Salvação – o amor e a misericórdia de Deus

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4º TRIMESTRE 2017

A OBRA DA SALVAÇÃO

Jesus Cristo é o caminho, a Verdade e a Vida

COMENTARISTA: Claiton Ivan Pommerening

LIÇÃO 04 – SALVAÇÃO – O AMOR E A MISERICÓRDIA DE DEUS – (1 Jo 4.13-19)

 INTRODUÇÃO

Nesta lição falaremos acerca de duas características morais de Deus: o amor e a misericórdia de Deus; inicialmente traremos uma definição sobre estas virtudes; falaremos sobre o amor e a misericórdia divina e suas características; e, por fim, veremos como estas virtudes se manifestaram de forma mais expressiva em Cristo Jesus.

I – DEFINIÇÕES

  • Definição da palavra amor. A palavra “amor” ocorre na Bíblia 276 vezes. No AT: 123 ; e no NT: 153 (JOSHUA, sd, 183). Teologicamente o amor é a “virtude que nos constrange a buscar, desinteressada e sacrificialmente, o bem de outrem” (ANDRADE, 2006, p. 42). Biblicamente, o termo hebraico básico para “amor” é “hesed”, que utilizado para Deus, significa “amável benignidade” ou “suave e amável benignidade”. A palavra grega “ágape”, utilizada para se referir ao amor divino, significa amor “não-egoísta” ou “sacrifical” (GEISLER, 2010, p. 93 – acréscimo nosso).
  • Definição da palavra misericórdia. A palavra “misericórdia” ocorre na Bíblia 158 vezes. No AT: 99 ; e no NT: 59 (JOSHUA, sd, p. 977). A palavra hebraica para misericórdia é “rahamîm” que significa: “entranhas, misericórdias, compaixão”, esta mesma expressão é traduzida para o grego por “eleõ” mostrar generosidade, mediante beneficência ou ajuda (VINE, 2001, pp. 73,480). Teologicamente diz respeito a “uma compaixão suscitada pela miséria do próximo” (ANDRADE, 2006, p. 266 – acréscimo nosso). Gilberto (2008, p. 76) acrescenta dizendo que: “misericórdia é o termo teológico para compaixão; trata-se da disposição de Deus para socorrer os oprimidos e perdoar os culpados”.

II – O AMOR DE DEUS

A Bíblia diz que Deus é amor (1 Jo 4.8,16); que Seu amor é grande (1 Jo 3.1); que é eterno (Jr 31.3) ; que foi provado (Rm 5.8); derramado (Rm 5.5); e, ainda elenca diversas características deste amor. Vejamos:

  • Amor incondicional. Diferente do amor humano que é condicional, o amor divino é superior pois manifesta-se de forma incondicional: “Nós o amamos a ele porque ele nos amou primeiro” (1 Jo 4.19). A palavra grega usada para descrever o amor de Deus pelo homem é “ágape”. Esse tipo de amor é absolutamente singular, já que ele não depende da beleza do objeto a ser amado. Naturalmente, o amor humano não funciona dessa maneira. Nós amamos outras pessoas porque elas nos amam ou porque vemos nelas alguma beleza ou valor. Deus nos ama independente do nosso amor: “Nisto está o amor, não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou a nós […]” (1 Jo 4.10). Portanto, o amor de Deus por nós não foi motivado por algum amor anterior da nossa
  • Amor imparcial. Desde o início, o propósito divino era revelar o Seu amor e estender a bênção da salvação a todos os homens indiscriminadamente, pois Ele não faz acepção de pessoas (Dt 10.17; At 10.34; Rm 2.11). A vinda do Messias ao mundo mostrou claramente isso (At 10.34; Rm 2.11; Ef 6.9). É necessário entender que: (a) Deus amou o mundo e não apenas uma classe de pessoas (Jo 3.16); (b) o sacrifício de Jesus não alcança apenas um povo, mas o mundo todo (Jo 1.29; 1 Jo 2.2); (c) sua graça alcança tanto os judeus como os gentios (Rm 3.29; 9.24,30; Gl 3.14; Ef 3.6); (d) a ordem de levar as boas novas de salvação é extensiva até aos confins da terra (Mt 28.19; Mc 16.15; At 8).
  • Amor imensurável. Jesus disse a Nicodemos com uma intensidade incalculável “Deus amou o mundo de tal maneira […]” (Jo 3.16). A expressão “tal” segundo o Aurélio (2004, p. 1908) significa: “análogo, semelhante”. A ideia de Jesus é dizer que não há nada com que possa ser comparado (Jo 15.13). Paulo disse que Deus amou tanto o homem que “[…] que nem mesmo a seu próprio Filho poupou, antes o entregou por todos nós […]” (Rm 8.32); e ainda falou sobre o “[…] seu muito amor com que nos amou” (Ef 2.3). O apóstolo João, por sua vez, afirmou: “Vede quão grande amor nos tem concedido o Pai […]” (1 Jo 3.1). Seu amor é maior que de uma mãe por seu próprio filho (Is 15).
  • Amor incompreensível. Há dois questionamentos que geralmente as pessoas fazem em relação ao amor divino. O primeiro: é como Deus pode nos amar? A Bíblia mostra que Deus decidiu nos amar (Jo 3.16). Thiessen (1986, p. 83) diz que o amor de Deus “não é um impulso emocional, mas uma afeição racional e voluntária, sendo fundamentada na verdade e santidade e no exercício da livre escolha”. O segundo questionamento que alguém poderá fazer é: como pode Deus sendo amor, condenar os que o rejeitam? É necessário entender que o pecado tem origem no homem e este por sua vez, foi quem se condenou quando deliberadamente optou por pecar (Gn 2.16,17; Ez 18.4; Rm 6.23-a). Deus como o Grande Legislador e Juiz apenas julgará e condenará o homem por seus próprios atos (At 17.31; Rm 2.16). Portanto, o amor de Deus está em pleno acordo com a retidão e a justiça das exigências de castigo para o pecador. “Se o amor não incluir a justiça, ele não passa de sentimentalismo” (WILMINGTON, 2015, p. 15).

III – A MISERICÓRDIA DE DEUS

O AT diz que as misericórdias do Senhor são muitas (1 Cr 21.13; Sl 51.1; 119.156); são grandes (Nm 14.19; Ne 9.31; Sl 57.10; 103.11); são eternas (Sl 25.6; 100.5; 103.17; 106.1); são boas (Sl 109.21); imutáveis (Is 54.10); são a causa de não sermos consumidos (Lm 3.22). Jesus disse que “o Pai é misericorioso” (Lc 6.36). Paulo disse que esta misericórdia Ele estendeu a todos os homens indistintamente (Rm 11.32); que os gentios devem glorificar a Deus porque foram pela misericórdia incluídos no plano da salvação (Rm 15.9). É dito que Deus é riquíssimo em misericórdia (Ef 2.4). Vejamos algumas verdades sobre a misericórdia divina:

  • A misericórdia é uma atitude opcional de Deus. Assim como o amor é uma atitude voluntária de Deus em relação ao homem, o mesmo se diz da misericórdia. Ele não é constrangido a agir de forma misericordiosa, quando faz, o faz porque quer (Ne 9.31; Sl 78.38; Jn 4.2). Ele disse: “[…] e terei misericórdia de quem eu tiver misericórdia, e me compadecerei de quem eu me compadecer” (Êx 19).
  • A misericórdia é um ato gracioso de Deus. No NT a palavra misericórdia é muitas vezes mencionada ao lado da graça de Deus (1 Tm 1.2; 2 Tm 1.1; Tt 1.4). Segundo Vine (2002, p. 183) a mesma palavra hebraica para graça “hesed” também pode é traduzida como “misericórdia”, dando a entender que ambas são correlatas, porém distintas. Pode-se dizer que “a graça e a misericórdia são lados diferentes da mesma moeda. A misericórdia é o ato de conter a punição merecida, enquanto a graça é o ato de conceder o favor não merecido. Portanto, a misericórdia garante que o pecador não receba o que merece, a saber, o castigo, ao passo que a graça garante que ele receba aquilo que ele não merece, a saber, a benção” (WILMINGTON, 2015, p. 14).
  • A misericórdia é oposta ao merecimento. Sempre que a Bíblia fala da misericórdia mostra-a sendo exercida por Deus em relação as pessoas que não merecem, por isso ela sempre aparece ao lado do perdão “O SENHOR é longânimo, e grande em misericórdia, que perdoa a iniquidade e a transgressão […]” (Nm 14.18-a). O pecado torna o homem indigno das bençãos divinas, no entanto, pela misericórdia, Deus dispensa seus favores para que o homem mesmo nesta condição, retendo a Sua ira (Nm 14.19; 2 Sm 24.14; 1 Rs 8.50; Ne 9.31; 25.7; 51.1). “A misericórdia susta a penalidade que deveria cair sobre o pecador e abre caminho para a obra da graça começar a atua nele” (CAMPOS, 2002, p. 292).

IV – O AMOR E A MISERICÓRDIA REVELADAS EM CRISTO JESUS

Embora a narrativa bíblica nos mostre, em diversos momentos, Deus revelando o Seu amor e a Sua misericórdia com o homem, a nação de Israel e com os gentios, houve um momento histórico em que estas duas virtudes foram evidenciadas como nunca antes, quando Jesus Cristo foi enviado ao mundo para morrer pelos pecadores. Todos os homens, sem exceção, estão sentenciados ao castigo eterno (Rm 3.23; 6.23-a). No entanto, a Escritura nos mostra que a atitude de Deus em relação a humanidade culpada foi diferente da esperada. Vejamos:

  • Jesus Cristo, a expressão máxima do amor divino. No NT encontramos Jesus afirmando a Sua vinda ao mundo, constitui-se na expressão máxima do amor divino “[…] Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito […]” (Jo 3.16-a). Paulo, por sua vez, afirmou que “[…] Deus prova o seu amor para conosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores” (Rm 5.8). Ele ainda afirma que a entrega de Cristo para morrer por ele constitui-se na prova do Seu amor: “[…] o qual me amou, e se entregou a si mesmo por mim” (Gl 2.20). E, também: “[…] Cristo vos amou, e se entregou a si mesmo por nós […]” (Ef 5.2); e ainda: “[…] Cristo amou a igreja, e a si mesmo se entregou por ela […]” (Ef 5.25). Pedro, assevera que Jesus foi: “[…] manifestado nestes últimos tempos por amor de vós” (1 Pe 1.20). O apóstolo João por sua vez nos diz: “[…] ele nos amou a nós, e enviou seu Filho para propiciação pelos nossos pecados” (1 Jo 4.10); e, também: “Nisto se manifesta o amor de Deus para conosco: que Deus enviou seu Filho unigênito ao mundo, para que por ele vivamos” (1 Jo 9).
  • Jesus Cristo, a expressão máxima da misericórdia divina. Em Sua misericórdia Deus se revela um Deus que tem compaixão dos que se acham na miséria e está sempre pronto a aliviar a sua desgraça. Por causa desta misericórdia, Deus enviou a Jesus Cristo para morrer no lugar do seu povo e, assim, livrou-os de receber pessoalmente a condenação que mereciam (Lc 1.78), pois Ele é o Pai das misericórdias (2 Co 1.3). Portanto, a vinda de Cristo é a manifestação suprema da misericórdia para nos salvar: “[…] segundo a sua misericórdia, nos salvou […]” (Tt 3.5). Paulo ainda diz que: “Deus, que é riquíssimo em misericórdia […]” (Ef 2.4,5). E, também “[…] Deus encerrou a todos debaixo da desobediência, para com todos usar de misericórdia” (Rm 11.32). Definitivamente: “[…] a misericórdia triunfa do juízo” (Tg 13).

CONCLUSÃO

Embora o homem tenha se distanciado de Deus por causa do pecado, Ele decidiu amar e usar de misericórdia, por meio de Cristo Jesus, a fim de salvar a raça humana.

REFERÊNCIAS

  • ANDRADE, Claudionor de. Dicionário Teológico.CPAD.
  • FERREIRA, Aurélio     Buarque     de         Novo Dicionário da Língua Portuguesa. POSITIVO.
  • GEISLER, Norman. Teologia Sistemática.
  • OLIVEIRA, Oséias Gomes. Concordância Bíblica Exaustiva Joshua. Vol. 03. CENTRAL GOSPEL.
  • STAMPS, Donald C. Bíblia de Estudo CPAD.
  • VINE, W.E, et al. Dicionário Vine.
  • WILLMINGTON, Harold L. Guia de Willmington para a Bíblia. Vol. 01. ACADÊMICO.

Fonte: http://www.adlimoeirope.com

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A Salvação e o advento do Salvador

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4º TRIMESTRE 2017

A OBRA DA SALVAÇÃO

Jesus Cristo é o caminho, a Verdade e a Vida

COMENTARISTA: Claiton Ivan Pommerening

LIÇÃO 03 – A SALVAÇÃO E O ADVENTO DO SALVADOR – (Jo 1.1-14)

 INTRODUÇÃO

Nesta lição destacaremos que o advento do Salvador é um fato incomparável; elencaremos algumas importantes verdades sobre a encarnação do Verbo, à luz do Evangelho escrito pelo apóstolo João; e por fim, pontuaremos alguns propósitos para o aparecimento de Cristo na história da humanidade.

I – O NASCIMENTO DE JESUS, UM ADVENTO INCOMPARÁVEL

De acordo com o dicionário Houaiss (2001, p. 94), o termo advento significa: “aparecimento, chegada de (alguém ou algo)”. O nascimento de Jesus é um advento incomparável na história da humanidade. Sobre o aparecimento de Cristo Brunelli afirma: “Tanto a chegada de Jesus a este mundo como a Sua saída ocorreram atipicamente. Esses acontecimentos (nascimento, ressurreição e ascensão) comprovam que Jesus não era uma pessoa comum” (2016,vol. 2, 50). Seu nascimento é um marco para a humanidade, um divisor de águas; tanto é fato que, ao nos reportarmos a eventos passados da história, usamos frequentemente a expressão: “antes de Cristo” (a.C.) e, “depois de Cristo” (d.C.). Notemos aspectos desse advento, que o tornou incomparável:

  • Um cumprimento profético. Desde o início das Escrituras vemos Deus prometendo enviar seu Filho ao mundo, começando pelo proto evangelho (Gn 3.15), e continuando por todo o AT. Isaías denominado o profeta messiânico assim declarou sobre o nascimento do Salvador: “Eis que a virgem conceberá, e dará à luz um filho, e chamará o seu nome Emanuel” (Is 7.14; ver Is 9.6). Há mais de trezentas referências do AT que se cumpriram em Jesus. Vejamos algumas:

PROFECIA

PROFETIZADO EM:

CUMPRIDO EM:

O Messias nascido da semente da mulher

Gn 3.15

Gl 4.4

O Messias nasceria de uma virgem

Is 7.14

Mt 1.18; Lc 1.26-35

O Messias seria descendente de Abraão, Isaque e Jacó

Gn 12.3; 17.19; 28.14

At 3.25; Lc 3.23; Mt 1.1-13

O Messias descenderia da tribo de Judá

Gn 49.10; Sl 2.6-9

Lc 3.33,34; Mt 1.2-3

O Messias descendente de Davi e herdeiro do trono

2Sm 7.12-13; Sl 132.11; Jr 23.5

Mt 1.1,6

O Messias nasceria em Belém

Mq 5.2

Mt 2.1-2

O Messias seria chamado do Egito

Os 11.1

Mt 2.15

  • Uma concepção sobrenatural. A concepção de Jesus foi proveniente de uma ação miraculosa de Deus por meio do Espírito Santo no ventre da jovem Maria (Mt 1.18,20; Lc 1.34,35). O mesmo Espírito que no princípio pairava sobre as águas no relato da criação (Gn 1.2), semelhantemente de maneira maravilhosa, agiu na encarnação de Cristo. A respeito do advento de Jesus, o apóstolo Paulo diz: “[…] grande é o mistério da piedade: Deus se manifestou em carne, foi justificado no Espírito, visto dos anjos, pregado aos gentios, crido no mundo, recebido acima na glória” (1Tm 3:16).
  • Um nascimento natural. Apesar da concepção de Jesus ter sido sobrenatural, o seu nascimento aconteceu de maneira natural como qualquer outra pessoa. Maria teve uma gestação comum (biologicamente) a qualquer mulher de sua época, por isso é dito que Ele era nascido de mulher (Lc 2.4,5; Gl 4.4). Para os que viviam em Nazaré e desconheciam a sua procedência divina, o nazareno era tão somente um dos filhos de José (Lc 4.22; ver Lc 3.23). Essa informação nos ajuda a entender que sua plena humanidade seria evidente a partir de seu nascimento humano comum, e a sua plena divindade seria evidente a partir do fato de sua concepção no ventre de Maria pela obra poderosa do Espírito Santo (GRUDEM, 2007, p. 250).

II – A ENCARNAÇÃO DO VERBO

  • O fato da encarnação. No início da narrativa do Evangelho, o apóstolo João afirma: “E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós […]” (Jo 1.14-a). O que significa dizer que Cristo, o Deus eterno, tornou-se humano (Fp 2.5-9). A doutrina da encarnação do “Verbo Divino”, excede todo o entendimento humano. Desse milagre depende a essência do Evangelho. Foi por meio desse milagre que Deus introduziu no mundo o Primogênito (Hb 1.6); que Jesus veio em semelhança de carne (Rm 8.3), foi feito “descendência de Abraão” (Hb 2.16), “em tudo […] semelhante aos irmãos” (Hb 2.17). A encarnação deu a Jesus condições de ser o Mediador entre Deus e os homens (1Tm 5) e ser o fiel sumo sacerdote, para expiar os pecados do povo (Hb 2.17). Os gnósticos (grupo herético do 1º e 2º século), da época do apóstolo João, afirmavam que não houve uma encarnação real, pois pensavam que o corpo de Jesus fosse apenas uma “semelhança”. Para eles, Cristo era, no máximo, uma teofania (uma aparição de Deus em forma humana). Alegavam que o Verbo nunca se tornou carne, realmente. Em oposição, João fez uma declaração simples, direta e poderosa: “O Verbo se fez carne” (1Jo 4.2; 2Jo 7) (BEACON, 2006, p. 30).
  • A rejeição do Verbo. A nação que examinava as Escrituras e que aguardava a vinda do Messias, orando ardentemente por este acontecimento, cantando e profetizando acerca de sua vinda, não o reconheceram e nem o receberam quando Ele veio: “Veio para o que era seu, e os seus não o receberam” (Jo 1.11; ver Lc 19.14). O que João nos ensina claramente é que Deus oferece a salvação por seu Filho Jesus a todas as pessoas (Jo 1.9; 3.16), porém, esse presente pode ser rejeitado (At 7.51,52; 1Pd 2.7,8).
  • A dádiva da encarnação. O homem só tem o poder (o direito) de se tornar filho de Deus, se crer em Cristo: “Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, aos que creem no seu nome” (Jo 1.12). Quando o homem crê e experimenta o novo nascimento (Jo 3.1-7), automaticamente passa a fazer parte da família de Deus (Ef 2.19), sendo esse privilégio, mais uma expressão do grande amor de Deus (1Jo 3.1). No entanto, as Escrituras deixam bem claro que, aqueles que o receberam tornaram-se filhos de Deus, não por serem descendentes de Abraão “não nasceram do sangue”, nem por geração natural “nem da vontade da carne”; nem pelos seus próprios esforços “nem da vontade do homem”,“mas de Deus(cf. Jo 1.13), ou seja, através do dom gratuito e sobrenatural da parte de Deus, mediante uma nova vida gerada pelo Espírito Santo (2Pd 1.4).

III – PROPÓSITOS DA ENCARNAÇÃO DE CRISTO

Algumas pessoas ainda insistem em duvidar que Jesus tenha realmente existido; apesar disso, muitos historiadores atestaram essa verdade (ainda que como um personagem histórico), como os historiadores romanos Tácito, Plínio, o historiador judeu Flávio Josefo e até o Talmude, que também se refere a Jesus de Nazaré como uma pessoa histórica. Biblicamente afirmamos que Cristo em sua aparição na história humana, destaca-se também pelas razões que o fizeram vir ao mundo. Notemos alguns propósitos do nascimento de Jesus:

  • Para revelar o Pai. Ninguém pode ver a Deus e viver (Êx 33.20), pois Ele habita na luz inacessível (1Tm 6.16). Uma das razões para que Cristo viesse ao mundo, foi exatamente para revelar o Deus invisível (Jo 4.24; Cl 1.15; 1Tm 1.17). Na encarnação Jesus nos revela o Pai com perfeição: “Deus nunca foi visto por alguém. O Filho unigênito, que está no seio do Pai, esse o revelou” (Jo 1.18; ver 2Co 4.4); devido a sua igualdade substancial (Fp 2.6; Cl 1.15; Cl 2.9; Hb 1.3), quem o vê, também vê ao Pai (Jo 14.9), pois afirma: “Eu e o Pai somos um” (Jo 10.30). A divindade de Jesus em sua humanidade é a chave para o conhecimento íntimo de Deus. Vindo ao mundo, Cristo revelou perfeitamente como Deus é. Morrendo por nós na cruz, ele demostrou quanto Deus nos ama (1Jo 3.1; 4.10,11,19; 5.15) (MACDONALD, 2011, p. 235 – acréscimo nosso).
  • Para desfazer as obras do Diabo. Após a transgressão de Adão (Gn 3), de alguma maneira sua desobediência deu liberalidade para que o Diabo atuasse na raça humana (Ef 2.2), e isso se torna mais evidente pela prática do pecado pessoal (1Jo 3.8-a). Porém, com o advento de Cristo e consequentemente na sua morte, Ele desfez os laços com os quais as obras do Diabo se mantinham unidas: “[…] Para isto o Filho de Deus se manifestou: para desfazer as obras do diabo” (1Jo 3.8-b), Cristo Jesus derrotou e submeteu para sempre os poderes do mal (Mt 12.25-29; Lc 10.18; Jo 2.31; Cl 2.15; 1Pd 3.22). Jesus Cristo, mediante sua vitória, quebrantou o poder das forças do Diabo, e mediante sua ajuda essa mesma vitória pode ser nossa (BARCLAY, sd, p. 89).
  • Para salvar o homem de seus pecados. As Escrituras afirmam que Deus criou o homem reto (Ec 7.29). Porém, por causa do pecado de Adão (Gn 3.1-24) todos os homens tornaram-se destituídos da glória de Deus (Rm 3.23) e estavam debaixo da ira de Deus (Rm 1.18; Ef 5.6), marchando para a perdição (Rm 2.5). Por isso, Jesus se manifestou para aniquilar o pecado pelo Seu próprio sacrifício (Hb 9.28; 1Jo 3.5). Foi o próprio anjo Gabriel que destacou o propósito soteriológico do nascimento de Jesus: “[…] porque ele salvará o seu povo dos pecados” (Mt 1.21); para tanto, foi necessário que levasse em seu corpo os nossos pecados (Is 53.5; 1Pd 2.24), reconciliando o homem a Deus (2Co 5.19; lTm 2.5,6). Assim como por um homem entrou o pecado no mundo (Rm 5.12), e pela desobediência de um só todos foram feitos pecadores; Deus determinou que também por um só homem, Jesus Cristo, viesse o dom gratuito (Rm 5.15), e pela obediência de um, muitos fossem feitos justos (Rm 5.19).

CONCLUSÃO

O grande amor de Deus, que é a essência do seu ser, foi provado ao enviar Seu único Filho ao mundo, com a expressa finalidade de trazer salvação a todos os homens.

REFERÊNCIAS

  • BARCLAY, William. Comentário do Novo Testamento.
  • BRUNELLI, Walter. Teologia para Pentecostais: Uma Teologia Sistemática Expandida. ACADÊMICO.
  • GRUDEM, Wayne. Manual de Doutrinas Cristãs: Teologia Sistemática ao alcance de todos.
  • MACDONALD, William. Comentário Bíblico Popular.

Fonte: http://www.adlimoeirope.com

A Salvação na Páscoa Judaica

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4º TRIMESTRE 2017

A OBRA DA SALVAÇÃO

Jesus Cristo é o caminho, a Verdade e a Vida

COMENTARISTA: Claiton Ivan Pommerening

 LIÇÃO 02 – A SALVAÇÃO NA PÁSCOA JUDAICA – (Êx 12.21-24,29)

 INTRODUÇÃO

Sem dúvida, a Páscoa era uma das festas mais importantes do judaísmo, e a sua celebração era carregada de valor simbólico. Quando instituiu a Santa Ceia, por ocasião da celebração da última Páscoa, Jesus tinha em mente esses fatos. A libertação da páscoa reveste-se, portanto, de um caráter introspectivo, por mostrar a necessidade pessoal de libertação por meio da substituição. E um caráter prospectivo, porque profetizava a libertação antes dela acontecer e prenunciava a obra de Cristo que prometeu a libertação a todos quantos crerem nele (Jo 8.32,36; Mt 11.28).

I – PÁSCOA, A PRIMEIRA FESTA RELIGIOSA DOS JUDEUS

  • Nome da festa. A palavra portuguesa “Páscoa” é usada para designar a festa dos judeus que, no hebraico, é chamada “Pesach”, que significa: “saltar por cima”, ou “passar por sobre”. Esse nome surgiu em face do registro bíblico de que o anjo da morte, ou anjo destruidor, passou por sobre as casas marcadas com o sangue do cordeiro pascal, quando ele matou os primogênitos do Egito “E aquele sangue vos será por sinal nas casas em que estiverdes; vendo eu sangue, passarei por cima de vós, e não haverá entre vós praga de mortandade, quando eu ferir a terra do Egito” (Êx 12.23).
  • A data em que foi celebrada. O nome hebraico do mês que aconteceu a primeira Páscoa foi em Abibe, que significa “espigas verdes”. Corresponde a março-abril em nosso calendário. Durante o Exílio babilônico foi substituído pelo nome Nisã que significa “começo, abertura” (Ne 2.1). Ainda hoje o ano civil começa no outono, com a Festa das Trombetas (Lv 23.24; Nm. 29.1), chamado Rosh Hashanah, que significa “Ponta do Ano” ou “Ano Novo”.
  • Uma festa em família. O registro bíblico nos mostra que a Páscoa era uma cerimônia familiar: “Falai a toda a congregação de Israel, dizendo: Aos dez deste mês tome cada um para si um cordeiro, segundo as casas dos pais, um cordeiro para cada família(Êx 12.3). Quando a família fosse pequena demais deveria unir-se a outra. De acordo com a tradição judaica, a expressão “pequena demais” significava com menos de dez Eles deviam calcular quanto cada um poderia comer e assim determinar se deviam se reunir com alguma outra família (Êx 12.4).
  • Elementos da festa. Os participantes da Páscoa deveriam ter os lombos cingidos, sandálias nos pés e cajado na mão. Conforme o registro bíblico, a festa da Páscoa deveria ser preparada com os seguintes elementos: um cordeiro ou cabrito, pães asmos, ervas amargas e o sangue do cordeiro que deveria ser aplicado nas vergas e nos umbrais da porta. Cada um dos componentes desta celebração tinha um sentido literal e espiritual, que Deus tinha em mente transmitir não somente aos filhos de Israel, como a seus descendentes (Êx 12.24-27).

ELEMENTOS

EXIGÊNCIAS PARA A FESTA DA PÁSCOA

SIGNIFICADO ESPIRITUAL

 

 

Cordeiro

Este animal deveria ser: macho, de um ano, e sem mancha (Êx 12.5). Os hebreus deveriam avaliar o cordeiro durante quatro dias, e assim verificar se ele estava apto para ser sacrificado como cordeiro pascal (Êx 12.3,6).

Este cordeiro substituiria o primogênito de cada família dos hebreus morrendo em seu lugar (Êx 12.12,13). A partir daquela comemoração cada primogênito deveria ser consagrado ao Senhor, tanto dos homens quanto dos animais (Êx 13.1,2,12-15).

 

 

Sangue

 

Os hebreus deveriam sacrificar o cordeiro no décimo quarto dia no período da tarde (Êx 12.6). O sangue do animal deveria ser colocado nas vergas e no umbral da porta (Êx 12.7).

O sangue no umbral e nas vergas das portas dos hebreus, serviria como sinal para livramento, pois o Senhor “passaria por cima” destas casas poupando da morte o primogênito (Êx 12.12,13). O Sangue representa a expiação (Hb 9.22).

 

 

Pães asmos

 

Os pães asmos ou ázimo, do hebraico “matzá” (Êx 12.8), é um tipo de pão assado sem fermento. O pão asmo é feito somente de farinha de trigo e água.

O pão deveria ser assado sem fermento, pois não havia tempo para que o pão pudesse crescer (Êx 12.8,11,34-36). A saída do Egito deveria ser rápida.  A farinha amassada sem ter recebido o fermento simboliza pureza. O fermento servia de símbolo da corrupção moral (Mt 16.11; Mc 8.15).

 

Ervas amargas

Os hebreus deveriam comer a páscoa com ervas amargas (Êx 12.8). A tradição judaica menciona alface, escarola, chicória, hortelã e dente-de-leão como essas ervas.

As ervas amargas ou alface agreste deveriam ser comidos para recordar a opressão do Egito e a amargura do cativeiro que os hebreus sofreram por tanto tempo (Êx 1.14; 12.8).

II – A PÁSCOA E O SEU SIGNIFICADO PARA A IGREJA

Embora a celebração da festa da Páscoa seja uma ordenança divina para aos judeus (Êx 12; Nm 9.2,4; Dt 16), ela tem um profundo significado para o cristão por representar a obra de Cristo para a nossa redenção, pois as festas de Israel eram “sombras das coisas futuras” (Cl 2.17). Observemos algumas similaridades entre a Páscoa e Cristo:

  • O significado profético da Páscoa. Assim como um cordeiro foi sacrificado no dia da páscoa para a libertação dos judeus no Egito, Cristo foi sacrificado para a libertação dos nossos pecados: “…Ele salvará o seu povo dos pecados deles” (Mt 1.21); “… pelo seu sangue nos libertou dos nossos pecados” (Ap 1.5); “…Cristo, nosso cordeiro pascal, foi imolado” (1Co 5.7). Há uma perfeita identificação entre o pecado do crente e a oferta pelo pecado (Jo 3.14 ver Jo 1:29).
  •  O poder profético do sacrifício de Cristo. Este era o método usado por Deus, desde os tempos de Adão, para perdoar os pecados: O sangue deveria ser derramado “Porque a vida da carne está no sangue” (Lv 17.11). “Aquele que não conheceu pecado, ele o fez (oferta pelo) pecado por nós…” (2Co 5.21). Por isso “… sem derramamento de sangue não há remissão de pecados” (Hb 9.22). No tempo do AT o sangue dos animais apenas cobria os pecados, no NT o sangue de Cristo tira o pecado do mundo (Jo 1.29; Hb 10.10-12).

A PÁSCOA JUDAICA

JESUS CRISTO

 

Cordeiro sem defeito (Êx 12.5)

O Messias é comparado a um cordeiro pelo profeta Isaías (Is 53.4). Filipe interpreta essa profecia aplicando-a a Jesus (At 8.32-35). Profeticamente Jesus é o Cordeiro de Deus (Jo 1.29). O cordeiro representava o preço da redenção e libertação de Israel do Egito e Cristo é a nossa libertação do pecado (Jo 1.36; 19.36). O Messias nasceu e viveu uma vida imaculada e irrepreensível (1Pd 1.19; 2.22; Hb 7.26).

 

 

 

 

O cordeiro deveria ser observado durante quatro dias a fim de verificar senão tinha defeito (Êx 12.3,6).

(1)    Examinado pelos grupos religiosos. No relato de Mateus 22 do verso 15 ao 46, encontramos Jesus, sendo examinado pelos herodianos, saduceus, escribas e fariseus e nenhum deles conseguiu achar nele nenhum defeito que o incriminasse e eles mesmo ficaram sem condições de responder-lhe nenhuma palavra (Mt 22.46).

(2)  Examinado pelo sumo sacerdote. O cordeiro da Páscoa era submetido a um exame pelos sacerdotes que o julgavam, com base no exame de sua perfeição, apto para ser sacrificado. Caifás queria evidências para o entregar a Pilatos, mas não as encontrou (Jo 18.29).

(3)  Examinado por Herodes e Pilatos. Herodes ao entrevistá-lo não viu nada de errado (Lc 23.7-11). Pilatos por sua vez, após ter examinado Jesus, “…não achou nele crime algum…” (Jo 19.4). Pelo menos três vezes Pilatos declarou que Jesus era inocente (Jo 18.28; 19.4, 6). Sua esposa também viu isso num sonho (Mt 27.19), bem como o soldado que estava ao pé da cruz (Lc 23.47).

O cordeiro foi morto de maneira vicária; seu sangue trouxe livramento e sua carne tornou-se alimento (Êx 12.6,23; 12.8).

Jesus foi morto pelos judeus (Mc 15.11-14; At 2.23,36); o seu sangue foi derramado para nos livrar da ira divina (Rm 3.25; 5.1; 1Ts 1.10); e a sua carne simbolizada no pão da ceia instituída pelo Senhor é alimento (Mt 26.26; Jo 6.51,55).

III – PRINCÍPIOS QUE A IGREJA APRENDE COM A FESTA DA PÁSCOA

 A Páscoa significa libertação. Se esta festa era a festa da libertação, porque então ela foi celebrada antes da libertação propriamente dita? Porque Deus quis ensinar que o sacrifício expiatório, a fé e a nossa obediência precedem a plena libertação, afinal, Israel não estava sendo liberto apenas de Faraó, mas também do Anjo Destruidor. E isto implica que a libertação espiritual sempre precede a física.

  • A Páscoa significa salvação. Observem que a promessa de Deus era que por meio do sacrifício de um cordeiro cada casa era salva do destruidor (Êx 12.3). O Faraó havia dito ao povo hebreu que eles podiam ir, mas sem os seus filhos (Êx 10.8-11) e nisto podemos entender a vontade do Diabo quanto as nossas famílias. Satanás sempre tentará cativar e destruir nossos filhos.
  • A Páscoa significa redenção. As festas eram “sombras das coisas futuras” (Hb 10.1; Cl 2.17), ou seja, elas tipificavam aquilo que, como no caso da Páscoa, um dia tornar-se-ia história na encarnação do E a Páscoa era exatamente uma antecipação figurativa da obra de Jesus no Calvário.

CONCLUSÃO

Concluímos que a Páscoa para os judeus é a memória da ação salvadora de Deus. Para nós, os cristãos, é a recordação da ação redentora de Jesus em favor da humanidade. Cristo é a nossa verdadeira Páscoa, o Cordeiro único e o Sumo Sacerdote por excelência. Seu sacrifício foi definitivo e completo e ilimitado, ou seja, para todos os homens (Jo 3.16).

REFERÊNCIAS

  • MCMURTRY, Grady Shannon. As Festas Judaicas do Antigo Testamento.
  • VAUX, Roland de. Instituições de Israel no Antigo Testamento. Vida
  • STAMPS, Donald C. Bíblia de Estudo Pentecostal. CPAD.

Fonte: http://www.adlimoeirope.com

Uma promessa de Salvação

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4º TRIMESTRE 2017

A OBRA DA SALVAÇÃO

Jesus Cristo é o caminho, a Verdade e a Vida

COMENTARISTA: Claiton Ivan Pommerening

 

LIÇÃO 01 – UMA PROMESSA DE SALVAÇÃO – (Gn 3.9-15)

 INTRODUÇÃO

Neste último trimestre de 2017 estaremos estudando sobre o seguinte tema: “A obra da salvação – Jesus Cristo é o caminho, a verdade e a vida”. Será um estudo profundo sobre uma das mais importantes disciplinas da Teologia Sistemática – a Soteriologia (Doutrina da Salvação). Nesta primeira lição traremos a definição da palavra salvação; veremos que a promessa da vinda do Salvador foi feita logo após a Queda do homem; analisaremos a profecia de Gênesis 3.15 e o seu cumprimento na Pessoa de Jesus; e, por fim, pontuaremos como seu deu a revelação progressiva da salvação.

I – DEFININDO A PALAVRA SALVAÇÃO

A palavra “salvação” ocorre na Bíblia 167 vezes. No AT: 120; e no NT: 47 (JOSHUA, sd, p. 697). No hebraico o verbo “salvar” é “yasha” que significa: “ajudar, libertar, salvar”. No grego o verbo é “sozo” é usado como se dá acerca de: (a) livramento material e temporal do perigo (Mt 8.25; Mc 13.20; Lc 23.35; Jo 12.27; 1 Tm 2.15; 2 Tm 4.18); (b) a salvação espiritual e eterna concedida imediatamente por Deus aos que creem no Senhor Jesus Cristo (At 2.47; 16.31; Rm 8.24; Ef 2.5.8; I Tm 2.4; 2 Tm 1.9; Tt 3.5) ” (VINE, 2002, p. 968). Teologicamente esta palavra significa: “livramento do que aceita a Cristo do poder e da maldição do pecado. Restituição do homem à plena comunhão com Deus” (ANDRADE, 2006, p. 325). A Bíblia destaca que a prerrogativa de salvação é exclusivamente divina (Is 43.11; 45.21; Os 13.4; Tt 1.3). Geisler (2010, p. 157), afirma: “Deus é o autor da salvação, pois apesar de o pecado humano ter a sua origem nos homens, a salvação vem do céu, e tem a sua origem em Deus”. Acerca da salvação devemos destacar que:

  • É uma promessa. Após a tentação e queda do homem no Éden, Deus pronunciou os castigos consequentes da desobediência, mas também fez uma promessa para o casal dizendo: “E porei inimizade entre ti e a mulher, e entre a tua semente e a sua semente; esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar” (Gn 3.15). Nesse texto, Deus prometeu que da semente da mulher um dos descendentes nasceria para esmagar a cabeça da serpente. Tanto Adão quanto seus descendentes firmaram-se nessa palavra profética anunciada pelo próprio Deus. “Esta certeza entrou pelos ouvidos das primeiras criaturas de Deus como uma bendita promessa de redenção” (MOODY, sd, p. 20 – acréscimo nosso).
  • É uma provisão. O Deus que providenciou as árvores alimentícias para o corpo físico de Adão (Gn 1.29; 2.16); uma esposa para suprir as suas necessidades emocionais (Gn 2.18); providenciou-lhe também as necessidades espirituais, quando lhe fez a promessa da vinda do Redentor (Gn 3.15); quando lhe cobriu a nudez (Gn 3.21); quando vedou o acesso a árvore da vida a fim de que o homem não tivesse a sua situação irremediável (Gn 3.22-24). Na presciência divina, a solução para o pecado foi feita mesmo antes da Queda, pois o “Cordeiro foi morto desde a fundação do mundo” (Ap 8).
  • É um ato de amor. A Bíblia não somente afirma que a salvação do homem tem origem em Deus, como também nos mostra que Ele não foi coagido por nada nem por ninguém a tomar essa decisão. Ele resolveu salvar a humanidade motivado unicamente pelo Seu grande amor. É revelado na Escritura que “Deus amou o mundo que deu Seu Filho Unigênito […]” (Jo 3.16); Jesus disse que “ninguém tem maior amor do que este” (Jo 15.13); Paulo afirmou também que Deus provou o Seu amor por nós quando enviou Cristo para morrer em nosso lugar (Rm 5.8); o apóstolo acrescenta ainda o grande amor de Deus excede todo o entendimento (Ef 2.4; 3.19); João, por sua vez, diz que “Deus é amor” (1 Jo 4.8); e que Ele nos amou primeiro (1 Jo 10).

II – A PROMESSA DA SALVAÇÃO EM GÊNESIS 3.15

O texto de Gênesis 3.15 é considerado pela maioria dos teólogos como o “proto euangelion” (primeiro evangelho), pois é a primeira alusão ao advento do Messias para vir redimir a raça humana caída em pecado. Abaixo analisaremos esta profecia pormenorizadamente:

  • O Redentor viria de uma mulher. A primeira coisa de somos informados nessa palavra profética de Gênesis 3.15 é a de que o Messias viria de uma mulher, ou seja, viria em carne. Embora tenha sido a mulher que primeiro pecou (Gn 3.6; 1 Tm 2.14), Deus prometeu que da semente desta mulher viria o Redentor. Isto não significa dizer que o Salvador viria literalmente de Eva, mas de uma mulher descendente de Eva, visto que ela é a progenitora da raça humana (Gn 20).
  • O Redentor viria da semente de uma mulher. A profecia de Gênesis 3.15 também nos revela que o Salvador viria da “semente da mulher”, isto é, do óvulo. Frequentemente é dito na Bíblia que o homem é o portador da semente, isto porque o óvulo feminino é apenas o receptáculo da semente masculina (Sl 18.50; 22.23; 69.36; 105.6). Na verdade, este anúncio profético, está fazendo alusão a concepção virginal, ou seja, de que o Messias viria ao mundo por meio de uma mulher, sem a participação masculina. O profeta Isaías complementa esta informação quando diz: “Portanto o mesmo Senhor vos dará um sinal: Eis que a virgem conceberá, e dará à luz um filho, e chamará o seu nome Emanuel” (Is 14).
  • O Redentor iria ferir a cabeça da serpente. O pecado concedeu legalidade para a atuação do diabo no homem e na criação (1 Jo 3.8-a; Rm 8.20; Hb 2.14). No entanto, a promessa de Gênesis 3.15 fala da semente da mulher dizendo: “[…] esta te ferirá a cabeça […]”, ou seja, o descendente da mulher iria vir para destruir as obras do diabo (At 10.38; 1 Jo 3.8). Tal profecia soou como uma sentença passada ao inimigo. Sabedor disto, a serpente “Satanás” (Ap 12.9) faria de tudo para que o prometido não viesse a terra (Ap 12.4; 2).
  • O Redentor seria ferido pela serpente no calcanhar. Gênesis 3.15 nos mostra que o Messias sofreria, quando viesse a terra para salvar a humanidade caída. A expressão “tu lhe ferirás o calcanhar” faz alusão isto. Está claro que para redimir o homem, a semente da mulher teria que sofrer em seu corpo a penalidade pelos pecados da humanidade: a morte (Ez 18.20; Rm 6.23-a). Satanás influenciou os homens pecadores a que matassem a Jesus (Lc 22.53). No entanto, o ferir do calcanhar é menos danoso que o ferir da cabeça. A respeito desta sentença, Beacon (sd, p. 41) diz: “uma cabeça esmagada que leva à morte é contrastada com um calcanhar esmagado que pode ser curado”.

III – O CUMPRIMENTO DA PROMESSA DE GÊNESIS 3.15 EM JESUS

  • Ele nasceu de uma mulher: a encarnação do Verbo. Os evangelhos e o livro de Atos registram que Jesus nasceu de uma mulher chamada Maria (Mt 1.16; Mc 6.3; Lc 2.34; Jo 2.1; 19.25; At 1.14). O apóstolo Paulo é claro em dizer que “[…] vindo a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher […]” (Gl 4).
  • Ele nasceu de uma mulher virgem: a concepção virginal do Verbo. A profecia dizia o Messias viria da semente da mulher”, indicando claramente que o homem não teria participação. Os evangelistas registraram que Jesus foi concebido por onde do Espírito Santo no ventre de Maria, como nos mostra Mateus “[…] o nascimento de Jesus Cristo foi assim: Estando Maria, sua mãe, desposada com José, antes de se ajuntarem, achou-se ter concebido do Espírito Santo” (Mt 1.18). Lucas de igual forma relata este fato (Lc 1.26-37), inclusive o questionamento de Maria, que ao saber que teria um filho questionou como se daria isto, visto que era virgem (Lc 1.34). O anjo que lhe foi enviado explicou que a concepção da criança se daria no ventre de Maria de forma sobrenatural (Lc 1.35), “porque para Deus nada é impossível” (Lc 37).
  • Ele esmagou a cabeça de serpente: a Vitória do Verbo. Jesus triunfou da astuciosa serpente em todas as tentações que sofreu (Mt 4.1-11; 16.23), e o ponto culminante dessa vitória foi na cruz do Calvário (Cl 2.15). O escritor da Epístola aos Hebreus nos diz que “visto como os filhos participam da carne e do sangue, também ele participou das mesmas coisas, para que pela morte aniquilasse o que tinha o império da morte, isto é, o diabo” (Hb 2.14). Um dia todas as coisas estarão debaixo dos seus pés (Sl 110.1; Rm 16.20; 1 Co 15.24-27; At 2.35; Hb 13).
  • Ele foi ferido no calcanhar pela serpente: o sofrimento do Verbo. Tanto estava prevista a vinda do Redentor como o seu sofrimento vicário (Gn 3.15; Sl 22.1-31; Is 53.1-12). Esmagar a cabeça da serpente custaria a Jesus ser ferido no calcanhar, ou seja, experimentar a morte física (Hb 2.14). Mesmo ciente deste sofrimento (Mt 17.23; 20.19; 26.2; Mc 10.34; Lc 18.33; 24.7), Ele consumou a obra (Mt 26.39; Jo 17.4; 19.30; Hb 26).

IV – A BÍBLIA E A REVELAÇÃO PROGRESSIVA DA SALVAÇÃO 

ASSUNTO

REFERÊNCIAS BÍBLICAS

A salvação prometida

Gn 3.15; Is 12.3; 25.9; 51.5; 52.10; 56.1; 61.10; Ml 4.2

A salvação tipificada

a) Na festa da Páscoa: Êx 12.1-13; 1 Co 5.7; b) Nos sacrifícios: Lv 1.1-17; Jo 1.29; Hb 7.26,27; 1 Pe 1.19; c) Na provisão de salvação física: Nm 21.6-8; Jo 3.14.15

A salvação enviada

Lc 2.11; Jo 3.16,17; At 28.28; Gl 4.4; 1 Tm 1.15; 1 Jo 4.9,10,14

A salvação garantida

At 4.12; 5.31; Hb 9.26; 1 Pe 3.18

A salvação aplicada

Mc 16.15; Rm 10.9; At 16.15; Ef 2.8

A salvação explicada

At 2.22-38; 3.13-26; Rm 3.21-24; 2 Co 5.18-21; Ef 2.1-10; 1 Tm 1.15; Tt 2.11-14

A salvação consumada

Jo 19.30; Hb 9.28; 1 Pe 1.5; Ap 12.10; 19.1

CONCLUSÃO

A salvação do homem foi providenciada por Deus antes da fundação do mundo, anunciada no Éden e enviada na plenitude dos tempos. Na cruz, Jesus consumou o plano salvífico de Deus em prol de toda a humanidade caída.

REFERÊNCIAS

  • ANDRADE, Claudionor de. Dicionário TeológicoCPAD.
  • GEISLER, Norman. Teologia Sistemática. Vol. 02.
  • MOODY, D. Comentário Bíblico de João. PDF.
  • OLIVEIRA, Oséias Gomes. Concordância Bíblica Exaustiva Joshua. 03. CENTRAL GOSPEL.
  • STAMPS, Donald Bíblia de Estudo Pentecostal. CPAD.
  • VINE, W.E, et al. Dicionário Vine.

Fonte: http://www.adlimoeirope.com

Sobre a família e a sua natureza

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3º TRIMESTRE 2017

A RAZÃO DA NOSSA FÉ

Assim cremos, assim vivemos

COMENTARISTA: Ezequias Soares

 LIÇÃO 13 – SOBRE A FAMÍLIA E A SUA NATUREZA – (Gn 2.18-24)

 INTRODUÇÃO

Nesta lição traremos a definição de família; veremos o que a Bíblia nos diz acerca da gênese da família; falaremos ainda dos propósitos de Deus com a família; pontuaremos os ataques que esta instituição tem sofrido e o que devemos fazer para proteger a nossa família contra os ataques de Satanás.

I  – DEFINIÇÃO DE FAMÍLIA

A nossa confissão de fé (2017, p. 203) diz que: a família é uma instituição criada por Deus, imprescindível à existência, formação e realização integral do ser humano, sendo composta de pai, mãe e filho (s) – quando houver – pois o Criador, ao formar o homem e a mulher, declarou solenemente: “Portanto, deixará o varão o seu pai e a sua mãe e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne” (Gn 2.24). Deus criou o ser humano à sua imagem e semelhança e os fez macho e fêmea: “E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou” (Gn 1.27), demonstrando a sua conformação heterossexual. A diferenciação dos sexos visa à complementaridade mútua na união conjugal (1Co 11.11), essa complementariedade mútua necessária à formação do casal e à procriação. Reconhecemos preservada a família, quando, na ausência do pai e da mãe, os filhos permanecerem sob os cuidados de parentes próximos (Et 2.7,15; 1 Tm 5.16). Rejeitamos o comportamento pecaminoso da homossexualidade por ser condenada por Deus nas Escrituras, bem como qualquer configuração social, que se denomine família, cuja existência se fundamente em prática, união ou qualquer conduta que atente contra a monogamia e a heterossexualidade consoante o modelo estabelecido pelo Criador e ensinado por Jesus (Mt 19.6).

II  – A GÊNESE DA FAMÍLIA

O livro do Gênesis além de falar do início de várias coisas, dentre elas a gênese (início) da família (Gn 1.26,27). Vejamos algumas considerações sobre isto:

  • Deus fez o homem e a mulher A Bíblia é clara em dizer que tanto o homem quanto a mulher foram feitos por Deus (Gn 1.27); que ambos tem a “imagem e semelhança de Deus”; e, que a ambos foi dada a mesma ordem em relação a terra “e sujeitai-a; e dominai sobre os peixes do mar e sobre as aves dos céus, e sobre todo o animal que se move sobre a terra” (Gn 1.28).
  • Deus abençoou, os casou e ordenou que se multiplicassem. Ao criar a mulher, Deus trouxe-a a Adão e fez o casamento (Gn 2.22-24). Portanto, “o casamento é uma criação de Deus”. É dito também que Deus os abençoou (Gn 1.28-a). A palavra “abençoou” do verbo “abençoar” no hebraico é “beraka” que significa: “o ato de conceder verbalmente boas coisas” (HARRIS, 2001, p. 221). Esta bênção sobre o casal significa: “Deus voltar inteiramente o Seu rosto de modo favorável para o beneficiário” (KIDNER, 2001, p. 49). Em seguida o Senhor ordenou que eles se multiplicassem: “E Deus os abençoou, e Deus lhes disse: Frutificai e multiplicai-vos, e enchei a terra, e sujeitai-a; e dominai sobre os peixes do mar e sobre as aves dos céus, e sobre todo o animal que se move sobre a terra” (Gn 1.28).
  • Distinções entre o homem e a mulher. Além de diferenças genéticas, fisiológicas e emocionais, existem distinções de papéis e diferenças funcionais entre o homem e a mulher, que foram estabelecidas pelo próprio Criador (Gn 2.15,18). Deus estabeleceu que no casamento o homem fosse o cabeça da relação. A confirmação específica pelo Senhor da liderança de Adão se pode ver claramente no fato de: o homem ter sido feito primeiro (Gn 1.26); porque lhe foi dada a tarefa de lavrar a terra (Gn 2.15); de nomear os animais (Gn 2.19,20); ele próprio nomeou a esposa (Gn 2.23); e, foi chamado a responsabilidade quando pecou (Gn 3.9-12). Geisler (2010, p. 940) diz: “a ordem de autoridade no lar e na Igreja está baseada no fato e ordem da criação”. Quanto a mulher, a Bíblia destaca que ela foi criada por causa do homem (1Co 11.8,9). O ideal divino ao criá-la era de que por meio dela: (a) proporcionar companhia (Gn 2.18); (b) ajudá-lo nas suas tarefas (Gn 1.28); e, (c) gerasse filhos (Gn 1.27,28). Provérbios descreve a mulher virtuosa como uma dona de casa inteligente, sob a autoridade de seu marido (Pv 31.10-31). Paulo e Pedro ensinam que a mulher deve reconhecer a liderança do marido em submissão (Ef 5.22; Cl 3.18; 1Pe 3.1), e, exigem dos maridos amor sacrificial e respeito para com a sua esposa (Ef 5.25; Cl 3.19; 1 Pe 3.7). Os indivíduos que abandonaram de modo claro e específico os papéis estabelecidos por Deus para cada sexo tiveram resultados desastrosos, que culminaram na ruína da família. “Igualdade, distinção, complementaridade e submissão precisam ser mantidos em equilíbrio delicado” (KOSTENBERGER, 2011, p. 32).

III – OS PROPÓSITOS DE DEUS COM A FAMÍLIA

Deus criou a família com propósitos sublimes, para o indivíduo e para toda a humanidade. O Pr. Elinaldo Renovato no livro: “A família cristã e os ataques do inimigo” (2013, p. 08) pontua pelo menos quatro propósitos. Vejamos:

  • Evitar a solidão. Quando Deus se propôs a criar a mulher, fez pensando em oferecer-lhe uma companhia (Gn 18.22; Pv 18.22). A mulher foi criada para ser a amável companheira do homem e sua ajudadora. Daí ela ser participante da responsabilidade de Adão e com ele cooperar no plano de Deus para a vida dele e da família por meio do casamento.
  • Bem-estar social. O homem é um ser gregário por natureza. A palavra “gregário” significa: “que vive em bando” (AURÉLIO, 2004, p. 1004). Ele sente a necessidade de viver em grupo, de socializar-se. Desde o princípio, Deus fez uma comunidade de “macho e fêmea” e lhes disse que multiplicassem a sua espécie em uma comunidade maior (Gn 1.27,28).
  • Bem-estar emocional. Marido e mulher complementam-se em suas necessidades emocionais (Gn 2.23). Nos momentos alegres, compartilham seus sentimentos de felicidade (Pv 5.18). Nos momentos tristes ou difíceis, ajudam-se mutuamente, impulsionados pelo amor conjugal. Pais e filhos, vivendo em família, sentem-se mais seguros do que pessoas que vivem solitárias: “Deus faz que o solitário viva em família […]” (Sl 68.6).
  • A multiplicação da espécie. Quando os fez macho e fêmea, Deus tinha o propósito de tornar possível a reprodução do gênero humano (Gn 1.28-a), visto que dois iguais não se reproduzem, por isso a prática homossexual é vista na Bíblia como uma abominação (Lv 18.22); e, algo antinatural (Rm 1.26,27). Portanto, “o princípio da heterossexualidade estabelecido na criação, continua a ser parte integrante do plano de Deus para o casamento” (KOSTENBERGER, 2011, 40 – acréscimo nosso).

IV – OS ATAQUES PÓS MODERNOS A FAMÍLIA

A palavra ataque refere-se a todo o investimento de Satanás por meio da educação, do sistema político, da sociedade sem Deus e etc, contra a família (2 Co 10.4-5; Cl 2.8; Tg 3.15). Vejamos alguns:

  • Incentivo ao divórcio. A mídia tem dado grande incentivo a prática do divórcio, consequentemente tornando-o prática comum na sociedade. O princípio da “indissolubilidade do casamento” tem sido quebrado em grande escala a cada ano, evidenciando a falta de temor a Deus e do verdadeiro amor e respeito que deve existir entre os casais. A natureza indissolúvel do casamento vem desde a sua origem (Gn 2.24). Jesus disse que esse registro bíblico fala da indissolubilidade do casamento (Mt 19.5,6). O Mestre disse que somente a infidelidade pode legitimar um segundo casamento, o contrário configura em adultério (Mt 19.9). É bom destacar que Jesus nunca estimulou ou encorajou o divórcio. Portanto, o divórcio não deve ser a primeira opção no caso de infidelidade conjugal, mas o perdão (Mt 18.21-35; Lc 17.4).
  • A impureza no leito conjugal. Desde a Queda, o sexo e a sexualidade têm sido deturpados. Por meio da mídia escrita, televisiva e até de alguns ensinadores que se levantaram no cenário nacional, têm havido um ensinamento deturpado do ato conjugal com práticas impuras e inconvenientes, sob o lema de que “dentro de quatro paredes vale tudo”. A Escritura, porém, nos mostra que o sexo foi criado por Deus com propósitos elevados, saudáveis e benéficos para o ser humano, e por isso reprova severamente práticas sexuais corrompidas, tais como: (a) adultério (Êx 20.14; Dt 5.18; Mt 5.27; Rm 13.9); e, (b) outras perversões, que são próprias daqueles que não temem a Deus (Êx 20.17; 1 Co 6.19,20; 1 Pe 3.7; Hb 13.4).
  • A falta de espiritualidade. Em alguns lares a espiritualidade da família está entrando em crise (Mt 24.12). A frieza e a mornidão espiritual têm impedido que os membros da família vivam em comunhão com Deus (Ap 3.15,16). Isto se dá pelo fato de alguns lares, darem pouca importância a oração, adoração e a leitura bíblica no seio Todavia, a Bíblia nos mostra o que devemos priorizar (Mt 6.33; Cl 3.1).

V – PROTEGENDO A FAMÍLIA CONTRA OS ATAQUES DE SATANÁS

Não podemos evitar que nossa família sofra investidas do diabo, mas podemos proteger a nossa família das suas astutas ciladas (Ef 6.10,11). Vejamos como podemos proteger nossa família:

  • Santificando o lar (Lv 20.26; 2 Co 7.1; 1 Ts 7);
  • Praticando o culto doméstico regularmente (Dt 7-9);
  • Mantendo uma vida de oração e jejum (Rm 12.12; Cl 4.2; 1 Ts 17);
  • Ensinando a Palavra de Deus no lar (Pv 22.6; At 42);
  • Frequentando os cultos no templo assiduamente (2 Cr 7.15,16; Sl 1);
  • Vigiando em todo tempo (At 20.31; 1 Co 16.13; Cl 4.2; 1 Ts 6.10; 1 Pe 5.8).

CONCLUSÃO

Deus fez o homem e a mulher e os casou formando a família. Portanto, a família é a primeira instituição divina e a célula-mãe da sociedade. Ela foi criada por Deus para o bem-estar emocional, social e reprodução da espécie humana.

REFERÊNCIAS

  • FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda. Novo Dicionário da Língua Portuguesa.
  • KOSTENBERGER, Andreas J. com JONES,
    • Deus Casamento e Família. VIDA NOVA.
  • KIDNER, Derek. Gênesis: introdução e comentário. CULTURA BÍBLICA.
  • RENOVATO, A Família Cristã e os ataques do inimigo.
  • SILVA, Esequias Soares da (Org.). Declaração de Fé das Assembleias de Deus.
  • STAMPS, Donald C. Bíblia de Estudo

Fonte: http://www.adlimoeirope.com

Proxima Lição

Tema: A Obra da Salvação – Jesus Cristo é o Caminho, a Verdade e a Vida

Comentarista: Pr. Claiton Ivan Pommerening

SUMÁRIO:
Lição 01 – Uma Promessa de Salvação
Lição 02 – A Salvação na Páscoa Judaica
Lição 03 – A Salvação e o Advento do Salvador
Lição 04 – Salvação: O Amor e a Misericórdia de Deus
Lição 05 – A Obra Salvífica de Jesus Cristo
Lição 06 – A Abrangência Universal da Salvação
Lição 07 – A Salvação pela Graça
Lição 08 – Salvação e Livre-Arbítrio
Lição 09 – Arrependimento e Fé para a Salvação
Lição 10 – O Processo da Salvação
Lição 11 – Adotados por Deus
Lição 12 – Perseverando na Fé
Lição 13 – Glorificados em Cristo
Lição 14 – Vivendo com a Mente de Cristo

O mundo vindouro

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3º TRIMESTRE 2017

A RAZÃO DA NOSSA FÉ

Assim cremos, assim vivemos

COMENTARISTA: Ezequias Soares

LIÇÃO 12 – O MUNDO VINDOURO – (Ap 21.1-5)

INTRODUÇÃO

Nesta lição que diz respeito ao Mundo Vindouro, veremos alguns fatos que antecedem a esse evento escatológico; será destacado também, a descrição bíblica do Novo Céu e a Nova Terra; e por fim, indicaremos algumas características da Nova Jerusalém.

I – ALGUNS FATOS QUE ANTECEDEM O MUNDO VINDOURO

Ainda que a Bíblia não ofereça muitos detalhes a respeito do Estado Eterno, assunto pertencente a Escatologia bíblica, ela oferece informações suficientes sobre a esperança vindoura. A Declaração de Fé das AD, assim declara sobre o Mundo Vindouro: “Cremos, professamos e ensinamos que existe um mundo vindouro para os salvos e para os condenados, e que depois do Milênio virá o Juízo Final, conhecido como o Grande Trono Branco” (Ap 20.11) (2017, p. 195 – grifo nosso). Vejamos alguns eventos que ocorrerão antes do Mundo Vindouro:

  • O Milênio. O Milênio é o maravilhoso reinado de Cristo na terra por mil anos (Ap 20.1-6). Jesus reinará sobre todas as nações. Seu reino será literal e universal, pois, todos os reinos do mundo estarão sob o senhorio de Cristo. Israel será uma bênção para o mundo (Is 26.7). Jerusalém será a sede do governo mundial (Is 2.3; 60.3; 66.2; Jr 3.17). De Jerusalém sairão, tanto as diretrizes religiosas como as leis civis para o mundo. Neste período, a vida humana será prolongada como no princípio da história humana e haverá abundância de saúde para todos (Is 65.20,22; Zc 8.4). Haverá muita fertilidade no gênero humano, nos é dito que as praças da cidade se encherão de meninos e meninas, que nelas brincarão (Zc 8.5). Os óbitos serão reduzidos (Is 65.20). Haverá também mudanças no reino animal, e até a ferocidade deles será removida e eles não mais atacarão ao homem e nem uns aos outros (Is 11.6-8; 25).
  • A Ressurreição dos ímpios. Está em foco aqui todos os mortos não salvos de todas as épocas, que ressurgirão em corpo para serem julgados. Destacamos porém, que: “ficarão de fora desse juízo os crentes provenientes da era da Igreja e os mártires da Grande Tribulação, pois eles serão parte do Reino de Cristo e estarão com o corpo glorificado. Mas ‘os outros mortos’, aqueles que não fizeram parte da primeira ressurreição”. “Mas os outros mortos não reviveram, até que os mil anos se acabaram” (Ap 20.5), serão ressuscitados nessa ocasião para julgamento” (Declaração de Fé das AD, p. 195 – grifo nosso) (Ap 20.12). Esta é a ressurreição que se referiu o profeta Daniel: “E muitos dos que dormem no pó da terra ressuscitarão, uns para vida eterna, e outros para vergonha e desprezo eterno” (Dn 12.2).
  • O Juízo Final. A Bíblia diz que o Juízo Final é o julgamento que acontecerá logo após o Diabo ser sentenciado e lançado no lago de fogo (Ap 20.10). Assim, João o descreve: “E vi um grande trono branco, e o que estava assentado sobre ele, de cuja presença fugiu a terra e o céu; e não se achou lugar para eles” (Ap 20.11). Este acontecimento é totalmente diferente da primeira ressurreição com os justos, pois nele serão submetidos apenas os ímpios. O Juízo Final tem como objetivo retribuir a cada um pelos seus feitos (Ap 13). Sem dúvida alguma, o juízo de Deus será imparcial (Dt 10.17; 2Cr 19.17; Ap 20.12). Ele julgará cada um segundo as suas obras, e por isto, no inferno haverá também diferentes graus de sofrimentos (Mt 10.15; 11.22,24; Lc 10.12,14; Hb 10.29). Será levado em consideração as obras, feitos, motivos, memórias e consciências, confrontando tudo com o que está escrito em cada livro (Jo 12.48; Ap 20.12,15).

II  – UM NOVO CÉU E UMA NOVA TERRA

É a realidade que passará a existir após a consumação de todas as coisas pertinentes à dimensão material (Is 65.17; 66.22; 2Pd 3.7-10; Ap 21.1-3). A Bíblia não é explícita se os Novos Céus e Terra serão o resultado do reaproveitamento dos atuais. Em torno do assunto, há muita especulação. De uma coisa, porém, tenhamos certeza: os Novos Céus e a Nova Terra serão uma realidade já antevista (Is 66.22). Segundo depreendemos de Apocalipse 21.2, os novos céus estarão interligados à Nova Terra, formando um todo harmonioso e sem igual. Será uma realidade jamais sonhada pelo ser humano. Uma realidade tão superior a esta dimensão (1Co 2.9). A Nova Terra será apropriada para a presença de Deus (ANDRADE, 2006, p. 118). Chegará de fato o fim do mundo (2Pd 3.7,10-12), que ensejará um novo início, o começo do “dia da eternidade” (Lc 20.35; 2Pd 3.18; Ap 21-22). Nos Novos céus e Nova Terra (Ml 4.1; 2Pd 3.7,10), o pecado terminará o seu curso. Os salvos já estarão glorificados e os perdidos estarão no seu lugar, no Inferno. Céus e terra serão renovados e tornar-se-ão como eram no princípio no Éden antes da Queda (Gn 2.8). Então, Deus será tudo em todos (1Co 15.28), e para sempre continuará o eterno e perfeito estado e todas as coisas terão sido restauradas (At 3.21; Dn 7.18). As infinitas belezas celestiais, começarão a ser conhecidas: “Mas, como está escrito: As coisas que o olho não viu, e o ouvido não ouviu, E não subiram ao coração do homem, são as que Deus preparou para os que o amam” (1Co 2.9) (GILBERTO, 2007, p. 103).

III  – A NOVA JERUSALÉM, A CIDADE CELESTE

Em adição a estas duas esferas de habitação: “o Novo céu e a Nova Terra” há uma cidade que três vezes é dita descer de Deus, do céu (Ap 3.12; 21.2,10). A conclusão natural é que, de algum modo, essa cidade é separada do Novo céu do qual ela desce. Após o Juízo Final do Grande Trono Branco, o universo dará lugar a esta nova realidade (2Pd 3.13; Mt 5.5), na qual haverá uma Santa Cidade (Hb 12.22; Ap 21.1-3), e ali Deus será tudo em todos (1Co 15.28). A esperança do cristão não está voltada para a Jerusalém terrestre, mas, para a celestial (Fp 3.20; Hb 11.13-16; 12.22) . Lá não existirá mais maldição (Ap 22.3; 21.4,27) (PENTECOST, sd, p. 568). Notemos algumas características desta cidade:

  • A Nova Jerusalém é santa (Ap 21.2,10). A palavra para “santa” no grego é “hagios” que é da mesma raiz de “hagnos” que significa fundamentalmente “separado”. Nesta cidade não haverá pecado, pois há uma separação do santo e do profano (Ap 21.2; 22.15). Nesta cidade não haverá ódio, violência, maldade nem corrupção, pois nela não entrará pecado, pois há uma separação do santo e do profano, nem coisa alguma que contamine (Ap 21.27). A Bíblia é enfática ao dizer que ficarão de fora os feiticeiros, os que se prostituem, os homicidas, os idólatras e todos os que amam e cometem a mentira (Ap 22.15); mas, estará nela: “[…] somente os que estão inscritos no livro da vida do Cordeiro” (Ap 21.27). Esta, sem dúvida, é uma das principais características desta cidade. Desde que o pecado entrou no mundo (Gn 3.1-7), o homem sofre suas consequências. Mas, no futuro, estaremos, enfim, livres da presença do pecado, bem como de toda e qualquer tentação.
  • A Nova Jerusalém tem a glória de Deus (Ap 11). A palavra para glória no grego é “Doxa” que é aplicada para descrever a natureza de Deus em sua revelação, ou seja, o que Ele essencialmente é e faz (Jo 17.5,24; Ef 1.6,12,14; Hb 1.3; Rm 6.4; Cl 1.11; 1Pd 1.17; 5.1; Ap 21.11). Já a palavra grega “Doxazõ” significa: “magnificar, engrandecer, atribuir honra, exaltar”. (Mt 5.16; 9.8; 15.31; Rm 15.6,9; Gl 1.24; 1Pe 4.16). Glória e esplendor é um termo bíblico muito comum para identificar a presença de Deus (Êx 16.10; Lv 9.23; Nm 14.10; 2Cr 7.1,2; Ez 43.4,5). Esta cidade será o tabernáculo de Deus com os homens (Ap 21.3). O tabernáculo, como sabemos, era a tenda em que permanecia a glória de Deus, e onde, no deserto, o povo se reunia para, através de sacrifícios e sacerdotes, aproximar-se de seu Criador (Êx 25.8). Mas, na Nova Jerusalém, o próprio Deus estará com os homens, ou seja, o que no passado era sombra, nesta cidade será realidade (Hb 8.5).
  • A Nova Jerusalém tem iluminação própria (Ap 11). A luz desta cidade é semelhante a uma pedra preciosa. Iluminada pela glória de Deus, sua luz tem a resplandecência do jaspe. Quando o apóstolo João tentou descrever o brilho da cidade, ele o comparou com uma pedra, mas não uma pedra qualquer, e sim, uma pedra preciosíssima como um cristal resplandecente, ou um diamante. Não haverá mais templo, sol, lua e noite (Ap 21.22,23; 22.5). A existência de algum astro não fará sentido, pois a glória de Deus a tem iluminado, e o Cordeiro é a sua lâmpada (Ap 21.23), ou seja, ela não necessita de luz natural ou artificial, pois, o próprio Cristo a ilumina.
  • A Nova Jerusalém tem dimensão e arquitetura própria (Ap 21.12-14,16). A cidade possui um grande e alto muro com doze portas sendo três de cada lado. João diz ainda que em cada portão há a gravação do nome de uma das doze tribos de Israel (Ap 21.12), e nos fundamentos dos muros estão os nomes dos doze apóstolos (Ap 21.14), o que nos leva a entender que nesta cidade estará a Igreja do Senhor Jesus, que está fundamentada na doutrina dos profetas e apóstolos (Ef 2.20), e que é composta, tanto por judeus como por gentios. O seu arquiteto e construtor é o próprio Deus (Hb 11.10). A cidade é quadrangular: comprimento, largura e altura iguais, ou seja, doze mil estádios de comprimento, de largura e de altura, o que equivale a aproximadamente 2.200 km de comprimento, de largura e de altura (Ap 21.16-21). É uma gigantesca cidade, equivalente a ir de São Paulo a Aracaju, ou quase a metade do continente norte-americano. A grandeza dessa cidade assegura lugar para todos.
  • A Nova Jerusalém tem um tipo de material próprio (Ap 21.18). O livro do Apocalipse traz muitas alusões ao ouro (Ap 1.12, 13, 20; 2.4; 3.18; 4.4; 5.8; 8.3; 9.7, 13, 20; 14.14; 15.6, 7; 17.4; 18.12, 16; 21.15, 18, 21). Em relação à cidade tudo nos leva a crer que o ouro ali descrito refere-se a um material desconhecido aqui na terra, de qualidade infinitamente superior, e que é descrito como ouro apenas para que possamos ter a ideia da beleza que está reservada para os salvos no futuro.
  • A Nova Jerusalém tem um reino próprio (Ap 22.5). O reino de Cristo não está limitado a mil anos, pois, Ele reinará para sempre (2Sm 7.13,15; Lc 1.32,33; Ap 11.15). O reino milenar se funde com o reino eterno, e então os santos são descritos reinando não apenas por mil anos, mas, continuam a reinar pela eternidade (Sf 3.20) (PENTECOST, sd, p. 573).

CONCLUSÃO

Uma das mais belas descrições do livro do Apocalipse é dos “Novos Céus e Nova Terra”, bem como da “Nova Jerusalém”. Apesar de ainda não podermos vê-la, guardamos em nosso coração a certeza de que em breve não só a contemplaremos, mas, também, habitaremos nesta cidade, com o Senhor Jesus, por toda a eternidade.

REFERÊNCIAS

  • ANDRADE, Claudionor de. Dicionário Teológico.
  • PENTECOST, Dwight. Manual de Escatologia: Uma análise detalhada dos eventos futuros. VIDA
  • SILVA, Esequias Soares da (Org.). Declaração de Fé das Assembleias de Deus.
  • STAMPS, Donald C. Bíblia de Estudo Pentecostal.

Fonte: http://www.adlimoeirope.com

 

A segunda vinda de Cristo

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3º TRIMESTRE 2017

A RAZÃO DA NOSSA FÉ

Assim cremos, assim vivemos

COMENTARISTA: Ezequias Soares

LIÇÃO 11 – A SEGUNDA VINDA DE CRISTO – (1 Ts 4.13-18 ; Lc 21.25-27)

INTRODUÇÃO

Nesta lição, traremos a definição teológica e bíblica da palavra Arrebatamento; pontuaremos o que diz a Declaração de Fé das Assembleias de Deus sobre este assunto; analisaremos quais os sinais que antecedem este evento escatológico; pontuaremos alguns elementos atrelados a este rapto da Igreja; estudaremos as principais diferenças entre as duas fases deste acontecimento; e por fim, concluiremos mostrando algumas características do Arrebatamento da Igreja.

I – O QUE É A SEGUNDA VINDA DE CRISTO

A Segunda Vinda de Cristo é um evento a ser realizado em duas fases. A primeira é o arrebatamento da Igreja, antes da Grande Tribulação (1Ts 1.10; 5.9), momento este em que nós, “os que ficarmos vivos, seremos arrebatados(1Ts 4.17); a segunda fase é a sua vinda em glória, depois da Grande Tribulação e visível aos olhos humanos: “Eis que vem com as nuvens, e todo olho o verá […]” (Ap 1.7). Nessa vinda gloriosa, Jesus retornará com os santos arrebatados da terra: “na vinda de nosso Senhor Jesus Cristo, com todos os seus santos(SOARES, 2017, pp. 185,186 – grifo nosso). Vejamos:

  • A primeira fase da segunda vinda. Esta fase destina-se à Igreja e será invisível, e é chamada de “encontro” ou “arrebatamento” (1Ts 17). Nesta ocasião ocorrerá a ressurreição dos que morreram em Cristo (1Ts 4.16); os crentes vivos serão transformados. Seus corpos se revestirão de imortalidade (1Co 15.51,53) e tanto os crentes ressurretos como os que foram transformados, serão arrebatados para encontrar-se com Cristo nos ares (1Ts 4.17). A palavra arrebatamento deriva da palavra no grego “harpazo” e significa: “raptar”, “levar com ímpeto”, “arrancar”, “resgatar”, “tirar”, “retirar um objeto com força e rapidez inesperada” (VINE, 2002, p. 862).
  • A segunda fase da segunda vinda. Esta fase acontecerá sete anos depois do arrebatamento, ou seja, após a Grande Tribulação. O regresso de Cristo, desta vez, será visível e glorioso e todos verão a Jesus (Zc 12.10; 13.1,2; 14.3,4; Mt 24.30; 26.64; Ap 1.7). Seu primeiro toque a este mundo será no Monte das Oliveiras, como está escrito pelo profeta Zacarias (14.14) e Cristo virá acompanhado com os seus santos e com os anjos (Mt 25.31; Ap 11-16).

II – A IMPORTÂNCIA DA DOUTRINA DA SEGUNDA VINDA DE CRISTO

A Segunda Vinda de Jesus se dará em duas etapas, separadas por um período de 7 anos. Esse período lá no céu é conhecido como as “Bodas do Cordeiro”, enquanto aqui na Terra ocorrerá a “Grande Tribulação”. O Arrebatamento pré- tribulacional ensina que, antes do período de sete anos conhecido como Grande Tribulação, todos os membros do corpo de Cristo (tanto os vivos quanto os mortos) serão arrebatados nos ares para o encontro com Jesus Cristo rumo aos céu.

  • Sua preeminência nas Escrituras. Só NT se refere de maneira direta ao segundo advento de Cristo, mais de 300 vezes. Um em cada vinte e cinco versículos do NT trata da Segunda Vinda de Jesus. Paulo refere-se ao evento umas 50 vezes. Alguém já disse que a segunda vinda é mencionada oito vezes mais do que a primeira. Epístolas inteiras (1 e 2 Tessalonicenses) e capítulos inteiros (Mateus 24 e Marcos 13) são dedicados ao assunto (THIESSEN, 2006, p. 317).
  • É uma chave para a compreensão das Escrituras. A doutrina bíblica, como um todo seria simplesmente ininteligível, caso fosse estudada separadamente das promessas referentes à Segunda Vinda de Cristo. Muitas tipos das Escrituras perdem seus aspectos mais atraentes se não forem vistos à luz da volta de Cristo (At 3.19-24; Mt 16.27; Jo 14.3; Tg 5.8; Hb 10.37) (THIESSEN, 2006, p. 317).
  • É a esperança da Igreja. Paulo fala do retorno de Cristo como a esperança da Igreja. Ao contrário duma esperança escapista, a esperança da Igreja quanto à volta de Jesus, é o testemunho altaneiro (que permanece nas alturas) de que o nosso porvir jaz além dos limites das esperanças e possibilidades deste mundo divorciado de Deus. Este será: pessoal e corporal (At 1.11); visível (Ap 1.7; Mt 24.26 e 27; 1 Jo3. 2,3); e, iminente (Lc 28).
  • É incentivo para o viver cristão. A vinda do Senhor é nos apresentada como a grande esperança da Igreja (At 23.6; 26.6-8; Rm 8.20,25; 1Co 15.19; Gl 5.5; Tt 2.13; 1Pd 1.2,3; 2Pd 9-13).

III – CARACTERÍSTICAS DA SEGUNDA VINDA DE CRISTO

  • Antes do Arrebatamento. Ninguém sabe o dia do Arrebatamento da Igreja, só é possível saber que o evento é iminente, pois os sinais se identificam no decorrer da história. Lembremos sempre das palavras de Jesus: Não vos pertence saber os tempos ou épocas que o Pai estabeleceu pelo seu próprio poder” (At 1.7). O arrebatamento da Igreja reunirá os que morreram em Cristo e permaneceram fiéis até a morte (Ap 10; 1Ts 5.23; 1Ts 4.13). Vejamos alguns sinais que antecedem o Arrebatamento:
    • O aparecimento dos falsos “Cristos” (Mt 24.5; Mc 13.6; Lc 8);
    • O aparecimento de nação contra nação (Mt 24.7; Mc 13.8; Lc 10);
    • O aumento de fomes e grandes misérias (Mt 24.7; Mc 13.8; Lc 11);
    • O aumento de guerras e rumores de guerras (Mt 24.6; Mc 13.7; Lc 9);
    • O aumento de terremotos (Mt 24.7; Mc 13.8; Lc 11);
    • O aumento de epidemias; coisas espantosas e sinais nos céus (Lc 11).
  • Depois do Arrebatamento. Todo o plano de aliança com Israel, ainda não cumprido, torna obrigatória a segunda vinda do Messias à terra. O princípio do cumprimento literal torna o retorno de Cristo essencial. A Bíblia descreve vários eventos antecedem a segunda vinda de Cristo em Glória, e entre eles podemos pontuar alguns. Vejamos:
    • A abertura de sete selos, sete trombetas e sete cálices (Ap 6.1-8.5; 8. 6-11.19; 1-21);
    • Perseguição e mortes para Israel e os gentios que se converterem neste período (Ap 6.9-11; 7.9-14; 7);
    • Deus usará o sofrimento para preparar a nação de Israel (Dt 4.30, Jr 30.7; Ez 20.37; Dn 12.1; Zc 8,9);
    • O aparecimento das 144 mil judeus, doze mil de cada tribo de Israel com exceção da tribo de Dã (Ap 4-8);
    • O aparecimento das duas Testemunhas que serão dois profetas levantados por Deus (Ap 3-14);
    • O aparecimento do Anticristo que é a besta que emerge do mar (Ap 13.1-4, 16,17 ver Dn 7.8,25; 25);
    • O aparecimento do Falso Profeta que é a besta que emerge da terra (Ap 11-15);
    • A segunda vinda de Cristo em glória (Jd 14; Zc 14.5; Ap 14).

IV – CARACTERÍSTICAS DO ARREBATAMENTO

Podemos dizer que os propósitos do Arrebatamento são: a) Livrar a igreja da Grande Tribulação (Ap 3.10; 1Ts 1.10); b) Tratar com Israel (Jr 30.11; Ez 20.37-38; Dn 9.24; Os 2.14; 6.1-3); c) Cumprir o estágio final na vida dos salvos na glorificação do corpo (1Co 15.42-44; 51-53); e, d) Recompensar os salvos por seu trabalho prestado na terra (1Co 3.12-15; 1Jo 4.17; Hb 10.30-b). Vejamos então algumas características do Arrebatamento da Igreja:

  • Uma promessa consoladora. Segundo o dicionário Houaiss (2001, p. 811) consolar é: “aliviar a dor, o sofrimento, a aflição (de outrem ou a própria), com palavras, recompensas, promessas”. A promessa do Arrebatamento aparece nas Escrituras, trazendo uma consolação para a Igreja (Jo 14.1-3, 18, 28; At 1.6-12; 1Ts 13-18).
  • Uma promessa motivadora. Diante da tentação de se afastarem da verdade do evangelho, o escritor aos hebreus os motiva a ir avante, citando uma das maiores promessas: “a segunda vinda de Cristo” (Hb 32-37).
  • Uma promessa segura. O arrebatamento é uma promessa garantida pelo próprio Deus; ainda que escarnecedores tenham surgido ao longo da história com o objetivo de negar essa verdade (2Pe 3.3,4,8,9); sabemos que o arrebatamento é um advento iminente. Jesus em seu sermão profético deixou certa a sua segunda vinda: E, como foi nos dias de Noé, assim será também a vinda do Filho do homem” (Mt 37).
  • Uma promessa seletiva. Outra característica não menos importante do arrebatamento, é que nem todos participarão dele: “Então, estando dois no campo, será levado um, e deixado o outro; Estando duas moendo no moinho, será levada uma, e deixada outra(Mt 24.40,41). Ao tratar sobre o arrebatamento, Paulo ensina que dois tipos de pessoas participarão do arrebatamento: a) Os que morreram em Cristo (1Ts 4.16), e b) Os salvos que estiverem vivos (1Ts 17).

V – DIFERENÇAS ENTRE O ARREBATAMENTO E A SEGUNDA VINDA DE CRISTO EM GLÓRIA

É preciso distinguir os dois momentos da vinda de Jesus: o Arrebatamento (nos ares de maneira invisível), para a noiva e a Vinda em Glória (à Terra de maneira visível), com a esposa (Ap 19.7). Vejamos as seguintes diferenças:

ARREBATAMENTO DA IGREJA

SEGUNDA VINDA DE JESUS EM GLÓRIA

Será antes da Tribulação (1Ts 5.9; Ap 3.10); Será depois da Tribulação (Ap 6-19);
O Senhor vem para a Igreja (Jo 14.2,3); O Senhor vem com a Igreja (Jd 14; Zc 14.5);
A igreja encontrará o Senhor nos ares (1Ts 4.17; Tt 2.14); A igreja retornará com o Senhor à terra (Zc 14.4,5; Ap 19.14);
Ninguém sabe o dia (Mc 13.32; 1Co 15.50-54); Se sabe o dia pois, ocorrerá 7 anos após o rápito (Ap 19.11-16);
Será invisível e secreto (1Co 15.52); Será visível e público (Mt 24.29-30; Lc 21.25-28; Ap 1.7);
Será um ato de libertação (1Ts 4.13-17; 5:9); Será um ato de julgamento (Mt 24.40-41);
O Senhor virá para libertar a Igreja (1Ts 1.10); O Senhor virá para libertar Israel (Sl 6.1-4; Zc 12.6-14; 14.1-11);
O Senhor reunirá os seus santos (1Ts 4.15-18; 2 Ts 2.1); Os seus anjos reunirão os remanescentes de Israel (Mt 24.30,31);

CONCLUSÃO

Concluímos esta lição, entendendo que diante dessa gloriosa promessa, da volta do Senhor Jesus em glória, devemos estar vigilantes, vivendo em santidade, esperando o arrebatamento da Igreja para podermos participar deste dia em que estaremos com o Senhor em seu segundo retorno a esta terra, com corpos transformados definitivamente livres de todo sofrimento onde estaremos para sempre com o Senhor em seu Reino Eterno.

REFERÊNCIAS

  • GILBERTO, et al. Teologia Sistemática Pentecostal.
  • LAHAYE, Enciclopédia Popular de Profecia Bíblica. CPAD.
  • RENOVATO, O Final de Todas as Coisas. CPAD.
  • SILVA, S. da. Declaração de Fé das Assembleias de Deus. CPAD.
  • STAMPS, Donald C. Bíblia de Estudo Pentecostal.
  • THIESSEN, Henry Clarence. Palestras em Teologia Sistemática.
  • VINE, W.E, et al. Dicionário Vine. CPAD.

Fonte: http://www.adlimoeirope.com