Lança o teu pão sobre as águas

        

sabedQUARTO TRIMESTRE DE 2013ensinador

SABEDORIA DE DEUS PARA UMA VIDA VITOROSA

COMENTARISTA: JOSE GONÇALVES

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 LIÇÃO 12 – LANÇA O TEU PÃO SOBRE AS ÁGUAS – (Ec 11.1-10)

INTRODUÇÃO

Eclesiastes 11.1-10 apresenta reflexões a respeito do excesso de cautela em nossa vida e naquilo que faz parte dela. Salomão trabalha questões como as incertezas da natureza (v. 3), as incertezas a respeito dos desígnios de Deus (v.5), as incertezas do nosso trabalho (v.6) e outras. Todas essas incertezas não devem nos fazer apelar para um excesso de cautela que busque concretizar o que queremos, antes, devemos trabalhar e viver a nossa vida com sabedoria e fé, sem ansiedades prejudiciais e que não resolvem nada. É nesse contexto que esta lição está inserida.

I – ANALISANDO O TEXTO DE ECLESIASTES

Esta citação está em Eclesiastes 11.1: “Lança o teu pão sobre as águas, porque depois de muitos dias o acharás.” Não há uma interpretação precisa a respeito do significado dessa expressão. Assim, precisamos observar um pouco o contexto e as hipóteses que se levantam a respeito do que o autor através do escrito quis comunicar. Vejamos o que podemos aprender de alguns versículos de Eclesiastes 11:

1.1 “Lança o teu pão sobre as águas, porque depois de muitos dias o acharás” (Ec 11.1). Precisamos semear com fé .Este verso faz referência a maneira de como era plantado o trigo naquela época, que consistia em semear os grãos sobre a água na época da cheia dos rios e que quando as águas baixassem haveria uma grande plantação. Isso demonstra uma confiança de que mesmo sem saber qual semente vai germinar, a certeza é que a colheita será abundante. A lei da semeadura pode ser aplicada a todas as áreas da nossa vida, “porque tudo o que o homem semear…” (Gl 6.7b).

1.2 “Reparte com sete, e ainda até com oito, porque não sabes que mal haverá sobre a terra” (Ec 11.2). Podemos aplicar isso a nossa vida; tomando uma atitude de generosidade com as pessoas, pois talvez algum dia vamos precisar da generosidade de alguém (Pv 21.13; Mt7.12; At 20.35; Gl 6.9).

1.3 “Estando as nuvens cheias, derramam a chuva sobre a terra, e caindo a árvore para o sul, ou para o norte, no lugar em que a árvore cair ali ficará ” (Ec 11.3). O homem é limitado e com toda tecnologia existente, e todo conhecimento adquirido, não pode prever com exatidão o que pode acontecer. Se Deus determinar uma coisa, quem é o homem para impedir .“agindo Eu, quem o impedirá?” (Is 43.13-b).

1.4 “Quem observa o vento, nunca semeará, e o que olha para as nuvens nunca segará.” (Ec 11.4). Olhar para os acontecimentos ao nosso redor, esperando melhorar, só vai atrasar o que temos que fazer, ou talvez não faremos nada. Muitas pessoas esperam ganhar um salário maior, para passar a ser dizimista e ofertante na casa de Deus. A palavra de Deus nos diz que devemos “ser fieis no pouco e sobre o muito Ele nos colocará”. (Mt 25.23).

1.5 “Assim como tu não sabes qual o caminho do vento, nem como se formam os ossos no ventre da mulher grávida, assim também não sabes as obras de Deus, que faz todas as coisas.” (Ec 11.5). Hoje nós já até sabemos como muitas coisas funcionam, mas não sabemos na essência como Deus fez tudo o que fez .“Pela fé entendemos que os mundos pela palavra de Deus foram criados; de maneira que aquilo que se vê não foi feito do que é aparente” (Hb 11.3)

1.6 “Pela manhã semeia a tua semente, e à tarde não retires a tua mão, porque tu não sabes qual prosperará , se esta, se aquela, ou se ambas serão igualmente boas” (Ec 11.6). Nós devemos semear em tempo oportuno, pela manhã e pela tarde, pois não sabemos qual semente dará bom fruto. Vale a pena lembrar que ao nosso redor existem muitas pessoas que precisam que lancemos a boa semente sobre suas vidas, a começar dentro da sua casa com seus filhos, marido ou esposa “Pois o que o homem semear certamente ceifará” (Gl 6.7). “E digo isto: Que o que semeia pouco, pouco também ceifará; e o que semeia em abundância, em abundância ceifará.” (II Co 9.6).

II – POSSÍVEIS INTERPRETAÇÕES DO SIGNIFICADO DO TEXTO DE ECLESIASTES 11.1

“Lança o teu pão sobre as águas, porque depois de muitos dias o acharás” O que será que Bíblia está nos ensinando aqui? Vejamos algumas opiniões:

  • Alguns estudiosos afirmam que esse texto possa se referir à caridade, ou seja, devemos “lançar” o pão para abençoar vidas que precisam dele. Ajudando os outros, a bênção voltaria às nossas vidas mais cedo ou mais tarde como consequência da nossa liberalidade e amor ao próximo.
  • Outros estudiosos apresentam a interpretação de que mesmo uma atitude que não parece tão sábia – nesse caso lançar o pão sobre as águas – tem as suas recompensas ou consequências em nossa vida. Assim, temos que ter cuidado com nossas atitudes, principalmente aquelas absurdas, pois acharemos os frutos delas.
  • Outra interpretação diz que a alusão aqui possa ser a respeito do comércio marítimo de trigo. Salomão estaria apresentando essa modalidade de comércio como algo sábio e recompensador, apesar de arriscado. Esse comércio seria o lançar o pão (trigo) sobre as águas e, depois da viagem longa e perigosa por mar, obter o seu lucro. Apesar da demora de muitos dias, o lucro seria achado (recebido), bastando que houvesse tranquilidade para fazer o investimento no tempo certo e a paciência de esperar.
  • Outros estudiosos do AT declaram que esse versículo é uma alusão a um antigo costume egípcio. AS CHEIAS DO RIO NILO – Os egípcios jogavam as sementes quando a enchente estava baixando, no final da baixa, as sementes do trigo e da cevada, floresciam abundantemente por onde estivesse sementes. “Por que, pois, se queixa o homem vivente? Queixe-se cada um dos seus próprios pecados” ( Lm 3.39).

III – A LEI DA SEMEADURA NA AJUDA AO PRÓXIMO

As Escrituras descrevem diversas promessas para quem exerce a semeadura no socorro ao necessitado. Citamos apenas algumas:

3.1 Jesus equiparou as dádivas repassadas aos irmãos na fé, como se fossem a ele próprio: “E, respondendo o Rei, lhes dirá: Em verdade vos digo que quando o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes” (Mt 25.40,45).

3.2 Quem se compadece do pobre é recompensado pelo próprio Deus: “Ao Senhor empresta o que se compadece do pobre, ele lhe pagará o seu benefício” (Pv 19.17).

3.3 Jesus disse que aquele que dá esmola, será recompensado por Deus: “Mas, quando tu deres esmola, não saiba a tua mão esquerda o que faz a tua direita; Para que a tua esmola seja dada em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, ele mesmo te recompensará publicamente” (Mt 6.3,4).

IV – A LEI DA SEMEADURA NA CONTRIBUIÇÃO DAS OFERTAS

É preciso investir no AMOR, na CARIDADE, no RESPEITO, lançar sobre as águas da vida sementes que produzam frutos saudáveis que dão sustentação a uma vida abençoada. Vejamos alguns exemplos:

4.1 A contribuição deve ser proporcional ao que ganhamos: “No primeiro dia da semana cada um de vós ponha de parte o que puder ajuntar, conforme a sua prosperidade” (I Co 16.2);

4.2 A contribuição deve ser realizada de forma voluntária, e com alegria: “Cada um contribua segundo propôs no seu coração; não com tristeza, ou por necessidade; porque Deus ama ao que dá com alegria” (II Co 9.7);

4.3 Quando Deus nos dá em abundância, é para que multipliquemos as boas obras: “E Deus é poderoso para fazer abundar em vós toda a graça, a fim de que tendo sempre, em tudo, toda a suficiência, abundeis em toda a boa obra” (II Co 9.8);

4.4 A colheita é proporcional ao plantio. “E digo isto: Que o que semeia pouco, pouco também ceifará; e o que semeia em abundância, em abundância ceifará.” (II Co 9.6).

V – A LEI DA SEMEADURA NA CONTRIBUIÇÃO DOS DÍZIMOS

“Os dízimos, ofertas e votos que eram feitos a Deus no AT jamais devem ser interpretados como uma prática de barganha. A ideia de que Deus nos dará algo em troca ou que Ele agora é devedor, ficando na obrigação de pagar tudo que nos deve, porque como dizimistas nos candidatamos a receber as bênçãos sem medida, caracteriza sem dúvida alguma a prática da barganha”. (GONÇALVES, 2011, p. 148). No entanto, devemos entender que existem diversas promessas nas Sagradas Escrituras para os semeadores dizimistas. Vejamos algumas:

5.1 A promessa da multiplicação. O Senhor prometeu multiplicar os bens: “Trazei todos os dízimos à casa do tesouro, para que haja mantimento na minha casa, e depois fazei prova de mim nisto, diz o Senhor dos Exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu, e não derramar sobre vós uma bênção tal, que dela vos advenha a maior abastança” (Ml 3.10).

5.2 A promessa da proteção. Quando entregamos ao Senhor aquilo que Lhe pertence, O devorador é repreendido: “E por causa de vós repreenderei o devorador, e ele não destruirá os frutos da vossa terra; e a vossa vide no campo não será estéril, diz o Senhor dos Exércitos” (Ml 3.11). O “devorador” significa circunstâncias adversativas, que podem nos sobrevir; mas, se formos fiéis na entrega dos dízimos, ele será repreendido pelo Senhor.

5.3 A promessa da prosperidade material . Quando obedecemos a Deus, e Lhe entregamos parte dos nossos bens, Ele nos fará prosperar materialmente: “Todas as nações vos chamarão felizes, porque vós sereis uma terra deleitosa, diz o Senhor dos Exércitos” (Ml 3.12).

CONCLUSÃO

A lei da semeadura é um princípio maravilhoso de Deus para a nossa prosperidade, porém, os seus princípios precisam ser obedecidos e praticados!

REFERÊNCIAS

  • GONÇALVES, José. Prosperidade à Luz da Bíblia. CPAD.
  • STAMPS, Donald C. Bíblia de Estudo Pentecostal. CPAD.
  • VINE, W. E, et al. Dicionário Vine. CPAD.

Fonte: Rede Brasil

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