O poder da evangelização na familia

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3º TRIMESTRE 2016

O DESAFIO DA EVANGELIZAÇÃO

Obedecendo o ide do Senhor Jesus de levar as Boas-Novas a toda criatura

COMENTARISTA: Pr. Jose Gonçalves

LIÇÃO 10 – O PODER DA EVANGELIZAÇÃO NA FAMÍLIA – (At 16.25-34)

INTRODUÇÃO

Na lição de hoje traremos a definição de família; destacaremos o interesse de Deus pela evangelização no seio familiar a fim de que a fé nEle fosse preservada e propagada. Veremos também que o nosso lar deve ser uma extensão da igreja, refletindo acerca da importância do ensino e adoração no lar, bem como, a importância do culto doméstico como um meio de evangelização da família e parentes; e, por fim, como devemos proceder com os familiares e parentes, que ainda não são crentes.

I – DEFINIÇÃO DE FAMÍLIA

A família é uma instituição criada por Deus, imprescindível à existência, formação e realização integral do ser humano, sendo composta de pai, mãe e filhos – quando houver – pois o Criador, ao formar o homem e a mulher, declarou solenemente: “Portanto, deixará o varão o seu pai e a sua mãe e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne” (Gn 2.24). Deus criou o ser humano à sua imagem e semelhança e os fez macho e fêmea: “E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; macho e fêmea os criou” (Gn 1.27), demonstrando a sua conformação heterossexual. A diferenciação dos sexos visa à complementaridade mútua na união conjugal: “Todavia, nem o varão é sem a mulher, nem a mulher, sem o varão, no Senhor” (1 Co 11.11), necessária à formação do casal e à procriação. Reconhecemos preservada a família, quando, na ausência do pai e da mãe, os filhos permanecerem sob os cuidados de parentes próximos (Et 2.7,15; I Tm 5.16). Rejeitamos, no entanto, qualquer configuração social, que se denomine família, cuja existência se fundamente em prática, união ou qualquer conduta que atente contra a monogamia e a heterossexualidade consoante o modelo estabelecido pelo Criador e ensinado por Jesus.

II – O INTERESSE DE DEUS PELA EVANGELIZAÇÃO NO SEIO FAMILIAR

2.1 Na chamada de Abraão. Quando chamou Abrão para ser o pai de uma grande nação da qual viria o Messias, Deus lhe fez diversas promessas, e a principal delas revela-nos o interesse divino pela salvação das famílias “[…] e em ti serão benditas todas as famílias da terra” (Gn 12.3-a). Após o chamado, Deus falou a cerca de Abrão que este cumpriria o seu propósito quanto a perpetuação da fé em relação aos seus descendentes “Porque eu o tenho conhecido, e sei que ele há de ordenar a seus filhos e à sua casa depois dele, para que guardem o caminho do SENHOR […]” (Gn 18.19).

2.2 Nas famílias dos hebreus. O lar era a unidade básica da sociedade bem como a primeira escola que um menino judeu conhecia. O Antigo Testamento mostra o grande valor dado às crianças e a grande responsabilidade que pesava sobre os ombros dos pais, porquanto os filhos eram tidos como dons de Deus (Jó 5.25; Sl 127.3; 128.3,4). As crianças eram treinadas em seus deveres religiosos ou outros (I Sm 16.11; II Rs 4.18). Porém, o elemento religioso ocupava sempre o primeiro plano, seguindo a orientação divina (Dt 6.4-9; Sl 78.3-6; Pv 4.3).

2.3.1 A parte pedagógica das festas e dos memoriais. O próprio Deus determinou por meio de Moisés, e depois, a Josué, servos do Senhor, que era dever dos pais usarem as festas religiosas para ensinarem os seus filhos, a fim de que eles soubessem o sentido que estava por trás de todo cerimonial da Páscoa e assim entendessem o porquê da celebração (Êx 12.26,27; Js 4.1-7).

2.3.2 Onde deveriam ensinar. A incumbência dos pais incluía ensinar os filhos a adorarem somente ao Senhor (Dt 6.4); a amá-lo de todo coração, alma e força (Dt 6.5); e falar-lhes as Escrituras, e isso deveria ser aplicado principalmente no lar (Dt 6.7-9). A palavra “casa” nesse texto vem do hebraico bayth”, e significa “casa, habitação ou edificação na qual vive uma família” (Dt 20.5), mas também “pode se referir à própria família” (Gn 15.2; Js 7.14; 24.15). O que Deus estava transmitindo é que o principal local de ensinamento das verdades espirituais e morais aos filhos é no seio familiar, pois é no lar onde os filhos gastam a maior parte do seu tempo.

III – O LAR COMO EXTENSÃO DA IGREJA

3.1.A importância do ensino no lar. A Igreja é o ambiente propício para o louvor, adoração e pregação da Palavra de Deus (Sl 27.4; II Cr 7.15,16), mas, não é o único lugar onde a Palavra deve ser ensinada (At 5.42). O lar do cristão, deve ser uma extensão da igreja onde os pais reproduzem a sã doutrina para os filhos (II Tm 3.14,15). Os pais cristãos têm a incumbência e séria obrigação de transmitir sua herança espiritual e moral aos filhos (Ef 6.4). Esse legado gira em torno da experiência pessoal do livramento divino do pecado (Rm 6.23); da revelação de Deus em Jesus Cristo (Jo 14.6; Hb 1.1); e, da sua morte por nós na cruz (Jo 3.16-18; Tt 2.11-14). Ainda que a criança tenha na igreja professores da Escola Dominical e outros mestres importantes em sua vida, os pais não devem jamais se omitir da responsabilidade que receberam de Deus de ser a fonte principal de instrução espiritual e moral dos seus filhos (Pv 22.6).

3.2. O Culto doméstico na evangelização e formação dos filhos e parentes. O lar é o local onde os conceitos mais importantes da vida são ensinados e o caráter cristão da criança é formado, por isso a importância do culto doméstico. Através deste, os pais podem transmitir aos filhos os preceitos divinos, a fim de que eles jamais os esqueçam. Em Dt 6.6-7, o Senhor intimou os israelitas a repassar aos seus filhos, com toda a diligência, os princípios da Palavra de Deus: “E estas palavras que hoje te ordeno estarão no teu coração; E as intimarás a teus filhos e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e deitando-te e levantando-te.” Observe que a orientação divina é que a Palavra de Deus, deve ser ensinada primeiramente “em casa”. Na Bíblia encontramos vários exemplos de pais que colocaram em prática esta exortação, tais como: Adão, que certamente ensinou seus filhos a oferecerem sacrifícios ao Senhor (Gn 4.3,4); Abraão (Gn 18.19); os pais de Moisés (Hb 11.24-27); os pais de Gideão (Jz 6.13); Eunice e Lóide (2 Tm 3.15), dentre outros que influenciaram na vida espiritual de seus filhos. O que poderia ser melhor do que adorar a Deus e estudar a sua Palavra? Fazer isso em família! O culto doméstico é imprescindível à estabilidade espiritual desta instituição, porque é o momento em que todos se reúnem para juntos louvar ao Criador da família e aprender como servi-lo.

IV – EVANGELIZANDO OS FAMILIARES E PARENTES NÃO CRENTES

Nem sempre o cristão tem a alegria de ter os seus familiares e parentes convertidos. Há casos em que os pais são crentes e os filhos não; os filhos são crentes e os pais não. Há outros casos em que o marido é crente e a esposa não e vice versa, e há ainda os casos de parentes que não são cristãos. Nestes e em outros exemplos, a Bíblia dá algumas orientações, a fim que o convívio seja harmonioso e para que estes possam ser alcançados pelo Evangelho. Abaixo destacaremos algumas estratégias que contribuem nessa evangelização:

4.1 Evangelismo silencioso. Nem todo familiar e parente não crente, aceita de bom grado a conversão de um dos membros da família. Muitas vezes existe resistência, perseguição, sofrimentos e angústia dentro do lar e entre a parentela. Isto fora profetizado por Jesus (Mt 10.34). No entanto, é preciso entender que a melhor e mais eficaz forma de evangelizar nossos entes, é o nosso testemunho pessoal(Mt 5.14,16; Jo 13. 34,35;2 Cor. 2.17; 3.2,3; Cl 2.6; 1 Jo 2.6). Se o marido, por exemplo, resiste ouvir o evangelho, ele não deixará de ver o testemunho vivido na prática por sua esposa, o que poderá resultar na sua conversão “…para que também, se alguns não obedecem à palavra, pelo procedimento […] seja ganho sem palavra” (I Pe 3.1). O mesmo princípio se aplica ao esposo não crente, aos filhos e toda a parentela.

4.2 Evangelismo sábio. De acordo com o Aurélio (2004, p. 1784) a palavra “sábio” significa: “prudência, sensatez, reflexão”. É necessário sabedoria para evangelizarmos nossos parentes, principalmente quando há diversidade religiosa (Tg 1.5; 3.17). Há infelizmente aqueles que em vez de contribuírem para a conversão da família, acabam atrapalhando. Devemos lembrar que a conversão é uma obra do Espírito que revela ao homem o seu estado de pecado, e este no uso do seu livre arbítrio, quando se arrepende é regenerado (Jo 3.5; 16.8).

4.3 Evangelismo equilibrado. De acordo com o Aurélio (2004, p. 1784) a palavra “equilíbrio” quer dizer: “moderação, prudência, comedimento; autocontrole, autodomínio, controle”. O autocontrole no grego “enkrateia”, é o “controle ou domínio sobre os impulsos”. Esta virtude é um aspecto do fruto do Espírito também chamado de temperança e domínio próprio (Gl 5.22), que capacita o crente a não revidar as retaliações sofridas (Mt 5.39; Rm 12.17,21). Pedro orienta-nos sobre a forma como devemos falar a cerca do que cremos (I Pe 3.15). Segundo ele, devemos dar razão da nossa esperança com mansidão, reverência e piedade, pois o propósito não é ganhar uma discussão, mas conduzir as almas para Cristo.

V – O PODER DA INTERCESSÃO PELOS PARENTES

De acordo com o Aurélio (2004, p. 1118), a palavra “interceder” significa: “pedir, rogar, suplicar (por outrem); intervir (a favor de alguém ou de algo)”. No sentido bíblico do Novo Testamento é orar em favor de outros, na direção e no poder do Espírito Santo. Na intercessão, o intercessor põe-se diante de Deus no lugar da outra pessoa. Eis alguns personagens bíblicos que intercederam pelos seus parentes e viram Deus livrá-los: Abraão intercedeu por Ló (Gn 18.20-33; 19.12-16); Raabe rogou pela sua parentela para que não fosse destruída com os demais habitantes de Jericó (Js 2.12-14; 6.17); Jó intercedia pela saúde espiritual dos seus filhos (Jó 1.4,5); Neemias rogou pelo seu povo, quando soube da situação decadente deles (Ne 1.1-11). Da mesma forma, devemos rogar a Deus pelos nossos entes queridos, a fim de que venham ser alcançados pela imensurável graça divina (Tt 2.11).

CONCLUSÃO

É do interesse divino que a Sua Palavra seja semeada dentro dos lares a fim de conduzir nossos parentes a Sua graça. Todavia, precisamos entender que esse evangelismo precisa ser anunciado com testemunho pessoal, sabedoria e equilíbrio, e ainda acompanhado de muita oração intercessória, a fim de que estes tomem a decisão de seguir a Cristo.

REFERÊNCIAS

  • ANDRADE, Claudionor Correa de. Dicionário Teológico. CPAD.
  • BOYER, Orlando. Toda a Família: como preservar a família em tempos de crise. CPAD.
  • CHAMPLIN, R.N. Enciclopédia de Bíblia Teologia e Filosofia. Vol. 2. HAGNOS.
  • STAMPS, Donald C. Bíblia de Estudo Pentecostal. CPAD.

Fonte: REDE BRASIL

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