A Criação dos Céus e da Terra

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4º TRIMESTRE 2015

O COMEÇO DE TODAS AS COISAS

Estudo sobre o livro de Gênesis

COMENTARISTA: Pr. Claudionor de Andrade

LIÇÃO 02 – A CRIAÇÃO DOS CÉUS E DA TERRA – (Sl 104.1-14)

 INTRODUÇÃO

A origem do Universo é um tema bastante discutido na sociedade hodierna. E como sempre, sua discussão se restringe apenas à algumas tentativas em vão de se explicar a origem através de teorias “blindadas” e repassadas como ciências exatas. Porém, a Bíblia é clara e taxativa em mostrar que tudo começou quando o Deus de amor iniciou a criação.

I – DEFINIÇÃO DE DEÍSMO E TEÍSMO

Na Bíblia o termo criar tem dois sentidos, no sentido de criação imediata e no sentido de criação mediata. Como criação imediata de Deus, entendemos o ato livre do Deus Trino pelo qual no princípio e para Sua glória, criou o universo sem usar material preexistentes, ou seja, criou do nada (do hebraico “barah”). Enquanto que a criação mediata nos fala da ação criadora a partir de material já existentes. A Bíblia nos mostra Deus na criação original do céu e da Terra (Is 40.26; 45.18; Is 43.5; 45.18; Jo 1.3; At 17.24; Rm 11.36) e de todos os homens (Sl 102.18; 139.13-16; Is 43.1,7). Em relação a ação criadora de Deus, temos duas posições diferentes. Vejamos:

1.1 Deísmo. “Doutrina que, apesar de admitir a existência do Supremo Ser (Deus), ensina não estar Ele interessado no curso que a história toma ou venha a tomar. Noutras palavras, de acordo com o deísmo, Deus limitou-se tão somente a criar-nos, abandonando-nos a seguir à própria sorte” (ANDRADE, 2006, p. 133).

1.2 Teísmo. “Doutrina que admite a existência de um Deus pessoal, Criador e Preservador de tudo quanto existe, e que, em sua inquestionável sabedoria, intervém nos negócios humanos relacionando-se com sua criação” (ANDRADE, 2006, p. 338). Este é o ponto de vista teológico que cremos (Jó 39; Mt 6.26). Nenhuma verdade científica da Bíblia jamais foi contraditada.

II – PRINCIPAIS TEORIAS ACERCA DA ORIGEM DO UNIVERSO

Há dois tipos principais de evolucionistas a saber: a) O evolucionista ateísta, é aquele que acredita que a criação é obra do acaso sem nenhuma participação de Deus, e b) O evolucionista teísta, é aquele que acredita que Deus criou todas as coisas, e a criação passou por um processo de evolução. Todavia, tanto o evolucionismo ateísta como o teísta, são confrontados com a verdade das Escrituras que diz que Deus criou o Universo, a Terra, as plantas, os animais e o homem que é a coroa da criação em seis dias (Gn 1 e 2). (ANDRADE, 2006, p. 185). Vejamos algumas teorias quanto a criação:

2.1 Big-Bang (teoria da grande explosão). Defende que tudo resultou de uma grande explosão aleatória e sem causa primária a bilhões de anos (evolução espontânea), e que, a partir daí, surgiram os mundos, as galáxias e tudo que existe sem a participação de um Ser criador. Mas, a Bíblia declara que todas as coisas foram criadas por Deus (Gn 1.1; Jo 1.10; Cl 1.16,17; Hb 11.2).

2.2 Teoria ateísta. Nega a existência de Deus e afirma que o universo é a totalidade de existência, e que existe por necessidade e por toda eternidade. Entretanto, a geologia e a astronomia tem demonstrado que houve grandes mudanças na Terra e no espaço sideral, mostrando com isso que a ordem presente não é eterna, ou seja, houve um tempo em que o Universo não existia (Hb 3.4). Vejamos ainda (Rm 1.19,20; Sl 19.1-10).

2.3 Teoria panteísta. Declara que Deus e a natureza são a mesma coisa e estão inseparavelmente ligados. O Senhor nada criou, mas tudo emana e faz parte dele, ou seja, Deus é tudo e tudo é Deus. Porém, a Bíblia afirma que o Criador não é parte do universo, e sim, este foi criado por Ele (Gn 1.1; At 17.24)

2.4 Teoria evolucionista. Ensina que a matéria é eterna e preexistente. A partir daí, mediante processos naturais e por transformação gradual, os seres passam a existir. Todavia, a Bíblia afirma que Deus criou todas as coisas (Jo 1.1-3).

III – PORQUE O CRIACIONISMO É BÍBLICO

O criacionismo é a doutrina segundo a qual tudo quanto existe foi criado unicamente por Deus. Vejamos porque o criacionismo é bíblico e deve ser aceito:

3.1 Porque é a única doutrina que explica a criação como um ato divino. O Trino Deus é o autor da criação (Gn 1.1; Is 40.12; 44.24; 45.12). A participação do Filho na criação é indicada pelos seguintes textos (Jo 1.3; 1Co 8.6; Cl 1.15-17); bem como a atividade do Espírito Santo (Gn 1.2; Jó 26.13; 33.4; Sl 104.8).

3.2 Porque é a única doutrina que explica a criação como um ato livre de Deus. A Bíblia nos ensina que Deus criou todas as coisas segundo o conselho de Sua vontade (Ef 1.11, Ap 4.11) e que Ele é auto-suficiente e não depende de Suas criaturas para exercer sua vontade criadora (Jó 22.2,3; At 17.24).

3.3 Porque é a única doutrina que defende a criação como um ato temporal de Deus. Deus criou o mundo “no princípio” da criação, o tempo passa a existir dentro da eternidade a partir da criação do mundo. Na Bíblia, aprendemos que o mundo teve um começo, ou seja, um início (Mt 19.4,5; Mc 10.6; Hb 1.10).

3.4 Porque é a única doutrina que defende a criação como um ato pelo qual o universo é produzido do nada . A Bíblia Sagrada declara que o universo foi criado a partir do nada (Gn 1.1) do hebraico “barah”, ou seja, o universo não foi criado a partir de material pré-existente, e esta verdade é ensinada nas passagens (Sl 33.6,9; e 148.5; Hb 11.3).

IV – A IMPORTÂNCIA DO CRIACIONISMO BIBLICO

A importância do criacionismo bíblico é que ele responde às perguntas fundamentais da existência humana. Como chegamos aqui? De onde viemos? Por que estamos aqui? Gênesis é o alicerce para o resto da Escritura, onde encontramos as respostas a estas questões. Gênesis tem sido comparado à raiz de uma árvore por ser a âncora da Escritura.

4.1 O criacionismo bíblico responde à questão da criação da raça humana. O texto de Gênesis 1.1 nos dá três grandes verdades que são os fundamentos do criacionismo bíblico e da fé cristã. Em primeiro lugar, Deus é um só. Isto está em contraste com o politeísmo dos pagãos e o dualismo da filosofia humanista moderna. Em segundo lugar, Deus é pessoal e existe fora da criação. Isso está em contraste com o panteísmo, onde Deus é visto como imanente, mas não transcendente. Em terceiro lugar, Deus é onipotente e eterno. Isto está em contraste com os ídolos que algumas pessoas adoram. Deus existia antes, agora, e sempre existirá – O Deus trino criou tudo o que existe a partir do nada (Gn 1.3; Jo 1.1-3; Rm 4.17).

4.2 O criacionismo bíblico responde à questão da condição da raça humana. Trata da queda do homem, mas também deixa-nos com a esperança de redenção (Gn 3.15; Rm 6.23). É importante que entendamos que estamos unidos em um homem – Adão, uma pessoa que realmente existiu. Se Adão não for uma verdadeira pessoa, então não temos nenhuma explicação plausível de como o pecado entrou no mundo (1Co 15.22). Adão é o cabeça da raça caída, e Cristo é o cabeça de uma raça redimida (Rm 5.18-19).

4.3 O criacionismo bíblico responde à questão da condição da raça humana após a morte. A última questão fundamental para a humanidade é o que acontece conosco quando morremos (Jó 14.1,2; Hb 9.27; Tg 4.13-15). Se o homem for apenas parte do universo evoluído e retornar ao pó quando morre, temos de afirmar que não temos alma ou espírito e que esta vida é tudo que existe. A moralidade de Deus define um padrão imutável que não só promove uma vida melhor para nós pessoalmente, mas também nos ensina a amar os outros e, por último, a trazer glória ao nosso Criador. Este padrão é exemplificado por Cristo. É através da Sua vida, morte e ressurreição que encontramos um propósito para esta vida e esperança de uma vida futura com Deus no céu (I Co 6.14; 15.20-22,52; II Co 4.14; I Ts 4.16).

V – A CRIAÇÃO DO UNIVERSO SEGUNDO A BÍBLIA

A Bíblia não discute o tema “evolução”, pois inicia afirmando que “No princípio criou Deus os céus e a terra” (Gn 1.1). O que evoluiria seria a ciência, as pesquisas, o saber (Dn 12.4). Ela não entra em detalhes sobre os assuntos postos acima. Apenas afirma. Não se preocupa em explicar, por exemplo, se os seis (6) dias da criação foram de vinte e quatro (24) horas como os de hoje. A seguir, vejamos alguns argumentos que reforçam a criação como é descrita na Bíblia:

5.1 A formação das espécies. A evolução prega que as espécies foram aparecendo de acordo com mutações nos seres iniciais, de acordo com a necessidade ambiental de sobrevivência. Hoje em dia, sabemos que existem variações dentro da mesma espécie. Por exemplo: vários cruzamentos genéticos em cães têm propiciado o aparecimento de novas raças. Mas continuam sendo cães. Não se conhece nenhum animal que devido a mutações mudou de espécie, simplesmente porque isso é impossível e a maioria das mutações leva seres vivos à morte (Gn 1.12 20-22).

5.2 As leis da Natureza. Todas as leis da física e da biologia têm total compatibilidade com o relato bíblico da criação, se houver o pressuposto de que num determinado momento todo o universo estava criado e maduro, e começou a validade das leis da natureza (Sl 19.1-4).

5.3 O Universo apareceu todo na semana da criação. Não existe nenhuma evidência de que esteja havendo evolução em todo tempo registrado. Os fósseis encontrados anteriormente, e ainda em nossos dias, indicam que os seres de outrora eram exatamente como os de hoje, ou seja, não existe nada sobre as espécies transitórias defendidas pela teoria da evolução.

5.4 A Origem da Vida. Conforme a teoria da evolução, o primeiro ser vivente surgiu da combinação de vários acontecimentos físicos e químicos. Pelo conhecimento atual a respeito deste assunto, sabe-se que o mecanismo necessário para proporcionar a vida desencadearia um processo de desintegração da célula criada logo a seguir. Isto está de acordo com a lei da Termodinâmica que explica sobre a tendência de desorganização dos sistemas organizados. Os evolucionistas pensam mais ou menos assim: Coloque todas peças de um relógio dentro de uma caixa e sacuda até que o mesmo seja completamente montado.

 CONCLUSÃO

A Bíblia Sagrada, a inerrante Palavra de Deus, e somente ela, tem a única, e mais lógica, explicação para a origem do Universo. Negar a existência de um Projeto inteligente, e de um Criador inteligente, é negar a própria lógica do Universo constatadas pela astronomia, física, pela química e por outras ciências. Cumpre-se o que diz, de modo eloquente, a Palavra de Deus: “Os céus manifestam a glória de Deus e o firmamento anunciam as obras de suas mãos” (Sl 19.1).

REFERÊNCIAS

  • CHAMPLIN, R. N. Dicionário de Bíblia, Teologia e Filosofia. HAGNOS.
  • KELLY, J.N.D. Introdução e Comentário. MUNDO CRISTÃO.
  • STAMPS, Donald C. Bíblia de Estudo Pentecostal. CPAD.
  • HOWARD, R.E et al. Comentário Bíblico. CPAD.

Fonte: REDE BRASIL

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