Israel no plano da redenção

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2º TRIMESTRE 2016

MARAVILHOSA GRAÇA

O evangelho de Jesus Cristo revelado na carta aos romanos

COMENTARISTA: Pr. Jose Gonçalves

LIÇÃO 08 – ISRAEL NO PLANO DA REDENÇÃO – (Rm 9.1-5; 10.1-8; 11.1-5)

INTRODUÇÃO

Veremos nesta lição que Romanos 9-11 é uma trilogia do povo de Israel e dos gentios, onde, o capítulo 9 olha para o passado e mostra a soberana eleição divina sobre Israel; o capítulo 10 vê o presente e aborda a responsabilidade humana; já o capítulo 11 vislumbra o futuro e trata da bênção universal. Assim, falaremos sobre Israel no plano divino para a salvação; estudaremos sobre sua eleição; pontuaremos sobre o sentimento de tristeza de Paulo em relação aos judeus, e concluiremos falando sobre os privilégios de Israel como nação escolhida por Deus.

I – ISRAEL NO PLANO DIVINO PARA A SALVAÇÃO

1.1 A eleição de Israel no passado (Rm 9.6-29). Em Romanos 9.6-13, Paulo afirma que a promessa de Deus a Israel não falhou, pois a promessa era só para os fiéis da nação e visava somente o verdadeiro Israel, aqueles que eram fiéis à promessa (Gn 12.1-3; 17.19), pois “sempre há um Israel dentro de Israel, que tem recebido a promessa” (Rm 9.6). Nos versículos 14-29, Paulo chama a nossa atenção para o fato de que Deus tem o direito de rejeitar a Israel, se desobedecerem a Ele e o direito de usar de misericórdia para com os gentios, oferecendo-lhes a salvação (STAMPS, 1995, p. 1715 – grifo nosso).

1.2 A rejeição presente do evangelho por Israel (Rm 9.30 a Rm 10.21). O erro de Israel de não voltar-se para Cristo, não se deve a um decreto incondicional de Deus, mas à sua própria incredulidade e desobediência (At 4.11; Rm 10.3). O estado espiritual de perdido, da maioria dos israelitas, não fora determinado por um decreto arbitrário de Deus, mas, resultado da sua própria recusa de se submeterem ao plano divino da salvação mediante a fé em Cristo (Rm 10.3; 11.20). Inúmeros gentios, porém, aceitaram o caminho de Deus, e se tornaram “filhos do Deus vivo” (Rm 9.25,26).

1.3 A rejeição de Israel é apenas parcial e temporária (Rm 11.1-36). As Escrituras estão repletas de promessas de uma futura restauração de Israel ao aceitarem o Messias. Tal restauração terá lugar ao findar-se a Grande Tribulação, na iminência da volta pessoal de Cristo (Is 11.10-12; 24.17-23; 49.22,23; Jr 31.31-34; Ez 37.12-14; Rm 11.26; Ap 12.6). O apóstolo Paulo deixa claro que Israel por fim aceitará a salvação divina em Cristo por algumas razões: (a) Deus não rejeitou o Israel verdadeiro (Rm 11.1-6); (b) Deus transformou a transgressão de Israel numa oportunidade de proclamar a salvação a todo o mundo (Rm 11.11,12, 15), e por fim, (c) O propósito sincero de Deus é ter misericórdia de todos, tanto dos judeus como dos gentios, e incluir no seu reino todas as pessoas que creem em Cristo (Rm 11.30-36; Rm 10.12,13; 11.20-24) (STAMPS, 1995, p. 1715 – grifo nosso).

II – ISRAEL E SUA ELEIÇÃO

2.1 A eleição de Israel não é superior a dos gentios (Rm 9.24). Havia na igreja de Roma dois grupos distintos, um formado por judeus, e outro por gentios (Rm 1.13; 7.1). Os judeus não aceitavam o ensino de Paulo quanto à salvação pelo fato do apóstolo apresentar o novo pacto (a graça), como capaz e superior ao velho pacto (a Lei) para salvar o homem. O judeu cria que Deus havia eleito seu povo e por isso a sua salvação estava pré-ordenada e pré-determinada. No entanto, Deus jamais escolhe alguém com parcialidade, pois Ele não faz acepção de pessoas (At 10.34; Rm 2.11; Ef. 6.9; 1Pe 1.17).

2.2 A eleição de Israel não é genética, mas espiritual (Rm 9.6-9). Nem todos os descendentes físicos de Abraão são filhos espirituais de Abraão (Rm 9.6). Os verdadeiros filhos de Abraão não são os que têm o sangue de Abraão correndo nas veias (filiação carnal), mas os que têm a fé de Abraão em seu coração (filiação espiritual). Se a fé de Abraão não estiver nos corações, de nada lhes adiantará ter o sangue de Abraão em suas veias, pois, a descendência natural de Abraão não é garantia de um parentesco espiritual com Abraão. Deus não se deixa enquadrar como um Deus nacionalista, assim, não são judeus todos os que são judeus, nem são circuncisos todos os que são da circuncisão (Rm 2.28,29). Os verdadeiros filhos de Abraão são aqueles que “também andam nas pisadas da fé que teve Abraão” (Rm 4.12) (MURRAY apud LOPES, 2010, p. 328).

2.3 A eleição de Israel não é meritória, mas graciosa (Rm 9.10-13). A graça não é concedida por critério étnico, cultural ou religioso, pois Deus chama dentre os judeus, mas também dentre os gentios (Rm 9.24). Portanto, a salvação não é endereçada apenas aos filhos de sangue de Abraão, mas também aos que se tornam filhos de Abraão pela fé (Gl 3.7).

2.4 A eleição de Israel não é uma predestinação fatalista (Rm 9.26,27). Paulo está tratando do modo como Deus lida com nações e povos do ponto de vista histórico, a partir do seu direito de usar povos e nações conforme Ele quer. Por exemplo, sua escolha de Jacó em lugar de seu irmão Esaú (Rm 9.11) teve como propósito fundar e usar as nações de Israel e de Edom, oriundas dos dois. Nada tinha que ver com seu destino eterno quanto a sua salvação ou condenação como indivíduos como ensinam alguns teólogos fatalistas (STAMPS, 1995, p. 1715).

III – ISRAEL E O SENTIMENTO DE TRISTEZA DE PAULO

Paulo declara seu amor por sua gente, os judeus (Rm 9.12-3). Visto que era conhecido como judeu zeloso, sua conversão a Cristo o tornou antipático para os judeus, que o viam como “um traidor de sua gente”. Entretanto, Paulo garante que seus sentimentos são sinceros e que sua consciência tinha o testemunho do Espírito Santo (Rm 9.1).

3.1 A incredulidade dos judeus e a tristeza de Paulo (Rm 9.1,2). Paulo passa da exultação do final do capítulo 8 para a profunda tristeza do começo do capítulo 9. A confissão de amor de Paulo por seus com-patrícios não é uma retórica vazia nem uma declaração hipócrita, dissimulada e fingida, mas uma realidade. Os judeus, irmãos e compatriotas de Paulo segundo a carne, ainda estavam aferrados à sua tradição religiosa, sem Cristo e sem salvação, e isso provocou no apóstolo grande tristeza e dor (Rm 9.2) (LOPES, 2010, pp. 323,324).

3.2 A profunda dor do apóstolo em relação aos judeus (Rm 9.3). Paulo desejou ser apartado de Cristo para que seus irmãos fossem reconciliados com Cristo, desejou ser maldito para que seus compatriotas fossem benditos, desejou ir ao inferno para que os seus irmãos fossem ao céu. Paulo se mostrou disposto a ficar fora do céu por amor aos salvos e a ir ao inferno por amor aos perdidos. Paulo estava pronto a ir às últimas consequências para ver seus com-patrícios salvos. O sentimento de Paulo nos lembra de Judá que, como substituto de seu irmão Benjamim (Gn 44.33), recorda-nos as palavras emocionantes de Moisés ao interceder pelo povo (Êx 32.32), e o agonizante clamor de Davi por seu filho (2Sm 18.33). Porém, acima de tudo, ele fixa nossa atenção naquele que realmente se fez o substituto de seu povo (Rm 3.24,25; 8.32). “Parece inacreditável que um homem se disponha a ser amaldiçoado a fim de que os malditos possam se salvar” (STOTT apud LOPES, 2010, p. 324).

IV – OS PRIVILÉGIOS DE ISRAEL

Nenhuma nação no mundo recebeu as bênçãos que Israel recebeu. Vejamos os privilégios para Israel apresentados por Paulo nesta Carta (STAMPS, 1995, p. 1715):

4.1 A descendência “Que são israelitas…” (Rm 9.4). Como promessa divina, visto que foram feitos filhos ou povo peculiar de Deus, tirado do meio das nações (Êx 4.22; Os 11.1).

4.2 A adoção “…. dos quais é a adoção de filhos” (Rm 9.4). A “adoção” se refere à sua eleição teocrática, pela qual eles foram separados das nações pagãs para se tomarem os primogênitos de Deus (Êx 4.22), sua possessão particular (Êx 19.5), seu filho (Os 11.1), seu povo escolhido (Is 43.20).

4.3 A glória “…. e a glória” (Rm 9.4). A “glória” era o sinal visível da presença de Deus com eles. Essa glória deve ser reputada como referência àquela que se manifestou e permaneceu no monte Sinai (Êx 24.16,17), a glória que cobriu e encheu o Tabernáculo (Êx 40.34-38), a glória que aparecia sobre o propiciatório, no Santo dos Santos (Lv 16.2), a glória do Senhor que encheu o templo (lRs 8.10,11).

4.4 As alianças “… e as alianças” (Rm 9.4). As “alianças” estão no plural porque o pacto de Deus foi progressivamente revelado. Devemos considerar o plural como denotação das alianças abraâmica (Gn 15.18; 17.4), mosaica (Êx 24.8; 34.10; Dt 29.1); nos dias de Josué, o sucessor de Moisés (Dt 27.2; Js 8.30; 24.25); e davídica (2 Sm 23.5; Sl 89.28).

4.5 A legislação “… e a lei” (Rm 9.4). Deus favoreceu de modo especial Israel, pela dádiva da Lei. Deus deu preceitos e instruções a seu povo para guiá-lo no caminho da santidade. A concretização da aliança feita com o aparecimento da Lei concretiza a preocupação divina com a vida cotidiana do povo judeu (Êx 20.1-17).

4.6 O culto “… e o culto” (Rm 9.4). O “culto” aqui fala da adoração do verdadeiro Deus de modo verdadeiro. Paulo diz literalmente: “deles é o culto”, no sentido de que foi privilégio particular da nação israelita cultuar ao Deus verdadeiro, visto que as demais nações não conheciam esse Deus verdadeiro. Hoje, pela graça do Senhor Jesus, todos quantos o aceitam têm direito de cultuar a esse Deus.

4.7 Os patriarcas “… dos quais são os pais” (Rm 9.5). Os “patriarcas” se referem a Abraão, Isaque e Jacó, os pais da fé de quem eles descendiam e podiam orgulhar-se (Êx 3.6; Lc 20.37; Is 55.1; At 13.23,32-34). A estes, Deus fez promessas, que representam toda a esperança de Israel. É impossível deixar de reconhecer os “pais da antiguidade”: Abraão, Isaque e Jacó, que revestiram de glória todas as gerações dos judeus até o presente (Êx 3.6,13; Lc 20.37).

4.8 A descendência de Cristo “… e dos quais é Cristo segundo a carne”. (Rm 9.5). Paulo completa a sua lista dos privilégios do povo judaico mencionando o Messias demonstrando uma honra que nunca pode ser-lhe arrebatada. Paulo deixou por último “a Cristo” por ser o mais eminente dos privilégios dos judeus. É indiscutível o fato de que o Cristo, o Ungido, é o “Verbo divino que se fez carne” (Jo 1.1,14) e “habitou entre nós”. Como Deus bendito, Cristo nasceu como homem, “segundo a carne”, descendendo dos judeus e sua humanização não afetou em nada a sua divindade. Paulo faz um tributo à divindade de Cristo, quando diz que Ele é “sobre todos”, isto é, exalta-o e o coloca em sua real posição de supremacia. Ainda mais, Paulo o trata como “Deus bendito eternamente”. Esse tratamento é identificado no AT, quando o salmista precede o nome de Deus com a palavra “bendito” (Sl 68.35; 72.18). Finalmente, entende-se que Cristo descendeu dos judeus “segundo a carne” para revelar-se ao mundo todo como o Redentor de todos os homens (Mt 1.1; Jo 4.22; Rm 1.3; Hb 2.16; Ap 5.5).

CONCLUSÃO

Concluímos que assim como Deus ama Israel e o escolheu como povo santo e peculiar, também, da mesma maneira amou os gentios sem nenhuma acepção ou distinção. Não podemos negar que os judeus são privilegiados por ser o povo eleito para ser o receptor das bênção descritas em Romanos 9; porém, isso não os torna melhores e nem superiores aos demais povos, pois o Senhor jamais escolhe com parcialidade, e não faz acepção de pessoas (At 10.34; Rm 2.11; Ef. 6.9; 1Pe 1.17).

REFERÊNCIAS

  • GILBERTO, et al. Teologia Sistemática Pentecostal. CPAD.
  • LOPES, Hernandes dias. Comentário Exegético de Romanos. HAGNOS.
  • STAMPS, Donald C. Bíblia de Estudo Pentecostal. CPAD.

 

Fonte: REDE BRASIL

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