O casamento Bíblico

        

“A Família Cristã no Século XXI: Protegendo seu Lar dos Ataques do Inimigo”coraçao bíblia aliançasLIÇÃO 02- O casamento bíblico – 2º TRIMESTRE 2013

A Natureza do Casamento

1. O casamento faz parte da própria ordem da criação. Deus revelou ao homem que ele precisava de uma esposa (Gn 2.18) e que a esposa precisava de um marido (Gn 3.16). Desde o começo, Ele criou a mulher para o homem e o homem para a mulher (Gn 1.26,27). Desde o início o homem entendeu que era vontade de Deus que ele tivesse uma esposa. “Osso dos meus ossos e carne da minha carne” (Gn 2.23) e que deveria amá-la e cuidar dela como de si próprio. Paulo escreveu. “Assim devem os maridos amar a sua própria mulher como a seu próprio corpo. Quem ama a sua mulher ama-se a si mesmo. Porque nunca ninguém aborreceu a sua própria carne; antes, a alimenta e sustenta, como também o Senhor à igreja” (Ef 5.28,29).

2. O casamento é um sacramento de sociedade. No casamento, assim como na união sexual em particular, o homem e a mulher sentem prazer e fazem dele a demonstração exterior daquilo que é uma graça interior. Sacramentado por Deus (cf. 1 Tm 4.3) ele representa a mais elevada expressão de afeto mútuo e a mais profunda comunhão humana, e por isso o próprio Deus usou o casamento para expressar a incalculável profundidade de seu amor por nós. 3. O casamento é um pacto solene celebrado entre um homem e uma mulher dentro de uma perfeita liberdade, e através do qual prometem entre si o amor e a fidelidade, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, na prosperidade e na adversidade enquanto viverem. De acordo com a visão de Deus, ele somente termina com a morte ou então por causa de uma grave infidelidade ou separação de um cônjuge descrente (Mt 5.32; 19.9; Rm 7.2,3; 1 Co 7.15). Esse pacto deve ser celebrado apenas entre duas pessoas que compartilhem o mesmo espírito e fé, pois “que parte tem o fiel com o infiel?” (2 Co 6.14,15). O casamento é uma vocação, um convite de Deus para a demonstração, a todo o mundo, da mais elevada forma de amor mútuo (Gn 2.23,24; Ef 5.21ss.). Também é a maneira correta de se gerar filhos (Gn 33.5; 48.4; Dt 28.4; Js 24.3,4; SI 127.3), alimentá-los física e espiritualmente, e o ambiente mais propício para lhes ensinar a Palavra de Deus (Dt 6.7-20; 11.18-21; Pv 22.6) e treiná-los para serem bons cidadãos (Pv 13.24; 19.18; 22.15; 23.13; 29.15,17).

Os Propósitos do Casamento

1. A propagação da raça humana. E a forma Divina de desenvolver a espécie chamada humanidade. No caso dos seres angelicais, Deus criou cada um deles individualmente, mas no caso da humanidade, Ele criou um homem e uma mulher e toda a raça humana descendeu desse primeiro casal. Deus só poderia ter redimido separadamente cada anjo caído se Cristo morresse individualmente por cada um deles, mas Ele pôde redimir a raça humana de Adão com uma única morte de Cristo, pois Ele estaria representando a raça como um todo. E à luz desse fato que entendemos o significado de 1 Coríntios 15.22. “Porque, assim como todos morrem em Adão, assim também todos serão vivificados em Cristo”. Deus preferiu gerar filhos espirituais que irão amá-lo por causa de sua soberana graça salvadora e trazer-lhes a vida através do relacionamento do casamento. Os aspectos sacramentais e da propagação da espécie do casamento ficam dessa forma reunidos e a geração dos filhos se torna um ato de santidade para a verdadeira glória de Deus.

2. E a maneira de Deus de criar os filhos. Filhos precisam de um lar, e de pais dentro deste lar. No lar eles recebem abrigo e alimento. Através da vida de seus pais eles aprendem o que significa o verdadeiro amor porque são o objeto do amor dos pais e porque vêem o amor recíproco que existe entre eles. Somente através dos pais eles podem entender plenamente o profundo e duradouro amor conjugal e, dessa forma, ficam preparados para esperar er procurar um amor igual para si mesmos. É nesse ponto que a discórdia conjugal e os lares desfeitos exercem o efeito mais devastador sobre os filhos. O filho que nunca observou a demonstração de um verdadeiro amor em seu lar não está pronto para enfrentar sozinho a vida. Deus também teve a intenção de que a demonstração de um verdadeiro amor entre pais e filhos fosse a base para o entendimento do amor que Ele mesmo sentiu ao enviar o seu Filho para morrer pelos nossos pecados (cf. Ef 5.25-32).

3. O casamento é a maneira de Deus incutir nos filhos os princípios da justiça e da autoridade responsável. Os pais devem tratar os filhos com paciência e justiça (Ef 6.4; Cl 3.21) e lhes ensinar o que é justo e direito. Devem dar exemplo de responsabilidade e autoridade na divinamente ordenada economia do lar (cf. 1 Tm 3.4,5,12; Tt 1.6). O pai, como o cabeça da esposa e do lar, embora consultando plenamente sua esposa de uma forma realmente democrática, é o responsável por todas as decisões. Isso ensina a submissão à autoridade e um verdadeiro senso de responsabilidade (Ef 5.21-24).

4. O casamento é o meio pedagógico de Deus ensinar aos filhos sobre Si mesmo. Deus se intitula nosso Pai e demonstra que o seu amor é tão maravilhoso como o amor de um bom pai (SI 103.13; Jo 3.16), tão terno como o amor de uma boa mãe (Is 49.15; 66.13; Mt 23.37), tão íntimo como aquele que existe entre o marido e a esposa (Ef 5.25ss.). Desse modo, todo o relacionamento dentro do casamento e da família transparece na demonstração e nos ensinos daquilo que Deus é, da natureza do seu amor. Veja Família.

O lugar do Sexo

Embora o sexo tenha como objetivo estabelecido por Deus gerar filhos para povoar a terra e assim indiretamente encher o céu com filhos renascidos em Deus, ele também preenche importantes necessidades pessoais e familiares. O esposo necessita da esposa e a esposa necessita do marido, porque o homem é feito de tal maneira que as tensões da vida são aliviadas através do amor conjugal (1 Co 7.1-5). Ao mesmo tempo, nesse íntimo ato de amor são liberadas energias criativas tanto na vida do marido como da esposa. Podemos observar melhor que Deus fez o homem e a mulher para o verdadeiro prazer e um mútuo companheirismo em Cantares de Salomão, onde as intimidades do amor conjugal e do prazer estão descritas de uma forma maravilhosa e pura. No relacionamento sexual todo o amor é expresso através de atos e palavras e é consumado em comunhão e união. E uma expressão de amor que pode ser exercitada com apenas uma pessoa por causa de sua natureza santa. Cada um mantém a experiência de um profundo amor pelo outro e somente por essa pessoa. Nesse sentido, ele é o exemplo típico de um relacionamento exclusivo que deve existir individualmente entre cada cristão e seu Senhor, e no qual nenhuma outra pessoa ou deus pode ter a permissão de participar (Êx 20.3; cf. Ef 5.25ss.). Um casamento baseado em uma vida sexual plena e estável é feliz e equilibrado, desde que esse aspecto da vida seja a expressão do mais profundo amor e não a mera satisfação de desejos carnais. Ele é de grande importância para os filhos (assim como para o marido e a esposa), porque vêem não só um casamento estável, como também seu encanto, pureza, beleza, e profunda satisfação. Os filhos, por sua vez, podem aprender que o sexo é uma dádiva divina e pode ser verdadeiramente belo e maravilhoso quando usado de acordo com as intenções de Deus. Os cuidados que Deus coloca no ato sexual permitem aos filhos aprender com pureza e se conservarem puros, mais tarde usando o sexo de acordo com os propósitos Divinos, vendo que a plena liberdade e alegria no casamento realmente vêem quando se vive dentro do âmbito do sétimo mandamento (1 Ts 4.3-8; Hb 13.4).

Como Deus Fala sobre o Casamento

Em primeiro lugar, Deus usa o casamento como uma metáfora para expressar o relacionamento de Cristo com a igreja, comparando Cristo com o noivo e a igreja com a noiva (Ef 5.24-32; Ap 19.7-9). Tanto o crente individualmente como a igreja em geral, sempre são considerados no sentido de ser a noiva em relação a Cristo (2 Co 11.2). A total submissão da virgem Maria à orientação e capacitação do Espírito Santo quando disse, “Cumpra-se em mim segundo a tua palavra” (Lc 1.38), representa uma analogia com o relacionamento que deve existir entre o Espírito Santo e o cristão. O fruto do Espírito deve ser introduzido e nascer na vida do crente (Gl 5.22,23) assim como Cristo foi formado pelo Espírito no ventre de Maria (Lc 1.42). No Salmo 45, Cristo é visto em toda a sua majestade e beleza juntamente com a sua Noiva Real, a igreja, para representar a pureza que Deus deseja de seus filhos. A Noiva é grandemente desejada por causa de sua beleza (v. 11) tanto exterior como interior. Seus trajes são delicados e belos até o mais ínfimo detalhe.

Monogamia

Embora a poligamia fosse praticada durante algum tempo no AT, ela só era permitida como uma medida temporária. Ela negava o princípio do marido e a esposa serem uma única carne (Gn 2.24; Mt 19.5), e levou a muitos problemas conjugais. Tanto Abraão como Jacó sofreram muitas tristezas por causa disso (Gn 21.9ss.; 30.1-24), e Davi e Salomão se desviaram por causa de suas esposas pagãs (2 Sm 5.13; 1 Rs 11.1-3). Somente através da monogamia é possível evitar o ciúme dentro da família e ilustrar corretamente o relacionamento de Cristo com o crente (Ef 5.23ss.). Veja Concubina.

Casamento e Divórcio

O divórcio sempre representou um grave problema. O ensino de Cristo é encontrado em Mateus 5.31,32; 19.3-9; Marcos 10.2-12; Lucas 16.18. Ele revelou que era somente por causa da dureza do coração dos homens que Moisés permitiu uma lei de divórcio e que isso poderia verdadeiramente levar ao adultério (Mt 19.8,9). O casamento só deve ser anulado por motivo de fornicação (Mt 5.31,32; 19.9). Isso significa que um divórcio somente deveria ser permitido quando houvesse uma relação sexual com outra pessoa que não fosse o cônjuge. Mesmo no caso de pessoas comprometidas na etapa do noivado, este deve ser rompido caso um dos dois cometa o ato de fornicação. Cristo afirmou que o homem, assim como a mulher, podia cometer adultério se forçasse um divórcio injusto. Isso contrariava a opinião dos judeus que viam a mulher como a única culpada possível. Embora exista uma diferença de opiniões, a maioria das igrejas considera que o divórcio pode ser permitido nos casos de abandono voluntário. Se assim for, existem duas razões bíblicas: fornicação e adultério. Entretanto, as Escrituras aceitam que uma lei maior pode ser aplicada aos divorciados, isto é, a lei do perdão onde existe um verdadeiro arrependimento pelo pecado. Oséías perdoou e recebeu de volta a sua esposa adúltera porque a amava, assim como Deus está disposto a perdoar e receber de volta a sua adúltera nação de Israel (Os 2.1,2; 3.1ss.; 14.1-8).

Costumes e Cerimônias Matrimoniais

1. A escolha da noiva: Na Bíblia não existe qualquer restrição relativa à idade mais apropriada para o casamento, mas parece certo que as jovens se casavam muito cedo (Pv 2.17; 5.18). Em Isaías 62.5, o jovem, ao se casar, recebe o nome de bahur, isto é, o melhor, um jovem robusto e decidido na flor de sua capacidade física (cf. 1 Sm 9.2; Is 40.30; Am 8.13); a virgem recebe o nome de b’tula, uma jovem atraente e sexualmente pronta para o casamento (cf. Jl 1.8; Jr 2.32). No Talmude, os rabinos estabeleceram 12 anos como idade mínima para as meninas e 13 para os meninos.

2. Por causa da forte influência tribal e da unidade do clã na sociedade patriarcal, os pais consideravam seu dever e prerrogativa assegurar esposas para seus filhos (Gn 24.3; 38.6). Normalmente, a noiva em perspectiva, assim como o noivo, simplesmente concordava com os arranjos feitos de acordo com os interesses da família e da lealdade à tribo. Não é de admirar que muitas vezes os pais procurassem o casamento entre primos em primeiro grau, como por exemplo, no caso de Rebeca e Isaque. O casamento com mulheres estrangeiras era desaconselhado (Gn 24.3; 26.34,35; 27.46; 28.8) e mais tarde foi totalmente proibido (Êx 34.16; Dt 7.3; Ed 10.2,3,10,11) pelo perigo de uma volta à prática da idolatria das demais nações. Casamentos mistos eram tolerados apenas no caso dos exilados (por exemplo, José, Gn 41.45; Moisés, Êx 2.21) e dos reis apenas por razões políticas.

Por outro lado, havia em Israel a oportunidade para casamentos baseados no namoro. O jovem podia declarar a sua preferência (Gn 34.4; Jz 14.2). Por exemplo, Mical se apaixonou por Davi (1 Sm 18.20). Na época do AT as mulheres não eram mantidas como reclusas, como nos países muçulmanos, e podiam sair às ruas com o rosto descoberto (cf. 1 Sm 1.13). Elas cuidavam das ovelhas (Gn 29.6; Êx 2.16), carregavam água (Gn 24.13; 1 Sm 9.11), colhiam nos campos (Rt 2.3) e visitavam outros lares (Gn 34.1). Dessa maneira, os jovens tinham a liberdade de procurar a futura noiva, sozinhos.

2. O noivado: A escolha da noiva era seguida pelo noivado (q.v.), que era um procedimento formal onde havia um compromisso maior do que no noivado de nossos dias. Os homens que iam se casar com as filhas de Ló já eram considerados como seus genros (Gn 19.14). Um homem que estava noivo era dispensado do serviço militar para poder tomar (isto é, casar-se com) sua esposa e viver com ela em sua casa durante um ano (Dt 20.7; 24.5). Qualquer imoralidade sexual com uma jovem noiva era um crime tão grave quanto o adultério (Dt 22.22-27). Inscrições encontradas no Oriente Próximo também indicam que o noivado era um costume reconhecido, que tinha consequências legais muito definidas. Geralmente, o noivado era realizado por um amigo ou representante legal da parte do noivo (1 Sm 25.39ss.). E, no caso da noiva, por seus pais. Era confirmado através de juramentos (Em 1 Sm 18.21& lemos: “Serás hoje meu genro”). Nessa ocasião era discutida a quantia do “dote” (em hebraico mohar. Veja Dote) com os pais da jovem, e era pago imediatamente à família da moça se a moeda corrente fosse o meio de compensação. Tanto na antiga Mesopotâmia como em Israel o casamento era um simples contrato civil, sem qualquer formalização através de uma cerimônia religiosa. Embora o AT não faça uma menção especifica sobre a existência de um contrato de casamento por escrito, tais contratos estavam estipulados no Código de Hamurabi. Existem vários contratos de casamento entre os papiros encontrados na colônia judaica de Elefantine, do século V a.C, e essa prática é mencionada no Livro de Tobias (Tob 7.13). Os Talmudistas do Mishna chamam esse contrato de kHuba e dão minuciosas instruções sobre como usar e guardar o mohar. O termo “concerto” ou “aliança” (berit) em Provérbios 2.17 e Malaquias 2.14 podem estar fazendo alusão a um contrato por escrito. 3. Cerimônia de casamento: A essência da cerimônia do casamento ou das festividades era o ato de retirar a noiva da casa do pai e trazê-la para a casa do noivo ou de seu pai. (Dessa forma, havia uma verdade literal na expressão hebraica “tomar” uma esposa por exemplo, Gn 4.19; 12.19; 24.67; 38.2; Nm 12.1; 1 Sm 25.39-42; 1 Rs 3.1; 1 Cr 2.21). Vestindo um turbante imponente (Is 61.10) ou uma coroa nupcial (Ct 3.11) como um ornamento, o noivo partia de sua casa acompanhado por seus amigos (Jo 3.29) ou ajudantes (Mt 9.15) tocando tamborins e também podendo ser acompanhado por uma banda (1 Mac 9.39). Como a procissão nupcial geralmente se realizava à noite (Ct 3.6-11), muitos portavam tochas ou lanternas (Mt 25.1-8). A alegria e a felicidade (Jr 7.34; 16.9; 25.10; Ap 18.22ss.) anunciavam sua aproximação à população local que ficava aguardando à porta das casas que ficavam à beira do caminho até a casa da noiva e também quando regressavam à casa do noivo (Mt 25.5,6). A noiva aguardava lindamente vestida e adornada com jóias (SI 45.13ss.; Is 61.10; Ap 19.8). Para essa ocasião especial ela usava um véu (Gn 24.65; Ct 4.1,3; 6.7), que somente poderia retirar quanto estivesse sozinha com seu esposo, no escuro, na câmara nupcial (cf. Gn 29.23-25).

O noivo conduzia todos os convidados ao casamento, agora com a presença da esposa e seus acompanhantes (SI 45.14o), até a casa de seu pai para a “ceia das bodas” (Ap 19.9). Todos os amigos e vizinhos eram convidados à festa do casamento (Gn 29.22; Mt 22.3-10; Lc 14.8; Jo 2.2) que era normalmente oferecida pelo pai do noivo (Mt 22.2). Recusar o convite para uma dessas festas representava uma grave ofensa (Mt 22.5; Lc 14.16-21). Geralmente, as festividades duravam uma semana (Gn 29.27ss.; Jz 14.10-12,17), mas o casamento era consumado na primeira noite Gn 29.23. O anfitrião presenteava os convidados com vestes apropriadas (Mt 22.11); jogos e outras formas de diversão acrescentavam mais alegria à festividade (Jz 14.12-18). O último ato da cerimônia era conduzir a noiva à câmara nupcial (em hebraico, heder, Jz 15.1; Ct 1.4; Jl 2.16). Nesse quarto havia sido preparado um dossel (em hebraico huppa, Salmo 19.5, “tálamo”; Joel 2.16, um “aposento particular” ou “recamara”) sobre o leito ou cama nupcial (Ct 1.16). Em seguida, o noivo “entrava à noiva” (Gn 16.2; 30.3; 38.8) e o lençol manchado de sangue, dessa noite de casamento, era guardado como uma prova da virgindade da noiva (Dt 22.13-21). 4. Estado civil: Em Israel, o estado civil do esposo era revelado pelo fato de que em hebraico ele é chamado de ba’al, o mestre ou senhor de sua esposa (Ex 21.22; Dt 21.13; 22.22; 2 Sm 11.26; Pv 12.4; 31.11,23,28). Isso traz a possibilidade de uma dupla interpretação para a profecia de Oséias 2.16, “E acontecerá naquele dia, diz o Senhor, que me chamarás. Meu marido e não me chamarás mais. Meu Baal”. O fato da esposa aceitar o papel de dependente do marido pode ser visto quando Sara se dirige ao esposo Abraão como “meu senhor” (‘adoni, Gn 18.12; 1 Pe 3.6). Para o dever que o homem tinha de gerar um filho com a viúva de seu falecido irmão, veja Casamento, Levirato.

CASAMENTO MISTO O casamento entre israelitas e cananeus era proibido pela lei Mosaica (Dt 7.3,4). No início, Abraão estava preocupado não desejando que Isaque se casasse com a filha de algum cananeu. Jacó casou-se com as filhas de Labão, seu parente. Judá, entretanto, se casou com uma mulher Cananéia (Gn 38.2), e José se casou com a filha de um sacerdote egípcio (Gn 41.45). Seus descendentes, entretanto, foram instruídos a não se casarem com pessoas que não fizessem parte de suas próprias tribos. Por outro lado, a lei de Deuteronômio permitia que os soldados de Israel trouxessem as mulheres das nações conquistadas para casa, para serem suas esposas. Eles não podiam vendê-las como escravas (Dt 21.10-14). Na restauração, Esdras sentiu-se enlutado quando descobriu que os filhos e as filhas de outras nações tinham se casado com os filhos e as filhas de Israel (Ed 9.1-15). Ele citou Êxodo 23.32 como a proibição dos casamentos mistos. Entende-se que, embora esta passagem não fale explicitamente de uma proibição ao casamento, ela é perfeitamente aplicável a esta situação. Neemias, referindo-se ao mesmo incidente, alegra-se pelo fato de cada pessoa ou objeto estrangeiro ter sido varrido de Israel. Esdras resolveu a questão do pecado, forçando os homens a se separarem das suas mulheres e filhos {(veja Esdras 10.18-44)}. A base desta proibição era o medo de que o casamento misto levasse à corrupção e ao pecado. As experiências de Salomão e Acabe, cujas mulheres fizeram com que Israel se desviasse, tornaram-se uma advertência suficiente para estes líderes. Não havia aqui nenhum argumento favorável a uma “purificação do sangue”, no sentido de uma purificação racial. Mas esta atitude era, sim, um procedimento que visava evitar as influências corruptas de um povo idólatra. Veja Casamento; Divórcio.

CASAMENTO, LEVIRATO O termo “levirato” deriva do latim levir, isto é, irmão do marido. O casamento de uma viúva sem filhos com o irmão de seu marido era um costume antigo praticado na época dos Patriarcas (Gn 38.8) que mais tarde foi incorporado à lei de Moisés (Dt 25.5-10). Esse costume legal já era conhecido na Assíria de acordo com a tábua Nuzi #441 (BA, III [1940], 10) e era muito apropriado que um sogro fizesse um casamento levirato de acordo com a lei dos hititas (ANET, p. 196). Como o casamento levirato só podia se realizar depois da morte do primeiro marido, ele não contrariava o propósito de Levítico 18.16; 20.21. Como regra geral, essas passagens proibiam o casamento com a esposa do irmão, mas esta proibição ficava anulada quando o primeiro irmão morria sem deixar filhos, a fim de que o seu nome de família pudesse ser mantido por outro membro da família. Era preciso que um irmão, ou parente próximo do sexo masculino gerasse uma semente em nome do falecido. Se essa obrigação era negada, a viúva podia expor essa pessoa à execração pública.

O casamento de Rute com Boaz é um exemplo dessa lei. Boaz ofereceu ao parente mais próximo a oportunidade de redimir Rute; mas após a recusa, o próprio Boaz resgatou-a (Rt 4.1-10).

Em Gênesis 38, encontramos uma dupla violação da lei do levirato. Judá teve três filhos, Er, Onã e Sela. Er casou-se com uma mulher chamada Tamar e morreu sem deixar filhos. Então Judá deu Tamar a seu segundo filho Onã, em um casamento levirato. Mas Onã se recusou a ter um filho com ela e morreu. Judá, que agora havia perdido dois filhos, não quis dar Tamar em casamento ao terceiro filho, e dessa forma ela mesma decidiu resolver o assunto. Vestida como uma meretriz, ela seduziu Judá e teve um filho com ele. Confrontado com a prova de seu pecado, Judá reconheceu que havia cometido um erro (Gn 38.1-26). Os saduceus referiram-se a esse costume com escárnio em Mateus 22.23-30 porque não acreditavam na ressurreição ou na vida depois da morte. Perguntaram a Jesus qual dentre sete irmãos seria o verdadeiro esposo de uma mulher casada sete vezes, sucessivamente, a fim de perpetuar o nome do primeiro marido na vida porvir.

Fonte: dicionário bíblico wycliffe

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