O profeta ELIAS

        

ELIAS

Elias, o profeta, cujo nome significa “Yahweh [ou Jeová] é Deus”, foi muito ativo durante os reinados de Acabe e de Acazias no reino do norte (aprox. 875-850 a.C.). O relato de seu ministério começa em 1 Reis 17 e termina com a ascensão de Elias regis­trada em 2 Reis 2. Nenhuma genealogia, chamada ao serviço, ou antecedentes são for­necidos, exceto o- fato de ter sido identifica­do como um tisbita que residia na terra de Gileade, a leste do Rio Jordão.

Elias foi chamado para servir como porta- voz de Deus na ocasião em que o reino do norte havia alcançado sua mais forte posi­ção económica e política desde a separação feita pelo governo Davídico em Jerusalém. Onri (885-874 a.C.), que introduziu uma po­lítica de boas relações de amizade com as nações vizinhas, selou essa aliança com a Fenícia casando seu filho Acabe com Jezabel, filha de Etbaal, o rei dos sidônios. Sob o real patrocínio de Acabe e Jezabel, floresceu em Israel a adoração ao deus Baal de Tiro e Sidom, ou Melqart de Israel. Aca­be até construiu um templo para Baal na cidade de Samaria (1 Rs 16.32). Enquanto a liderança real estava comprometida com a adoração a Baal, Elias, através de suas mensagens e milagres, tinha a responsabi­lidade de lembrar aos israelitas que eram o povo de Deus.

Sua primeira missão foi enfrentar o rei Acabe com o aviso de uma seca iminente, lembrando que o Senhor Deus de Israel, a quem ele havia ignorado, tinha o controle da chuva na terra onde viviam (Dt 11.10-12). Em seguida, Elias isolou-se e caminhou em direção a leste do Rio Jordão. Nesse lugar, ele foi sustentado pelas águas do ribeiro de Querite e pelo pão e carne milagrosamente fornecidos pelos corvos. E possível que esse “ribeiro” (nahal) seja o pro­fundo vale do Rio Jarmuque, ao norte de Gileade. Quando o suprimento de água termi­nou por causa da seca, Elias foi divinamente instruído a ir até Sarepta, na Fenícia, onde seria sustentado por uma viúva cuja reserva de farinha e óleo havia sido milagrosamente aumentada até que a estação das chuvas fos­se restaurada à terra. A identidade de Elias como profeta ou homem de Deus foi confirma­da pela divina manifestação quando o filho da viúva foi restaurado à vida.

Embora Acabe responsabilizasse Elias pelo problema da seca de Israel, o profeta corajo­samente confrontou o rei mostrando que tan­to o rei quanto sua casa eram os culpados pela transgressão do primeiro mandamento ao praticarem a adoração a Baal, ao invés de adorarem a Deus. Acabe rapidamente obedeceu às instruções de Elias e organizou uma reunião pública no Monte Carmelo com os 450 profetas de Baal e os 400 profetas de Aserá que eram sustentados por Jezabel. No Monte Carmelo, a questão foi claramen­te apresentada por Elias. Os profetas de Aca­be ficaram completamente indefesos e não conseguiram introduzir o poder de Baal para iniciar o sacrifício que haviam preparado. Neste ínterim, Elias reparou o altar do Se­nhor e preparou seu sacrifício. Depois de ter orado ao Senhor Deus de Abraão, Isaque e Israel, o sacrifício de Elias foi milagrosamen­te aceso perante a assembléia pública de is­raelitas. O povo respondeu a essa demons­tração de poder e soberania de Deus, e con­fessou que Yahweh [ou Jeová] é Deus. Ime­diatamente, Elias ordenou a execução dos falsos profetas e instruiu Acabe a apidamen­te procurar Jezreel antes que a chuva imi­nente chegasse, embora o céu estivesse com­pletamente limpo. Após a oração de Elias, choveu com abundância. Através de uma capacitação divina, Elias foi capaz de correr mais do que Acabe e entrar em Jezreel, que distava de 30 a 35 quilómetros a leste do lo­cal onde haviam estado.

Ameaçado por Jezabel, o profeta Elias esca­pou em direção ao sul, a um dia de viagem de Berseba. Chegou a ficar desanimado a ponto de pedir a morte, mas foi divinamente alimentado e assim prosseguiu em direção ao Monte Horebe. Lá chegando, ele recebeu três incumbências: (1) ungir Hazael como rei da Síria; (2) ungir Jeú como rei de Israel; (3) e ungir Eliseu como seu sucessor. Ao retornar, Elias chamou Eliseu para que o acompanhasse. A comunicação da divina mensagem a Hazael e Jeú foi em seguida complementada por Eliseu.

A mais corajosa confrontação pessoal com o rei Acabe aconteceu quando Elias encontrou o rei na vinha de Nabote. Jezabel havia tra­mado a execução de Nabote, ignorando o di­reito à herança da terra que existia na anti­ga nação de Israel (cf. R. de Vaux, Ancient Israel, trad. por John McHugh, McGraw-Hill, 1961, pp. 53ss., 166ss.). O juízo divino sobre a família real havia sido um veredicto, e Elias comunicou a mensagem de Deus. Como Acabe arrependeu-se, o castigo foi tempora­riamente adiado.

Elias sobreviveu a Acabe, que foi morto em uma batalha em 853 a.C. Sua profecia a res­peito de Acabe cumpriu-se quando os cães lamberam o sangue do rei.

Acazias sucedeu a Acabe, seu pai, no trono is­raelita. Em uma certa ocasião, ele sofreu uma queda e ficou aleijado. Ao enviar seus servos para perguntar a Baal, o deus de Ecrom (iro­nicamente chamado de Baal-Zebube, ou “Baal das moscas”, um trocadilho com seu nome, Baal-Zebul, que significa “Baal, o príncipe”) se poderia recuperar-se, Elias foi divinamente encarregado de interceptar os mensageiros. Ele mandou que voltassem ao rei levando a repre­ensão por ter ignorado o Deus de Israel, e ad- vertindo-o de sua morte iminente. Após o fra­casso de várias tentativas para prender Elias, o profeta acompanhou o terceiro capitão envi­ado pelo rei. Dessa vez, Elias foi à presença do rei para transmitir diretamente sua mensa­gem. Acazias não se recuperou e morreu, como Elias havia predito.

Ao aproximar-se o final do ministério de Elias, Eliseu e alguns dos profetas associados a eles, perceberam que seu mestre estava prestes a deixá-los. Mas Eliseu prometeu que perma­neceria com Elias. Depois de uma milagrosa separação das águas do Rio Jordão, de forma que os profetas puderam atravessá-lo sobre terreno seco, Eliseu pediu uma porção dobra­da (que equivalia à porção do primogénito) do espírito de seu mestre, desejando, deste modo, tornar-se o principal herdeiro espiri­tual de Elias (cf. Dt 21.17). A concessão desse pedido lhe foi garantida ao ver Elias ascen­der ao céu em um rodamoinho.

O elemento miraculoso aparece de forma muito proeminente no ministério de Elias. Através deste, Elias foi confirmado como porta voz de Deus em uma época em que os reis de Israel deveriam, ao invés de dedicar- se à idolatria, ser o exemplo de alguém que assumiu um completo comprometimento com Deus, de todo o coração.

No AT existe uma outra referência a Elias, em Malaquias 4.5 onde é mencionado como precurspr do “grande e terrível Dia do Se­nhor”. É possível que uma das duas teste­munhas de Apocalipse 11.3-12 seja Elias, re­aparecendo como o cumprimento desta pro­fecia. Os judeus esperam seu regresso, como está indicado em Ecclus 48.10, o Manual de Disciplina de Qumran (IX.ll), e na literatu­ra Mishnaítica.

Outras referências do NT para complemen­tar este estudo são: Mateus 11.14; 16.14; 17.1-13; 27.47,49; Mc 6.15; 8.28; 9.2-13; 15.35,36; Lc 1.17; 4.25,26; 9.8,19,28-36,54; Rm 11.2-4; Tg 5.17,18.

Fonte: http://euvoupraebd.blogspot.com.br

Bibliografia.

Dicionário Wycliffe

 

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