O ministério de profeta

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SEGUNDO TRIMESTRE DE 2014

DONS ESPIRITUAIS E MINISTERIAIS

Servindo a Deus e aos homens com poder extraordinário

COMENTARISTA: Pr. Elinaldo Renovato

LIÇÃO 07 – O MINISTÉRIO DE PROFETA – (I Co 12.27-29; Ef 4.11-13)

INTRODUÇÃO

Entre os dons ministeriais concedidos a Igreja, encontra-se o dom ministerial de profeta. Nesta lição traremos a definição do termo profeta; analisaremos as diferenças entre o ministério de profeta do Antigo do Novo Testamento; e, por fim, destacaremos quais as características que qualificam um profeta verdadeiro dum falso.

I – DEFINIÇÃO DA PALAVRA PROFETA

1.1 No Antigo Testamento. A palavra hebraica para profeta é “nabi”, que vem da raiz verbal “naba”. Essa palavra significa “anunciador”, e por extensão, aquele que anuncia as mensagens de Deus, frequentemente recebidas por revelação ou discernimento intuitivo. Os temos hebraicos “roeh” “hozeh” também são usados. Ambos significam “aquele que vê”, ou seja, “vidente”. Todas as três palavras aparecem em I Cr 29.29. “Nabi” é termo usado por mais de trezentas vezes no Antigo Testamento. Alguns poucos exemplos são (Gn 20.7; Êx 7.1; Nm 12.6; Dt 13.1; Jz 6.8; I Sm 3.20; II Sm 7.2; I Rs 1.8; II Rs 3.11; Ed 5.1; Sl 74.9; Jr 1.5; Ez 2.5; Mq 2.11) (CHAMPLIN, 2004, p. 423).

1.2 No Novo Testamento. A palavra comumente usada é “prophétes”, que aparece por cento e quarenta e nove vezes, que exemplificamos com (Mt 1.22; 2.5,16; Mc 8.28; Lc 1.70,76; 7.16; Jo 1.21,23; 3.18,21; Rm 1.2; 11.3; I Co 12.28,29; 14.29,32,37; Ef 2.20; Tg 5.10; I Pe 1.10; II Pe 2.16; 3.2; Ap 10.7; 11.10). O substantivo “propheteía”, “profecia”, é usado por dezenove vezes no NT (Mt 13.14; Rm 12.6; I Co 12.10; 13.2,8; 14.6,22; I Ts 5.20; I Tm 1.18; 4.14; II Pe 1.20,21; Ap 1.3; 11.6; 19.10; 22.7,10,18,19). Essas palavra derivam do grego “pro”, “antes”, “em favor de”, e “phemi”, “falar”, ou seja, “alguém que fala por outrem”, e por extensão, “intérprete”, especialmente da vontade de Deus (CHAMPLIN, 2004, p. 424).

II – DIFERENÇA ENTRE O PROFETA DO AT E DO NT

Tanto no Antigo quanto no Novo Testamento, o profeta era um “porta-voz oficial da divindade, sua missão era preservar o conhecimento divino e manifestar a vontade do Único e Verdadeiro Deus” (ANDRADE, 2006, p. 305). Todavia, eles eram diferentes um do outro, como veremos abaixo:

2.1 O profeta no Antigo Testamento. Os profetas foram homens que Deus suscitou durante os tempos sombrios da história de Israel (II Rs 17.13). “No Antigo Testamento, este ofício era de âmbito nacional. Quando Deus levantava um profeta, conferia-lhe a missão de falar em seu Nome para toda a nação e até para povos estranhos” (RENOVATO, 2014, p. 84). Na Teologia, o período do surgimento dos profetas é nomeado de “profetismo” aludindo ao “movimento que, surgido no Século VIII a.C., em Israel, tinha por objetivo restaurar o monoteísmo hebreu, combater a idolatria, denunciar injustiças sociais, proclamar o Dia do Senhor e reacender a esperança messiânica num povo que já não podia esperar contra a esperança. Tendo sido iniciado por Amós, foi encerrado por Malaquias. João Batista também é visto como o último representante deste movimento” (ANDRADE, 2006, p. 305). Os profetas veterotestamentários podem ser classificados como profetas orais e literários.

PROFETAS ORAIS

PROFETAS DA ESCRITA

Foram homens chamados para o ministério profético que não deixaram registros escritos, embora que outros escreveram acerca deles e de suas profecias. Dentre eles, destacamos: Gade (I Sm 22.5); Natã (II Sm 12.1); Aías (I Rs 11.29); Senaías (I Rs 12.22); Azarias (II Cr 15.1); Hanani (II Cr 16.7); Jeú (I Rs 16.1); Jaaziel ( II Cr 20.14); Elias (I Rs 17.1); Micaías (I Rs 22.14); Eliseu (II Rs 2.1), etc.

Quase todos os “profetas da escrita” escreveram depois de terem sido “profetas da palavra”. Encontramos 17 livros proféticos no AT, sendo que cinco deles são denominados de Profetas Maiores (de Isaías a Daniel) e doze de Profetas Menores (de Oséias a Malaquias). São assim chamados, não por causa da sua importância, e sim, pelo conteúdo do livro e pela duração de seu ministério.

2.1.1 Funções exclusivas dos profetas do Antigo Testamento. O profeta do AT era um homem que, além de transmitir a mensagem de Deus tinha outras atribuições, tais como: 

(1) ungir reis (I Sm 9.16; 16.12-13; I Rs 19.16);

(2) aconselhar reis (I Sm 10.8; 21.18; II Sm 12; II Rs 6.9-12); (3) ser consultado pelas pessoas (I Sm 9.8-10; I Rs 14.5; 22.7; 22.18; Jr 37.7). Os oráculos dos santos profetas que estão no cânon sagrado não estão a mercê de julgamento humano (II Pe 1.21).

2.2 O profeta no Novo Testamento. “Os profetas eram homens que falavam sob o impulso direto do Espírito Santo, e cuja motivação e interesse principais eram a vida espiritual e pureza da Igreja. Sob o novo concerto, foram levantados pelo Espírito e revestidos pelo seu poder para trazerem uma mensagem da parte de Deus ao seu povo” (STAMPS, 2012, p. 1814). Portanto, os profetas são ministros pregadores cuja prédica pode ser uma mensagem de edificação, exortação e consolação dos crentes (I Co 14.3). Na Igreja Primitiva e em Antioquia havia homens que exerciam este ministério (At 13.1). “Em Atos 15.23, temos o profeta consolando, fortalecendo e aconselhando. É certo também que o título de profeta poderia ser usado para designar o ministério de alguns obreiros, em virtude da sua natureza sobrenatural, pela abundância da inspiração com que proclamam os oráculos de Deus” (SOUZA, 2013, pp. 33,34). Eis algumas características do ministério profético no NT: (1) Proclamava e interpretava, cheio do Espírito Santo, a Palavra de Deus, por chamada divina (At 2.14-36; 3.12-26; I Co 12.10; 14.3); (2) Exercia o dom de profecia (At 13.1-3); (3) Às vezes prediz o futuro (At 11.28; 21.10,11).

III – DIFERENÇA ENTRE O DOM DE PROFETA E O DOM DE PROFECIA

3.1 Dom de profeta (permanente). A palavra “ministro” (I Co 3.5; 4.2; II Co 3.6; 6.4) significa um servo de Deus que ocupa um “ministério” (I Co 4.1,2. II Co 6.3), que é um encargo constituído por Deus, que, da parte de Cristo (II Co 5.20), funciona na “Igreja do Deus vivo” (I Tm 3.15). Segundo Atos 13.1 e 15.32, os profetas constituíam o ministério da Palavra de Deus, impulsionado por inspiração profética. Por meio dessa inspiração, esse ministério é acompanhado de “edificação, exortação e consolação”, que são evidências da operação do verdadeiro espírito da profecia (I Co 14.3).

Observamos, assim, que o simples uso do dom de profecia não faz de ninguém um profeta, pois profeta é um ministro da Palavra (At 21.9,10) (BERGSTÉN, 2007, pp. 115,116).

3.2 Dom de profecia (esporádico). “Profecia é uma mensagem de Deus dada a pessoa a quem o Espírito manifesta este dom. Tal pessoa deve transmiti-la exatamente como a recebeu (Jr 23.28). A atitude de quem profetiza deve ser “A palavra que Deus puser na minha boca essa falarei” (Nm 22.38-b). A mensagem recebida por inspiração do Espírito Santo não é transmitida mecanicamente, mas fiel e conscientemente (I Co 14.32). No momento em que a profecia é transmitida, não é Deus quem está falando, mas é o homem quem está transmitindo o que de Deus recebeu (I Co 14.29).

Se fosse o próprio Deus falando, não haveria necessidade de se julgar a mensagem como a Palavra nos orienta que faça” (I Co 14.29; I Ts 5.21) (BERGSTÉN, 2007, p. 113 – grifo nosso).

IV – CARACTERÍSTICAS DO VERDADEIRO E DO FALSO PROFETA

Em Mt 24.11, Jesus disse que, à medida que se aproximassem os últimos dias, surgiriam muitos falsos profetas. Esses tais pregariam um evangelho misto, permissivo, e deturpado, no intuito de conduzir os incautos ao erro sob o pretexto de terem recebido novas “unções” e “revelações”. Abaixo destacaremos algumas características do verdadeiro e do falso profeta para que possamos distinguir um do outro:

PROFETA VERDADEIRO

PROFETA FALSO

Zelo pela pureza da Igreja (Jo 17.15-17; I Co 6.9-11; Gl 5.22-25)

Aparência de piedade, mas cheios de malícia interior (Mt 7.15)

Mercenários (II Pe 2.3)

 Profunda sensibilidade diante do mal e  a capacidade de identificar e detestar iniquidade (Rm 12.9; Hb 1.9).

 Profunda compreensão do perigo dos falsos ensinos (Mt 7.15; 24.11,24; Gl 1.9; II Co 11.12-15).

 Pregadores de heresias (II Pe 2.1).

Dependência contínua da Palavra de Deus para validar a sua mensagem (Lc 4.17- 19; I Co 15.3,4; II Tm 3.16; I Pe 4.11).

Operadores de sinais para engano e autopromoção (Mt 24.11).

Interesse pelo sucesso espiritual do Reino de Deus e identificação com os sentimentos de Deus (Mt 21.11-13; 23.37; Lc 13.34; Jo 2.14-17; At 20.27-31).

 Gostam de ser louvados (Lc 6.26).

CONCLUSÃO

Assim como nos primórdios, a igreja atual, precisa que Deus continue levantando homens com o dom ministerial de profeta, a fim de que usados pelo poder do Espírito Santo, transmitam mensagens que venham produzir no povo de Deus o desejo de uma vida de mais santidade, obediência irrestrita a Palavra de Deus e profunda comunhão com Ele.

REFERÊNCIAS

CHAMPLIN, R. N. Dicionário de Bíblia, Teologia e Filosofia. HAGNOS.

ANDRADE, Claudionor de. Dicionário TeológicoCPAD.

STAMPS, Donald C. Bíblia de Estudo Pentecostal. CPAD.

RENOVATO, Elinaldo. Dons Espirituais & Ministeriais. CPAD.

Fonte: Rede Brasil

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