Deus, o primeiro Evangelista

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3º TRIMESTRE 2016

O DESAFIO DA EVANGELIZAÇÃO

Obedecendo o ide do Senhor Jesus de levar as Boas-Novas a toda criatura

COMENTARISTA: Pr. Jose Gonçalves

LIÇÃO 02 – DEUS, O PRIMEIRO EVANGELISTA – (Gn 12.1-8)

INTRODUÇÃO

Nesta lição, destacaremos que o Deus verdadeiro se auto revela de forma dúplice: natural e sobrenatural. A revelação natural se dá através da criação, da consciência e da história. Já a revelação sobrenatural se deu através da Bíblia – a Palavra escrita e de Jesus – a Palavra viva. O Registro Sagrado nos mostra que antes mesmo da Queda do homem, Deus, na sua presciência já havia criado o meio pelo qual o redimiria. Em seguida, no Éden, Ele fez a primeira proclamação profética evangelística anunciando a vinda do Redentor. Na ocasião em que se auto revelou a Abraão, proclamou-lhe o evangelho, preanunciando que através da sua semente abençoaria todas as famílias da terra. Esta profecia cumpriu-se quando da descendência abraâmica suscitou Jesus, o Messias, o Salvador dos judeus e dos gentios.

I – A AUTO REVELAÇÃO DIVINA

Deus transmite o conhecimento de Si próprio ao homem, ou seja, Ele se auto revela (Rm 1.20; I Co 2.10). O homem só pode conhecer a Deus na medida em que Este ativamente se faz conhecido. Deus é, antes de tudo, o sujeito que transmite conhecimento ao homem, e só pode tornar-se objeto de estudo do homem na medida em que este assimila e reflete o conhecimento a ele transmitido na revelação. Sem a revelação, o homem nunca seria capaz de adquirir qualquer conhecimento de Deus. A revelação divina se dá pelo menos de duas formas:

1.1 De forma natural. O método de revelação é natural quando esta é comunicada por meio da natureza, isto é, por meio da criação visível com suas leis e poderes ordinários. A revelação geral está arraigada na criação, é dirigida ao homem na qualidade de homem, e mais particularmente à razão humana, e acha seu propósito na concretização do fim da sua criação, conhecer a Deus e assim desfrutar comunhão com Ele (Sl 19; At 14.17; Rm 1.19,20; 2.14,15; I Co 2.10; Gn 6.1-17; 11.1-8; Dn 2.20,21).

1.1.1 Na criação.A existência do universo e do homem não pode ser obra do acaso e provam claramente a evidência de um Criador, dotado de inteligência e sabedoria. A própria natureza revela Deus (Sl 19; At 14.17; Rm 1.19,20).

1.1.2 Na consciência.O homem dispõe de natureza moral, isto é, sua vida é regulada por conceitos do bem e do mal. Ele é capaz de discernir entre o certo e o errado e Deus se revela na consciência aprovando ou reprovando seus atos. Quem criou, então, esses conceitos do bem e do mal? Deus, o Justo Legislador (Rm 2.14,15). Podemos, portanto, concluir que o próprio Criador, que também é Legislador, idealizou uma norma de conduta para o homem e deu-lhe condições de compreender esse padrão.

1.1.3 Na história. A história da humanidade, o surgimento e o declínio de povos e nações, o estabelecimento e a remoção dos reis e dos imperadores, demonstram claramente a revelação de um Rei Soberano, que governa o homem e o universo (Gn 6.1-17; 11.1-8; Dn 2.20,21).

1.2 De forma sobrenatural. O método de revelação é sobrenatural quando é comunicada ao homem de maneira mais elevada, sobrenatural, como quando Deus fala, quer diretamente, que por meio de mensageiros sobrenaturalmente dotados (Jr 1.4-8; Jz 6.12). A revelação especial está arraigada no plano de redenção de Deus, é dirigida ao homem na qualidade de pecador, pode ser adequadamente compreendida e assimilada somente pela fé, e serve ao propósito de assegurar o fim para o qual o homem foi criado a despeito de toda a perturbação produzida pelo pecado. Em vista do plano eterno de revelação, deve-se dizer que esta revelação especial não apareceu como um pensamento posterior, mas estava na mente de Deus desde o princípio (Ap 13.8).

1.2.1 Pela Palavra escrita: a Bíblia. A Bíblia é a revelação escrita de Deus ao homem, pois através dela Deus se fez conhecido (Jo 3.16). O conhecimento divino preservado nas Sagradas Escrituras, é posto à disposição da humanidade (Dt 8.3; Is 55.11; II Tm 3.16; Hb 4.12). Por ela, conhecemos seus atributos comunicáveis e incomunicáveis, dentre outras coisas (Sl 139.1-10; I Jo 4.8). Segundo o pastor Antônio Gilberto (2004, p. 06), “pela Bíblia, Deus fala em linguagem humana, para que o homem possa entendê-lo. Isto é, Deus, para fazer-se compreender, vestiu a Bíblia da nossa linguagem, bem como do nosso modo de pensar”.

1.2.2 Pela Palavra viva: Jesus. A mais completa forma da revelação especial de Deus encontra-se na encarnação de Jesus Cristo. A encarnação significa que Deus veio plena e pessoalmente a esfera humana, tomando-se acessível a percepção dos homens (Is 7.14; Jo 1.14). Jesus não era um mero mensageiro trazendo uma mensagem sobre Deus. Ele era o próprio Deus em forma humana. Na encarnação, Ele acrescentou a humanidade a sua divindade, sem deixar de ser Deus (Fp 2.5-9). A Bíblia mostra que Jesus Cristo é: (a) a maior revelação de Deus (Hb 1.1); (b) a expressa imagem de Deus (Hb 1.3; Cl 1.15); e, (c) nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade (Cl 1.19).

II – A REVELAÇÃO DIVINA A ABRAÃO

Abraão é um dos personagens mais marcantes da história bíblica. Era nativo da Caldeia. Por meio de Éber, estava na nona geração depois de Sem, filho de Noé. Seu pai foi Terá que teve dois outros filhos, Naor e Harã (Gn 11.11-32). Ele foi chamado por Deus para ser o pai dos judeus (Gn 12.1,2), povo de onde viria o Messias (Gn 12.3; Mt 1.1). A revelação divina ao patriarca se deu de forma dúplice, em palavra e ato, como veremos abaixo:

2.1 Deus falou com Abraão (Gn 12.1). A primeira forma da revelação divina a Abraão se deu de forma audível, como nos mostra a Escritura: “Ora, o SENHOR disse a Abrão[…]”. Deus é um ser que se comunica com o homem (Gn 1.29; 3.3; 6.13; 12.1-3; Êx 3.14). A expressão comunicar segundo o Aurélio significa: “Transmitir informação, dar conhecimento de; fazer saber” (FERREIRA, 2008, p. 513). Deus comunicou o que faria a Abraão e através dele. O Senhor prometeu-lhe uma terra, uma grande nação através dos seus descendentes, e uma bênção tal que alcançaria todas as nações da terra (Gn 12.2,3).

2.2 Deus apareceu a Abraão (Gn 12.7). A segunda forma da revelação divina a Abraão se de forma visível: “E apareceu o SENHOR a Abrão […]”. Confira também (Gn 17.1; 18.1). Houve nesta aparição o que os teólogos chamam de Teofania, que é a “manifestação de Deus, desde a voz até a imagem, perceptível pelos sentidos humanos” (CABRAL, 2006, p. 339). Segundo Merril (2009, p. 89), no chamado de Abraão pode-se ver algum indício da revelação por meio de visões e sonhos. O Senhor, após ordenar que Abraão deixasse Ur e, depois Harã por uma terra que mostraria a ele, apareceu para Abraão pela primeira vez em Siquém (Gn 12.7). A raiz “niphal” do verbo usado aqui “rã’ãh” sugere ao pé da letra que Deus se fez visível. Não é declarado como ele é visto e, talvez, por visto queira-se apenas dizer que ele falou como em tempos anteriores. No entanto, contra essa possibilidade está a ocorrência da mesma forma verbal em Gênesis 18.1, passagem na qual o Senhor aparece de forma tangível na pessoa do anjo do Senhor que, na verdade, é igualado ao Senhor mesmo (Gn 18.10,13,17,20).

III – COMO DEUS SE REVELA ATRAVÉS DE ABRAÃO

A importância do personagem histórico Abraão, se dá pelo fato de que é com ele que se inicia o grande projeto divino. O estudo da vida de Abraão reflete a história da existência da igreja, porque todos os fatos relacionados com o patriarca e seu povo revelam as nossas origens (Gl 3.6,7). O chamado de Abraão é o acontecimento mais importante do AT. Aqui tem início a obra da redenção, pensada e profetizada pelo próprio Deus (Ap 13.8; Gn 3.15).

3.1 Deus revela-se como único e verdadeiro Deus (Gn 12.1). Deus chamou Abrão do politeísmo (adoração a vários deuses) para o monoteísmo (adoração a um único Deus). “Ur dos Caldeus, a terra onde Abrão nasceu, foi uma das cidades-estados mais ricas já desenterradas das culturas mais antigas do vale da Mesopotâmia. O deus-lua Nanar era adorado ali, e um dos mais famosos reis de Ur foi Ur-Namu. Josué 24.2 declara que a família de Terá adorava ídolos” (BEACON, 2006, p. 57 – acréscimo nosso). Portanto, Abraão não conhecia o verdadeiro Deus e não havia feito nada para merecer conhecê-lo, mas, em sua graça, Deus o chamou.

3.2 Deus revela-se como aquele com o qual nos relacionamos pela fé (Hb 11.8-12). O relacionamento do patriarca Abraão com Deus se deu pela fé. O apóstolo Paulo diz que ele é: “[…] pai de todos os que creem […]”  (Rm 4.11). Portanto aqueles que mantêm sua fé em Cristo, o descendente de Abraão (Gl 3.16), tornam-se filhos de Abraão (Gl 3.6-9), assim como a multidão dos salvos pela fé tem Abraão como seu pai (Rm 4.17-18).

3.3 Deus revela-se como o Deus que não faz acepção de pessoas (Gn 12.2). A promessa feita a Abraão estende-se a judeus e gentios. Esta promessa não se estende apenas aos descendentes naturais de Abraão representados pelo “pó da terra” (Gn 22.17-b), mas também aos descendentes espirituais representados pelas “estrelas do céu” (Gn 15.5).

3.4 Deus revela-se como aquele que justifica o homem pela fé (Gn 15.6). A justificação aparece pela primeira vez na Bíblia num episódio com Abraão, quando ele acreditou nas promessas que Deus lhe fez e sua fé foi-lhe imputada como justiça. Se apenas o cumprimento pessoal da Lei fosse necessário para a justificação do ser humano perante Deus, ninguém seria salvo. No entanto, aqueles que creem no Senhor são justificados pela fé em Cristo, que foi o sacrifício perfeito oferecido a Deus pelo perdão dos pecados e resgate da humanidade. Esse sacrifício trouxe justificação e satisfez as justas exigências de Deus. Assim, para aquele que confia em Cristo, a fé lhe é imputada como justiça (Rm 3.23; 4.12; Gl 3.6).

CONCLUSÃO

Deus é o Deus que se auto revela. Sua revelação foi progressiva e teve o seu ponto culminante em Cristo Jesus. Ele que veio da semente da mulher, e da descendência de Abraão, foi manifestado para redimir a todos os homens independente de sua nacionalidade.

REFERÊNCIAS

  • ANDRADE, Claudionor Correa de. Dicionário Teológico. CPAD.
  • CABRAL, Elienai. Abraão: as experiências de nosso pai  na fé. CPAD.
  • HOWARD, R.E, et al. Comentário Bíblico Beacon. Vol 01. CPAD.
  • MERRILL, Eugene H. Teologia do Antigo Testamento. SHEDD.
  • STAMPS, Donald C. Bíblia de Estudo Pentecostal.  CPAD.

Fonte: REDE BRASIL

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