Isaque, um caráter pacífico

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2º TRIMESTRE 2017

O CARÁTER CRISTÃO

Moldado pela palavra de Deus e provado como ouro

COMENTARISTA: Elinaldo Renovato

LIÇÃO 04 – ISAQUE, UM CARÁTER PACÍFICO 

 INTRODUÇÃO

Um dos personagens do AT que destaca-se por seu caráter pacífico é o patriarca Isaque, o filho de Abraão. Sua forma pacata de ser lhe deu condições de administrar os vários embates que sofreu com os filisteus e lhe proporcionou grandes bençãos da parte do Senhor. Tal forma de comportar nos serve de exemplo para que da mesma forma possamos agir quando estivermos diante de situações semelhantes, pois “ao servo do Senhor não convém contender, mas sim, ser manso para com todos” (2 Tm 2.24).

I – INFORMAÇÕES SOBRE O PATRIARCA ISAQUE

Dos patriarcas da nação de Israel, o que a Bíblia dedica menos capítulos é Isaque. Ele teve uma vida longa (Gn 35.28) e nunca se afastou da região que sua semente herdaria (Gn 35.27). Isaque é um dos patriarcas de grande influência no meio do povo de Deus, para os quais a Terra de Canaã foi prometida (Gn 50.24; Êx 33.1); com quem a aliança foi feita (Êx 2.24; Sl 105.9); cujos nomes são parte da identificação do próprio Deus (Êx 3.6; 15.16).

1.1 Seu nome (Gn 21.4). O nome de Isaque foi dado pelo próprio Deus (Gn 17.19). Seu significado quer dizer: “riso”. Talvez, uma alusão direta ao riso que tanto Abraão quanto Sara deram ao ouvirem de Deus a promessa que teriam filho, mesmo sendo avançados em idade e Sara sendo estéril (Gn 17.17; 18.12-14). Pode-se entender também que este nome fora dado a Isaque em virtude da alegria que sentiria sua mãe ao conceber um filho de forma milagrosa. Sara previu que todos os que conhecessem sua história teriam a mesma reação (Gn 21.6). Sara concebeu aos noventa anos, e oito dias depois se deu a sua circuncisão (Gn 21.4,5). Na ocasião em que foi o menino foi desmamado, Abraão ofereceu um grande banquete com muita alegria (Gn 21.8).

1.2 Seus pais (Gn 21.2). Isaque era filho de Abraão e Sara, e foi o segundo dos três patriarcas hebreus: Abraão, Isaque e Jacó (I Cr 1.34; Mt 1.2). Isaque foi circuncidado como um filho prometido, porquanto nele é que a aliança com Abraão teria continuação (Gn 21.4,12; Hb 11.18).

1.3 Sua esposa (Gn 25.20). A Bíblia nos diz que Isaque se consolou da morte de Sara quando casou com uma donzela chamada Rebeca (Gn 24.67). Assim como Sara, Rebeca também era estéril, todavia, Deus realizou um milagre fazendo-a conceber em resposta a oração de Isaque, seu marido (Gn 25.21-26).

1.4 Seus filhos (Gn 25.24-26). Com Rebeca, Isaque teve dois filhos: Esaú e Jacó (Gn 25.25,26). Embora Esaú tenha sido o primogênito, o herdeiro da porção dobrada, Deus havia dito que Jacó seria este herdeiro (Gn 25.23). Jacó veio a tornar-se o terceiro dos grandes patriarcas hebreus, através dos quais se formou o povo de Israel, por meio de quem o pacto messiânico foi perpetuado (Gn 28.12-15; Êx 2.24; Dt 6.10; Lc 1.68).

II – ISAQUE, UM HOMEM ABENÇOADO POR DEUS QUE PASSOU POR ATRITOS

Deus ordenou que Isaque permanecesse na terra dos filisteus e não descesse ao Egito, apesar da fome, pois ali o supriria e o abençoaria tal qual fez com Abraão seu pai (Gn 26.1-6). Atendendo a voz de divina, o patriarca permaneceu ali e devido a sua obediência contemplou os milagres de Deus mesmo no meio da escassez (Gn 26.12-14). Foi a partir desse fato, que os filisteus iniciaram um atrito com o nobre servo de Deus como destacaremos a seguir:

2.1 Os filisteus o invejavam (Gn 26.14). A prosperidade material dada por Deus a Isaque despertou nos filisteus a inveja. A inveja é um misto de ódio, desgosto e pesar pelo bem e felicidade de outrem; é o desejo violento de possuir o bem do próximo. Os filisteus começaram a invejá-lo porque tinham receio de seu poder; e Isaque era um estrangeiro entre eles. Muito em breve eles começariam a tomar medidas para livrar-se do servo de Deus.

2.2 Os filisteus entulharam os poços de seu pai (Gn 26.15). Antes mesmo de Isaque, Abraão foi perseguido pelos filisteus e por meio de seu rei Abimeleque “nome que era aplicado genericamente aos governantes filisteus” (GARDNER,1999, p. 05). A Bíblia diz que durante as suas peregrinações Abraão também se estabeleceu em Gerar como seu filho Isaque (Gn 20.1; Gn 26.6). Neste lugar, Abraão fez um pacto com Abimeleque de que deveriam viver em paz um com o outro e que seus poços deveriam permanecer invioláveis (Gn 21.27-32). No entanto, eles descumpriram o que prometeram e entulharam os poços que Abraão havia aberto (Gn 26.15).

2.3 Os filisteus o expulsaram (Gn 26.16). Além de invejar a prosperidade de Deus na vida de Isaque, e de ter entulhados os poços que eram de seu pai, os filisteus liderados por Abimeleque (este é outro e não o mesmo do tempo de Abraão), expulsaram o semita Isaque de sua terra, crendo que era por causa da terra deles que o servo de Deus prosperava.

III – ISAQUE, UM HOMEM QUE SOUBE SER PACÍFICO COM SEUS OPOSITORES

Dentre as muitas virtudes de Isaque destaca-se nesta lição que ele era um homem pacífico. Tal comportamento Isaque por certo herdou de seu pai Abraão que sempre administrou com muito equilíbrio os atritos que se levantaram em sua vida (Gn 13.7,8; 21.25-27). A palavra “pacífico” segundo o Aurélio (2004, p. 1464) significa: “amigo da paz; sossegado, manso, tranquilo”. Jesus disse que os pacificadores “serão chamados filhos de Deus” (Mt 5.9). Tiago diz que uma das características da sabedoria do alto é que “ela é pacífica” (Tg 3.17). Tal virtude sempre esteve presente na vida de Isaque, no entanto, foi mais perceptível, nas situações contrárias que enfrentou durante a sua trajetória na terra dos filisteus, como veremos a seguir:

3.1 Quando foi expulso, não resistiu (Gn 26.16,17). Os filisteus não viram com bons os olhos, o estrangeiro semita entre eles prosperando e enriquecendo (Gn 26.12-14). Aos olhos de Abimeleque isto se deu por causa da terra, porque ele desconhecia a verdade de que Deus abençoava Isaque. Cheio de inveja o rei filisteu expulsou o servo do Senhor. Isaque não lutou contra Abimeleque pelos poços que eram herança de seu pai, preferiu ceder, distanciando-se da contenda e indo mais adiante. Ele deixou “Gerar” (Gn 26.6), para habitar “no vale de Gerar” (Gn 26.17). Jesus ensinou-nos a não nos vingarmos das pessoas que nos fazem mal (Mt 5.39-48).

3.2 Quando contenderam por seu primeiro poço, ele cavou outro (Gn 26.19,20). Mesmo no vale de Gerar, os servos de Isaque cavaram em busca de água e acharam “um poço de águas vivas” (Gn 26.18,19). Champlin (2001, p. 180) diz que “a expressão “águas vivas” significa que eram fontes de onde brotava água corrente”. Os pastores filisteus de Gerar sabendo do êxito de Isaque porfiaram com os pastores deste, dizendo que a água era deles. Por isso, este lugar foi chamado de “Eseque” que em hebraico significa: “disputa, rixa”. Por fim, Isaque e seus funcionários abriram mão de sua conquista para evitar tumultos e seguiram adiante (Gn 26.21). Assim aconselhou o proverbista: “como o soltar das águas é o início da contenda, assim, antes que sejas envolvido afasta-te da questão” (Pv 17.14).

3.3 Quando porfiaram por seu segundo poço, ele cavou outro (Gn 26.21). Indo mais adiante os pastores de Isaque sob suas ordens cavaram outro poço, mas os pastores de gerar também contenderam por ele. Isaque chamou aquele lugar de “Sitna” que em hebraico significa: “inimizade, hostilidade”. Diante dessa segunda contenda pelo que era de direito de Isaque, ele poderia ter perdido a cabeça e disputado na espada com os seus inimigos aquele poço, no entanto diz o texto que “partiu dali, e cavou outro poço” (Gn 26.22). Isaque não resistiu ao mal com o mal. Ele entendia que havia muito espaço para todos, e a bênção de Deus haveria de segui-lo a qualquer nova localização que escolhesse. Provérbios diz: “o orgulhoso de coração levanta contendas, mas o que confia no SENHOR prosperará” (Pv 28.25).

IV – BENÇÃOS QUE DEUS DEU A ISAQUE POR CAUSA DA SUA CONDUTA PACÍFICA

4.1 Isaque abriu outro poço e teve sucesso (Gn 26.22). Isaque seguiu em frente com seu povo e Deus lhe abençoou fazendo com que novamente achasse água num lugar onde os filisteus não mais contenderam “e partiu dali, e cavou outro poço, e não porfiaram sobre ele” (Gn 26.22-a). Nesse lugar, Deus fez o patriarca crescer, alargando os seus termos. Diante disso, Isaque chamou o lugar de “Reobote” que quer dizer “lugar, espaço, alargamento”. Beacon apud Williamson (2006,p. 82 – acréscimo nosso) diz que Reobote é: (a) lugar para homens que buscam paz para viver em paz; (b) os recursos de Deus são suficientes para todos terem bastante; e, (c) a paciência é recompensada com paz e prosperidade”.

4.2 Subiu para Berseba e Deus falou com ele (Gn 26.23-25). Mesmo prosperando em Reobote, Isaque parecia ainda não estar totalmente seguro, por isso subiu para outro lugar. Nessa ocasião o Senhor lhe apareceu tranquilizando o seu coração de que estava com ele e que iria lhe abençoar (Gn 26.24). Agora, seguro em Deus, Isaque ergueu um altar ao Senhor e ali armou a sua tenda (Gn 26.25). Os seus servos sob suas ordens cavaram outro poço e acharam água (Gn 26.25,32). Isaque chamou o nome do lugar de “Seba” que significa: “sete ou juramento” (Gn 26.33).

4.3 Abimeleque veio ao seu encontro para cessar a contenda (Gn 26.26-31). Correu a notícia entre os filisteus que apesar de enxotado de Gerar, por onde Isaque ia ele prosperava e Deus lhe fazia encontrar água. Tal fato chamou atenção de todos e principalmente de Abimeleque que definitivamente reconheceu que havia algo incomum nisso, levando-o a ir ao encontro de Isaque e confessando: “[…] havemos visto, na verdade, que o SENHOR é contigo […]” (Gn 26.28-b). E ainda: “[…] agora tu és o bendito do SENHOR” (Gn 26.29-b). Isaque ficou surpreendido sem entender, no entanto, diante do exposto, fez aliança com Abimeleque e celebrou um banquete. Cumpriu-se o que disse o proverbista “sendo os caminhos do homem agradáveis ao SENHOR, até a seus inimigos faz que tenham paz com ele” (Pv 16.7).

CONCLUSÃO

Não é nada fácil manter-se tranquilo em situações semelhantes a que Isaque enfrentou, todavia, como servos de seus precisamos agir assim. Nós só temos a perder quando ao invés de evitar o atrito alimentamos ele. Há ocasiões em que é necessário sofrer o dano afim de conservarmos o santo caráter que devemos ter diante de Deus e dos homens.

REFERÊNCIAS

  • FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda. Novo Dicionário da Língua Portuguesa. POSITIVO.
  • GARDNER, Paul. Quem é quem na Bíblia Sagrada. VIDA.
  • HOWARD, R.E et al. Comentário Bíblico Beacon: Gênesis a Deuteronômio. Vol. 01. CPAD.
  • STAMPS, Donald C. Bíblia de Estudo Pentecostal. CPAD.

Fonte: http://www.adlimoeirope.com

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