O cuidado com aquilo que falamos

        

sabedQUARTO TRIMESTRE DE 2013ensinador

SABEDORIA DE DEUS PARA UMA VIDA VITOROSA

COMENTARISTA: JOSE GONÇALVES

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LIÇÃO 05 – O CUIDADO COM AQUILO QUE FALAMOS – 4º TRIMESTRE 2013 (Pv 6.16-19; 15.1,2,23; 16.21,24)

INTRODUÇÃO

Entre os muitos conselhos que encontramos no livro dos Provérbios, achamos também sérias exortações de Salomão quanto ao cuidado que devemos ter com aquilo que falamos. Nesta lição veremos o que a Bíblia diz quanto ao uso da língua; destacaremos também alguns pecados relacionados nas Escrituras cometidos pela fala; veremos ainda a perspectiva do apóstolo Tiago quanto ao nosso procedimento com as palavras; pontuaremos também alguns personagens que foram prejudicados pelo mal uso da língua; e, por fim, citaremos algumas recomendações quanto ao bom uso das palavras.

I – A BÍBLIA E O USO DA LÍNGUA

A língua é um órgão do corpo humano, cuja função principal está relacionada a fala. É em face dessa atribuição que esse membro do corpo aparece na Bíblia como uma poderosa força.

1.1 Antigo Testamento. Nas páginas do AT encontramos sérias advertências quanto a pecados que podem ser cometidos através da língua (Êx 20.16; Lv 19.11,16). No entanto, no livro de Provérbios estas exortações são mais abundantes (Pv 6.16-19; 15.1,2,23; 16.21,24), pois a essência desse livro é o ensino da Moral e dos princípios éticos que nos orientam a governar as nossas vidas, até mesmo o nosso procedimento quanto ao falar (Pv 12.19; 17.20; 18.21; 21.23).

1.2 Novo Testamento. Jesus ensinou que os homens terão de prestar contas no Dia do juízo de sua vida na terra, incluindo toda palavra ociosa (Mt 12.36). Paulo refere-se a língua como um instrumento de engano, que é uma das grandes características de um ser humano não convertido, que não anda em Espírito mas na carne (Rm 3.13,14). O apóstolo Tiago em sua epístola trata de forma severa esse tema (Tg 3.1-12), bem como Pedro e João (I Pe 3.10; I Jo 3.18).

II – PECADOS RELACIONADOS NA BÍBLIA QUANTO AO MAU USO DA LÍNGUA

Em toda a Escritura encontramos a reprovação de Deus quanto ao mal uso da língua. Vejamos algumas destas obras da carne que o servo de Deus não deve cometer:

PECADOS DEFINIÇÃO  REPROVAÇÃO BÍBLICA  
MENTIRA

 

“Ato de mentir; engano, impostura, fraude, falsidade.  Lv 19.11; Sl 5.6; Sl 101.7; Pv 6.16-19;19.5,9; Jo 8.44; Ef 4.25; Ap 21.27;22.15  
 

MURMURAÇÃO

  “Queixar-se em voz baixa; falar mal de alguém ou de alguma coisa” Êx 15.23-25; 16.7,12; Nm 14.1-3;Sl 106.24-27; I Co 10.9-12; I Pe 4.9  
BLASFÊMIA  “Palavras que ultrajam a divindade ou a religião”. Lv 24.16; Is 1.4; Mc 3.28; Ez 20.27; IIPe 2.9,10; Ap 16.9,11, 21
     
 
MALEDICÊNCIA “Detratação, difamação, murmuração”  Sl 62.4; Sl 139.20; Pv 24.2; I Co 5.11;6.10; Cl 3.8; Tg 4.11  
 
PALAVRA TORPE “Desonesto, impúdico, infame, vil, repugnante, nojento, asqueroso”  Ef 4.29; Cl 3.8  
   
 CHOCARRICE “Gracejo atrevido” Ef 5.4
MEXERICO “Enredo, intriga, bisbilhotice”   Lv 19.16; Pv 11.13; Pv 18.8;II Co 12.20; I Tm 5.13  
CALÚNIA “Difamação por meio de acusações constantemente falsas”  Êx 20.16; Dt 5.20; Pv 25.18;II Tm 3.1-3; Tt 2.3  
“Doutrina oposta aos ensinamentos divinos e que tende a promover facções”
HERESIA Rm 16.17; Gl 5.20; II Pe 2.1; I Tm 4.1  

III – A PERSPECTIVA DE TIAGO A RESPEITO DO USO DA LÍNGUA

A epístola de Tiago, irmão do Senhor, apresenta a sua mensagem seguindo o modelo do Senhor Jesus, recheada de ilustrações. Suas exortações e repreensões se tornam mais claras, a partir da linguagem que faz das comparações. Eis abaixo algumas figuras de linguagem que o apóstolo faz em (Tg 3.1-12) para falar da língua:

COMPARAÇÃO INTERPRETAÇÃO

LEME

“um bem pequeno leme” (Tg 3.4)

Um pequeno leme de um grande navio ajuda a dirigir o curso da navegação. A língua é apenas um pequeno membro, mas muitas vezes se orgulha do que pode fazer. A língua tanto dirige o navio (nosso corpo) no curso certo, como pode levá-lo ao desastre (Tg 3.4)

FOGO

“A língua também é um fogo…” (Tg 3.6)

Uma pequena faísca pode incendiar uma floresta inteira, o que resulta num grande estrago. Era justamente isso que Tiago tinha em mente quando comparou a língua com um fogo “vede quão grande bosque um pequeno fogo incendeia” (Tg 3.5).

MANANCIAL

“…alguma fonte…” (Tg 3.9-12)

O mesmo manancial não pode jorrar água doce e amarga. Terá de ser um ou outro tipo. Assim é com a língua. Dela vem o mal ou o bem, veneno ou bálsamo curador, maldição ou benção, frutas bravas ou figos, água salobra ou potável (Tg 3.10-12).

O apóstolo Tiago ensina-nos de forma ilustrada que, para que o falar do cristão não seja prejudicial, precisa ser controlado. Pois, pelos freios, os cavalos selvagens podem ser domados (Tg 3.3). Esse freio é domínio próprio uma das virtudes que compõe o fruto do Espírito – o fruto da disciplina (Gl 5.22). Logo, se o mais desenfreado membro do corpo, a língua, estiver em sujeição a Cristo, então todo o corpo será controlado. Peçamos ao Espírito Santo que ponha guarda na porta dos nossos lábios (Sl 39.1; 141.3).

IV – PERSONAGENS BÍBLICOS QUE SE PREJUDICARAM POR CAUSA DO MAU USO DA LÍNGUA

A Bíblia nos mostra o que aconteceu com alguns homens e mulheres de Deus por não frearem a sua língua:

  • Abraão mentiu dizendo que Sara não era sua esposa e quase causou um desastre (Gn 12.10-20).
  • Rebeca com sua astúcia orientou Jacó a mentir para seu pai Isaque, trazendo conflito familiar (Gn 27.6-46)
  • Ananias e Safira astuciosamente mentiram a cerca do valor da herdade que haviam vendido e foram mortos pelo Senhor por isso (At 5.1-11).
  • Paulo exorta aos crentes de Corinto dizendo que um dos pecados que impediram alguns hebreus de entrarem em Canaã foi a murmuração (I Co 10.10).

V – RECOMENDAÇÕES DE PROVÉRBIOS QUANTO AO BOM USO DAS PALAVRAS

O livro de Provérbios também nos mostra que podemos usar as palavras com finalidades benéficas. O sábio Salomão nos diz que o nosso falar deve ser com:

  • MODERAÇÃO: “Melhor é a repreensão franca do que o amor encoberto” (Pv 27.5).
  • RESPONSABILIDADE: “O coração do justo medita no que há de responder, mas a boca dos ímpios jorra coisas más” (Pv 15.28).
  • TEMPERANÇA: “A resposta branda desvia o furor, mas a palavra dura suscita a ira” (Pv 15.1).
  • JUSTIÇA: “O homem se alegra em responder bem, e quão boa é a palavra dita a seu tempo!” (Pv 15.23).
  • VERDADE: “O lábio da verdade permanece para sempre, mas a língua da falsidade, dura por um só momento” (Pv 12.19).

CONCLUSÃO

Como pudemos ver, a nossa língua pode ser um instrumento de Deus para abençoar muitas pessoas, ou do diabo para destruição delas. Para que ela seja usada de forma temperante devemos nos submeter ao domínio do Espírito Santo. Por causa dessa tendência da natureza humana de pecar com a língua, a Bíblia exorta a “todo o homem seja pronto para ouvir, tardio para falar, tardio para se irar” (Tg 1.19).

REFERÊNCIAS

  • STAMPS, Donald C. Bíblia de Estudo Pentecostal. CPAD.
  • LOCKYER, Herbert. Todas as parábolas da Bíblia. VIDA
  • BOYER, Orlando. Pequena Enciclopédia Bíblica. CPAD

Fonte: rbc1.com.br/licoes-biblicas/index/

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