Caim era do maligno

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4º TRIMESTRE 2015

O COMEÇO DE TODAS AS COISAS

Estudo sobre o livro de Gênesis

COMENTARISTA: Pr. Claudionor de Andrade

LIÇÃO 05 – CAIM ERA DO MALIGNO – (Gn 4.1-10)

INTRODUÇÃO

Nesta lição, estaremos estudando o capítulo 4 do Livro de Gênesis, que relata-nos o incidente que houve com os irmãos Caim e Abel, os primeiros filhos de Adão e Eva. Após ver que a sua oferta a Deus foi rejeitada e a de seu irmão aceita, Caim, por inveja e ardendo em ira executou Abel. Este ato horrendo não ficou impune, pois Deus o castigou severamente. Os escritores do NT, referiram-se a esta história, a fim de alertar aos cristãos que não devemos entrar pelo caminho de Caim, nem imitarmos as suas más obras.

I – OS FILHOS DE ADÃO E EVA SEGUNDO O RELATO DO GÊNESIS

Após terem sido lançados fora do Éden por causa do pecado, a narrativa bíblica nos diz que Adão conheceu Eva (Gn 4.1). Segundo Stamps (1995, p. 38) “a palavra conhecer é muito empregada na Bíblia para significar vida íntima conjugal”. Confira (Gn 4.17; I Sm 1.19; Mt 1.25; Lc 1.34). Eis os filhos de Adão e Eva:

1.1 Caim (Gn 4.1). Primeiro filho de Adão e Eva. O nome é relacionado com a exclamação feita por Eva, de gratidão ao Senhor. Esse nome tem o significado de ‘adquirido’ (do hebraico “qana”, Gn 4,1), porém a forma exata “qayin” também pode significar “lança” ou “ferreiro” (WYCLIFFE, 2007, p. 335 – acréscimo nosso).

1.2 Abel (Gn 4.2). “Foi o segundo filho de Adão e Eva. Ele se tornou pastor de ovelhas (Gn 4.2). “Abel” poder ser um derivado do vocábulo hebraico que significa “sopro” ou “vaidade”, para prefigurar assim que sua vida seria curta. (GARDNER, 1999, p. 11).

1.3 Sete (Gn 4.25). “Terceiro filho de Adão e Eva, quando Adão tinha 130 anos de idade. Nasceu depois que Caim matou Abel. Gênesis 4.25 diz que Eva lhe deu esse nome porque: “Deus me deu outro filho em lugar de Abel; porquanto Caim o matou”. Devido ao pecado de Caim e a morte de Abel, a linhagem de Adão foi estabelecida por meio de Sete, gerado à semelhança e conforme a imagem de Adão (Gn 5.3-8). Sete teve um filho chamado Enos (Gn 4.26; I Cr 1.1) e foi nessa época “que os homens começaram a invocar o nome do Senhor”. Esse fato provavelmente é citado para enfatizar que foi por meio de Sete que a linhagem piedosa teve continuidade. Essa tornou-se a linhagem messiânica através de Noé, Abraão, Davi e finalmente Jesus (Lc 3.38)” (GARDNER, 1999, p. 63).

1.4 Filhos e filhas (Gn 5.4). O registro de Moisés nos informa que além de Caim, Abel e Sete, Adão e Eva também tiveram filhos e filhas. “Nossos antepassados geraram um grande número de filhos e filhas. Presumimos que houve casamento entre estes, é claro. Os problemas associados com o incesto, citados em Levítico 18, provavelmente ainda não aconteciam na época” (RADMACHER, et al, 2010, p. 24).

II – A OFERTA DA CAIM E A OFERTA DE ABEL

Segundo Gênesis capítulo 4, os dois irmãos, Caim e Abel, aparentemente agindo de forma espontânea, trazem uma oferta ao Senhor. Caim oferece parte de sua produção agrícola (Gn 4.3). Abel, o segundo filho, apresenta um dos primogênitos do rebanho (Gn 4.4). Deus aceita a oferta de Abel, mas rejeita a de Caim (Gn 4.4,5). O texto bíblico não explica diretamente o porquê da rejeição. O autor da epístola aos Hebreus dá-nos uma explicação inspirada da diferença entre as duas ofertas: “Pela fé Abel ofereceu a Deus maior sacrifício do que Caim […] dando Deus testemunho dos seus dons” (Hb 11.4). Esta explicação centraliza-se sobre a diferença do espírito manifestado pelos dois homens. Sendo Abel um homem de fé, veio com o espírito correto e adorou de maneira agradável a Deus. Pelas aparências, ambas as ofertas expressavam ação de graças e devoção a Deus. Mas, o homem que tinha falta de fé genuína no seu coração não podia agradar a Deus, embora sua oferta material fosse imaculada. Deus não se agradou de Caim porque já olhara para ele e vira o que havia no seu coração. Abel veio a Deus com a atitude certa de um coração disposto a adorar e pela única maneira em que os homens pecadores podem se aproximar de um Deus santo. Caim não. Logo: “o sacrifício de Caim foi inferior porque a motivação deste não era boa, e a de Abel sim”. O que podemos aprender com este fato:

2.1 É possível fazer coisas boas com motivações ruins (Gn 4.3,4). Caim e Abel trouxeram ofertas ao Senhor, todavia, enquanto a motivação de Abel era boa, a motivação de Caim não era, como nos revela o próprio Deus (Gn 4.7). A palavra motivação alude a intenção, propósito ou objetivo com que fazemos as coisas. Jesus exortou seus seguidores a não fazerem as coisas certas com motivações erradas (Mt 6.2,5,16).

2.2 Antes de atentar para a oferta, Deus atenta para o ofertante (Gn 4.3-5). Sob a análise divina a oferta tem valor secundário, enquanto que o ofertante tem valor primário. Por diversas vezes, principalmente na literatura profética, verificamos que Deus rejeita um sacrifício ou uma oferta quando a obediência e a vida em santidade são substituídos por rituais religiosos (Is 1.11-17; Mq 6.6-8; Ml 1.6-14). Semelhante princípio foi ensinado por Jesus (Lc 21.1-4; 18.10-14).

III – A INVEJA DE CAIM E OS MALES QUE A ACOMPANHARAM

Caim sentiu inveja de seu irmão Abel, porque este alcançara o favor de Deus e ele não (Gn 4.5). A i nveja é um misto de ódio, desgosto e pesar pelo bem e felicidade de outrem. A inveja é perniciosa para qualquer pessoa, pois, ela está ligada diretamente com a carnalidade e é uma das maiores demonstrações de mesquinharia humana, causada pelo pecado (Gl 5.19-20). Podemos dizer que a inveja sempre envolve um sentimento maléfico de ressentimento pelo sucesso do outro e ninguém é beneficiado por ela. Abaixo destacaremos algumas outras obras da carne decorrentes da inveja:

3.1 Ira (Gn 4.5,6). Após ter a sua oferta reprovada por Deus, Caim se irou fortemente (Gn 4.5-b). “Diz o original hebraico, literalmente, “Caim incendiou-se muito”. Por muitas vezes, a ira do homem é o começo da cadeia que termina em algum ato precipitado. Com frequência, os homens se iram por causa de seus fracassos, mas não mostram nenhum interesse em se corrigirem quanto a seus erros” (CHAMPLIN, 2001, p. 43). Quando o homem não domina o seu sentimento de ira por alguém, poderá cometer as piores crueldades com os seus semelhantes (Gn 4.7). Paulo ensinou que não devemos deixar o sol se pôr sobre a nossa ira, do contrário, o diabo encontrará espaço no coração (Ef 4.26,27).

3.2 Homicídio premeditado (Gn 4.8). Caim resolveu dar fim a vida do seu próprio irmão Abel. Isto se deu, quando ele convidou seu irmão para ir ao campo, criando o ambiente propício para cometer o crime. “Caim já tinha o homicídio em seu coração, e convidou propositadamente a Abel para que fosse com ele a um lugar onde lhe convinha executar seu maligno propósito. Nesse caso, o primeiro homicídio foi premeditado (CHAMPLIN, 2001, p. 45). É estarrecedor ver que o primeiro homicídio ocorrido na Terra, foi de um irmão contra o outro. Caim não se deu por satisfeito, ao ver que seu sacrifício não fora recebido e o de seu irmão sim, projetou em seu coração executar Abel e do jeito que pensou fez. A Bíblia condena o homicídio e também o ódio que poderá levar alguém a assinar outrem (Êx 20.13; Dt 5.17; Mt 5.21; I Jo 3.15).

3.3 Mentira (Gn 4.9). Quando interpelado por Deus acerca de onde estava seu irmão, Caim respondeu com aspereza “Não sei; sou eu guardador do meu irmão?”. “O assassino mostrou que também era um mentiroso, tal como Jesus disse acerca de Satanás (Jo 8.44,45). A perversão humana é como as raízes espinhentas que espalham os seus tentáculos por toda parte e sobre tudo, estragando assim a personalidade inteira. A mente criminosa quase sempre ofende em várias áreas” (CHAMPLIN, 2001, pp. 45,66). O verdadeiro servo de Deus tem compromisso com a verdade (Lv 19.11; Cl 3.9).

IV – A PUNIÇÃO DIVINA PELO CRIME DE CAIM

Após consumado o ato de violência contra o próprio irmão, Caim foi confrontado por Deus. O Senhor o questionou onde estava Abel e o que havia feito com ele. O transgressor, prontamente e rispidamente negou saber (Gn 4.9,10). Pensou talvez que por perguntar, Deus não estava sabendo, mas ninguém pode esconder suas intenções e atitudes daquele que é Onisciente (Gn 4.11; Sl 139.1-6; Pv 21.2; Hb 4.13; Ap 2.23). A Bíblia nos revela que Deus puniu-o pelo seu crime hediondo, da seguinte forma: (a) Amaldiçoando-o (Gn 4.11). Como sempre a maldição está vinculada a desobediência aos mandamentos divinos, assim como a benção ligada a obediência (Dt 11.26-28); e, (b) Dificultando a fertilidade da terra (Gn 4.12). Caim era agricultor, ou seja, tirava seu sustento daquilo que plantava (Gn 4.2). Todavia, após o seu pecado foi punido por Deus também nesta área. “O solo, empapado com o sangue de Abel, perpetraria vingança contra Caim. Recusar-se-ia a produzir com abundância. Caim haveria de trabalhar e suar, mas a terra mostrar-se-ia relutante. Essa maldição repete aquela que fora lançada contra Adão (Gn 3.18,19). Seu destino agora seria caminhar errante pelo deserto, visto que não demonstrou arrependimento pelos erros que cometeu (Gn 4.12,14,16). É assim que se encontram todos aqueles que se distanciam de Deus (Jz 21.25; Pv 4.19; Is 53.6).

V – ADVERTÊNCIA PARA QUE NÃO SEJAMOS COMO CAIM

5.1 O caminho de Caim (Jd 1.11). Judas, o irmão do Senhor, escreveu em sua epístola, exortações aos cristãos genuínos que se mantivessem longe dos falsos cristãos, cujos ensinos eram pervertidos e podiam afastá-los do caminho certo. Judas assevera de forma contundente que estes hereges entraram pelo caminho de Caim, ou seja, como Caim matou Abel, estes podiam trazer morte espiritual aos servos de Senhor.

5.2 As obras de Caim (I Jo 3.12-b). Destacando o amor ao próximo como evidência de uma verdadeira espiritualidade e comunhão com Deus, o apóstolo João, exorta aos cristãos a não imitarem as obras de Caim, visto que, pela inveja e egoísmo praticou coisas más, trazendo malefícios para seu próprio irmão, sua família e para si mesmo. Para João, quem não ama seu irmão pertence ao Maligno e é imitador das obras de Caim.

CONCLUSÃO

Quando o pecado foi introduzido no mundo afetou diretamente a natureza humana, levando os homens a cometerem atrocidades inimagináveis, contra Deus, contra si mesmos e contra o próximo. Somos advertidos pelo mau exemplo de Caim, a não trilharmos o seu caminho de inveja, nem imitarmos as suas obras injustas.

REFERÊNCIAS

  • CHAMPLIN, R. N. O Novo Testamento Interpretado Versículo por Versículo. Vol 1. HAGNOS.
  • GARDNER, Paul. Quem é quem na Bíblia Sagrada. VIDA.
  • STAMPS, Donald C. Bíblia de Estudo Pentecostal. CPAD.
  • PFEIFFER, Charles, et al. Wycliffe: Dicionário Bíblico. CPAD.
  • RADMACHER, Earl D. Et al. O Novo Comentário Bíblico: AT. CENTRAL GOSPEL.

Fonte: REDE BRASIL

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