O profeta SOFONIAS

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O dia do Senhor

O dia do Senhor

O livro de Sofonias recebe o seu nome do profeta cujo ministério ele registra.  Sepanyâ significa “o Senhor esconde” ou “o Senhor tem escondido”. O profeta nasceu durante o cruel reinado de Manassés (692-638 A.C.), que “derramou muitíssimo sangue inocente, até encher a Jerusalém de um ao outro extremo” (II Reis 21:16). Seu nome indica uma confiança do poder de Deus para esconder (isto é, proteger) seu adorador em momentos de perigo.

O Profeta e a Sua Mensagem. De Sofonias muito pouco se sabe. Era provavelmente de descendência real (Sf. 1:1; presumivelmente Ezequias era o Rei Ezequias) e profetizou durante o reinado de Josias (637-607 A.C.), entre a queda de Nínive e o ataque babilônico à Judéia. Sob Josias a administração da Lei e a adoração do Senhor foi brevemente revivida, mas o povo continuou praticando a idolatria em segredo. A percepção desta hipocrisia incitou o jovem profeta à ação.

Embora o rei se juntasse ao profeta em um movimento de reforma, a maré do mal avançou. O desenvolvimento da impiedade inevitavelmente levou ao momento em que Deus usaria Nabucodonosor como vara de Sua ira.

Sofonias aponta a causa do juízo de Deus, proclamando a degeneração moral do povo. Ele, entretanto, torna claro que a porta da misericórdia está aberta para aqueles que sinceramente se arrependem. O profeta vê o significado de tudo isto à luz do propósito de Deus em enviar o seu Filho, o Senhor Jesus, como o Messias de Israel e o Salvador de toda a humanidade.

Autoria e Data. O primeiro versículo de Sofonias (usando a fórmula costumeira das obras dos profetas) indica que o livro constitui a mensagem que Deus concedeu ao profeta e que o profeta mesmo registrou. E não temos motivos para considerar esta indicação como inserção de algum escritor não identificado posteriormente. Embora Sofonias tivesse nascido durante o reinado de Manassés (692-638 A.C.), ele não assumiu seu ofício profético até o começo do reinado de Josias, provavelmente em 627-626 A.C. Presumivelmente a profecia foi escrita não muitos anos depois.

Antecedentes Históricos. Os perversos reinados de Manassés (692-638 A.C.) e Amom (638-637 A.C.) já tinham chegado ao fim. O Rei Josias (637-607 A.C.) tinha subido ao trono de Judá. Sua reforma ainda se encontrava diversos anos pela frente, e as condições apóstatas que prevaleciam por mais de meio século durante os reinados de Manassés e Amam ainda não tinham sido contestados. No começo do reinado de Josias (provavelmente cerca de  627-626 A.C.), Sofonias começou a advertir o seu povo do juízo divino iminente, cuja ira tinha sido provocada pelo seu comportamento. O destino de Samaria em 722 A.C, foi um solene lembrete do poder e justiça divinos. Com vigor juvenil Sofonias estabeleceu os fundamentos das reformas que aconteceram mais tarde no reinado de Josias.

ESBOÇO
I. Introdução. 1:1.
II. Uma advertência do juízo iminente. 1:2-18.
    A. O juízo anunciado. 1:2-6.
    B. O juízo definido. 1:7-13.
    C. O juízo descrito. 1:14-18.
III. Uma exortação ao arrependimento imediato. 2:1 – 3:8.
    A. Um convite ao arrependimento. 2:1-3.
    B. Uma advertência detalhada do juízo. 2:4 – 3:8.
        1. A terra dos filisteus. 2:4-7.
        2. A terra de Moabe e Amom. 2:8-11.
        3. A terra dos etíopes. 2:12.
        4. A terra dos assírios. 2:13-15.
        5. A terra de Judá e a cidade de Jerusalém. 3:1-8.
IV. A promessa da bênção futura. 3:9-20.
      A. A promessa da conversão. 3:9-13.
      B. A promessa da restauração. 3:14-20.

COMENTÁRIO

Sofonias 1 

I. Introdução. 1:1.

1. A declaração de Sofonias sobre a sua ordenação no ofício de profeta assume a forma familiar: Palavra do SENHOR que veio ao profeta. Um homem assumia o ofício profético em atenção a um chamado direto; o ofício sacerdotal, que era restrito à família de Arão, passava de pai para filho. O pai de Sofonias foi Cusi; seu avô, Gedalias; seu bisavô, marias; e seu tetravô, Ezequias, com toda probabilidade o piedoso rei Ezequias.

lI. Uma Advertência do Juízo Iminente. 1:2-18.

A. O Juízo Anunciado. 1:2-6.

2. De fato consumirei. A descrição seria certa e completa. Destruição total sugere as consequências horríveis da idolatria e do adultério espiritual. Alguns mestres sugerem que o juízo pronunciado tinha referências iminentes e futuros também. Sua referência imediata, alguns acham, foi aos citas bárbaros, que deixaram sua terra natal ao norte do Mar Negro, que estavam varrendo a Ásia Ocidental e poderiam atacar Judá a qualquer momento. Os cruéis citas empregavam a política da terra arrasada com fúria e vingança.

3. Consumirei os homens e os animais. Nada poderia escapar. O homem, os animais, as aves e os peixes seriam sujeitos à ira do Senhor. As águas ficariam infestadas e o ar contaminado.

4. Exterminarei deste lugar o resto de Baal. Os homens se inclinando diante de Baal, o deus da fertilidade dos cananeus, cujo culto incluía atos de prostituição ritual, teriam de ser destruídos. O nome dos ministrantes. Esses sacerdotes de longas vestes que representavam os ídolos (cons. II Reis 23:5) tinham de ser completamente exterminados.

5. O exército do céu. A astrologia e a adoração dos corpos celestiais conforme praticados pelos assírios e babilônios eram comuns entre os idólatras de Judá cons. (II Reis 23:11; Jr. 19:13; 32:29; Ez. 8:16). Milcom. Moloque, uma divindade semita honrada com sacrifícios de crianças.

6. Os que deixam de seguir. Apanhados nesta rede de apostasia estavam aqueles que rejeitaram as reivindicações do Deus de Israel e foram atraídos pelo culto sensual e imoral prestado à fertilidade. Os que não o buscam. Alguns jamais se aproveitaram da graça e misericórdia do Senhor. Eram auto-centralizados e auto-suficientes, vivendo em total ignorância de suas necessidades espirituais.

B. O Juízo Definido. 1:7-13.

7. Cala-te diante do SENHOR. As pessoas que apostataram ao ponto de não poderem retornar. O castigo era agora inevitável. Seu clamor vão nos fazer lembrar da geração que pereceu no Dilúvio quando a porta da arca foi fechada. Tinham-se recusado a oferecer um sacrifício quebrado ao Senhor; agora elas seriam o sacrifício. O dia do SENHOR é o dia do juízo como em Amós 5:18. Os convidados são os inimigos de Judá, e o sacrifício é Judá (cons. Is. 34:6).

8. Hei de castigar os oficiais e os filhos do rei. Após a morte de Josias, Judá apressou-se em concretizar o seu destino. O péssimo reinado de Jeoacaz (o sucessor de Josias) só durou três meses e o governo do idólatra Jeoaquim só durou onze anos. O reinado de três meses de Jeoaquim foi rapidamente seguido pela segunda deportação à Babilônia. Então veio a destruição final de Jerusalém durante o reinado de Zedequias, que foi levado à Babilônia como prisioneiro, depois que seus olhos foram arrancados (II Reis 25:6, 7).

9. Aqui, ao que parece, a referência foi feita aos servos do rei que constantemente se achavam à sua disposição. Eram evidentemente os políticos corruptos daquele tempo – vendendo sua influência e posição por dinheiro. Os mestres rabínicos judeus sugerem que aqueles que sobem ao pedestal eram os filisteus, que, depois que Dagom caiu diante da arca, não pisavam mais na soleira da porta ao entrarem no templo, mas, antes, pulavam por cima dela. Outros defendem que eram bandidos que arrombavam as casas das pessoas e levavam o que queriam. Talvez eles pulassem por cima do pedestal para evitar provocar os deuses que eles pensavam que guardassem a porta das casas.

10. Far-se-á ouvir um grito. . , e um uivo. Um quadro profético apresentado sobre o ataque inimigo vindo do norte sobre Jerusalém. A Porta do Peixe se abria para o lado setentrional do Vale de Tyropoeon (cons. Ne. 3:3; 12:39). Esta seria a direção da qual a notícia da aproximação do exército caldeu viria. O som da aproximação do inimigo está descrito como grande lamento desde os outeiros.

11. Mactés (“um pilão”, “uma gamela”, ou “uma bacia”). Alguns comentaristas identificam Mactés com a parte de Jerusalém que fica no Vale do Cedrom, onde se moía arroz, trigo e outros cereais em um pilão. A configuração de actés talvez desse origem ao seu nome. Profeticamente é usado para descrever o modo pelo qual os habitantes seriam batidos e triturados, como grãos em um pilão.  Todos os que pesam prata são destruídos. Mais especificamente, os comerciantes e cambistas seriam abatidos até a morte sem esperanças e privados de toda a ajuda.

12. Esquadrinharei a Jerusalém com lanternas. Uma busca total, de dia e de noite, seria feita. Ninguém escaparia. Não ficaria nenhum cantinho não esquadrinhado no qual o pecado escapasse ao castigo. Os homens que estão apegados à borra. A borra constitui o refugo ou os sedimentos depositados pelo vinho ou licor (cons. Is. 25:6). Apegar-se à borra significava tornar-se complacente e satisfeito com o seu próprio caráter e circunstâncias – talvez ficar em estupor alcoólico (cons. Jr. 48:11).

13. Os seus bens. As coisas nas quais confiavam viriam a se tornar uma armadilha para eles. Seus esforços pelo ganho material acabariam em nada. Não desfrutariam dos frutos do seu trabalho. Não morariam nas curas construídas por eles, nem colheriam as uvas plantadas (cons. Amós 5:11).

C. O Juízo Descrito. 1:14-18.

14. Está perto. Após a morte de Josias, o juízo aproximou-se rapidamente. Aqui ele é comparado a uma tempestade que se movimenta com rapidez. Enquanto a referência imediata parece referir-se à invasão cita, o cumprimento final virá com o Juízo final, quando haverá “choro e ranger de dentes” (Mt. 8:12; 25:30, e outras).

15. Aquele dia é dia de indignação. Quando as misericórdias do Senhor são desdenhadas, a ira é o resultado certo. Dia de angústia e dia de alvoroço. Todas as horríveis consequências do juízo: a invasão, o ataque, a confusão, a tortura – sofrimento e horror de todo tipo. Será um dia de trevas. A cidade ficará encoberta por pesado véu de fumaça e cheiro de carnificina.

16. Dia de trombeta. O alarme soará, e correios levarão as terríveis notícias, mas sem resultado. A nação terá chegado ao ponto em que não há retorno. O juízo terá de prosseguir o seu curso. As cidades muradas serão invadidas e as torres altas cairão sob o toque dos aríetes.

17. Angústia sobre os homens. Um severo estado de sofrimento, dor e aflição virão. Em seu desespero sem esperanças, os homens ficarão enlouquecidos. Andarão às apalpadelas em busca de auxílio e salvação, mas toda a esperança de livramento do juízo terá desaparecido. Seu pecado e apostasia contra o Senhor terão provocado a Sua ira. O sangue cobrirá as ruas como pó, e corpos humanos ficarão amontoados em montes como lixo.

18. Nem a sua prata nem o seu ouro. Já se foi o tempo em que os privilegiados podiam comprar tudo.  Seu dinheiro não comprará mais comida, porque não haverá comida.  Um juízo de fogo consumirá suas posses terrenas. Uma desolação universal tomará conta da terra.

III. Uma Exortação para o Arrependimento mediato. 2:1 – 3:8.

Sofonias 2

A. Um Convite ao Arrependimento. 2:1-3.

1, 2. Concentra-te. A miséria gosta de companhia. O povo de Judá devia se reunir para que pudesse observar sua própria corrupção coletiva. Ó nação, que não tens pudor. Através de sua apostasia eles tinham perdido o seu direito à vida. Tinham se divorciado do Senhor. Antes que saia o decreto. O povo foi convidado a uma convocação final antes que venha sobre ti o furor da ira do SENHOR. Os agentes do castigo do Senhor, talvez os citas, dariam início imediato ao juízo e os babilônios terminariam o que os cita deixassem por fazer.

3. Buscai o SENHOR. Um último rogo foi feito pelo Senhor através do profeta. Porventura lograreis esconder-vos no dia da ira do SENHOR. Ainda seria possível o arrependido escapar ao juízo se ao menos se voltasse para o Senhor.  Tal como Deus advertira os endurecidos entre o povo a que se humilhassem, assim ele agora advertia os humildes a que o buscassem a fim de escapar da calamidade geral (cons. Sl. 76:9).

B. Uma Detalhada Advertência de Juízo. 2:4 – 3:8.

1) A Terra dos Filisteus. 2:4-7.

4. Porque Gaza será desamparada. Até mesmo a vizinha comunidade dos filisteus sentiria o juízo iminente. Esse povo tinha sido importunado pelos egípcios; agora os babilônios trariam o juízo total. É impossível reproduzir a assonância deste versículo exatamente, mas a tradução de J.R. Dummelow sugere o seguinte: “Gaza será uma ruína horripilante; Ascalom um monte de cinzas deserto” (A Commentary on the Holy Bible, in loco).

5. Os quereítas. Um povo que ocupava a costa sul da Filístia (veja I Sm. 30:14; Ez. 25:16). A LXX traduz esta palavra para oveus (Amós 9:7; Dt. 2:23). Os quereítas eram provavelmente parentes dos filisteus e eram imigrantes de Creta. Toda a costa filistéia sentiria a ira de Deus. Nenhum habitante seria deixado; todos seriam mortos ou levados prisioneiros. O invasor não faria acepção de pessoas.

6. O litoral . . . Com refúgios para os pastores. Todos os edifícios permanentes seriam destruídos. Os pastores levantariam pequenos abrigos e currais de alvenaria (Is. 17:2). A população e a lavoura desapareceriam da região.

7. Aos restantes da casa de Judá. Um pequeno remanescente seria deixado depois do ataque babilônico. Um remanescente, mantido pelo poder de Deus na Babilônia, voltaria no final do Exílio. E lhes mudará a sorte. Novamente voltariam a ser povo livre (cons. Mq. 4:6, 7).

2) A Terra de Moabe é Amom. 2: 8-11.

8. Moabe, e . . . Amom . . . escarneceram do meu povo. O castigo lhes seria imposto por terem abusado do povo de Judá (com. Jr. 48:27-31; Ez. 25:8-11).

9. Moabe será como Sodoma, e os filhos de Amom como Gomorra. Sodoma e Gomorra são mencionados como símbolo do juízo violento do Senhor. Tal como essas cidades foram totalmente destruídas, assim o juízo de Deus cairia sobre as cidades de Moabe e Amom. Todo o distrito seria reduzido a um canteiro de espinhos e sua desolação perpétua seria comparável a marmotas (cons. Is. 15:1 e segs.).

10. Isso lhes sobrevirá por causa da sua soberba. Um espírito orgulhoso precede a queda (Pv. 18:12). Os amonitas e os moabitas exibiram a sua arrogância diante do povo de Judá. Agora o seu orgulho seria reduzido à humilhação e à calamidade (cons. Ez. 25:8-11).

11. Aniquilará todos os deuses. A destruição de Jerusalém pelos babilônios demonstrava a futilidade da confiança nos deuses de Canaã. O culto a Baal perdeu o seu destaque entre os judeus durante o Exílio.

3) A Terra dos Etíopes. 2:12.

12. Também vós, ó etíopes. Eles também seriam vítimas da matança de Nabucodonosor (cons. Jr. 46:2, 9; Ez. 30:4, 5; Amós 9:7).

4) A Terra dos Assírios. 2:13-15.

13. Destruirá a Assíria; e . . . Nínive. Nínive foi tão completamente destruída que sua localização se perdeu na memória dos homens até o seu redescobrimento pelos arqueólogos durante o século dezenove. Naum dá uma descrição viva de sua destruição total em 612 A.C. (cons. Is. 10:12; Na. 1:2; 2:10; 3:15).

14. No meio desta cidade repousarão os rebanhos. Esta profecia foi literalmente cumprida. Ovelhas pastam exatamente onde antes se levantava a orgulhosa Nínive. Arqueólogos têm escavado porções desta grande cidade, inclusive as imensas figuras de bois alados com cabeças humanas que ficavam de nabos os lados do portão principal simbolizando o seu poder. Atualmente este sítio é verdadeiramente o local da habitação do pelicano (uma ave de grande porte, cons. Lv. 11:17) e do ouriço.

15. Esta é a cidade alegre e confiante (cons. Is. 47: 8, 9). Nínive foi a arrogante capital da Assíria – a cidade de imperadores tais como Senaqueribe e Esaradom. Esta orgulhosa cidade, a capital da Ásia ocidental, onde os emissários de toda a região do Mediterrâneo oriental apresentavam suas credenciais reais em busca de favores – se tornaria um lugar de desolação e ruína.  Qualquer que passar por ela assobiará com desprezo, e agitará a mão. Ambas atitudes são sinais de desprezo e vergonha.

Sofonias 3

5) A Terra de Judá e a Cidade de Jerusalém. 3:1-8.

1. Cidade opressora . . . rebelde e manchada. Como resultado da adoração de Baal e Moloque, Jerusalém ficou degenerada. Os líderes religiosos viviam em adultério, e ofereciam seus filhos como sacrifício humano a fim de obter o favor dos deuses da natureza (Jr. 19:5; 23:13,14; 32:35). Jeremias tinha dificuldade em descobrir um homem justo em Jerusalém (Jr. 5:1). Seus líderes  civis e religiosos estavam do lado da idolatria e não agiam como porta-vozes de Deus.

2. Não atende a ninguém. Jerusalém fora advertida. Os profetas insistiram com o povo, mas toda a sua insistência para que houvesse arrependimento foi ignorada. A ruptura entre o povo e o Senhor alargava-se com o passar de cada dia (cons. Jr. 22:21).

3. Os seus príncipes são leões rugidores. As pessoas que tinham autoridade e poder não davam importância à verdade e à justiça. Seus arrogantes rugidos eram os de animais selvagens. Seus juízes são lobos do cair da noite. Os juízes rasgavam em tiras qualquer vestígio de justiça. Eles se esgueiravam pelas sombras, prontos a aceitarem subornos. Praticavam a violência e a opressão predatória dos animais selvagens (Ez. 22 : 27 ; Mq. 3 : 9-1 1).

4. Os seus profetas são levianos, homens pérfidos. Os profetas já não possuíam a seria convicção e integridade dos homens santos. Eles enganavam as almas cegas. Os seus sacerdotes profanam o santuário. Os sacerdotes violaram a Lei oferecendo animais com manchas e defeitos. Os sacrifícios eram destituídos de conteúdo espiritual (cons. Jr. 23:11, 32).

5. O SENHOR é justo, no meio dela. O Senhor continuava presente e mantinha um registro das perversidades deles. A bondade seria a porção do justo, mas o castigo seria certo para o perverso (cons. Dt. 32:4).

6. Exterminei as nações. Evidentemente Síria e Israel são as aludidas. Era profético o que o Senhor estava executando. Ninguém que as habite. Todos os lares seriam desarraigados. Certamente me temerás. O Senhor tinha razão para esperar o arrependimento e a obediência depois do castigo intermitente imposto a Jerusalém, mas o povo persistia em seus maus caminhos. Finalmente, a destruição total veio pelas mãos dos babilônios.

8. A minha resolução é ajuntar as nações. A misericórdia do Senhor é dirigida a todos os povos e nações. Até Nínive arrependeu-se com a pregação de Jonas. Mas, do mesmo modo, o juízo virá sobre todos aqueles que abandonam o Senhor. O julgamento pelo fogo está sempre associado com o castigo das nações através da guerra.

IV. A Promessa de Bênçãos Futuras. 3:9-20.

A. A Promessa de Conversão. 3:9-13.

9. Então darei lábios puros aos povos. Esta é uma referência ao período quando os judeus abandonariam a blasfêmia da idolatria e prefeririam louvores ao Senhor (cons. Joel 2:28; Atos 2:16-21). Lábios puros talvez se refira à forma do culto religioso que praticarão. Eram idólatras; agora Deus prometia restaurar o seu culto entre eles.

10. Dalém dos rios da Etiópia. Após o julgamento o Senhor traria o Seu povo de volta de todas as regiões para onde foram levados prisioneiros. Até mesmo a remota terra da Etiópia experimentaria este ato de graça soberana.

11. Naquele dia não te envergonharás. O castigo teria um fim para aqueles que se arrependessem. Um remanescente seria purificado da idolatria e retornada. Tirarei do meio de ti. Os perversos líderes teriam o seu destino. E tu nunca mais te ensoberbecerás. Falso orgulho se converteria em humildade.

12. Um povo modesto e humilde. O cativeiro reduziria muitos dentre o povo à pobreza. Na verdade, muitos dentre os pobres reagiram diante da liberação de Ciro, enquanto os ricos ficaram escondidos. A profecia também vê além do retorno da Babilônia para o tempo quando os pobres e os humildes finalmente aceitarão o Messias – “E os do povo o ouviam com prazer” (Marcos 12:37).

13. Os restantes de Israel. Após o cativeiro da Babilônia um remanescente limpo e purificado retornaria. Jamais zornariam a se inclinar diante dos deuses pagãos (cons. Mq. 4:7).

B. A Promessa da Restauração. 3:14-20.

14. Canta, ó filha de Sião. Um tempo de regozijo viria quando o remanescente tornada novamente a adorar no Templo reconstruído. Haveria também um tempo de regozijo num futuro mais distante quando Israel aceitasse o seu Messias.

15. O Rei de Israel, o SENHOR, está no meio de ti. Esta é uma antecipação profética do dia quando o Rei Messias as governar. Israel não teve mais um rei davídico no trono desde a morte de Zedequias.

16. Não temas. No glorioso dia do Messias, todos os cativeiros e aflições nacionais serão removidas.

17. O SENHOR teu Deus. Este é o ponto alto da profecia de Sofonias.  O SENHOR . . . Deus é o Ser divino e auto-existente que permanecerá no meio de Israel. Poderoso. Ele é o Herói conquistador. Este é o caráter que Isaías dá ao Messias (Is. 9:6). Ele salvará o Seu povo. Ele se deleitará em ti. Após salvá-los, o Messias encontrará no Israel redimido seu motivo de alegria (cons. João 15:11).

18. Os que estão entristecidos . . . eu os congregarei. Um remanescente se arrependerá dos seus pecados, e novamente se reunirá em Jerusalém para ver o seu grande esplendor restaurado.  Sobre os quais pesam opróbrios. O povo judeu não tem podido desfrutar de sua religião nas terras de sua dispersão por causa do opróbrio acumulado sobre ele pelos vizinhos pagãos (cons. Sl. 137).

19. Procederei contra todos os que te afligem. Aqueles que puniram Judá serão punidos.

20. Eu vos farei voltar. Eles tomarão a possuir a sua terra e serão restaurados no favor do Senhor. Finalmente, todas as nações da terra serão abençoadas pelos judeus através do seu Rei Messiânico, o Senhor Jesus (cons. Is. 11:12; Ez. 28:25; 34:13; Amós 9:14).

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