O ministério de mestre ou doutor

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SEGUNDO TRIMESTRE DE 2014

DONS ESPIRITUAIS E MINISTERIAIS

Servindo a Deus e aos homens com poder extraordinário

COMENTARISTA: Pr. Elinaldo Renovato

LIÇÃO 10 – O MINISTÉRIO DE MESTRE OU DOUTOR – (Mt 7.28,29; At 13.1; Rm 12.6,7; Tg 3.1)

INTRODUÇÃO
O dom ministerial de Mestre ou Doutor é, sem dúvida, um dos mais importantes e necessários à Igreja do Senhor Jesus. Por isso, ele é mencionado nas três listas dos dons (Rm 12.6-8; I Co 12.28; Ef 4.11). Nesta lição veremos a definição do termo; o propósito do dom; a autoridade e os métodos de ensino de Jesus, o Mestre por excelência; como se deu o ensino na Igreja Primitiva; a importância do dom ministerial de mestre; e sobre a importância do ensino na Escola Dominical.

I – DEFINIÇÃO E PROPÓSITO DO DOM DE MESTRE OU DOUTOR
O termo deriva-se do grego didáskalos, que significa “instrutor”, “doutor” ou “mestre”. O termo é aplicado a Jesus (Mt 8.19; 12.38; 17.24; Mc 5.35; 14.14; Jo 11.28); aos mestres da Lei (Mt 9.11; 10.24,25; Lc 2.46; 6.40; Jo 3.10); a João Batista (Lc 3.12); e ao apóstolo Paulo (I Tm 2.7). A atividade primordial do mestre, doutor ou ensinador é cuidar do ensino fundamental das Sagradas Escrituras. Os mestres são aqueles que têm de Deus um dom especial para esclarecer, expor e proclamar a Palavra de Deus, afim de edificar o corpo de Cristo (Ef 4.11,12). “O propósito principal do ensino bíblico é preservar a verdade e produzir santidade, levando o corpo de Cristo a um compromisso com o modo piedoso de vida segundo a Palavra de Deus. As Escrituras declaram em 1 Tm 1.5 que o alvo da instrução cristã (literalmente “mandamento”) é a “caridade de um coração puro, e de uma boa consciência, e de uma fé não fingida”. Logo, a evidência da aprendizagem cristã não é simplesmente aquilo que a pessoa sabe, mas como ela vive, a manifestação, na sua vida, do amor, da pureza, da fé e da piedade sincera” (STAMPS, 1995, p. 1814).

II – JESUS, O MESTRE DOS MESTRES
Cerca de 60 vezes Jesus é chamado de Mestre nos evangelhos. Grande parte do seu ministério foi ocupado com o ensino (Mt 4.23; 9.35; Lc 20.1). Ele ensinava nas sinagogas (Mt 9.35; 13.54; Mc 1.21); em casas particulares (Mt 9.9- 13); no templo (Mt 21.23; Mc 11.17; 12.35); nas aldeias (Mc 6.6; Lc 13.22); nas cidades (Mt 11.1); e em vários lugares (Mt 5.2; Mc 2.13; 4.1; 6.34; Jo 3.1-36; 4.1-26). Ele foi reconhecido como Mestre pelos coletores de impostos (Mt 17.24); pelos escribas e fariseus (Mt 8.19; 9.11; 12.38; 22.24; Mc 12.14,19,32); pelo jovem rico (Mt 19.16; Lc 18.18); pelos discípulos (Mc 4.38; Mc 9.5; 10.35; 11.21; Lc 8.24); pelo cego de Jericó (Mc 10.51); pelos discípulos de João (Jo 1.38); por Maria Madalena (Jo 20.16); além de outros (Mt 22.16; Mc 5.35; 9.17).
2.1 A autoridade do ensino de Jesus. O que distinguia o ensino de Jesus com o ensino dos escribas e fariseus era a autoridade com que Ele ensinava: “… todos se maravilhavam de Sua doutrina” (Mt 7.28,29; Mc 1.21,22). A autoridade da mensagem de Cristo era decorrente do fato de Ele exemplificar em sua própria vida. Ele viveu o que ensinou e ensinou o que viveu! Quando Ele ensinou a orar (Mt 6.9-13; Lc 11.2-4), é porque vivia uma vida de oração e comunhão com o Pai (Mt 14.23; 26.36); Quando ensinou sobre o perdão (Mt 6.14,15; Mc 11.25), é porque vivenciava no dia a dia a prática do perdão (Mc 2.1-11; Lc 23.34). Por esta razão, Lucas, ao relatar o ministério do Mestre, coloca em primeiro lugar a ação e depois o ensino: “Fiz o primeiro tratado, ó Teófilo, acerca de tudo o que Jesus começou, não só a fazer, mas a ensinar” (At 1.1).
2.2 Os métodos de ensino de Jesus. Ninguém ensinou como Jesus. As verdades mais profundas eram reveladas com autoridade e simplicidade e ilustrava seus ensinos com parábolas e fatos comuns do cotidiano. Seus métodos variavam de acordo com a ocasião e a necessidade dos ouvintes. Vejamos:
2.2.1 Ele ensinou utilizando a linguagem do povo. Ele ensinou, principalmente, através de parábolas, utilizando a linguagem do povo. Seus ensinos eram repletos de ilustrações e exemplos do dia a dia, tais como: pesca, rede, peixe; árvore, fruto, solo, semente, etc. (Mt 13.1-58). Para descrever, por exemplo, o amor de Deus pelos pecadores, ele falou sobre o pastor que saiu em busca de uma ovelha desgarrada; de uma mulher que perdeu uma dracma; e de um pai que esperava ansiosamente o retorno de um filho que estava distante (Lc 15.1-24).
2.2.2 Ele ensinou alcançando o coração dos ouvintes. Os ensinos de Jesus não alcançavam só o intelecto dos ouvintes, mas, principalmente o coração. Eles eram ministrados no poder do Espírito Santo, como um resplendor de luz que dissipava as trevas da dúvida, implantando no seu coração profunda convicção da verdade. Um dos discípulos que o ouviram no caminho de Emaús, disse: “Porventura não ardia em nós o nosso coração quando, pelo caminho, nos falava, e quando nos abria as Escrituras?” (Lc 24.32).

III – O ENSINO NA IGREJA PRIMITIVA
Após a ascensão do Senhor, os apóstolos deram continuidade ao ministério de ensino da Palavra de Deus (At 4.2; 5.21,25; 18.25; 20.20), conforme Jesus lhes tinha designado (Mt 28.19,20). Vejamos:

  • Uma das marcas da Igreja no primeiro século era a perseverança na doutrina dos apóstolos (At 2.42);
  • Os apóstolos se dedicaram a oração, pregação e ensino da Palavra de Deus (At 5.41,42; 6.4);
  • Paulo e Barnabé passaram um ano ensinando na igreja de Antioquia (At 11.26; 15.35). Lucas diz que naquela igreja havia mestres (At 13.1);
  • Paulo ficou três anos ensinando em Éfeso (At 20.20,31); em Corinto, ficou um ano e seis meses (At 18.11); e seus últimos dias em Roma foram ocupados com o ensino da Palavra de Deus (At 28.31);
  • Em suas epístolas, Paulo ensinou sobre a dedicação ao ensino da Palavra de Deus (Rm 12.7; Cl 3.16; I Tm 3.2; 4.11,13; II Tm 2.2,24).

IV – A IMPORTÂNCIA DO DOM MINISTERIAL DE MESTRE
O ensino da Palavra de Deus é indispensável e de fundamental importância para o crescimento e a edificação da Igreja do Senhor Jesus (Rm 15.4; Cl 1.28; 2.7; 3.16). Por isso, Ele mesmo vocacionou e comissionou alguns para serem doutores ou mestres (Ef 4.11-13). Vejamos a importância desse dom para a Igreja:
4.1 Para o ensino da Bíblia. A Palavra de Deus é para o crente o que o leite materno é para uma criança recém nascida (I Pe 2.1,2). Por isso, Jesus enviou os seus discípulos não só para pregar (Mc 16.15), mas, também, para fazer discípulos (Mt 28.19,20). Através do ensino sistemático das Sagradas Escrituras o crente cresce forte e sadio (Cl 2.6,7; II Tm 3.16,17).
4.2 Para refutar as heresias. Desde os tempos passados que surgiram heresias entre o povo de Deus (II Co 11.13-15; Gl 1.6-8; II Pe 2.1-3; I Jo 4.1-6; Ap 2.14,20). Mas, nestes dias que antecedem a Vinda de Cristo, o número de falsos ensinos crescerá ainda mais, como está previsto nas Sagradas Escrituras (Mt 24.11,24; Mc 13.22; I Tm 4.1-3). Eis aí a importância dos mestres na igreja, para refutar essas heresias (I Tm 1.13; II Tm 2.23-26; Tt 1.7-11).

V – DIFERENÇA ENTRE DOM MINISTERIAL DE MESTRE E O DOM DE ENSINO
Alguns escritores erroneamente confundem o dom ministerial de mestre com o dom de ensinar (serviço). Mas, é importante salientar que o dom ministerial de mestre ou doutor é exclusivo para obreiros (At 13.1-3; Ef 4.11). Já o dom de ensinar, como dom de serviço (Rm 12.6-8) está acessível a todo cristão. Muitos professores de Discipulado e de EBD possuem este dom e prestam um grande serviço para o Reino de Deus. No entanto, além de possuir este dom, é necessário que o professor seja um amante da Bíblia e de bons livros (I Tm 4.13; II Tm 4.13); dedicado ao ensino (Rm 12.7b) e tenha uma vida exemplar, na igreja, na família e na sociedade (Mt 5.13-16; I Tm 4.16).

VI – A IMPORTÂNCIA DO ENSINO NA ESCOLA DOMINICAL A EBD

Não cuida apenas da formação espiritual, mas preocupa-se com a edificação geral, que inclui: Bons costumes, exercício da cidadania e a formação do caráter cristão. Ela complementa e, às vezes até CORRIGE a educação ministrada nas escolas seculares. E, em muitas situações, por mais que não seja sua responsabilidade, ela COMPLEMENTA a educação cristã ministrada nos lares. Vejamos porque é importante frequentar a EBD:

  • Ela desenvolve a espiritualidade e o caráter dos crentes;
  • Ela é o lugar para a descoberta, motivação e treinamento de novos talentos;
  • Ela é uma fonte de avivamento espiritual para a Igreja;
  • Porque é na EBD que crianças, adolescentes, jovens e adultos adquirem uma fé mais robusta e madura;
  • Na Escola Dominical o crente aprende a amar e cooperar com a obra missionária;
  • Ela reúne a família, onde pais e filhos fortalecem o relacionamento, as crianças crescem na disciplina do Senhor e os casais aperfeiçoam a vida conjugal.

CONCLUSÃO
O dom de doutor ou mestre, como os demais dons ministeriais, são de grande importância para a Igreja de Cristo. Por intermédio dele a igreja é edificada e, através do ensino sistemático da Bíblia Sagrada, poderá crescer forte e sadia. Por isso, o Senhor Jesus não só entregou à Igreja a missão de ensinar a Palavra de Deus, mas, também, chamou e vocacionou alguns para serem doutores ou mestres.

REFERÊNCIAS

  • STAMPS, Donald C. Bíblia de Estudo Pentecostal. CPAD.
  • SOUZA, Estêvam Ângelo. Os dons ministeriais na igreja. CPAD.
  • RENOVATO, Elinaldo. Dons espirituais e ministeriais. CPAD.
  • KALDEWAY, Jens. A forte mão de Deus. Editora Esperança.

Fonte: Rede Brasil

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