O ministério de apóstolo

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SEGUNDO TRIMESTRE DE 2014

DONS ESPIRITUAIS E MINISTERIAIS

Servindo a Deus e aos homens com poder extraordinário

COMENTARISTA: Pr. Elinaldo Renovato

LIÇÃO 06 – O MINISTÉRIO DE APÓSTOLO ­(Ef 4.7­16)

INTRODUÇÃO

Visando o aperfeiçoamento dos santos e a edificação do corpo de Cristo, o Senhor Jesus deu a Igreja os dons ministeriais, a saber: apóstolos, profetas, evangelistas, pastores e doutores. Nesta lição, estudaremos sobre o ministério apostólico, e veremos a definição do termo, sua aplicação, o colégio apostólico, o apostolado de Paulo e também sobre a atualidade desse ministério.

I – DEFINIÇÃO E ORIGEM DOS APÓSTOLOS

“O termo deriva-­se do grego e significa literalmente “enviado”. A palavra é usada acerca do Senhor Jesus para descrever a Sua relação com Deus (Hb 3.1; Jo 17.3). Os doze discípulos escolhidos pelo Senhor para treinamento especial foram chamados assim (Lc 6.13; 9.10). Paulo, embora tivesse visto o Senhor Jesus (I Co 9.1; 15.8), não tinha acompanhado os doze todo o tempo do Seu ministério terrestre, e, consequentemente, não era elegível para um lugar entre eles, de acordo com a descrição de Pedro sobre as qualificações necessárias (At 1.22). Paulo foi comissionado diretamente pelo próprio Senhor, depois de sua ascensão, para levar o evangelho aos gentios” (At 9.1­-15) (VINE, 2002, p. 407). O título “apóstolo” se aplica a certos líderes cristãos no NT. O verbo “apostello” significa “enviar alguém em missão especial como mensageiro e representante pessoal de quem o envia. O título é usado para Cristo (Hb 3.1), os doze discípulos escolhidos por Jesus (Mt 10.2), o apóstolo Paulo (Rm 1.1; II Co 1.1; Gl 1.1) e outros (At 14.4,14; Rm 16.7; Gl 1.19; 2.8,9; I Ts 2.6,7). A Bíblia de Estudo Pentecostal (STAMPS, 2012, p. 1814) descreve três aplicações ao termo:

1.1 O termo apóstolo no NT. Era usado em um sentido geral, para um representante designado por uma igreja, como, por exemplo, os primeiros missionários cristãos. Logo, no NT o termo refere­se a um mensageiro nomeado e enviado como missionário ou para alguma outra responsabilidade especial (At 14.4,14; Rm 16.7; II Co 8.23; Fp 2.25). Eram homens de reconhecida e destacada liderança espiritual, ungidos com poder para defrontar-­se com os poderes das trevas e confirmar o evangelho com milagres. Eles cuidavam do estabelecimento de igrejas segundo a verdade e pureza apostólicas. Eles ariscavam suas vidas em favor do nome de nosso Senhor Jesus Cristo e da propagação do Evangelho (At 11.21­-26; 13.50; 14.19-­22; 15.25,26).

1.2 O termo apóstolo no sentido especial. Refere­se àqueles que viram Jesus após a sua ressurreição e que foram pessoalmente comissionados por Ele a pregar o evangelho e estabelecer igrejas (os Doze, Paulo e outros). Eles tinham autoridade ímpar na igreja, no tocante à revelação divina e à mensagem original do evangelho, como ninguém mais até hoje. O ministério de apóstolo nesse sentido restrito é exclusivo, e dele não há repetição (I Co 15.8).

1.3 Os apóstolos no sentido geral. Refere­se àqueles que são enviados pelo Senhor Jesus e pela Igreja para levar as boas novas de salvação a outros povos (Rm 10.13­17). Nesse sentido, existem homens que exercem um trabalho apostólico. Podemos dizer que todo aquele que realiza a obra missionária pode ser denominado de apóstolo. Eles são extremamente necessários, pois, se as igrejas cessarem de enviar pessoas assim, cheias do Espírito Santo, a propagação do evangelho em todo o mundo ficará estagnada. Por outro lado, enquanto a igreja produzir e enviar pessoas, cumprirá a sua tarefa missionária e permanecerá fiel à grande comissão do Senhor Jesus (Mt 28.19,20; Mc 16.15:­20).

II – O COLÉGIO APOSTÓLICO

Dá-­se o nome de Colégio Apostólico ao grupo de doze homens que foram chamados pelo próprio Senhor Jesus para segui­-lo durante o seu ministério terreno (Mt 10.2; Mc 6.30; Lc 6.13). “Foram três anos aproximadamente, em que eles aprenderam as verdades de Deus com o maior Mestre da história. Após o seu discipulado, aos pés de Cristo, e o recebimento do batismo com o Espírito Santo (Lc 24.49; At 1.8), aqueles 12 foram enviados para proclamar o evangelho, ou as Boas Novas de salvação (Lc 6.13). Eles constituíram a base ministerial para o crescimento, o desenvolvimento e a expansão do Reino de Deus e da Igreja de Cristo, por todo o mundo” (RENOVATO, 2014, p. 72).

2.1 Eles foram chamados por Jesus. Em seu ministério, Jesus teve muitos seguidores (Mt 4.25; 9.36; 12.15; Mc 2.4,13; Lc 4.42; 5.1; Jo 6.2,22). Mas, os doze faziam parte de um grupo especial: Eles foram chamados pelo Senhor Jesus para segui-­lo e estar com ele durante o seu ministério terreno (Mt 10.1­5; Mc 3.14; 6.7; Lc 6.13; 8.1).

2.2 Eles receberam autoridade espiritual. Jesus deu aos doze autoridade para expulsar os espíritos imundos, para curar os enfermos, limpar os leprosos e para ressuscitar os mortos (Mt 10.1­8; Mc 3.13-15; Lc 10.1­9). Eles foram enviados, à princípio, as ovelhas perdidas da casa de Israel (Mt 10.6); mas, após a ressurreição, o Senhor lhes enviou para pregar ao mundo inteiro (Mt 28.16-­20; Mc 16.14-­20).

2.3 Eles possuíam qualificações especiais. Por ocasião da eleição de Matias em lugar de Judas Iscariotes, o apóstolo Pedro enumerou algumas exigências para o apostolado: ter sido testemunha ocular das obras, da vida, da morte e ressurreição de Cristo (At 1.16-­26; cf Jo 15.27).

III – O APOSTOLADO DE PAULO

A conversão de Saulo ocorreu após a morte e ressurreição do Senhor Jesus (At 9.1­-18). Logo, ele não tinha as “credenciais” que eram comuns aos demais apóstolos (At 1.21,22). Mas, o Senhor o chamou para este ministério, embora ele se considerasse indigno como dizendo ser “o menor dos apóstolos” (I Co 15.8,9). Paulo enfrentou muitas oposições por parte dos falsos mestres que questionavam sua autoridade apostólica. Por essa razão, em suas epístolas, era comum ele identificar­se como apóstolo: “Paulo, servo de Jesus Cristo, chamado para apóstolo, separado para o evangelho de Deus” (Rm 1.1); “Paulo, chamado apóstolo de Jesus Cristo, pela vontade de Deus, e o irmão Sóstenes” (I Co 1.1); “Paulo, apóstolo (não da parte dos homens, nem por homem algum, mas por Jesus Cristo (Gl 1.1). Além disso, em suas cartas, ele ressalta repetidas vezes que foi chamado para ser o “apóstolo dos gentios” (Rm 11.13; 15.15,16; Gl 1.16; 2.7,8).

3.1 O ministério apostólico de Paulo. A vida de Paulo, seu fervor missionário e seu zelo pela Igreja de Deus demonstram claramente o seu chamado para o ministério apostólico, como veremos a seguir:

3.1.1 Na pregação do Evangelho. O maior desejo do apóstolo Paulo era levar as boas novas de salvação à toda criatura. Por isso, onde chegava, ele procurava sempre uma ocasião para falar de Cristo, quer seja nas sinagogas (At 13.5; 14.1), nas casas (At 20.20) e de cidade em cidade (At 14.6,7; 15.35). Nem mesmo a prisão era impedimento para ele pregar o evangelho (Fp 1.12,13; II Tm 2.9).

3.1.2 Na visita aos novos crentes. Sua preocupação não era apenas evangelizar, mas também, visitar os irmãos pelas cidades onde havia anunciado o Evangelho, para exortá-­los a permanecer na fé e encorajá-los em meio às perseguições e ao sofrimento (At 14.21,22; 15.36).

3.1.3 No fato de deixar obreiros nas cidades onde havia pregado. Após pregar o evangelho de cidade em cidade, o apóstolo Paulo costumava deixar obreiros para cuidar do rebanho, como deixou Timóteo em Éfeso (I Tm 1.3) e Tito em Creta (Tt 1.5).

3.1.4 Na orientação aos obreiros. Pelo menos três, das treze cartas escritas pelo apóstolo Paulo são denominadas de Epístolas Pastorais: I Tm, II Tm e Tt. Nestas cartas, Paulo orienta aos obreiros sobre seus deveres e responsabilidades (I Tm 4.6­-16; 5.1­-25: II Tm 3.10-­17; 4.1­-22; Tt 1.5­-16; 2.1­-10; 3.1­-10); bem como as qualificações para aqueles que desejam o episcopado (I Tm 3.1­-16).

3.1.5 Na disposição para sofrer por amor à Cristo. Paulo estava disposto a sofrer por amor a Cristo (At 20.22­-24)Certa ocasião, quando um profeta por nome Ágabo tomou a sua cinta, e lhe disse que ele seria preso, Paulo respondeu:

“…eu estou pronto não só a ser ligado, mas ainda a morrer em Jerusalém pelo nome do Senhor Jesus” (At 21.11-­13).

IV – A ATUALIDADE DO MINISTÉRIO APOSTÓLICO

“A princípio, era considerado apóstolo somente aquele que pertencia ao grupo dos doze. Mais tarde, com o desenvolvimento da Igreja, vemos Paulo defender, diante dos gálatas, sua autoridade apostólica […] Sendo um dom ministerial, segundo lemos em Ef 4.8, podemos afirmar com segurança que os apóstolos jamais estiveram ausentes da Igreja. Embora não mais recebam o título, continuam a realizar o mesmo trabalho daqueles campeões que, de Jerusalém, espalharam a mensagem de Cristo para o mundo. Como não considerar apóstolo a Willian Carey, ou a Daniel Berg e Gunnar Vingren? Missionários, ou apóstolos, estes heróis de Deus continuam ativos na expansão do Reino” (ANDRADE, 2006, p. 57). “Concluindo, podemos afirmar com bastante fundamento escriturístico, que o ministério apostólico, nos moldes do Colégio Apostólico, não existe mais. Porém, o ministério de caráter apostólico, desenvolvido por missionários e evangelizadores, com a finalidade de estabelecer igrejas, em diversos lugares, é perfeitamente atual” (RENOVATO, 214, p. 81).

CONCLUSÃO

Como pudemos ver, o termo apóstolo significa “enviado”. Este título foi atribuído ao próprio Cristo, aos Doze, a Paulo, além de outros. As qualificações necessárias para ser apóstolo era ter sido testemunha ocular das obras, da vida, da morte e ressurreição de Cristo. Hoje, já não existe apóstolos nos moldes do Colégio Apostólico; mas, o ministério de caráter apostólico permanece e é desenvolvido por missionários que estabelecem igrejas em diversos lugares do mundo.

REFERÊNCIAS

ANDRADE, Claudionor Correa de. Dicionário Teológico. CPAD.

RENOVATO, Elinaldo. Dons Espirituais e Ministeriais. CPAD.

STAMPS, Donald C. Bíblia de Estudo Pentecostal. CPAD.

VINE, W. E. Dicionário Vine. CPAD.

Fonte: Rede Brasil

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