O profeta MIQUEIAS

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Título. A profecia de Miquéias recebe o seu título do nome do próprio profeta. O nome Mîkâ (LXX, Micaías; Vulg., Miquéias) é uma abreviação de Mîkayâ. O profeta é chamado por este último nome completo em Jr. 26:18. A forma original e mais completa é Mîkayâhû, que significa, “Quem é Jeová?” Esta forma mais completa era o nome de um príncipe em II Cr. 17:7. É usado para homens e mulheres indistintamente e geralmente é abreviado. Yahu é uma forma antiga do nome do Deus de Israel, geralmente traduzido para “Jeová” (Êx. 6:3; Sl. 83:18; Is. 12:2; 26:4).

O nome do profeta, como ode outros profetas, Elias, Eliseu, Oséias, Joel, Obadias e outros, é detalhe importante. Tais nomes, junto com o nome de Deus ou de Jeová, indicavam a atitude de submissão do profeta para com o verdadeiro Deus e, no caso de Miquéias, era um desafio aos pecadores e falsos profetas.

Data e Autoria. A data do ministério é dado em relação aos reinados de Jotão (739-735 A.C.), Acaz (735-715 A.C.) e Ezequias (715-687 A.C.), reis de Judá (Mq. 1:1). Miquéias começou a sua obra no tempo de Jotão e serviu através de todo o reinado de Acaz e talvez todo o de Ezequias. Sua obra, que está intimamente relacionada com a de Isaías, foi escrita durante os refilados de Acaz e Ezequias. Tanto Miquéias como Isaías, embora se dirijam principalmente a Judá, torna claro que o juízo divino também recairá sobre o Reino do Norte. Que Miquéias profetizou durante o reinado de Ezequias é confirmado por Jr. 26:18, 19. Há certos críticos liberais que julgam a obra objetivamente, usando o método histórico-crítico. Para eles o livro de Miquéias não passa de outra produção humana. Esquecendo-se que temos apenas partes de suas mensagens transmitidas em épocas diferentes e que ele estava profundamente preocupado com as condições políticas e sociais do seu povo, e que ele foi movido pelo Espírito de Jeová, esses críticos encontram o que eles consideram glosas e interpolações que eles datam do período pós-exílico. Eles rejeitam o sobrenatural na profecia, especialmente a citação de Babilônia em 4:10, apesar do fato da Assíria ser o poder hostil naquele tempo. Na disposição e no campo de ação, os capítulos 1-5 são semelhantes às profecias de Isaías. Nos capítulos 1-3 Miquéias anuncia o iminente julgamento do pecado, e nos capítulos 4 e 5 ele proclama que Israel será confortada através do perdão e da restauração. Por isso os “liberais” atribuem os capítulos 4 e 5 a um Deutero-Miquéias do período pós-exílico.

Achamos que a obra toda é de Miquéias, que profetizou no período de Isaías. Miquéias não vinha de uma grande cidade, como o seu contemporâneo mais idoso, mas da cidadezinha de Moresete que pertencia a Gate. Ele falava como homem do povo, que simpatizava com a gente do campo e que tentou protegê-la dos ricos e nobres gananciosos das grandes cidades. Embora o profeta vivesse e profetizasse no Reino do Sul, ele condenou os pecados do Reino do Norte; e profetizou e testemunhou a sua queda. A profecia de Miquéias não é apresentada na forma de um tratado sistemático. Talvez seja devido ao fato de conter uma coleção de oráculos, subseqüentemente escritos pelo profeta ou por um dos seus discípulos.

O estilo de oratória e o jogo de palavras do capitulo um fazem lembrar Cícero. Nos capítulos 2; 6; 7, a forma literária é a de um diálogo dramático.

Antecedentes Históricos. Os reis assírios deste período foram Tiglate-Pileser III (745-727), Salmaneser V (727-722) Sargão II (722-705) e Senaqueribe (705-681). Senaqueribe conduziu seu exército para as regiões setentrional e ocidental de Judá, subjugando cidades e vilas conforme avançava, até chegar a Jerusalém, a qual, embora sujeita a um demorado cerco, jamais foi tomada. A profecia relativa à tomada e destruição finais de Jerusalém aponta para o período posterior de Nabucodonosor. A Assíria conquistou todo o Oriente Próximo exceto o Egito e Jerusalém. Seus exércitos, entretanto, não ocuparam todas essas terras; antes, exigiu delas, na qualidade de nações subjugadas, que lhe pagassem tributo anual. Quando um novo sucessor subia ao trono da Assíria, os reinos tributários se revoltavam. Conseqüentemente, o novo monarca tinha de tomar a subjugar todas as terras previamente conquistadas através de uma série de campanhas militares. As campanhas mais difíceis foram contra as nações vizinhas do Egito. Esses países fronteiriços, no papel de pára-choques suportando o impacto da guerra, eram encorajados pelo Egito no esforço de se proteger.

Foram dias de inquietação, insegurança e dificuldades, especialmente para os camponeses e habitantes das cidades pequenas. Os exércitos importunos que passavam e que não raras vezes invadiam as vilazinhas fazendo escravos os seus habitantes, estabeleciam um estado de guerra. As condições políticas em Israel e Judá não podiam ser piores. Os governantes, os ricos, os sacerdotes e os profetas coniventes nas capitais, sentindo-se seguros dentro das fortalezas, usavam de todo o seu poder para oprimirem os pobres. Os camponeses não tinham proteção, nem dos assírios nem dos funcionários públicos de sua própria nação. Miquéias se dirigiu a esses, defendendo a causa dos oprimidos. Destemidamente seguindo a liderança do Espírito Santo, ele pregou com risco de vida. As mensagens de Miquéias refletem as corrupções prevalecentes. Suas alusões aos assírios mostram qual era o assunto principal daquele tempo.

ESBOÇO

Sobrescrito. 1:1 . I. O iminente juízo de Israel e Judá por causa do pecado persistente, 1:2-16.

A. Chamando a atenção. 1:2.

B. A terrível anda do Senhor Jeová anunciada e descrita, 1:3, 4.

C. Os pecados da capital representante da nação. 1:5.

D. Conseqüências terríveis deste juízo. 1:6, 7.

E. A reação do profeta e a visão que teve deste juízo. 1:8-16.

II. Destino dos opressores corruptos e falsos profetas. 2:1 – 3:12.

A. A desgraça dos monopolizadores da terra. 2:1-5.

B. Falsa pregação dos profetas mentirosos. 2:6-13.

1. Esforços para interromper a pregação do verdadeiro profeta.

2:6.

2. Pregação falsa de que o Espírito de Jeová está em dificuldades.

2:7.

3. Insegurança dos cidadãos devido ao governo dos opressores.

2:8-13.

C. Denúncia dos líderes do povo. 3:1-7.

1. Miquéias responde aos falsos profetas e opressores. 3:1.

2. Descrição do Caráter dos opressores perversos. 3:2, 3.

3 . Recusa de Jeová de ouvir suas orações. 3:4.

4. O caráter dos falsos profetas. 3:5.

5. Os falsos profetas Serão desacreditados. 3:6, 7.

D. Miquéias tem conseqüência do poder do Espírito de Jeová. 3:8.

E. Pecados e crimes grosseiros trarão a destruição de Jerusalém.

3:9-12.

III. Visão de esperança através daquele que virá. 4:1 – 5:15.

A. Triunfo final de Jerusalém. 4:1 – 5:1.

1. Reavivamento da verdadeira religião e a volta a Jeová. 4: 1, 2.

2. A volta a Jeová trará paz e prosperidade. 4: 3.5.

3. A volta prometida dos que estão no cativeiro. 4: 6, 7.

4. Jerusalém será restaurada a esplendor e poder maiores ainda.

4:8. 5. A redenção será precedida pelo sofrimento que será o castigo

pelo pecado. 4:9, 10.

6. Os inimigos verão Jeová vingando o Seu povo. 4:11, 12.

7. Predita a vitória final, com exortação a que se preparem para o

futuro cerco. 4:13 – 5:1 (4:14 no texto heb.)

B. O futuro e poderoso líder nascerá em Belém e restaurará o

remanescente de Jacó. 5:2-15.

1. O Messias nascerá em Belém. 5:2, 3.

2. O reinado beneficente do Messias. 5:4-7.

3. O Israel espiritual virá a ser um grande conquistador. 5:8, 9.

4. O Israel espiritual será privado de força e ajuda material.

5:10-15.

IV. Litígio de Jeová. 6:1 – 7:20.

A. Primeira reclamação de Jeová. 6:1-5.

B. A primeira réplica de Israel. 6:6-8.

C. Segunda reclamação de Jeová. 6:9-16.

D. Segunda réplica de Israel – uma confissão de pecado. 7:1-10.

E. Promessa de bênçãos para Israel após o juízo. 7:13.

F. Oração final por Israel – reunida de muitas nações. 7:14-17.

G. Doxologia: O triunfo da graça. 7:18-20.

1. Jeová, o Deus do amor perdoador. 7:18.

2. Jeová, o Deus do poder redentor. 7:19.

3. Jeová, o Deus da fidelidade perpétua. 7:20.

LEIA ESTE BOM COMENTARIO DE MIQUEIAS, INCLUSO.

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