A última ceia

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2º TRIMESTRE 2015

JESUS, O HOMEM PERFEITO

O Evangelho de Lucas, o médico amado

COMENTARISTA: Pr. JOSE GONÇALVES

 

LIÇÃO 11 – A ÚLTIMA CEIA – (Lc 22.7-20)

 INTRODUÇÃO

Veremos nesta lição, qual a importância da “Ceia do Senhor” no passado, presente e futuro; estudaremos as bênçãos e a segurança para aqueles cumprem esta ordenança do Senhor; analisaremos ainda sua celebração com seus dois símbolos: o pão e vinho e, por fim, pontuaremos os conceitos teológicos sobre esta forma cúltica da Igreja.

I – A IMPORTÂNCIA DA CEIA NO PASSADO, PRESENTE E FUTURO

Além de celebrar a Páscoa, Jesus instituiu uma ordenança completamente nova: “A Ceia do Senhor” (ICo 11.23-26). Ela serviria como um conjunto de símbolos que relembrassem aos discípulos o corpo e sangue dados por eles e para seu livramento, até que Jesus retomasse. Seria também um sinal da Nova Aliança que ele inauguraria com seu sangue (Mt 26.28; 1Co 11.24-26). A Ceia do Senhor em sua celebração pode ser caracterizada em três momentos distintos: passado, presente e futuro. Pontuemos:

1.1 Sua importância no passado. É um memorial da morte de Cristo no Calvário, para redimir os crentes do pecado e da condenação. Através de sua morte podemos obter a remissão de nossas falhas. É também um memorial, do grego “anamnesis”, pelos benefícios provenientes do sacrifício de Jesus Cristo; lembrando-nos da morte de Cristo no Calvário, para nos remir da condenação (1Co 11.24-26; Hb 8.7-13). “A Páscoa levou a nação de Israel a lembrar-se de sua redenção da servidão no Egito (Êx 12) na celebração da Ceia, as nossas mentes se voltam para o Calvário” (Lc 22.19).

1.2 Sua importância no presente (. A Santa Ceia expressa a nossa comunhão, do grego “koinonia”, com Cristo e, de nossa participação nos benefícios oriundos da sua morte sacrificial e ao mesmo tempo expressa a nossa comunhão com os demais membros do Corpo de Cristo (1Co 10.16,17).

1.3 Sua importância no futuro. É um antegozo do Reino futuro de Deus e do banquete messiânico escatológico, quando então, todos os crentes estarão presentes com o Senhor (Mt 8.11, 22.1-14; Mc 14.25; Lc 13.29, 22.17, 18.30), pois a Santa Ceia é um ato que antevê a volta iminente de Cristo para arrebatar a sua Igreja e, uma antecipação da alegria que teremos em participarmos com Cristo, na Ceia das Bodas (Ap 19.7-9; Mt 26.29). Cada celebração da Ceia do Senhor Jesus traz consigo um sentimento de alegria com antecipação profética do banquete que virá (TOKUNBOH, 2013, p. 1277).

II – AS BÊNÇÃOS E A SEGURANÇA PARA AQUELES QUE CELEBRAM A CEIA DO SENHOR

Quando a refeição pascal estava chegando ao fim (Mt 26.25; Lc 22.20), Jesus instituiu a ordenança que a Igreja chama de “Santa Ceia” , “Ceia do Senhor” (1Co 10.16; 1Co 11.20). Então, podemos assegurar que a Ceia nos proporciona:

2.1 Nossa genuína comunhão com Jesus Cristo. Ao participarmos da Ceia estamos anunciando a nossa comunhão com Cristo. Afinal, ao participar dela é que nós demonstramos e provamos esta comunhão (Jo 6.53–58). Ao celebrarmos participamos da alegria, da vida, dos sofrimentos e da Glória de Jesus Cristo (2Co 1.3-7; 1Pe 4.12-14) (WIERSBE, 2013, p. 346).

2.2 Nossa participação nos benefícios provindos do Sacrifício de Jesus Cristo. Na participação do Corpo e do Sangue de Cristo, demonstramos (tanto internamente como externamente) que seriamente temos aceitado o Sacrifício de Cristo e, que pela fé, assim fazendo, estamos compartilhando de todos os benefícios oriundos daquEle Santo Sacrifício (Rm 3.24,25; 4.25; 5.6-21; 1 Cor 5.7; 10.16; Ef 1.5,7; 2.13; Cl 1.20; Hb 9-10; 1Pe 1.18-21; Ap 1.5).

2.3 Nossa comunhão com os demais membros do Corpo de Cristo. Primeiro é preciso termos comunhão com Cristo, a Cabeça do Corpo, mas também se faz necessário em ter comunhão como os demais membros do corpo de Cristo, a sua Igreja (At 2.42; Fp 1.22; Cl 1.18; 1Jo 1.7) compartilhando dos mesmos benefícios eternos (Jo 17.21; At 20.34-38; Rm 12.5,10-20; 1Co 10.17; 12.12-27; Gl 3.28; Ef 4.13; 2Tm 2.3).

III – A CEIA DO SENHOR E SUA CELEBRAÇÃO

O crente comprometido com a Palavra, sabe que deve participar da Ceia do Senhor pois é uma ordenança bíblica (Mt 26.26; Mc 14.22); trazendo a memória a morte do Senhor (Lc 22.19; 1Co 11.24,25); confessando que, pelo sangue de Jesus, temos o perdão (Mt 26.28); tendo comunhão com Cristo e com os crentes (1Co 10.16,17); oferecendo gratidão e adoração (Ap 5.9,13,14) e para anunciar a volta do Senhor (1Co 11.26). Vejamos a importância desta celebração:

3.1 A ceia como um memorial. Lugar algum das Escrituras mencionam o pão e o vinho se tornando literalmente o corpo e o sangue do Senhor na hora em que o partilhamos. Pelo contrário, Jesus deixa claro o caráter simbólico do ato ao dizer: “fazei isto em memória de mim” (1Co 11.25). A ceia do Senhor é um momento de recordação do que ele fez por nós ao morrer na cruz para a remissão dos nossos pecados.

3.2 A ceia como um ritual de aliança. Para os judeus, o pão e vinho faziam parte de um ritual de aliança de sangue (Gn 14.18). Ao contrair uma aliança deste nível, as duas partes estavam declarando que misturavam suas vidas e tudo o que era de um passava a ser de outro e vice-versa; por isso Jesus declarou na ceia que o cálice era a “aliança no seu sangue”, fazendo um ritual de aliança (1Co 6.17; Jo 6.53-56) (WIERSBE, 2013, p. 346 – acréscimo nosso).

3.3 A ceia como um ritual de comunhão. No tempo apostólico as ceias eram também chamadas de “ágapes” ou “festas de amor” (Jd 12), o que reflete parte de seu propósito. As ênfases na expressão “corpo” que encontramos no ensino bíblico da ceia, reflete esta visão de unidade e comunhão. A mesa é um lugar de comunhão em praticamente quase todas as culturas e épocas, e a mesa do Senhor não deixa de ter também esta característica (SANTOS, 2005, p. 15).

3.4 A ceia como um ritual de consequências espirituais. Participar da mesa do Senhor tem conseqüências espirituais; ou o cristão é abençoado ou é alvo do juízo (1Co 11.27-32). A Ceia do Senhor será sempre um momento de benção ou de maldição para os que dela participam (1Co 10.16). A Ceia traz bênçãos espirituais sobre aqueles que dela participam. A Bíblia não usa especificamente esta palavra, mas mostra que um castigo pode vir como um juízo de Deus para quem O desonra (1Co 11.27-32). Todavia, é preciso destacar que a obra redentora de Cristo também nos proporciona cura física, e na Ceia é um momento onde podemos provar a benção da saúde a da cura (Is 53.4,5).

IV – A CEIA E OS DOIS SÍMBOLOS: O PÃO E VINHO

O Senhor instituiu uma nova e muito mais significativa ceia. Naquela noite da última ceia terminou a dispensação judaica e a graça vigorou. As palavras de Jesus em Lucas 22.16 indicam que não haveria mais Páscoas no calendário de Deus. A Páscoa comemorava o êxodo de Israel do Egito vários séculos antes, mas Jesus realizaria um “êxodo” ainda maior na cruz. Nisto vemos Jesus utilizando símbolos antigos para lhes dar um novo significado (TOKUNBOH, 2013, p. 344). Essa linguagem metafórica nos ensina o seguinte:

4.1 O significado do pão. O pão simboliza o corpo de Jesus, representando o sacrifício de Cristo por nós (Jo 3.35), e fala de seis verdades a saber: (a) Encarnação de Cristo: “isto é o meu corpo…” (Mt 26.26; 1Co 11.24; Hb. 10.5; Rm. 8.3; Fp. 2.7,8); (b) Sua devoção e seu sofrimento: “… que é partido…” (Ef. 5.2; Jo 10.18; Mt. 18.7); (c) De sua substituição: “… por vós…” (Lc 22.19; Is 53.5; 1Pe 1.19); (d) Seu convite: “Tomai, comei…”; (e) Sua finalidade: “Fazei isto em memória de mim”; e, por fim, (f) de sua gloriosa esperança: “Até que Ele venha” (Jo 14.1-3). O grão de trigo, do qual vem o pão, cai primeiro na terra e morre. Isto aconteceu com o Senhor (Jo 12.24). Comer o pão simboliza a participação nos benefícios trazidos pela morte de Cristo. O trigo é cortado, trilhado e moído; assim o nosso Senhor foi batido, açoitado, coroado com espinhos e morto (Is 53.4,5; Hb 2.9).

4.2 O significado do vinho. O vinho (era diluído com água e, portanto, não tinha efeito inebriante) simboliza o seu sangue derramado na Cruz do Calvário (Mt 26.27,28 ; 1Pe 1.18,19). A Nova Aliança instituída por Cristo é um pacto de sangue. O vinho lembra de sua vida oferecida por nós (Jo 10.18; Is 53.7,8). Lembra da Nova Aliança no sangue de Jesus (Lc 22.20). Também lembra-nos de que maneira recebemos esta nova vida (Jo 6.55,56). O sangue de Jesus é o preço da nossa redenção (Ef 1.7; 1 Pe 1.18,19; Ap 5.9). É a base do perdão ( Lv 17.11; Hb 9.22). É a nossa justificação (Rm 5.9; 5.1; 4.5; Cl. 2.12). É a nossa paz (Cl 1.20; Rm 5.1). É a nossa purificação (1Jo 1.7; Ap 1.5; Hb 9.14) (SANTOS, 2005, p. 16).

V – A CEIA DO SENHOR E OS CONCEITOS TEOLÓGICOS

Os teólogos apontam três pontos de vista a respeito do que Paulo disse em (1Co 11.24). Vejamos detalhadamente estes conceitos:

  • Transubstanciação. É o conceito de que na ministração da Santa Ceia o pão e o vinho após a oração é transformado literalmente no próprio corpo e sangue de Jesus. Este conceito foi adotado pelos católicos em 1215 d.C. e depois reafirmado no Concilio de Trento em 1551 d.C.
  • Consubstanciação. Este outro conceito ensinado por Martinho Lutero mostra que: Cristo se une as substâncias do pão e do vinho, numa simbologia, porém os elementos do pão e do vinho estão presentes espiritualmente. Para este pensamento os elementos permanecem imutáveis.
  • Sacramentação. É um juramento ou um ato de purificação da alma. Porém quem pode nos purificar é o sangue de Jesus. (I Jo 1.6-7). É considerado rito religioso.
  • Ordenação. Esse termo na língua grega tem o significado de regulamento ou uma ordem, forma de ordenar algo por alguém (Ef 2.15). Nós adotamos este conceito. É um rito simbólico que põe em destaque as verdades centrais da fé cristã, e que é obrigação universal e pessoal. O batismo e a Ceia do Senhor são ritos que se tornaram ordenanças por ordem especifica de Cristo.

CONCLUSÃO

A Santa Ceia do Senhor é um memorial instituído por Jesus para os seus discípulos, levando-nos a reflexão de nossas vidas, em uma dimensão espiritual do passado, no presente ligando assim ao futuro na sua vinda. Devemos nos apresentar diante do altar com um sentimento de reverência, respeito e compromisso com o Senhor Jesus que nos resgatou do pecado, garantindo assim a vida eterna.

 REFERÊNCIAS

  • TOKUMBOH, Adeyemo. Comentário bíblico africano. Mundo Cristão
  • STAMPS, Donald C. Bíblia de Estudo Pentecostal. CPAD.
  • WIERSBE, Warren W. Comentário Bíblico Expositivo: NT: vol. 01. Geográfica Editora.

 

Fonte: REDE BRASIL

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