As limitações dos discípulos

  FLAG SPAINFLAG RUSSIANFLAG USAFLAG FRANCEFLAG GREECEFLAG GERMANYFLAG KOREANFLAG JAPANFLAG ITALYFLAG ISRAELFLAG CHINAFLAG INDIA

2º TRIMESTRE 2015

JESUS, O HOMEM PERFEITO

O Evangelho de Lucas, o médico amado

COMENTARISTA: Pr. JOSE GONÇALVES

 

LIÇÃO 09 – AS LIMITAÇÕES DOS DISCÍPULOS- (Lc 9.38-42,46-50)

 INTRODUÇÃO

            O registro de Lucas nos informa que após Jesus ter passado a noite em oração, chamou para si os seus discípulos e, escolheu dentre eles doze, nomeando-os, por sua vez, de apóstolos (Lc 6.12-16), e Marcos ainda acrescenta, que Cristo os nomeou para que estivessem com Ele, (Mc 3.14). Esta lição tem como objetivo mostrar que a limitação humana, é um princípio que nos torna humanos, e que no colegiado dos apóstolos suas limitações foram percebidas, mas Jesus, o Mestre por excelência, os discipulando, capacitou-os para Sua grande Obra.

 I – DEFININDO A PALAVRA-CHAVE

            A palavra-chave que norteará o nosso estudo é a palavra “limitação”, que segundo Aurélio, aponta para a “insuficiência, a finitude e a dependência de outrem” (FERREIRA, 2004, p. 1208). A lista que elenca os nomes dos doze apóstolos deixa bem claro que Jesus não os nomeou com base em critérios sobre-humanos ou divinos, pelo contrário, suas nomeações se deram exclusivamente pela graça de Deus que lida com as limitação humana (2 Co 4.7). Na tabela abaixo, veremos que os apóstolos eram homens simples, limitados, imperfeitos, finitos e totalmente dependentes do seu Mestre. Eles eram homens, não super-homens! (Lc 6.12-16).

NOMES LIMITAÇÕES HUMANAS REFERÊNCIAS
Pedro Um pescador cheio de dúvidas, impulsivo, inseguro, de temperamento fortíssimo Mt 4.18; 14.31; 26.33,35,69-75;   Jo 18.10
André Um pescador cuja visão do Cristo era limitadíssima Mt 4.18; Jo 6.8,9
Tiago Um pescador de temperamento instável, explosivo e egoísta Mt 4.21; Mc 10.37;  Lc 9.54
João Um pescador de natureza explosiva, enérgica e imprevisível Mc 9.38; Lc 9.49,54
Filipe Um homem descrente no campo dos milagres Jo 6.5-7
Bartolomeu Um homem cuja fé era oscilante Mt 10.3; Lc 6.14; 8.22-25
Mateus Um cobrador de impostos com uma vida fragilizada Mt 9.9-11; Mt 26.56
Tomé Um homem ansioso, cético (incrédulo) Jo 20.27
Tiago filho de Alfeu Filho de Maria, conhecido como o Menor Mc 15.40;  Lc 8.22-25
Simão zelote Um homem movido pelo “zelo” do partido político do qual era membro Mt 10.4; Mc 3.18; Lc 6.15
Judas filho de Tiago Um homem dominado pelo medo  Lc 8.22-25; Mt 26.56
Judas Iscariotes Um tesoureiro ambicioso e infiel Mt 26.14-16; Mc 14.10,11;  Jo 12.6

 II – AS LIMITAÇÕES NOS PORMENORES

            O capítulo nove de Lucas mostra os discípulos de Jesus sendo lapidados pelo Mestre, no que diz respeito, a algumas finitudes que tinham acerca das virtudes do Reino dos Céus. Vejamos: (1) Grandeza (Lc 22.24-30). O texto diz que houve uma “discussão”, uma “disputa”, uma “contenda” entre os discípulos em querer saber quem era o maior entre eles. O Homem limitado vê a grandeza na posição, no cargo, na liderança, no poder, na influência, nos diplomas de nível superior… Jesus os ensinou que quem quiser ser grande que seja o menor. (2) Exclusivismo (Lc 18.15-17). O exclusivista quer tudo só para si, para seu uso ou gozo pessoal, os discípulos eram tão exclusivistas que quiseram impedir até as criancinhas de ir ter com Jesus e serem abençoadas por Ele. (3) Valores empobrecidos. Avareza, ansiedade, ódio e ressentimento e outros comportamentos dos discípulos revelam o quanto eles estavam aquém da realidade do ministério de Jesus Cristo (Lc 9.49,50; 12.13,14,22-34; 17.3,4). Mas nem por tais limitações, eles deixaram de ser escolhidos. Nos dias atuais, o ciclo não é diferente (Jesus identifica as limitações, faz as devidas transformações e, capacita para sua Obra), Jesus continua escolhendo homens e mulheres limitados.

III – O ÁPICE DA LIMITAÇÃO HUMANA

            O registro Lucano (Lc 9.38-42) revela o ponto mais alto da limitação dos discípulos, a falta de fé, isto é, a desconfiança em Deus. No dia em que Jesus viajou na companhia dos seus discípulos à Gadara, o Mestre fez algumas considerações quanto a ausência deste elemento indispensável na vida dos apóstolos. “… Onde está a vossa fé?” (Lc 8.25); “Ainda não tendes fé?” (Mc 4.40). Jesus estava lhes ensinando que a fé verdadeira é manifesta em todos os momentos da vida, inclusive nos momentos mais adversos. A palavra “fé” possui vários significados e, só podem ser definidos dentro do contexto onde ela está inserida. O dicionário Aurélio define esta palavra como “crença religiosa”, “confiança” (FERREIRA, 2004, p. 880). Já no hebraico “fé” é “heemim”  e no grego é “pisteuõ” que aludem para a confiança que depositamos em todas as providências de Deus (ANDRADE, 2006, p. 188 – acréscimo nosso). A fé faz com que vejamos o invisível e acreditemos no inacreditável.

III – DISCÍPULOS SENDO DISCIPULADOS

            A vida é uma escola que não camufla a limitação ou a incapacidade humana. Os discípulos de Cristo, deparam-se com uma situação que lhes exigia demonstração de fé (Lc 9.37-43), mas eles estavam limitados quanto a ela, pois a fé é fruto de uma vida plena em comunhão com Deus (Hb 11.6) e eles em alguns momentos, por não desfrutarem desta comunhão plena, não a externaram (Lc 22.45,46). Contudo, foram discipulados por Cristo.

 3.1. Pobres de fé. O evangelista Lucas, discorre a narrativa de um jovem lunático que desde a infância sofria possessão demoníaca. O pai recorreu aos discípulos para eles expulsarem o espírito maligno do seu filho, mas eles não puderam     (Lc 9.37-40). A pergunta deles a Jesus foi: “Por que não podemos expulsá-lo?” (Mt 17.19). Jesus lhes apresenta duas razões pelas quais suas limitações humanas inibiu a autoridade espiritual de expulsar o espírito imundo:

 3.1.1. “… pequena fé” (Mt 17.20; 21.21). Na narrativa de Mateus (Mt 17.14-21) A expressão grega para “pequena fé” apresentada no texto é “apistia” que aponta para a “incredulidade”, a “descrença” ou a “dúvida” dos discípulos (PALAVRAS-CHAVES, 2009, p. 570). O insucesso ou a falta de autoridade dos discípulos se deu por causa da dúvida, a incredulidade é fruto de um coração ausente de fé.

 3.1.2. “… Mas, esta casta de demônios não se expulsa senão pela oração e jejum” (Mt 17.21). A expressão adversativa “mas” apresentada no texto significa “além disso”, ou seja, os discípulos não puderam expulsar a casta de demônios do jovem, primeiro, porque eram incrédulos para expulsar e, além disso, eles precisavam de ter uma vida plena de comunhão com o Pai, por meio dos caminhos da oração e jejum.

 3.1.3. A grande lição. Jesus estava lhes ensinado que se eles buscassem uma comunhão profunda com Deus como também o conhecimento das Escrituras (Lc 24.25), seus corações se encheriam de fé, o que lhes daria autoridade espiritual, de expulsar não só a casta de demônio, como também, confiança em Deus de remover montanhas, operar milagres e curas, e realizar grandes coisas para Deus (Jo 14.12).

 IV – HOMENS LIMITADOS MAS CAPACITADOS PELO ESPÍRITO SANTO

            Os evangelhos, como também, o livro dos Atos dos Apóstolos, registram que os discípulos se aplicaram nos ensinos de Cristo (At 1.1), a saber, a oração, o jejum e a leitura das Escrituras (conhecimento escriturístico).

 4.1. Oração. A oração nos coloca a disposição do Pai. Jesus nos deixou grandes exemplos de oração (Mt 14.23; 26.36,44; Mc 6.46; 14.32; Lc 3.21; 5.16; 6.12; 9.18, 28; 22.41). Certa vez os discípulos pediram: “Senhor, ensina-nos a orar…       (Lc 11.1); e eles colocaram em prática “… todos estes perseveraram unanimemente em oração e súplicas..” (At 1.12-14), “Pedro e João subiam juntos ao templo à hora da oração a nona” (At 3.1), “E, tendo eles orado…” (At 4.31).

 4.2. Jejum. O jejum é amigo da oração. Ele é um dos elementos de adoração de valor inigualável que prepara a alma da pessoa para o desempenho de tarefas elevadas (CHAMPLIN, 2004, p. 442 – acréscimo nosso). Jesus observava esta prática. “… E naqueles dias, não comeu coisa alguma…” (Lc 4.2), a pratica do jejum também foi aplicada pelos discípuos “Na igreja de Antioquia… E, servindo eles ao Senhor e jejuando…” (At 13.1,2).

 4.3. Conhecimento Escriturístico. Lucas registra o conhecimento escriturístico de Jesus “Está escrito…” (Lc 4.4,8,12); “Não tendes lido…” (Mt 19.4); “… nunca leste…” (Mt 21.16), etc. Os discípulos se dedicaram as escrituras: “Pedro… levantou a voz…  foi dito pelo profeta Joel… Porque dele disse Davi… Porque Moisés disse…  (At 2.14-16,25,34; 3.22).

 CONCLUSÃO

             Nesta lição, vimos que o poder de Deus se aperfeiçoa na fraqueza, isto é, nas limitações (1 Co 12.9). O princípio que nos torna humano, pode sim ser lapidado por Cristo. Nossas imperfeições podem ser trabalhadas, a partir da iniciativa de buscarmos a Deus por meio da oração, do jejum, da meditação da Palavra… Consequentemente, seremos capacitados pelo Espírito Santo, nossos corações serão cheios de fé e, assim, estaremos cooperando com o Reino de Deus, com a mesma ousadia e intrepidez dos apóstolos.

 REFERÊNCIAS

  • GREGO E HEBRAICO. Bíblia de Estudo Palavras-Chave Hebraico e Grego. CPAD.
  • CHAMPLIN, R.N. Enciclopédia de Bíblia Teologia e Filosofia. HAGNOS.
  • STAMPS, Donald C. Bíblia de Estudo Pentecostal.  CPAD.

Fonte: REDE BRASIL

Enriqueça ainda mais suas aulas com esses comentários: Clique na imagem abaixo.

Anúncios

Obrigado pela visita, volte sempre!

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s