Infidelidade conjugal

        

“A Família Cristã no Século XXI: Protegendo seu Lar dos Ataques do Inimigo”

adulterio

lição nº 6 – EBD – CPAD – 2º trimestre de 2013

A Infidelidade conjugal no A. Testamento, era o contato sexual de uma mulher casada ou comprometida com alguém que não seja seu marido ou noivo. Ou de um homem casado com uma mulher que não fosse sua esposa. Todavia, o concubinato era extremamente comum no Antigo Testamento, pelo que, um homem casado podia ter muitas mulheres, contanto que não fossem casadas, e se houvesse contratos apropriados, sob forma escrita, estipulando as condições segundo as quais o relacionamento deveria ocorrer. Outrossim, a poligamia era uma prática comum. A poliandria (vários maridos para uma só mulher), todavia, nunca foi reconhecida na lei e nos costumes dos judeus. Os versículos que proíbem o adultério incluem Êxo. 20:14. Lev. 18:20. Mat. 19:3-12. Gál. 5:19-21. O sétimo mandamento proíbe o adultério.

Base original da monogamia. O trecho de Mat. 19:4-8 registra as declarações de Jesus em favor da monogamia e contra o divórcio. Ele alicerçou o Seu ensino na narrativa da criação do homem. Podemos supor, pois, que, apesar da permissividade do Antigo Testamento em relação ao concubinato e à poligamia (para os homens somente, como é natural), a monogamia é o ideai espiritual.

Por que o adultério é proibido? A fim de preservar a santidade do lar (Êxo. 20:14; Deu. 5:18). Também está envolvida a questão da herança da família e a preservação da pureza tribal. Finalmente, o próprio ato era considerado um crime sério, um ato de contaminação (Lev. 18:20). Por esse motivo, era imposta a pena de morte, envolvendo a execução de ambos os culpados (Êxo. 20:14; Lev. 20:1 ss.). Injunções similares podem ser achadas no código babilônico de Hamurabi (129), e, opcionalmente, na primitiva lei romana (Dion. Hal. Antiguidades Romanas). A pena de morte mostra que as sociedades antigas encaravam o adultério não meramente como um ato privado errado, mas que ameaçava o arcabouço do lar e da sociedade. O fato de que o homem e a mulher tornam-se uma carne no matrimônio (Gên. 2:24; Efé. 5:31, 32) sugere uma comunicação mística de energias vitais físicas e espirituais, e isso deve acontecer somente entre duas pessoas. Quanto a notas sobre esse conceito, ver NTI na referência de Efésios. No adultério, o indivíduo é furtado de sua identidade, e a união mística de seres é perturbada, talvez assemelhando-se ao homicídio, embora certamente com menores conseqüências morais.

Severidade do Novo Testamento. Jesus transferiu a questão do adultério ao campo dos pensamentos e emoções. O homem que deseja uma mulher já se tornou culpado (Mat. 5:28). Portanto, a moralidade estrita envolve as intenções, as palavras e os pensamentos do indivíduo, e não apenas os seus atos. E assim, todos os homens e mulheres caem sob a condenação, no espírito do sétimo mandamento, e ninguém pode jactar-se de sua santidade quanto a esse preceito.

Uso metafórico. A idolatria e a infidelidade a Deus, sob qualquer forma, é adultério espiritual (Jer. 3). Paulo dá a isso um colorido cristão, pois o homem pode cometer adultério contra Cristo (I Cor. 6:9-20). O Espírito residente no crente faz de seu corpo um templo. Assim, qualquer polução do corpo é uma forma de infidelidade contra o Espírito ali residente, uma execração desse templo. Visto que o Espírito habita no crente, e entre os crentes como uma coletividade, quando um membro peca, todos os demais membros são envolvidos quanto ao resultado disso (I Cor. 5:6; 12:27; Efé. 5:28-31). A união sexual não envolve somente o que o indivíduo faz— afeta a substância daquilo que ele é (I Cor. 6:16). Todos os pecados sexuais são proibidos no Novo Testamento, e não apenas o adultério (I Cor. 6:9; Gál. 5:19).

Em outras sociedades, antigas e modernas. O código babilônico de Hamurabi (128) mostra-nos que pelo menos alguns povos antigos, além dos hebreus, encaravam desaprovadoramente o adultério. Nas sociedades grega e romana o adultério era tratado com severidade, posto que nem sempre de forma coerente. Na sociedade grega, um homem não podia divorciar-se de sua esposa, somente por esse motivo. O sexo antes do casamento era geralmente tolerado, não sendo reputado um erro grave. Nos ritos de fertilidade entre os egípcios, babilônios, gregos e romanos praticamente não havia regras, e parece que se isso fosse feito como parte de crenças e práticas religiosas, muitas coisas que não eram permissíveis na vida diária comum seriam permitidas. Essas práticas, por via de Canaã, penetraram na vida israelita (Amós 2:7 ss.; Miq. 1:7; I Reis 14:24). O homossexualismo com freqüência fazia parte dos cultos antigos.

As religiões de todos os povos consideram que os atos sexuais praticados entre pessoas não casadas são errados, exceto nas sociedades onde a poligamia continua sendo praticada. A maioria dos países europeus, bem como os Estados Unidos da América, permitem o divórcio em razão de adultério. Nesse último país, desde 1955, o adultério não está incluído no código criminal, embora continue sendo motivo comum para o divórcio. Ali ninguém é preso por causa de um romance com uma mulher que não seja sua esposa.

A lei do amor. O adultério pode ser perdoado por meio de arrependimento. Disse Jesus: «Nem eu tão pouco te condeno; vai, e não peques mais» (João 8:11).

Comentários adicionais, considerando I Cor. 6:18.

Fugi da prostituição. Qualquer outro pecado que o homem comete, é fora do corpo; mas o que se prostitui peca contra o seu próprio corpo.

Não convém que enfrentemos frontalmente esse pecado, oferecendo-lhe resistência através da força de vontade. Nosso plano de batalha, nesse caso, consiste em fugir. E nessa fuga, que fujamos para os braços de Cristo, desenvolvendo nele as virtudes morais positivas (ver Gál. 5:22, 23), as quais nos protegerão dessa forma de pecados. A alma remida que permanece em comunhão com Cristo, através de seu Espírito, mediante a meditação, o estudo das Escrituras, a oração, e, idealmente, mediante as experiências místicas reais, perderá seu apetite pelas concupiscências carnais.

Paulo já havia declarado algo similar, com o mesmo sentido básico, na passagem de Rom. 13:14: «… mas revesti-vos do Senhor Jesus Cristo, e nada disponhais para a carne, no tocante às suas concupiscências». Assim sendo, não devemos freqüentar aqueles lugares, ler aquelas coisas, ter contato com aquelas pessoas, que formariam provisões para as ações sensuais. Pelo contrário, «revistamo-nos do Senhor Jesus Cristo». Que seja Ele o nosso revestimento espiritual. Que Ele nos cubra e proteja com o seu sangue.

Com esses pensamentos podemos comparar o ensinamento de Jesus Cristo sobre o adultério visual (ver Mat. 5:28). E também podemos confrontar a admoestação e censura de Simão Pedro, que diz: «…tendo olhos cheios de adultério e insaciáveis no pecado, engodando almas inconstantes…» (II Ped. 2:14). Existem homens que vivem em estado permanente de concupiscência, em razão do que vivem procurando sempre alguém com quem adulterar. Seus olhos percorrem a terra, procurando quem queira pecar com eles, — e a vitalidade de seus seres é desperdiçada nessa pervertida atividade. Conforme a tradução inglesa de Williams (aqui vertida para o português), os olhos dessas pessoas são «insaciáveis pelo pecado». Jamais ficam satisfeitas, sempre precisando de quem queira compartilhar de sua sensualidade. Tornaram-se escravos completos do sexo. Tais indivíduos, em vez de fugirem dessa forma de pecado, buscam situações favoráveis para o pecado, sempre fazendo coisas que provocam o seu apetite. Tais homens não passam de escravos e somente a ajuda «vinda do alto» poderá salvá-los.

Sófocles, no diálogo de autoria de Platão, intitulado República (329), ao ser interrogado sobre como vinha manuseando as questões do «amor», retrucou: «Mui alegremente tenho ‘escapado’ do mesmo, e sinto como se tivesse escapado de um senhor louco e furioso». Sim, o sexo pervertido pode ser uma entidade assim, e feliz é aquele que consegue escapar do mesmo.

«Pecar ‘contra o corpo’ é defraudá-lo da parte que o mesmo tem com Cristo, é cortá-lo de seu destino eterno”. Esse é o efeito da fornicação em um grau sem-par… Aquilo que o apóstolo Paulo assevera sobre a fornicação, nega a respeito de qualquer outro pecado». (Robertson e Plummer, in loc.)

«…fora…», nesse caso, é palavra que significa algo como «sem efeito sobre o destino do corpo» (novamente falando apenas em sentido relativo). Por essa razão é que Alford (in loc.) comenta a respeito dessa questão como segue: «A assertiva do apóstolo é estritamente veraz. O alcoolismo e a glutonaria são pecados feitos no corpo e através do corpo, sendo praticados mediante o abuso do mesmo, porém, são coisas introduzidas de fora, erradas em seu efeito, cujo efeito é dever de cada indivíduo prever e evitar. Mas a fornicação é a ‘alienação daquele corpo que pertence ao Senhor, fazendo do mesmo, corpo de uma prostituta’, não é um ‘efeito’ sobre o corpo deles, com base na participação de coisas vindas de fora, mas antes, é uma ‘contradição da verdade’ do corpo, proveniente ‘de dentro’ de si mesmo».

É bem provável que Paulo concordasse com essa opinião de Alford. O que é inegável é que Paulo não subscreveria aquela filosofia que afirma que todos os pecados são igualmente maus, não havendo qualquer gradação de pecado.

Fonte: Comentário Bíblico do AT – Champlin

adulterios

Leia ou Baixe aqui!

Anúncios

Obrigado pela visita, volte sempre!

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s