o Profeta MALAQUIAS

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familia

Deus odeia o Divórcio (repúdio)

I. Título. 1:1.
II. Perguntas para as quais Deus tem boas respostas. 1:2 – 4:3.
A. “Em que nos tens amado?” 1:2-5.
B. “Em que desprezarmos o teu nome?” 1:6 – 2:9.
C. “Por quê?” 2:10-16.
D. “Em que nós o enfadamos?” 2:17 – 3:6.
E. “Em que retornaremos?” 3:7-12.
F. ”O que temos falado contra ti? “3:13 – 4:3”.
III. Conclusão. 4:4-6.
A. Exortação para guardar a lei mosaica. 4: 4.
B. A Promessa da vinda de “Elias” 4:5, 6.

 O nome do profeta Malaquias significa “meu mensageiro”. Muitos consideram o termo Malaquias mais como uma função (de mensageiro do Senhor) do que como um nome próprio. Sendo o último dos profetas pós-exílicos não menciona em seus escritos nada sobre a data do seu ministério. Por isso alguns críticos chegam a afirmar que Esdras pode ter sido o autor do livro de Malaquias, mas a insuficiência de dados sobre Malaquias não deve ser considerada evidência suficiente para retirar dele a autoria, pois também não aparecem dados relevantes sobre a ascendência de outros profetas bíblicos, como Daniel, Amós, Obadias Miquéias, Naum, Habacuque e Ageu. Ainda assim ao ler o livro podemos deduzir que o Templo de Jerusalém já estava construído e que os sacerdotes ofereciam sacrifícios ali (Ml 1.6-14), com essa informação isso o situaria depois de Ageu. O livro também faz menção a um governador que reinava sobre a terra naquela época, pelos estudos pode-se entender que seria o rei da Pérsia. J. Adamson discorda desta afirmação dizendo que o governador citado no versículo não se refere a um governante político específico (DAVIDSON, 1997). Dillard e Longman afirmam que o termo original utilizado para “governador” é de origem persa, e, portanto pode ser considerada a primeira suposição acima. (DILLARD & LONGMAN III, 2005) Levando em consideração todos esses fatos conclui-se que Malaquias viveu aproximadamente na mesma época que Neemias. Apor não haver nenhuma menção dos livros de Neemias ou Esdras alguns estudiosos antecedem o ministério de Malaquias para uma época antes de Neemias, outros afirmam que foi na mesma época, mas durante a ausência de Neemias de Jerusalém quando voltou temporariamente para a Pérsia. (Ne 13.6,7). De qualquer maneira a data do ministério de Malaquias foi entre os anos de 450 a.C. e 425 a.C. Logo após a última mensagem de Malaquias no Antigo Testamento seguem-se os 400 anos de silêncio profético período no qual Deus não se dirigiu de maneira alguma ao seu povo, até vim João Batista testemunhando do Messias. Dillard e Longman apresentam outra data situando a composição da obra entre 475 e 450 a.C., pois levam em consideração que Malaquias viveu antes de Esdras e Neemias.

LUGAR NO CÂNON

Esse é o último dos livros “Dos Doze”. O livro foi colocado no final do Antigo Testamento por razões óbvias. Cronologicamente ele é o último dos profetas menores a exercer seu ministério e o último dos três que voltaram do exílio. O interessante é a maneira como Malaquias encerra o Antigo Testamento esperando a vinda do profeta Elias, e o Novo Testamento inicia com o testemunho de João Batista sobre o Messias. E o próprio Jesus afirma que João Batista veio no poder e no caráter de Elias.

Este mesmo termo é utilizado em Ageu 1.1 para se referir a Zorobabel e em Neemias 5.14 para indicar o seu cargo. Essa é uma expressão limitada à literatura pós-exílica

ESTILO LITERÁRIO

É claro para a maioria dos autores pesquisados que o estilo literário utilizado por Malaquias é inovador e diferente de qualquer profeta pré-exílico. A expressão “diz o Senhor dos Exércitos” aparece 20 vezes. O hebraico utilizado por ele é puro e livre de aramaísmos. Possivelmente a mensagem de Malaquias nunca foi anunciada em alta voz, apenas escrita e disponibilizada para o povo ler. De qualquer modo os elementos que compõem sua mensagem estão intimamente ligados entre si, o que torna o livro uma obra de um advogado legal e de um racionalista moral, que argumenta suas ideias para convencer seu ouvinte. O seu estilo é inferior ao de alguns dos profetas que viveram antes do cativeiro. De vez em quando ele revela uma imaginação profética digna dos seus antecessores. Podemos observar o paralelismo sendo utilizado por ele nas seguintes passagens: Ml 1:11; 3:1, 6,10; 4:1. O método literário de Malaquias era o mesmo dos escribas, fazendo e respondendo perguntas. Provavelmente esta tenha sido uma forma que nasceu e se desenvolveu no período do cativeiro e que foi importada para Judá. A forma do seu livro nos mostra que no seu tempo já não havia paciência da parte dos judeus para com os profetas. Eles tinham de recorrer ao argumento. Seu estilo era novo entre os judeus. É conhecido como método didático – dialético onde o profeta inicia com uma série de acusações. Em seguida imagina uma objeção sendo feita, que é respondida detalhadamente provando a verdade de sua ideia inicial. Ainda há uma grande discussão sobre o estilo literário propriamente dito. Certas dúvidas se levantam ao tentar classificar a obra como poesia ou como prosa. A Bíblia Hebraica dispõe o texto em forma de poesia, os outros escritos o colocam em prosa. Isso só esclarece a atual obscuridade em definir a poesia hebraica.

CONTEXTO HISTÓRICO

Como sempre o autor Dionísio Pape nos dá um pano de fundo perfeito da época do profeta. Ele narra os fatos e quase podemos visualizá-los realmente. Vamos observar o que ele fala sobre o período do profeta Malaquias: Nos dias de Malaquias, a volta dos judeus da Babilônia já era fato histórico do tempo dos avós. Os octogenários ainda se lembravam com emoção da dedicação do templo reconstruído, e os poucos centenários contavam a história inolvidável da volta à cidade arruinada. A história épica da chegada dos judeus em Jerusalém em 537 a.C, onde o famoso templo de Salomão jazia em escombros, desde o seu saque impiedoso em 587 a.C. pelas forças babilônicas, estava escrita indelevelmente na memória do povo de Israel. Os avós não cansavam de narrar para os netos como eles arregaçaram as mangas e começaram a reconstruir a cidade santa e o santuário de Deus, não obstante a hostilidade aberta dos seus inimigos. Com a ajuda do Senhor, a obra foi levada a cabo depois de esforços ingentes, e o povo heroico, com lágrimas nas faces, contemplou a beleza fulgurante do segundo templo, o de Zorobabel. Completou-se em 516 a.C, exatamente 70 anos depois da destruição do primeiro, conforme a palavra do Senhor […]. Com a passagem do tempo, o fervor da renovação se perdeu, e o elevado padrão moral cessou de dominar a maioria. Sessenta anos depois da dedicação do segundo templo, a terceira geração de crentes se acomodara às práticas religiosas, sem se importar tanto para a vida interior. As lutas do passado eram lembradas principalmente pelos avós. A nova geração de netos via as coisas sob um novo prisma. Tendo o templo restaurado, e os cultos estabelecidos normalmente, que mais precisavam fazer? (PAPE, p. 58) Quem reinava na época era o rei Artaxerxes I, do império persa. Zorobabel havia sido designado o primeiro governador do território de Judá depois que o povo voltou do cativeiro, depois dele veio em 444 a.C. Neemias enviado pela corte persa para assumir o governo daquele local e iniciar a construção dos muros da cidade de Jerusalém. Mesmo tendo a cidade já erguida, os muros levantados, o Templo reconstruído e as atividades cúlticas instituídas novamente os judeus da época de Malaquias estavam entrando em declínio espiritual. Eles deixaram de entregar seus dízimos no Templo e por causa disso as colheitas diminuíram. Como não tinham com que se sustentarem os sacerdotes começaram a exercer suas funções relaxadamente. O povo viva em letargia espiritual.

Ainda fazeis isto. A expressão indica que uma segunda ofensa moral está incluída na “deslealdade” do versículo 11. Cobris o altar. . . de lã, de choro. A transgressão adicionada era que os israelitas tinham se divorciado de suas próprias esposas para que pudessem ficar livres a fim de se casarem com mulheres pagas, mas isto só fica indicado em 2:14-16. Aqui os israelitas são representados como pessoas desesperadas por causa do desagrado divino para com a sua conduta que se tornara conhecida e os seus sacrifícios que não eram mais aceitos por Ele.

E perguntais: Por quê? Uma atitude de traição fora detalhadamente exposta. Havia outra. Se eles se recusassem em reconhecê-la e relutassem em aceitá-la, a resposta seria enunciada claramente.  Testemunha da aliança entre ti e a mulher da tua mocidade. Uma vez que os contratos, de casamento e outros, eram consumados tendo Deus por testemunha (veja Gn. 31:49; Pv. 2:17), Ele considerava culpados os israelitas que, tendo tomado esposas judias, agora as abandonavam. Sendo ela a tua companheira. Laços de afeição deviam persistir como resultado de experiências comuns. A mulher da tua aliança. O casamento é um relacionamento de aliança perante Deus (cons. Pv. 2:17).

Ninguém com um resto de bom senso o faria. O tópico examinado é o da validade da monogamia prescrita por Deus. Jesus, tratando do mesmo assunto, ensinou que Deus, na criação, juntou indissoluvelmente o homem e a mulher como “uma só carne” (Marcos 10:2-9). Do mesmo modo, Malaquias parece dizer: “E Deus na criação não fez um par para viver junto como se fosse um apesar do fato de Seu controle sobre o espírito da vida pudesse ter ordenado de um modo diferente? E porque Ele fez o homem e a mulher como uma só carne? Foi com o fim de assegurar Seus propósitos para uma descendência piedosa, um povo dirigido por uma aliança com uma religião pura”. O divórcio só viria prejudicar os propósitos criativos de Deus.  Ninguém seja infiel. O chamado ao arrependimento é óbvio.

Odeia o repúdio. Isto é, Deus odeia o divórcio. Em parte alguma o V.T. aprova o divórcio, embora prescreva o que deve ser feito sob dadas circunstâncias nas quais o divórcio acontecia (Dt. 24:1-4; veja também Mt. 19:7, 8).  Que cobre de violência. Traduza-se antes, e a violência cobre suas vestes. A própria veste dos israelitas culpados era, à vista de Deus, manchadas pelo seu pecado hediondo (cons. Zc. 3:3, 4).

LEIA TAMBEM:

Rev. Roney Pascoto“Estudo Bíblico do Livro de Malaquias

adanclark_malaquias

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