A pecaminosidade humana e a sua restauração a Deus

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3º TRIMESTRE 2017

A RAZÃO DA NOSSA FÉ

Assim cremos, assim vivemos

COMENTARISTA: Ezequias Soares

LIÇÃO Nº 6 – A PECAMINOSIDADE HUMANA E A SUA RESTAURAÇÃO A DEUS

INTRODUÇÃO

Nesta lição veremos a origem do pecado à luz da Bíblia no mundo espiritual e físico; falaremos sobre o pecado herdado, onde será pontuado que ele afetou todo o ser do homem, mas não destruiu completamente a imagem de Deus, e nem anulou a capacidade de escolha humana; estudaremos que a salvação é uma iniciativa divina, mas, exige a responsabilidade do homem, e que ela está acessível a todos sem distinção. E por fim, relataremos algumas bençãos provenientes da restauração a Deus com sendo a paz com Ele, o acesso ao pai e a filiação divina.

I – A ORIGEM DO PECADO À LUZ DA BÍBLIA

A palavra hebraica “hatah” e a grega “hamartia” originalmente significam: “errar o alvo, falhar no dever” (Rm 3.23).

Existem outras várias designações bíblicas para o pecado, muito mais do que há para o bem. Cada palavra apresenta a sua contribuição para formar a descrição completa desta ação horrenda contra um Deus santo. Em um sentido básico pecado é: “a falta de conformidade com a lei moral de Deus, quer em ato, disposição ou estado” (CHAVES, 2015, p. 128). Quanto a origem do pecado, devemos fazer algumas considerações:

1.1 Deus não é o autor do pecado. Precisamos destacar que de modo algum Deus pode ser responsabilizado pela entrada do pecado no universo. Atribuir a culpa a Deus, torna-se uma blasfêmia contra o seu caráter moral, que é absolutamente perfeito (Dt 32.4; 2Sm 22.31; Jó 34.10; Sl 18.30), sendo um erro gravíssimo afirmar como fazem alguns, que o Senhor decretou o pecado.

Pois afirma Tiago: “Ninguém ao ser tentado, diga: Sou tentado por Deus; porque Deus não pode ser tentado pelo mal e ele mesmo a ninguém tenta” (Tg 1.13-ARA).

1.2 O pecado no mundo espiritual. De acordo com a Bíblia um número incontável de anjos foram criados por Deus (Hb 12.22), e estes eram bons por natureza, assim como tudo o que Senhor criou (Gn 1.31). Mas ocorreu uma Queda no mundo angélico, no qual, vários anjos se apartaram de Deus (Jd 6). Pouco se diz sobre o que ocasionou essa Queda, mas pelo que encontramos em alguns textos, podemos concluir que foi o orgulho e a cobiça de desejar ser semelhante a Deus, fez com que Lúcifer ( nome tradicional dado a este arcanjo tirado de Is 14.12, da expressão ‘estrela da manhã’, na tradução latina da Bíblia – Vulgata Latina) fosse banido e destinado ao inferno (1Tm 3.6; Is 14.11-23; Ez 28.11-19). Como alguém acertadamente ressalta: “Deus criou Lúcifer, mas, Lúcifer fez-se Satanás” (CHAVES, 2015, p. 133).

3 O pecado no mundo físico. No que diz respeito à origem do pecado na história da humanidade, a Bíblia nos informa que se deu pelo ato deliberado, perfeitamente voluntário de Adão e Eva (Gn 3; Rm 5.12,19). Sobre a causa que levou ao pecado, diz Geisler: “[…] Deus não fez com que Adão pecasse, pois, como já analisamos, Deus não pode pecar, nem tentar ninguém nessa direção. Tampouco Satanás fez com que Adão pecasse, pois o tentador fez somente aquilo que o seu nome sugere, ele não o forçou, nem fez nada no seu lugar […] Deus criou criaturas livres, e se é bom que sejamos livres, então a origem do mal é o mau-uso da liberdade” (2010, p. 70,75). A resposta real é que Adão pecou porque escolheu pecar. No entanto, não se pode afirmar que Satanás não teve nenhuma participação na Queda do homem, tanto é que, ele também foi alvo da punição divina porque teve sua participação (Gn 3.14,15).

II – O PECADO NO HOMEM

Tudo o que Deus criou, o fez perfeitamente (Gn 1.31; Ec 7.9). Contudo, por causa do mal uso do livre-arbítrio, o pecado teve o seu lugar na humanidade, manchando (não destruindo) a imagem de Deus (imago Dei) no homem. Sobre alguns efeitos ou consequências do pecado no homem, podemos destacar:

2.1 O pecado herdado. Uma controvérsia gerada no século V, foi a que a raça humana não teria sido afetada pela transgressão de Adão, ou seja, que o homem não herda o pecado original de seu primeiro pai. No entanto, o que a Bíblia afirma é que, pelo fato de Adão ser o cabeça e o representante de toda a raça humana, seu pecado afetou a todos (Rm 3.23; 5.12-19), por isso que todos possuímos a “natureza pecaminosa”, herança que recebemos de nossos pais Adão e Eva (Rm 6.6,12, 19; 7.5,18; 2 Co 1.17; Gl 5.13; Ef 2.3; Cl 2.11,18), dessa forma todos somos por natureza, culpados diante de Deus (Ef 2.1-3). Até um bebê recém-nascido (Sl 51.5), antes mesmo de cometer o seu primeiro pecado, já é pecador (Sl 58.3; Pv 22.15); no entanto, as crianças apesar de nascerem com natureza pecaminosa ainda não conhecem experimentalmente o pecado. Elas não são responsabilizadas por seus atos antes de terem condições morais e intelectuais para discernir entre o bem e o mal, o certo e o errado (Is 7.15; Jn 4.11; Rm 9.11). O sacrifício de Jesus proveu salvação a todas as pessoas, até mesmo às crianças que falecerem na fase da inocência (SOARES, 2017, p. 92 – grifo nosso).

2.2 O pecado afetou todo o ser do homem. O pecado no homem não é meramente um hábito adquirido, ele é uma inclinação natural do ser humano, ninguém precisa ser ensinado a pecar, mas, o faz naturalmente (Rm 3.10; Gl 5.19-21; Ef 2.3). A relação com Deus e com o próximo foram afetadas pelo pecado (Gn 3.7-10), além de trazer a morte física, espiritual, e eterna (Gn 2.16,17; Rm 6.23; Ef 2.1-3; Ap 20.14,15). Os efeitos do pecado nos seres humanos são vastos, afetando-os em toda sua extensão, ou seja, estendendo-se a todas as dimensões do seu ser; isso significa que nada há no ser humano que não tenha sido contaminado pelo pecado, da cabeça à planta do pé (Is 1.5,6)” (SOARES, 2017, p. 90).

2.3 O pecado não destruiu a imagem de Deus. Embora o homem tenha sido afetado extensivamente pelo pecado, isto não significa dizer que a imagem de Deus no homem tenha sido destruída completamente (Rm 2.12-14). Encontramos um mandamento para não amaldiçoar outras pessoas, pois elas também foram criadas a imagem de Deus, e isto seria o mesmo que amaldiçoar a representação do próprio Deus (Tg 3.9,10) (GEISLER, 2010, p. 125).

2.4 O pecado não anulou a capacidade de escolha. Embora tenha pecado e se tornado espiritualmente morto (Gn 2.17; Ef 2.1), passando a ter a natureza pecaminosa (Ef 2.3), Adão não perdeu totalmente a capacidade de ouvir a voz de Deus e também de responder (Gn 3.9-10); a imagem de Deus, que inclui o livre arbítrio permanece nos seres humanos. As Escrituras afirmam claramente que mesmo o homem tendo sua volição (vontade) afetada pelo pecado, não foi anulada (Dt 30.19; Js 24.15; Rm 1.18-20; 2.14,15).

III – A RESTAURAÇÃO DO HOMEM A DEUS

Devido à pecaminosidade do homem, este estava destinado a condenação eterna (Jo 3.18; Rm 3.23; Ef 2.3). Mas, apesar dessa condição, Deus por sua graça e misericórdia (Ef 2.4,5) estabeleceu um projeto salvífico para restaurar o homem (Jo 3.16).

Segundo Houaiss, restauração é: “ato ou efeito de restaurar; conserto de coisa desgastada pelo uso; recomposição de algo”(2001, p. 2442). Vejamos algumas verdades sobre a restauração do homem a Deus:

3.1 Uma iniciativa divina. O projeto de restauração do homem, tem como fonte a pessoa de Deus (Is 45.22; Jn 2.9; Tt 2.11). Na condição de pecador, o homem jamais por si só produziria a sua salvação (Rm 3.10,11; Tt 3.5), por essa razão vemos partindo sempre de Deus a iniciativa de restauração humana (Gn 3.9;15,21). A Bíblia diz que “Deus amou”; “Deus deu”; “Deus enviou” (Jo 3.16). Paulo diz ainda que “[…] a graça de Deus se manifestou […] (Tt 2.11); e que: “tudo isto provém de Deus” (2Co 5.18-a); e ainda: “Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo […]” (2Co 5.19).

3.2 Exige a responsabilidade humana. No plano da salvação, Deus em sua soberania incluiu a responsabilidade do homem em crer no seu Filho (Mc 16.15,16; Jo 3.16-18; Rm 10.11-14). De acordo com Hunt: “há uma confusão que surge por meio da falha em reconhecer a distinção óbvia entre a incapacidade do homem de fazer qualquer coisa para sua salvação (o que é bíblico) e uma suposta incapacidade de crer no evangelho (o que não é bíblico)” (2015, p. 218). Fé e arrependimento são necessários para a salvação, precedendo a regeneração, ou seja, cremos para ser regenerados e não o inverso (Mc 1.15; Jo 20.31; At 2.38; 10.43; Rm 1.16; 10.9; 1Co 1.21; Ef 1.13,14). A fonte da salvação humana é a graça de Deus e o meio de recebê-la é a fé nele, como afirma o apóstolo Paulo: “Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; isto não vem de vós (salvação), é dom de Deus” (Ef 2.8 – acréscimo nosso).

3.3 Possível a todos os homens. Assim como a extensão do pecado (Rm 5.12), a Bíblia também trata sobre o alcance da graça divina “Pois assim como por uma só ofensa veio o juízo sobre todos os homens para condenação, assim também por um só ato de justiça veio a graça sobre todos os homens para justificação de vida” (Rm 5.18). A graça salvífica não é apresentada de forma limitada nas Escrituras, mas sim, que se revela a todos os homens “[…] para exercer misericórdia para com todos” (Rm 11.32; ver Is 45.22; Mt 11.28; Tt 2.11; Jo 1.7,9; 1Jo 2.2), até mesmo àqueles que a rejeitam “Veio para o que era seu, mas os seus não o receberam” (Jo 1.11). A Bíblia nos mostra que o homem pode por seu livre arbítrio aceitar ou rejeitar o plano divino para a sua salvação (At 4.4; 9.42; 17.4; Hb 3.15; 4.7). Jesus declarou: “Jerusalém, Jerusalém, […] quantas vezes quis eu ajuntar os teus filhos […] e tu não quiseste!” (Mt 23.37 ver ainda At 7.51; 18.6).

IV – ALGUMAS BENÇÃOS PROVENIENTES DA RESTAURAÇÃO A DEUS

4.1 Paz com Deus. Em pecado o homem encontra-se na condição de inimigo de Deus: “Porquanto a inclinação da carne é inimizade contra Deus […]” (Rm 8.7); mas através da fé na morte de Cristo, temos paz com Deus, como resultado da justificação: “[…] justificados pela fé, temos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo” (Rm 5.1; ver Ef 2.14-17).

4.2 Acesso ao Pai. O homem caído em pecado encontra-se distante de Deus (Ef 2.13-a), devido a parede de separação que é resultado da transgressão humana: “Mas as vossas iniquidades fazem separação entre vós e o vosso Deus; e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós, para que não vos ouça” (Is 59.2). Mas Cristo, ao se oferecer como sacrífico expiatório, nos garante acesso a presença de Deus (Jo 14.6; Ef 2.18; Hb 10.19-22).

4.3 Filiação divina. Após a queda, todos por natureza são filhos da ira (Ef 2.3), sob a influência do mundo e escravos dos desejos da carne (Ef 2.2), tendo como pai o diabo (Jo 8.40,41,44). No entanto, no momento em que cremos no Evangelho e confessamos a Cristo como Senhor das nossas vidas, fomos selados com o Espírito Santo (Ef 1.13,14), e esse nos introduziu à família de Deus (Ef 2.19), testificando com nosso espírito que somos filhos de Deus e co herdeiro com Cristo (Rm 8.14-17).

CONCLUSÃO

Apesar da queda da raça humana, Deus, por sua maravilhosa graça decidiu soberanamente salvar o homem caído em pecado, por meio de Jesus Cristo. Esta graça alcança a todos os homens indistintamente, e que apesar de nos salvar independente das obras, nos impele a uma vida de santificação que é a evidência visível da salvação. Tendo sido justificados pela graça, mediante a fé, experimentamos grandes benefícios de agora em diante: “temos paz com Deus” (Rm 5.1) e temos a certeza da “glorificação final” (Rm 8.30) e a libertação presente e futura da “condenação” (Rm 8.1,33,34).

REFERÊNCIAS

  • CHAMPLIN, R. N. Dicionário de Bíblia, Teologia e Filosofia. HAGNOS.
  • CHAVES, Gilmar, Vieira. Temas Centrais da Fé Cristã. CENTRAL GOSPEL.
  • GEISLER, Norman. Teologia Sistemática. CPAD.
  • GILBERTO, Antônio, et al. Teologia Sistemática Pentecostal. CPAD

Fonte: http://www.adlimoeirope.com

 

A queda da raça humana

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4º TRIMESTRE 2015

O COMEÇO DE TODAS AS COISAS

Estudo sobre o livro de Gênesis

COMENTARISTA: Pr. Claudionor de Andrade

LIÇÃO 04 – A QUEDA DA RAÇA HUMANA – 4º TRIMESTRE DE 2015 (Rm 5.12-19)

 INTRODUÇÃO

A queda do homem resultou na sua separação com Deus (Is 59.2); na destituição da glória de Deus (Rm 3.23), e consequentemente trouxe morte ao invés de vida (Rm 6.23). Na narrativa mais trágica e infeliz da raça humana é necessário ainda dizer que esta Queda não foi só local, pessoal e destinada aquele tempo, mas, que o pecado cometido por Adão teve abrangência total e universal (Rm 5.12).

I – DEFINIÇÃO DA PALAVRA PECADO

Pecado é a falta de conformidade com a Lei moral de Deus, quer seja em ato, disposição ou estado; é a rebelião contra a vontade de Deus (1Jo 3.4). O termo “hamartiologia” deriva de dois vocábulos da língua grega: “hamartia” e “logos”, os quais significam “estudo acerca do pecado”. O termo “hamartia” sugere a ideia de “fracassar”, “errar o alvo” ou “desviar-se do rumo”. Porém, o termo também sugere alguém que erra o alvo propositadamente; ou seja, que atinge outro alvo intencionalmente. Em síntese, o homem não foi criado para o pecado; se pecou, foi por seu livre-arbítrio, sua livre escolha (Gn 3.1-6; Lv 16.21; SI I.I; 51.4; 103.10; Is 1. 18; Is 48.8; Dn 9.16; Os 12.8; Rm 1.18-32; Rm 3.10) (CABRAL, 2008, p. 302).

II – DEUS NÃO É O AUTOR DO PECADO

A Bíblia apresenta o homem como transgressor por natureza. Mas, como adquiriu o homem essa natureza pecaminosa? O que a Bíblia nos diz acerca disso? Podemos afirmar categoricamente que Deus não é o autor do pecado. Evidentemente Deus, na sua presciência e onisciência, já vira a entrada do pecado no mundo, bem antes da criação do homem. Porém, deve-se ter o cuidado para que ao se utilizar esta interpretação, não venha fazer de Deus a causa ou o autor do pecado (Jó 34.10; confira ainda Dt 32.4; Sl 92.16; Tg 1.13). Deus odeia o pecado (Dt 25.16; Sl 5.4, 11.5; Zc 8.17; Lc 16.15). Assim sendo, as Escrituras rechaçam todas aquelas ideias deterministas, segundo as quais, Deus é autor e responsável pela entrada do pecado no mundo. O pecado é o resultado de uma escolha livre porém má, do homem (Ec 7.29; Lm 3.39).

III – O HOMEM, A QUEDA E A IMAGEM DE DEUS

A Bíblia é a única fonte segura concernente a criação do homem e seu estado original. De forma simples e objetiva o Gênesis declara que, depois de tudo feito especialmente, o homem, “viu Deus que era muito bom” (Gn 1.31). Contudo, a Bíblia não só revela o primeiro estado do homem, como relata a história da perda do seu primeiro estado de santidade, pela Queda, e também a possibilidade de sua restauração (Cl 3.10; Ef 4.24). O primeiro homem possuía um corpo, alma e um espírito perfeitamente adequados um ao outro. Não havia conflito entre os impulsos pessoais e os espirituais no homem, pois isso era um tipo de perfeição física e espiritual (Gn 3.22). Vejamos as consequências da Queda:

3.1 Criado à imagem e semelhança de Deus (Gn 1.26,27). Em que consiste esta imagem de Deus? Ao longo da história, os teólogos vêm discutindo sobre as diferenças entre “imagem e semelhança”. Porém, a distinção entre as duas características quase se confunde com a diferença entre personalidade (ou pessoalidade) e espiritualidade. No hebraico, as palavras imagem tselem” e semelhança “demut” exprimem a ideia de algo similar, mas não idêntico à coisa que representa ou de que é uma “imagem”. A imagem de Deus no homem com a presença do pecado está deturpada, afetada, mas, não totalmente como afirmam alguns que terminam com isso atribuindo a falta de livre escolha no homem por essa total depravação.

3.2 Há uma distância infinita entre Deus o homem. Só Cristo é a imagem expressa da Pessoa de Deus, como o Filho de Deus, que possui a mesma natureza. Na verdade, a imagem divina no homem é como a “sombra no espelho”. O homem, como imagem de Deus, foi dotado de atributo moral, isto é, de justiça original. Porém, essa justiça não era imutável; havia a possibilidade de pecado, pois ele foi dotado de livre-arbítrio (Dt 30.15-19). O homem foi criado com uma natureza santa, voltada naturalmente para Deus e sua vontade. Essa imagem divina no homem revela seu caráter e sua natureza religiosa, haja vista ter sido dotado de “espírito”, para manter comunhão com o seu Criador.

IV – O PECADOA DISTORCEU A IMAGEM DE DEUS NO HOMEM

Na teologia cristã, a doutrina do pecado ocupa grande espaço porque o cristianismo é a religião da redenção da raça humana. De todas as doutrinas bíblicas, três delas são de vasta amplitude porque tratam de Deus, do pecado e da redenção. Existe uma inter-relação entre essas três doutrinas. É impossível tratar do pecado sem mencionar a redenção do pecador e, naturalmente, a sua relação com a sua fonte: Deus (CABRAL, 2008, p. 302). A Bíblia nos revela que no Jardim do Éden o homem manifestou algumas atitudes que contribuíram para a sua Queda. Por isso, analisemos:

4.1 A Queda distorceu e avariou a imagem divina no homem. O destaque maior no relato da criação está na palavra “imagem”: “E criou Deus o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou” (Gn 1.27). Existem alguns ensinamentos de que o ser humano na Queda perdeu totalmente a imagem de Deus inclusive o livre-arbítrio, estando assim totalmente depravado. Essa teoria é incoerente e anti-biblica, pois a imagem e a semelhança, de fato, se referem aos aspectos moral e espiritual de Deus que foi colocado no homem, os quais ainda persistem mesmo depois do pecado no ser humano, apesar de desfigurados e transtornados pela Queda e os efeitos subsequente. Quanto à imagem moral, o homem é constituído de intelecto, vontade e sentimento; isto. Quanto à imagem espiritual, ele possui espírito e alma.

V – AS CONSEQUÊNCIAS DA QUEDA DO HOMEM

Indiscutivelmente, o pecado trouxe graves consequências ao Universo, especialmente á vida na Terra. A Bíblia faz várias declarações a respeito da universalidade do pecado (I Rs 8.46; Rm 1.18; Rm 3.10-12, 23; 6.23). Portanto, vejamos algumas consequências que o pecado trouxe ao homem depois da Queda.

CONSEQUÊNCIAS DO PECADO NA CRIAÇÃO

REFERÊNCIAS

O pecado fez com que a terra fosse amaldiçoada

(Gn 3.17.18)

O pecado trouxe ao homem a punição da morte física e espiritual

(Gn 3.19; Rm 5.12; 6.23; Tg 2.26)

O pecado acarretou punições naturais e físicas na vida do homem

(Gn 3.16; Rm 8.20-23)

O pecado deu origem a lei da morte atuante sobre a totalidade da raça humana

(1Co 15.21,22; Ef 2.1,2)

O pecado trouxe inquietação e aflige o pecador

(Jr 2.19)

O pecado escravizou o homem e interrompeu a comunhão com Deus

(Jo 8.34; Rm 3.23)

O pecado exclui o homem do céu

(Ap 22.15)

VI – O PECADO FEZ O HOMEM REBELAR-SE CONTRA DEUS

As Escrituras afirmam que o pecado trouxe rebelião e separação do homem em relação a Deus. Vejamos:

6.1 A Queda trouxe rebelião contra Deus. Satanás, que já havia se rebelado contra Deus e caído, veio tentar o homem para que este também desobedecesse e se rebelasse contra Deus. Então, por intermédio de uma serpente, ele esperou uma oportunidade em que a mulher estivesse a sós, lançou em dúvidas a bondade e a fidelidade de Deus e enganou a mulher para que ela comesse do fruto que Deus havia dito que não comessem (Gn 2.16,17; 3.1-5). A mulher, então, comeu do fruto e deu também a seu marido (Gn 3.6). Dessa maneira, então, o pecado entrou no mundo (Rm 5.12) e o homem rebelou-se contra o criador.

6.2 A Queda trouxe separação contra Deus. Desde a queda do homem que Satanás tem promovido meios de separar ainda mais o homem de Deus. Seu maior desejo é que toda criatura venha se rebelar contra o criador. Por isso, ele tem se utilizado da educação, da filosofia, dos meios de comunicação, de movimentos filosóficos, humanistas e ateístas, com o intuito de separar o homem de Deus e conduzi-lo ao ateísmo (2Co 4.4).

VII – A HEREDITARIEDADE E UNIVERSALIDADE DO PECADO

Todos os atos pecaminosos das pessoas são frutos de sua natureza pecaminosa (Rm 5.12; 19). A morte, como punição do pecado, tem um caráter universal. Por causa do pecado de Adão, todos os seus descendentes tomaram-se pecadores e culpados (Rm 5.8). Portanto, o pecado é hereditário e a sua universalidade deve-se à corrupção da natureza humana. A tendência má que se revela numa criança por exemplo, se percebe na semente dessa tendência má. A criança até certa idade é despida de consciência moral, mas congenitamente possui a natureza pecaminosa herdada. Nesse sentido, toda criança até alcançar a idade da consciência do bem o do mal é pecadora por natureza, conquanto não tenha a culpa pessoal (SI 51.5). No Juízo Final, as pessoas serão julgadas mediante o teste da conduta pessoal, enquanto estas crianças, nesta faixa etária, mesmo tendo uma natureza para mal, são incapazes de transgressão pessoal; por isso, cremos que elas estarão entre os salvos (Mt 19.14; 21.16; 25.45,46; Lc 10.21).

VIII – A SALVAÇÃO EM RELAÇÃO AO PECADO

A palavra salvação significa, em primeiro lugar, “ser tirado de um perigo, livrar-se, escapar” (At 26.18; Cl 1.13). A tradução da palavra grega “soterion”, tem o sentido de “tornar ao estado perfeito”, ou “restaurar o que a queda causou”. Vejamos as bênçãos que acompanham a salvação:

  • O homem é salvo dos seus pecados (Mt 1.21; Lc 7.50), que lhe são perdoados (Lc 7.48; Tg 5.20). A salvação também o livra da culpa (Ef 1.7; Cl 1.14) e do poder do pecado (Rm 7.17, 20, 23, 25). O homem é salvo do juízo (I Tm 5.24; Rm 8.1), da ira de Deus (Rm 5.9) e da morte eterna (Tg 5.20; Ap 20.6);
  • O homem entra em comunhão com Deus (Ef 2.13,18; Lc 1.74,75), recebe entrada na sua graça (Rm 5.2) e torna-se cidadão do céu (Ef 2.19). O homem é salvo desta geração perversa (At 2.40), isto é, recebeu uma nova posição em relação ao mundo (Fp 2.15); ele é salvo do poder de Satanás (At 26.18; Cl 1.13-15; Hb 2.14);
  • O homem torna-se templo e morada do Espírito Santo (Jo 14.17; I Co 6.19), que passa a agir em sua vida (Ef 1.13; 2.16-18). A salvação lhe dá viva esperança (I Pe 1.3) e direito à glória eterna (II Tm 2.10; 4.18), e assim, é salvo da ira de Deus (I Ts 1.10; 5.9; II Pe 2.9).

CONCLUSÃO

O pecado causou a separação entre Deus e o homem (Rm 5.12; 6.23), mas, Cristo trouxe de volta a possibilidade da comunhão com Deus.

REFERÊNCIAS

  • CHAMPLIN, R. N. Dicionário de Bíblia, Teologia e Filosofia. HAGNOS.
  • KELLY, J.N.D. Introdução e Comentário. MUNDO CRISTÃO.
  • · STAMPS, Donald C. Bíblia de Estudo Pentecostal. CPAD.

Fonte: REDE BRASIL

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A suprema aspiração do crente

        

TERCEIRO TRIMESTRE DE 2013

FILIPENSES: a humildade de Cristo como exemplo para a Igreja

COMENTARISTA: ELIENAI CABRAL

Meu-Alvo-eh-Cristo

LIÇÃO 08 – (Fp 3.12-17)

INTRODUÇÃO

Nesta lição destacaremos quais eram as aspirações do apóstolo Paulo, veremos também as atitudes que ele deveria tomar para alcançar este objetivo. Analisaremos ainda, nas palavras do próprio apóstolo que, assim como o atleta numa corrida tem como motivação a recompensa, semelhantemente ele prosseguia para o alvo “pelo prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus” (Fp 3.14-b). Por fim, estudaremos quais as três fases da perfeição cristã.

I – ASPIRAÇÕES QUE PAULO DESEJAVA ALCANÇAR

Em (Fp 3.11-17) encontramos algumas aspirações do apóstolo Paulo. O Aurélio define a palavra “aspiração” como: “desejo intenso de alcançar um objetivo, um alvo”. Vejamos nas palavras do próprio apóstolo quais eram estas aspirações:

1.1 A ressurreição. Paulo sabia que, estando preso em Roma, poderia estar perto da morte (Fp 2.17). Apesar disso, podia dizer com convicção: “…Cristo será, tanto agora como sempre, engrandecido no meu corpo, seja pela vida, seja pela morte(Fp 2.20-b). Se permanecesse vivo até que Cristo voltasse, ansiava por receber um corpo glorioso (Fp 3.21). E, se viesse a morrer aspirava por participar da ressurreição dos mortos “Para ver se de alguma maneira posso chegar à ressurreição dentre os mortos(Fp 3.11). Biblicamente essa é chamada de primeira ressurreição e ocorrerá por ocasião do arrebatamento da igreja (I Co 15.23,24; 51,52; I Ts 4.16,17).

1.2 A perfeição futura. O apóstolo Paulo como um cristão equilibrado afirmava não haver alcançado ainda a perfeição, no entanto, diz que era isso o que ele tinha como suprema aspiração “Não que já a tenha alcançado, ou que seja perfeito; mas prossigo para alcançar aquilo para o que fui também preso por Cristo Jesus” (Fp 3.12). A expressão “perfeição” usada pelo apóstolo neste texto no grego é teleiõsis que denota “realização, conclusão, perfeição, um fim realizado como o efeito de um processo” (VINE, 2002, p. 869). De acordo com o Novo Testamento, a perfeição absoluta do caráter cristão somente há de ser atingida por ocasião da volta do Senhor. No presente momento, fomos perdoados e libertos dos pecados (Rm 4.7,8; I Jo 2.12; Rm 6.12-14; 16-19), porém, na glorificação do corpo seremos livres da presença do pecado (I Co 15.53-57).

 1.3  A perfeição presente. As palavras paulinas nos mostram que existe uma perfeição futura que só alcançaremos na volta do Senhor para buscar a sua igreja, mas também há uma perfeição presente que pode ser atingida Por isso todos quantos já somos perfeitos, sintamos isto mesmo; e, se sentis alguma coisa de outra maneira, também Deus vo-lo revelará” (Fp 3.15). Essa palavra “perfeitos” se deriva da mesma palavra básica usada por Paulo em (Fp 3.12). No entanto, esse termo é usado pelo apóstolo em sentido secundário de “maturidade”. E, por sua vez, alguém maduro é uma pessoa “plenamente desenvolvida”. Nesse aspecto, o apóstolo deseja que como cristãos sintamos isto mesmo”, ou seja, busquemos tal idoneidade espiritual (Cl 1.12; II Tm 2.21).

II – PERSPECTIVA PAULINA PARA ALCANÇAR O ALVO DA VIDA CRISTÃ

“Não que já a tenha alcançado, ou que seja perfeito; mas prossigo para alcançar aquilo para o que fui também preso por Cristo Jesus” (Fp 3.12). Para não dar a impressão de que já tivesse chegado, Paulo indica cuidadosamente que ainda estava muito envolvido na corrida espiritual da vida cristã. Ele estava advertindo a ideia errônea dos perfeccionistas que se propagava grandemente na igreja, alegando já possuírem a perfeição absoluta. A expressão “prossigo para alcançar” usada pelo apóstolo refere-se a um corredor na etapa final de uma corrida. Vejamos o que é necessário fazer para conquistar o alvo da vida cristã:

2.1 “mas uma coisa faço, e é que, esquecendo- me das coisas que atrás ficam” (Fp 3.13-b). Paulo deixa claro que rumo ao seu objetivo deveria esquecer-se do que foi no passado. Como cristão recusara valer- se de feitos virtuosos e realizações passadas feitas antes de sua conversão a Cristo (Fp 3.4-6), ou insistir em pecados e transgressões do seu passado (At 7.57,58; I Tm 1.13). Afinal de contas, ser desviado pelo passado poderá enfraquecer os esforços da pessoa no presente. Agora, pelo poder do evangelho ele era uma nova criatura (II Co 5.17; Gl 1.23,24). E, o que Paulo era no judaísmo considerava como “escória”, “refugo”, “esterco” “para que possa ganhar a Cristo” (Fp 3.8-b). Todas as suas credenciais religiosas judaicas que antes tinha como ganho (Fp 3.7), na verdade eram sem valor e condenatórias. Portanto ele as contabilizou como “perdas” quando viu as glórias de Cristo “E, na verdade, tenho também por perda todas as coisas, pela excelência do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor(Fp 3.8-a).

 2.2 “e avançando para as que estão diante de mim” (Fp 3.13-c). Enquanto se desprendeu do seu passado, Paulo avançava para o seu futuro. A expressão “avançar” usada pelo apóstolo neste texto, no original grego é epekteinomai que por sua vez significa literalmente, “esticando-me”, dando a entender “um violento esforço para a frente”. Era justamente essa postura inclinada dos corredores, que Paulo usa como metáfora para falar do seu tremendo esforço na caminhada cristã. As coisas que estavam diante de Paulo serviam para aumentar o seu conhecimento de Cristo (Fp 3.8). Ele corria “olhando para Jesus, autor e consumador da fé” (Hb 12.1-a).

2.3 “Prossigo para o alvo […]” (Fp 3.14- a). Além de “esquecer” e de “avançar” Paulo diz que “prossegue para o alvo”. A expressão “prosseguir” segundo Aurélio significa: “fazer seguir; dar seguimento a; continuar”, dando a entender claramente que o apóstolo tinha em mente a persistência na caminhada rumo ao alvo. A palavra “alvo”, neste caso é a tradução do vocábulo grego “skopos”, usada para indicar “um sinal ou marca onde se devia alvejar o dardo ou flecha”, embora neste texto se refira à meta que os corredores procuram atingir, no caso do cristão sua meta é o prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus” (Fp 3.14).

III – O ALVO DO APÓSTOLO PAULO

3.1 “Prossigo para o alvo, pelo prêmio […]” (Fp 3.14-b). No original grego a palavra prêmio é “brabeion” , que alude ao “prêmio oferecido aos atletas vencedores”. Todavia esta palavra dava a entender qualquer recompensa, sendo este o motivo estimulador “Não sabeis vós que os que correm no estádio, todos, na verdade, correm, mas um só leva o prêmio? Correi de tal maneira que o alcanceis. E todo aquele que luta de tudo se abstém; eles o fazem para alcançar uma coroa corruptível; nós, porém, uma incorruptível” (I Co 9.24,25). A Escritura denomina esta recompensa de coroa da vida (Ap 2.9); coroa da justiça (II Tm 4.8) e coroa de glória (I Pe 5.4).

3.2 “[…] da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus(Fp 3.14-c). Essa soberana vocação a que se refere o apóstolo é literalmente “um chamado para o alto”, indicando a sublimidade da chamada divina. Na verdade essa “vocação” é uma “convocação a participar, gratuitamente, dos benefícios do Evangelho com base nos méritos da morte de Cristo”

(CLAUDIONOR, 2006, p. 359). Esta é uma chamada dirigida para cima, divina, cujo objetivo final é a glorificação. Que por sua vez é a etapa final a ser atingida por aquele que recebe a Cristo como Salvador e Senhor da sua alma (Rm 8.17). O texto de ouro que aponta para a nossa glorificação encontra-se em (I Jo 3.2).

IV – OS TRÊS ESTÁGIOS DA PERFEIÇÃO CRISTÃ

Citaremos abaixo as fases da perfeição que estão baseadas na fé em Cristo e naquilo que Ele fez, e não no que podemos fazer por Ele. Não podemos nos aperfeiçoar. Somente Deus pode operar em nós e por nosso intermédio (Fp 1.6). Vejamos na tabela abaixo os três estágios da perfeição cristã:

     ESTÁGIOS                                                             DEFINIÇÃO

 

 

Relacionamento Perfeito

 

 

Somos perfeitos por causa de nossa eterna união com o Cristo infinitamente perfeito. Quando nos tornamos filhos de Deus, fomos declarados “inocentes” e, portanto, justos pelo que Cristo, Seu amado Filho, fez por nós (Rm 3.24; 5.1; I Co 6.11; Gl 3.24). Essa perfeição é absoluta e imutável.É esse perfeito relacionamento que garante que um dia seremos “completamente perfeitos” (Cl 2.8-10; Hb 10.8-14).

Progresso perfeito

  

Podemos crescer e amadurecer espiritualmente à medida que continuamos a confiar em Cristo, a aprender mais a seu respeito e a obedecer-lhe. Nosso progresso é variável (em contraste com o Progresso perfeito nosso relacionamento descrito acima) porque depende de nossa vida cotidiana – há momentos na vida que amadurecemos mais do que em outros. Mas estaremos crescendo em direção à perfeição se continuarmos avançando (Jo 15.2; II Co 3.18; Fp 3.12; Ap 22.11).

Totalmente perfeito

Quando Cristo retornar para levar-nos ao seu Reino eterno, seremos glorificados e nos tornaremos perfeitos (I Co 15.42-44; Fp 3.20,21; I Jo 3.2).

CONCLUSÃO

Devemos seguir o exemplo do apóstolo Paulo, que estava disposto a “esquecer-se das coisas que para trás ficam”, “avançar para que as adiante dele estavam” e “prosseguir” para conquistar a meta da vida cristã, a “soberana vocação de Deus em Cristo”.

REFERÊNCIAS

  • Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal. CPAD.
  • CHAMPLIN, R. N. Dicionário de Bíblia, Teologia e Filosofia. HAGNOS.
  • CHAMPLIN, Russell Norman, O Novo Testamento Interpretado versículo por versículo. HAGNOS.
  • MACARTHUR. Bíblia de Estudo. SBB.

Fonte: http://www.rbc1.com.br/licoes-biblicas/index/

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