 14.17). Na Bíblia, também é empregado em sentido figurado para indicar o resultado de algo, por exemplo: o produto do ventre e dos animais (Dt 28.11); o caráter do justo (Sl 1.30; Pv 11.30); a índole do ímpio e as atitudes dos homens (Pv 1.29-32; Jr 32.19); a mentira (Os 10.13); a santificação (Rm 6.22); a justiça (Fp 1.11), o arrependimento (Lc 3.8) etc. Para que o fruto seja gerado, é necessário que haja uma relação de interdependência entre o tronco e seus ramos (ARRINGTON; STRONSTAD,  2003, p. 15)

II – O FRUTO DO ESPÍRITO E O CARÁTER CRISTÃO

O fruto do Espírito é especificado nas Escrituras como sendo um só, isto diz, este fruto pode ser comparado a uma laranja, que é um fruto com vários gomos. Na epístola aos gálatas o apóstolo Paulo apresenta as evidentes marcas daqueles que experimentam o novo nascimento. Aqueles que se deixam dominar pelo Espírito Santo dão “fruto”. Um conjunto de virtudes (nove ao total) que autenticam a vida daquele que é regenerado: “Mas o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio. Contra essas coisas não há lei”. (Gl 5.22-23). Notemos alguns princípios do fruto do Espírito:

2.1 O princípio das virtudes (Gl 5.22,23). Nove virtudes advindas de um mesmo Espírito. Virtudes indissociáveis que compõe uma unidade essencial nesse fruto. Virtudes que contrastam obrigatoriamente as chamadas “obras da carne”. Não são adornos para sofisticar nossa imagem, são qualidades essenciais que escancaram a relevante ação do Espírito Santo na vida do cristão. O “Fruto do Espírito” é um termo bíblico que engloba nove atributos visíveis de uma vida cristã verdadeira. As Escrituras nos ensinam que não são “frutos” individuais que podemos escolher. Antes, o fruto do Espírito é um só “fruto” com nove partes que caracteriza todos aqueles que verdadeiramente andam no Espírito Santo.

2.2 O princípio da frutificação (Gn 1.11). Notemos que cada planta e árvore devia produzir fruto segundo a sua espécie: “E disse Deus: Produza… árvore frutífera que dê fruto segundo a sua espécie” (Gn 1.11). Espécie, no original designa “especificação” ou “ordem”, portanto, a qualidade do fruto aponta para o caráter de sua árvore (Gn 1.12; Mt 7.16-20). Logo, o crente regenerado pelo Espírito Santo deve originar fruto que dignifique e reflita o caráter moral de Cristo, e a frutificação espiritual segue a mesma regra: “Produzi, pois, frutos dignos de arrependimento” (Mt 3.8). Em João 15.1-16, Jesus enfatizou este princípio esclarecendo aos seus seguidores que, a fim de se desenvolverem espiritualmente, precisavam apresentar abundante fruto para Deus. De que tipo de fruto Jesus estava falando? A resposta encontra-se em Gálatas 5.22.

2.3 O princípio das atitudes (Mt 7.15-20). No sentido bíblico, o fruto está associado com nossas atitudes. O fruto do Espírito deve estar sempre de acordo com os ensinos de Cristo (Lc 6.43-49), para que possamos estar sempre como uma vara ligada em Cristo para que possamos dar muitos frutos (Jo 15. 2-5). Através do Fruto do Espírito Santo, estas virtudes se manifestam na vida do crente e este é cheio do Espírito Santo (Ef 5.18). Fruto do Espírito constitui-se em expressões do caráter de Cristo em nossas vidas, pois nos torna mais parecidos com o nosso mestre, restaurando o homem à imagem de Cristo (Rm 8.29, Cl 3.10). O fruto do Espírito é uma manifestação física da vida transformada de um cristão.

2.4 O princípio da santificação (Jo 15.3). O Fruto do Espírito Santo produz santificação e ajuda o crente a ser mais submisso ao senhorio do Senhor, através de uma limpeza pela palavra, o que conduzirá o homem à santificação (Jo 17.17), apresentando a verdade (Jo 8.32, 36), tornando o salvo um eterno discípulo de nosso Senhor (Jo 8.31), o que ajudará o crente a dominar a sua velha natureza (2Co 5.17; Gl 5.16-17). O que culminará em uma santificação de dentro para fora, ou seja, do espírito, alma e corpo, ensinando-nos o que é realmente andar no espírito (Gl 5.16), manifestando assim a verdadeira santidade. A manifestação do fruto do Espírito Santo diz respeito à nossa santificação. (separação do pecado e consagração a Deus), e, é através da manifestação do fruto do Espírito Santo que a maturidade espiritual torna-se perceptível.

III – A VIDA CONTROLADA PELO ESPÍRITO

Na Bíblia, em João 15.1,2 Jesus se expressou assim: “Eu sou a videira verdadeira, e meu Pai é o lavrador. Toda a vara em mim, que não dá fruto, a tira; e limpa toda aquela que dá fruto, para que dê mais fruto.” Ele usou a metáfora da videira para comunicar a necessidade de um relacionamento vital entre ele e o crente a fim de que haja a produção do fruto Espírito Santo. Esta é a maneira que evidencia que somos discípulos de Cristo. (Mt 7.16; 5.13-16) É através do fruto do Espírito Santo que Deus é glorificado em nossa vida, e assim muitos são abençoadas através de nosso bom testemunho (Jo 15.8). O fruto do Espírito desenvolve no crente um caráter semelhante ao de Cristo, que reflete a imagem de sua pessoa e a natureza santa de Deus. Notemos o que acontece com uma vida controlada pelo Espírito Santo:

3.1 Uma vida frutífera. Quando o crente não se submete ao Espírito Santo, cede aos desejos da natureza pecaminosa. Mas, ao permitir que Ele controle sua vida, torna-se um solo fértil, onde o fruto é produzido. Mediante o Espírito, conseguimos vencer os desejos da carne e viver uma vida frutífera. Para mostrar o quanto é acentuado o contraste entre as obras da carne e o fruto do Espírito, o escritor aos Gálatas alistou-os no mesmo capítulo (Gl 5). Desde que o Espírito Santo dirija e influencie o crente, o fruto se manifestará naturalmente nele (Rm 8.5-10). Da mesma maneira acontece ao ímpio, cuja natureza pecaminosa é quem o governa e a Palavra de Deus é absoluta ao declarar que: “os que cometem tais coisas não herdarão o Reino de Deus” (Gl 5.21b). Estas obras da carne são características dos que vivem em pecado (Rm 7.20).

3.2 Uma vida com maturidade e equilíbrio. A Palavra de Deus afirma que o crente é recompensado ao dar toda a liberdade ao Espírito Santo para produzir, em seu interior, as qualidades de Cristo. O capítulo 1 de 2 Pedro trata da necessidade de o crente desenvolver as dimensões espirituais da vida cristã. Com este crescimento, vem a maturidade e a estabilidade fundamentais para uma vida vitoriosa sobre a natureza velha e pecaminosa do homem (2Pe 1.10b.11).

3.3. Uma vida com os dons espirituais junto ao o fruto do Espírito. Os dons espirituais e o fruto do Espírito devem caminhar juntos para que a Igreja seja plenamente edificada e o nome do Senhor, glorificado (Ef 2.10). Uma árvore é identificada e conhecida mediante os seus frutos (Lc 6.44). Portanto, só viremos a aferir a espiritualidade de um crente através de suas obras realizadas mediante o fruto do Espírito e não apenas por seus dons espirituais (1Tm 5.25). Os dons estão relacionados ao que fazemos para Deus, enquanto que o fruto está relacionado ao que Deus, através do Espírito Santo, realiza em nós, moldando-nos o caráter de acordo com a entrega do nosso inteiro ser a Ele, e de conformidade com as demandas de sua Palavra (Mt 5.16).

IV – O FRUTO DO ESPÍRITO E O TESTEMUNHO CRISTÃO

O fruto do Espírito aparece quando deixamos Jesus Cristo agir em nossas vidas (Gl 2.20; At 17.28). Através do Fruto do Espírito Santo o caráter de Cristo é novamente formado no homem. O pecado afetou consideravelmente imagem de Deus em nós levando-nos a produzir as obras da carne. (Ef 2.2,3; Gl 5.19-21). Entretanto através do novo nascimento, Cristo é novamente formado em nós e assim somos transformados constantemente de glória em glória, crescendo na graça e no conhecimento de Jesus Cristo. (2Co 3.17,18).

4.1 O fruto é o resultado da presença do Espírito Santo na vida do Cristão. A Bíblia deixa bem claro que todos recebem o Espírito Santo no momento em que acreditam em Jesus Cristo (Rm 8.9; 1Co 12.13; Ef 1.13-14). Um dos propósitos principais do Espírito Santo ao entrar na vida de um Cristão é transformar aquela vida. É a tarefa do Espírito Santo conformar-nos à imagem de Cristo, fazendo-nos mais e mais como Ele. Os frutos do Espírito Santo estão em direto contraste com as obras da natureza pecaminosa (Gl 5.19-21).

4.2 A pessoa é identificada pelo seu fruto. Em Mateus 7.15-23, deparamo-nos com declarações notáveis, proferidas pelo Mestre, acerca da importância do caráter. Assim como nós, os falsos profetas são reconhecidos pelo tipo de fruto que produzem (Mt 7.16-19). Jesus acrescentou que algumas pessoas fariam muitas maravilhas, expulsariam demônios em seu nome, porém, Ele jamais as conheceria (Mt 7.22,23). Como é possível? A resposta é encontrada em 2 Tessalonicenses 2.9. Este trecho bíblico comprova ser possível Satanás imitar milagres e dons do Espírito. Contudo, o fruto do Espírito é a marca daqueles que possuem comunhão com o Senhor (Mt 7.17,18; 1Jo 4.8), e jamais poderá ser imitado

V – OS PROPÓSITOS DA FRUTIFICAÇÃO ESPIRITUAL

A Bíblia fala de diferentes níveis de frutificação: o fruto (Jo 15.2a); mais fruto (Jo 15.2b); muito fruto (Jo 15.5,8) e o fruto permanente (Jo 15.16). Todos nós que já possuímos uma aliança com Deus fomos designados para darmos o fruto do Espírito Santo a fim de que sejamos espirituais e não mais carnais. O caminho para a frutificação é ser sensível à voz do Espírito Santo em nosso interior. Vejamos quais os propósitos da frutificação espiritual na vida do crente salvo:

5.1 Expressar o caráter de Cristo. Todo fruto revela sua árvore de origem (Gn 1.11), e da mesma maneira, como membros do corpo de Cristo, devemos refletir naturalmente o seu caráter para que o mundo o veja em nós. Quando as pessoas tomam conhecimento de nossa confissão cristã, podemos vir a ser a única “bíblia” que muitas delas “lerão”. O fruto do Espírito mostra que somos pessoas diferentes em todo o nosso padrão de vida, tais como: modo de viver, agir, pensar, etc. O fruto do Espírito dá resultado de uma transformação total de vida (Fp 4.8,9; Mt 12.33; Rm 12.2).

5.2 Evidenciar o discipulado. Jesus ensinou que devemos dar “muito fruto” a fim de confirmarmos que somos seus discípulos (Jo 15.8). Ele ressaltou que todo discípulo bem instruído será como o seu mestre (Lc 6.40). Isto significa que não é o bastante aceitar Jesus. Ele deseja que produzamos muito fruto. Se assim fizermos, estaremos demonstrando que verdadeiramente somos seus discípulos. A manifestação do fruto abençoa os ímpios que nos cercam e também os crentes que veem a evidência do fruto espiritual em nós, pois o fruto do Espírito é o resultado de uma vida abundante em Cristo. Quando permitimos que a imagem dEle seja refletida em nós, as pessoas glorificam a Deus (Mt 5.16).

CONCLUSÃO

Se entregarmos todo o controle de nossa vida ao Espírito Santo, Ele, infalivelmente, vai produzir o seu fruto em nós através de uma ação contínua e abundante. Como cristão, tudo que concerne ao caráter santificado, ou seja, a nossa semelhança com Cristo, é obra do Santo Espírito “até que Cristo seja formado em vós” (Gl 4.19).

  • REFERÊNCIAS
  • STAMPS, Donald C. Bíblia de Estudo Pentecostal.  CPAD.
  • VINE, W.E et al. Dicionário Vine. CPAD.
  • ANDRADE, Claudionor de. Dicionário Teológico. CPAD.
  • ARRINGTON, F. L.; STRONSTAD, R. Comentário Bíblico Pentecostal. CPAD.

Fonte: https://ieadpe.org.br/