A evangelização das pessoas com deficiência

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3º TRIMESTRE 2016

O DESAFIO DA EVANGELIZAÇÃO

Obedecendo o ide do Senhor Jesus de levar as Boas-Novas a toda criatura

COMENTARISTA: Pr. Jose Gonçalves

LIÇÃO 11: A EVANGELIZAÇÃO DAS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA

Introdução

A evangelização das pessoas com deficiência é uma importante tarefa que, infelizmente, às vezes é esquecida por muitas Igrejas em suas ações evangelísticas.

Segundo o IBGE, o Censo 2010 já apontava 45,6 milhões de pessoas que declararam ter algum tipo de deficiência. Desses 45,6 milhões, mais de 38 milhões vivem nas cidades, enquanto pouco mais de 7 milhões vivem em áreas rurais. Desse total, a deficiência visual foi a mais apontada, seguida das deficiências motoras, auditiva e mental ou intelectual.

No mundo, a situação é semelhante. Segundo a ONU, cerca de 10% da população mundial possui alguma deficiência, o que representa aproximadamente 650 milhões de pessoas.

Tais números refletem o tamanho do campo missionário que precisa ser desbravado. Às vezes planejamos ações evangelísticas em diversas cidades, estados e países, mas não consideramos a evangelização das pessoas com deficiência como algo importante e fundamental.

Ainda que o número não fosse tão grande, ainda que houvesse em todo o mundo uma única pessoa apenas com alguma deficiência, tal pessoa necessitaria ser evangelizada.

I- A Suficiência de Cristo Para Com as Pessoas Com Deficiência

Na Bíblia, encontramos vários personagens bíblicos que são citados como alguém que possuía alguma deficiência, isso desde os livros do Antigo Testamento com Mefibosete, por exemplo, até o Novo Testamento, com diversos deficientes sendo citados no ministério de Jesus e, posteriormente, no ministério dos Apóstolos.

No Antigo Testamento, temos as recomendações de que um deficiente não poderia ser qualificado para exercer o oficio de sacerdote (Lv 21:16:24), porém também temos registrado o cuidado de Deus para com as pessoas portadoras de deficiência (Lv 19:14; Dt 27:18).

Pegando como exemplo os textos de Levítico (19:14) e Deuteronômio (27:18), percebemos que há uma ordenança para que se cuide dos deficientes.

Em Levítico lemos a ordem: “Não amaldiçoem o surdo nem ponham pedra de tropeço à frente do cego, mas tema o seu Deus. Eu sou o Senhor.” Em outras palavras, o que o texto está dizendo é que o surdo não escuta os insultos de alguém, e o cego não vê o fazem contra ele, mas o Deus que é justo está em defesa deles. Já no texto de Deuteronômio temos a grave exortação: “Maldito quem fizer o cego errar o caminho. Todo o povo dirá: Amém!“.

Também é importante perceber também, na Bíblia, existem muitas passagens que usam a deficiência de forma simbólica, e, portanto, não deve ser confundida com a deficiência real. Um dos exemplos mais claros dessa particularidade é o texto de Isaías 43:8, ao dizer: “Traga o povo que tem olhos, mas é cego, que tem ouvidos, mas é surdo“.

Como já dissemos, podemos encontrar muitos deficientes sendo citados nos livros do Novo Testamento. Na verdade, podemos notar que os muitos milagres realizados por Jesus, dentre eles a cura de pessoas deficientes, eram consequentes da pregação do Evangelho, e tinham, sobretudo, o objetivo de mostrar-lhe como o Filho de Deus (Jo 5:20), acerca de quem os Profetas do Antigo Testamento já haviam profetizado.

O Novo Testamento deixa clara a conexão entre a cura de deficientes profetizadas ainda no Antigo Testamento e a manifestação do ministério de Cristo (Is 35:5-7 cf. Mt 11:5; 12:22; Mc 7:37; Lc 7:22; At 3:8; 26:18).

II- O Som do Evangelho aos Surdos

As pessoas com deficiência auditiva precisam ser evangelizadas e, depois, também discipuladas. Infelizmente a realidade mostra um grande despreparo da Igreja nesse sentido.

Se muitas vezes a evangelização de deficientes auditivos nem mesmo é cogitada, que diremos das atividades de discipulado e a recepção dos deficientes como membros da Igreja? É raro vermos uma congregação preparada para transmitir um culto a um deficiente auditivo.

É de grande importância que haja entre os membros de uma congregação alguém capacitado a se comunicar por meio da língua de sinais (Libras).

III- A Visão de Cristo aos Cegos

Algo semelhante ao que ocorre com os deficientes auditivos, também ocorre com relação aos deficientes visuais. Se por um lado eles não necessitam de alguém para comunicar-lhes de forma adequada, por outro eles precisam, entre outras coisas, de materiais e recursos especialmente adequados a sua deficiência.

É necessário que haja maior investimento por parte das Igrejas e, principalmente, por parte das editoras cristãs na produção de livros e materiais em Braille. Felizmente a Bíblia em Braille pode ser facilmente encontrada, mas o mesmo não se pode dizer de livros, revistas e artigos teológicos. Falando da própria Escola Bíblica Dominical, é raro encontrarmos revistas e materiais de apoio especialmente preparados para deficientes visuais.

Também é interessante que haja um planejamento em relação à evangelização das pessoas com deficiência visual, preparando folhetos especialmente produzidos para atenderem a limitação física de tais pessoas.

IV- Os Paralíticos Vão ao Encontro de Cristo

Se a evangelização das pessoas com deficiência auditiva e visual representa um desafio para a maioria das igrejas, o mesmo pode-se dizer a respeito da evangelização das pessoas com deficiência motora.

Apesar de essa realidade estar mudando, muitas congregações ainda não estão devidamente adaptadas para receberem deficientes motores. Na verdade, há casos mais extremos em que existe até mesmo a necessidade da Igreja se dispor a providenciar a locomoção de tais pessoas até os locais de cultos.

Além de a acessibilidade ser algo fundamental nos templos, também é preciso ser considerado no layout do ambiente um local adequado para receber os cadeirantes. Digo isso, pois muitas vezes os cadeirantes são colocados em locais em que ficam totalmente “sem visão quando” as pessoas se levantam.

Conclusão

Além da maioria das pessoas que realizam o evangelismo não saber, em muitos casos, como lidar com os deficientes, muitos dos nossos templos também não estão preparados para recebê-los.

Nos preocupamos com a qualidade do som, mas não preparamos ninguém para se comunicar por sinais com os surdos. Somos criteriosos em escolher os melhores pisos e porcelanatos, mas não nos atentamos à necessidade de planejarmos rampas de acessibilidade. Gastamos recursos com sofisticados itens de decoração, mas nos esquecemos de preparar as instalações com boa sinalização em Braille.

Infelizmente é comum presenciar um festival de improvisos e quebra-galhos quando uma igreja recebe alguém com alguma deficiência física. Da mesma forma com que treinamos nossos obreiros, músicos e operadores de som, também devemos treinar pessoas a estarem aptas a tornar a visita e/ou permanência das pessoas com deficiência o mais agradável possível em nossas congregações.

Fonte: https://estiloadoracao.com/

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