As bases do casamento Cristão

        

“A Família Cristã no Século XXI: Protegendo seu Lar dos Ataques do Inimigo”

O AMOR TUDO SUPORTA BORDA DOURADA

LIÇÃO Nº 3 – AS BASES DO CASAMENTO CRISTÃO

 O modelo bíblico original da família não impõe, como se costuma dizer, uma prevalência do homem sobre a mulher. O domínio do homem sobre a mulher, que tem sido a tônica e característica da história da humanidade, é resultado do pecado do primeiro casal, não da vontade de Deus, de modo que não é verdade o pensamento de que a igualdade entre os sexos (denominada no “politicamente correto” de “igualdade de gênero”, expressão que deve ser evitada entre nós) exija o abandono do modelo bíblico de família, mais uma das muitas mentiras diabólicas que têm ganhado terreno e crédito no mundo sem Deus.

I – O PADRÃO BÍBLICO DO PAPEL DO MARIDO

– Marido e mulher, como já vimos, devem viver em união, em unidade de propósitos, não querendo um dominar ao outro, mas sabendo que nem mesmo os próprios corpos estão sob seu domínio, mas, sim, sob o domínio do cônjuge. “Cônjuge” significa “estar sob o mesmo jugo com alguém”, ou seja, tanto o homem como mulher estão debaixo de normas e princípios em caráter de igualdade, sem que um seja superior ao outro.

Homem e mulher têm estruturas físicas, sentimentais e emocionais diversas e Deus, que os criou (Gn.1:27), sabe muito bem destas diferenças. Daí porque estabeleceu funções distintas para o marido e para a mulher na vida conjugal, o que não é senão a constatação de que eles são seres distintos, embora, diante de Deus, sejam iguais, pois para o Senhor não há acepção de pessoas (Dt.10:17).

– Uma das consequências do pecado do homem foi o término da situação original de equilíbrio e harmonia entre ambos os sexos (Gn.3:16). O pecado trouxe ao mundo a injustiça, a iniquidade (I Jo.3:4), de forma que não é de se admirar que, desde então, o homem tenha estabelecido, nas relações sociais, a começar da relação familiar, uma injusta superioridade sobre a mulher. Como relataram as Nações Unidas, na década de 1990, na conferência sobre a situação da mulher, esta tem sido discriminada em todas as classes sociais, em todos os países do mundo, sem qualquer exceção, uma comprovação de que a Palavra de Deus é a verdade.

Entretanto, no princípio não foi assim e o estatuto bíblico da família não pode, em absoluto, ser utilizado para confirmar ou aprovar algo que é fruto do pecado. Uma família cristã está livre do poder do pecado, não tem qualquer compromisso com o mundo e, portanto, deve refletir o modelo bíblico original, que é o da igualdade de tratamento, o da igualdade de direitos, mas o da diversidade de funções e de atividades.

– O marido, diz a Palavra de Deus, deve ser a cabeça do casal (I Co.11:3), ou seja, a direção, o planejamento familiar, a estruturação dos projetos, dos fins a ser perseguidos deve ser de iniciativa e decisão do marido. Isto, entretanto, não quer dizer, como têm entendido os homens brasileiros, típicos machistas latino-americanos, que o marido deva ser um ditador no lar, o único senhor, o dono absoluto da verdade, que pela ameaça, pela força física e pela brutalidade domine os demais membros da família. Em primeiro lugar, a Bíblia diz que, embora o marido seja a cabeça da mulher, Cristo é a sua cabeça (I Co.11:3).

Ora, toda e qualquer decisão, toda e qualquer autoridade do marido está submetida a Cristo e à Sua vontade. O marido é, assim, mero despenseiro de Cristo no lar e, como tal, deve ser achado fiel ao seu Senhor (I Co.4:1,2). Quão diferente é, pois, o modelo bíblico do que vemos, frequentemente, nos lares de crentes brasileiros!

– Em segundo lugar, ser a cabeça do casal importa em ter capacidade intelectual, em pensar, em ter condições de dirigir os demais membros da família. Lamentavelmente, vemos, hoje em dia, famílias desorientadas, perdidas, em que a mulher é obrigada a tomar decisões e a dar as rédeas na sua casa, porque o marido não tem juízo, não pensa, não raciocina, não se comporta como um verdadeiro “macho”. Na Bíblia, o “macho” é aquele que pensa, que projeta, que planeja, não o que espanca, bate e usa da força bruta.

Um marido que não tem capacidade de planejamento, que não prevê todas as hipóteses possíveis corre o risco de deixar sua família em situação difícil, ainda que seja santo, como é o caso do profeta cuja viúva teve de ter o socorro miraculoso de Eliseu para superar a dificuldade por ele deixada (I Rs.4:1-7).

– Quando estamos a falar de planejamento, não podemos deixar de mencionar o aspecto econômico financeiro, que apresenta, mormente nos dias difíceis que vivemos, um aspecto relevante. Embora venhamos a tratar disto em lição futura, desde já é importante observar que, ao lado do amor, a mulher deve ter um marido que tenha um bom nome. Salomão, em seu cântico romântico, afirma que as mulheres amam aqueles homens que “como unguento derramado é o teu nome” (Ct.1:3). O marido deve ter um comportamento de equilíbrio, de sensatez e de responsabilidade a ponto de causar admiração e respeito perante a comunidade, principalmente no que diz respeito aos aspectos econômico-financeiros, onde deve zelar para que tenha “o nome limpo”. Uma postura desta natureza trará à mulher uma autoestima, uma sensação de segurança e confiança que muito contribuirá para o bem-estar da família.

– Em terceiro lugar, ser a cabeça do casal importa em capacidade de amar como Cristo amou a Igreja, ou seja, o marido precisa ter o amor divino (que os gregos denominavam de “agape”), um amor desinteressado, um amor disposto ao autossacrifício. Ser cabeça da família é estar disposto a se sacrificar pela mulher e pelos filhos, a se prejudicar para que a família tenha um mínimo de dignidade. Muitos supostos crentes gostam de mandar, de exigir obediência, submissão, mas são preguiçosos, não buscam obter uma melhor e maior remuneração, não gostam de trabalhar, não querem servir, mas ser apenas servidos. Não são maridos que estejam cumprindo a Palavra de Deus.

– Com efeito, Cristo deve ser o exemplo para o marido. Embora seja a cabeça da Igreja (Ef.5:23), Jesus não veio para ser servido, mas para servir e dar a Sua vida em resgate de muitos (Mt.20:28), tendo demonstrado isto em todo o Seu ministério, pois sempre estava à disposição para fazer bem (At.10:38). Jesus não Se isolava dos pecadores, dos necessitados, mas ia ao encontro deles, a fim de lhes comunicar a mensagem da salvação, a ponto de os fariseus criticarem este comportamento (Mt.11:19). O marido, de igual modo, deve ser alguém que esteja disposto a atender os demais familiares (mulher, filhos e outros que com eles convivam no núcleo familiar), indo ao encontro de suas necessidades. O marido deve tomar a iniciativa do diálogo, deve procurar saber quais são as necessidades dos familiares e não esperar que seja comunicado de algo, como, lamentavelmente, agiam (e ainda hoje agem) os “senhores patriarcais” da sociedade rural brasileira bem como os pais de família brasileiros até a primeira metade do século XX. O marido é aquele que deve “lavar os pés” dos membros de sua família, administrando-lhes a lição da humildade e ajudando cada um a moldar suas vidas segundo a Palavra de Deus.

– Em quarto lugar, ser a cabeça do casal é tomar a decisão, mas não significa imposição da vontade sem a participação dos demais membros da família. A Bíblia informa-nos que Deus, que é Soberano, não impõe a Sua vontade ao homem, busca a sua anuência, convida para o Seu projeto. Ora, se Deus é assim, por que o marido seria diferente? Vejamos a forma de expressão de Jesus em Sua oração sacerdotal: “tendo consumado a obra que me deste a fazer” (Jo.17:4b), ou seja, houve uma proposta do Pai ao Filho, que foi aceita e cumprida.

O marido, portanto, deve propor e obter a aceitação da mulher e dos demais integrantes da família para os propósitos assumidos, propósitos estes que, como vimos, têm de ter, primacialmente, a aprovação divina.

– Jesus jamais impôs a Sua vontade ao homem por força ou por violência, mas procurou convencer o homem pelo Espírito Santo (Zc.4:6). Verdade é que Seu ministério não se fez apenas com discursos ou parábolas, tendo, também, mostrado Seu poder (At.1:1;10:38), algo que, depois, foi observado pelos Seus seguidores, como é o caso do apóstolo Paulo (II Co.2:4,5). Da mesma forma, o marido não pode se impor com base na força ou na violência, como, infelizmente, é a tônica em muitos lares, mas, antes, pelo contrário, o marido deve orientar e obter a adesão dos demais familiares a seus projetos e propósitos, mediante o poder da persuasão, do convencimento, o que exige um constante e permanente diálogo entre os integrantes da família, bem como que tais ideias e projetos se mostrem como resultado de uma vida de poder, o que o marido somente atingirá se tais planos e projetos tiverem a anuência e concordância do Senhor, o que implica, por sua vez, numa vida de comunhão com Deus. A força do exemplo do marido, numa vida santa e dedicada a Deus, é a principal fonte de autoridade para levar os demais familiares à adesão aos seus projetos e propósitos.

– Em quinto lugar, ser a cabeça do casal importa em ser o modelo afetivo do lar. Muitos acham que, por ser o marido chamado na Bíblia de cabeça, o marido é o protótipo da razão, o padrão da racionalidade, do bom senso e, consequentemente, eliminam da figura do marido qualquer traço sentimental ou emocional. Embora, normalmente, associemos a cabeça à razão, à insensibilidade, não é esta associação o pensamento dos escritores sagrados. Senão vejamos. Jesus é chamado de cabeça da Igreja (Ef.5:23), mas, nem por isso, as Escrituras Sagradas deixam de afirmar que ninguém tem maior amor do que Jesus (Jo.3:16; 15:13). Portanto, ser cabeça da família, antes de dispensar a presença de sentimento ou emoção, exige-a no tom mais elevado.

– O marido deve amar sua mulher como Cristo amou a Sua igreja, já vimos supra. Ora, Jesus demonstrou este amor não só na cruz do Calvário, onde ele atingiu o clímax, mas durante todo o Seu ministério. Jesus sempre demonstrou afeição, com todos, sem qualquer distinção ou acepção de pessoas. Compadeceu-Se, alegrou-Se, chamou a Si as crianças, que eram tidas como estorvo pelos Seus próprios discípulos, deu atenção a mendigos cegos, a mulheres de vida irregular, a leprosos, a enfermos de toda espécie, que eram desprezados e marginalizados pela sociedade. Jesus era pura sensibilidade e reside nesta capacidade de sentir exatamente o que sentimos (que é ter “com-paixão”) a autoridade e capacidade para interceder por nós junto ao Pai (Hb.2:17,18).

– O marido deve demonstrar este amor cotidianamente, até porque a mulher, por sua postura mais sentimental e emocional, necessita sentir diariamente o amor do marido. No livro de Cantares de Salomão, que é um poema que canta, precisamente, o amor conjugal e no qual tiramos grandes lições a respeito de como deve ser o relacionamento entre marido e mulher (o que mostra a importância que Deus dá a este tipo de relacionamento, a ponto de ter incluído, na revelação, um livro inspirado diretamente vinculado a isto), vemos que a primeira expressão da mulher é, exatamente, esta: “porque melhor é o seu amor do que o vinho” (Ct.1:2), ou seja, o que a mulher mais deseja é sentir o amor do marido, saber que ele a ama e isto é mais importante do que todo e qualquer prazer que o mundo possa oferecer (o vinho significa, exatamente, a alegria que se obtém na vida terrena). Já quase no final do cântico, a mulher exclama, mais uma vez: “Eu sou do meu amado e ele me tem afeição” (Ct.7:10). Será, querido marido, que sua mulher pode fazer delas estas palavras?

II – O PAPEL BÍBLICO DO PAPEL DA MULHER

– A mulher, dizem as Escrituras, deve ser sujeita a seu marido (Ef.5:22). Ser sujeita significa estar debaixo de uma base, de um lançamento, de uma plataforma (do latim “sub jectum”). A mulher, portanto, deve orientar suas sensações, emoções e intuições de acordo com os planos, projetos e finalidades traçados pelo marido.

Não há, portanto, como se exigir sujeição da mulher quando não há tais planos, projetos ou finalidades.

– A mulher deve se unir ao marido nos planos e projetos assumidos, fazendo-o por amor e não por medo, conveniência ou qualquer outro sentimento. Diz o texto sagrado que a sujeição deve ser como ao Senhor, o que implica em sujeição por amor, com dedicação, confiança, humildade, fidelidade e lealdade. Nada mais antibíblico, portanto, do que a ideia que tem sido difundida de que o casamento ou a vida familiar tradicional seja algo contrário à dignidade da mulher ou à sua independência. A mulher, como o homem, não foram feitos para serem “independentes”, pois dependem um do outro para se completarem, para que possam transformar em realidades todo o potencial humano. A chamada “liberação feminina” é mais uma das mentiras satânicas e resultado de uma postura antibíblica dos homens, inclusive de cristãos, que confundem a sujeição da mulher com opressão, escravidão ou algo semelhante.

– A mulher tem o direito (diríamos, mesmo, o dever) de opinar junto a seu marido sobre os planos, projetos e objetivos que devem ser buscados pela família, usando de sua capacidade intuitiva aguçada, de sua sensibilidade e emoção para que seja tomada a melhor decisão. Até pelo fato de ser mais sensível e intuitiva do que o homem, a mulher é um importante canal para que seja obtida e comunicada a vontade de Deus num determinado fim perseguido pela família. Jesus deixou-nos claro que a mulher é a principal fonte de comunicação para a divulgação de Seus propósitos, como vemos nos exemplos da profetisa Ana (Lc.2:38) e das mulheres que foram ao túmulo vazio (Lc.24:9).

– A mulher é a principal responsável pela manutenção do afeto e da sensibilidade nas relações familiares, seja como mãe (Is.49:15), seja como mulher (Pv.31:11; Ct.3:1).

III – OS MALES DA OMISSÃO DOS PAPÉIS

– O modelo bíblico estabelecido para a família deve ser rigorosamente cumprido para que se tenha o êxito na vida familiar. Sem que se observe o padrão divino, as famílias tendem a apresentar problemas sérios, que culminarão não só na falência da vida familiar, mas também, em prejuízo para cada integrante da família e para a sociedade, que é constituída de famílias.

– Mas, além dos lares que têm o desarranjo em virtude da necessidade de sobrevivência, também encontramos aquelas famílias em que as omissões se dão por motivos outros, que são a negligência ou inobservância pura e simples do que é ensinado pela Palavra de Deus. Neste ponto, estão, por exemplo, os maridos e mulheres que, a pretexto de servirem a Deus exemplarmente, deixam suas vidas familiares em último plano, privilegiando reuniões de todo tipo e espécie em suas igrejas locais (e, não raras vezes, nas igrejas dos outros), querendo, com isto, enganar-se a si e aos outros. Quantas vezes não temos conhecimento de mulheres que se dizem “santas”, “profetisas”, “missionárias” e, a pretexto de seus “ministérios”, não deixam marido e filhos sem comida, sem roupa lavada, que nem sequer limpam as suas casas, que, muitas vezes, assemelham-se a pocilgas pelo lamentável estado de higiene? Tais pessoas jamais podem ser admitidas na linha de frente dos trabalhos das igrejas locais, pois são falsos servos do Senhor, não amam a Jesus, pois o próprio Mestre afirmou que “vós sereis Meus amigos, se fizerdes o que Eu vos mando” (Jo.15:14) e, se assim estão procedendo, não estão cumprindo o modelo bíblico estabelecido para a família.

– O apóstolo Paulo foi bem claro ao dizer que marido e mulher têm de ter sua atenção voltada mais para o seu cônjuge do que para a obra do Senhor, como vemos, claramente, em I Co.7:32-34. Assim, é preciso que seja, primeiro, o cônjuge agradado e, depois, em havendo tempo e obtido este agrado, haja dedicação ao trabalho do Senhor, pois esta é a vontade de Deus, como temos visto neste estudo, mormente na descrição sublime do relacionamento conjugal, que Deus quis que fosse registrado pelo homem mais sábio que houve sobre a face da Terra, exceto Jesus.

– Para estes casos, a solução está em se arrependerem de seus pecados (pois está havendo pecado, já que pecado é transgressão contra a Palavra de Deus e o modelo bíblico estabelecido para a família é Palavra de Deus) e começarem a praticar as obras que as Escrituras determinam sejam praticadas pelo marido e pela mulher. Cabe à igreja, com amor e mansidão, construir estruturas capazes de ensinar, redarguir, corrigir e instruir em justiça estes casais, a fim de que haja a restauração da vida familiar e, por conseguinte, o crescimento espiritual da igreja local.

Fonte: portalebd.org.br

Adquira esse DVD

LEIA OU BAIXE AQUI

LEIA OU BAIXE AQUI

Anúncios

Obrigado pela visita, volte sempre!

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s