O profeta JONAS

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Título. O livro recebe o seu nome do personagem principal da narrativa. Jonas (pombo) está identificado como o filho de Amitai. Diz-se que um profeta com este mesmo nome, que aparece em uma curta narrativa de II Rs. 14:25, veio de Gate-Hefer, localizado no território de Zebulom, hoje conhecido por Galiléia. Este profeta previu as triunfantes conquistas de Jeroboão II na primeira metade do século oito A.C. Poucas são as dúvidas de que esse profeta de Gate-Hefer seja o mesmo profeta deste pequeno livro.

Data e Autoria. Em nenhum lugar do texto há qualquer declaração de que o profeta mesmo tivesse escrito o livro, embora a oração do capítulo 2 esteja na primeira pessoa do singular. Contudo, a tradição tem firmemente mantido que Jonas mesmo foi o autor. Nos últimos anos muitos têm defendido que o livro é sobre Jonas e não escrito por ele. Este ponto de vista se baseia sobre diversas observações: os capítulos 1, 3 e 4 foram escritos na terceira pessoa; há expressões recentes das línguas hebraica e aramaica no livro; o grande número de milagres registrados impossibilita estabelecer-se uma base histórica; e a ênfase dada à misericórdia de Deus para com um povo estrangeiro sugere uma data pós-exílica. Mestres conservadores têm consistentemente defendido que esses fatores em si mesmos não são suficientemente importantes para excluírem a possibilidade do profeta ter vivido no século oito ou ter escrito o livro naquela época.

Antecedentes Históricos. Assumindo que seja uma narrativa histórica de um profeta ativo no período de Jeroboão II, rei de Israel, os acontecimentos do livro poderiam ter acontecido em algum período entre 780 e 750 A.C. Jeroboão II tivera sucesso em restabelecer o poder de Israel sobre a maior parte do território ao norte de Judá controlado por Davi e Salomão. No século anterior o império assírio fora uma ameaça ao longo da costa oriental do Mediterrâneo, e se tornara bem conhecido como opressor cruel e desapiedado. Durante Q reinado de Jeroboão II, embora o poder da Assíria tivesse se aquietado, ainda se devia contar com ele. Nínive ainda não era a capital do império, mas Calá, uma das partes do complexo da antiga cidade-estado que incluía Nínive, foi a capital entre 880 e 701 A.C.

Não há nenhuma inscrição assíria declarando que um reavivamento como o descrito neste livro tivesse acontecido ali; mas durante o período em que a Rainha Semíramis foi co-regente de seu filho Adade-Nirari III (810-782), houve um pequeno impulso na direção do monoteísmo. Se os frutos do ministério de Jonas e esta purificação do culto assírio devem ser identificados um com o outro é difícil de se dizer. Houve duas pragas severas na Assíria em 765 e 759 A.C., como também um eclipse total em 763 A.C., os quais eram normalmente considerados pelos antigos como evidências de juízo divino e deveriam ter preparado os corações do povo para a pregação de Jonas.

Interpretações do Livro. Muita controvérsia tem sido suscitada em relação ao significado do Livro de Jonas, e isto tem produzido uma grande série de pontos de vista. O livro já foi interpretado como uma lenda, uma parábola, -um mito e uma alegoria profética; e também já foi aceito como história de significado messiânico.

Já se sugeriu (R.H. Pfeiffer, Introd. to the O. T.) que o livro é uma ficção baseada sobre um possível caráter lendário cujo nome real se perdeu. De acordo com este ponto de vista, o autor desconhecido extrai seus milagres das histórias de Elias e Eliseu (comp. Jonas 4:3 com I Rs. 19:4b e Jonas 4: 5, 6 com I Rs. 19:4a, 5a) e a cena da lamentação de Joel. Assina o livro teria apenas a intenção de ser um protesto contra o nacionalismo estreito dos judeus, que se guiavam pelos ensinamentos de Esdras. O salmo de Jonas 2 é a oração de ação de graças de um homem salvo do afogamento.

A interpretação do livro como parábola (IB) é muito semelhante ao ponto de vista que o considera lendário. De acordo com este segundo ponto de vista, o caráter de Jonas é uma análise e uma crítica ao Judaísmo Pós-Exílico, e a cidade de Nínive representa o vasto mundo não judeu que aguarda o despertamento que só a verdadeira mensagem de Deus pode produzir. A parábola procura descrever a justiça e a misericórdia de Deus para com qualquer homem ou grupo que venha a se arrepender dos seus pecados.

Aqueles que entendem que a história de Jonas é um mito revestido de imaginação judia, encontram nela semelhanças com as antigas fábulas pegas. Um rei de Tróia acorrentou sua filha Hesione a uma rocha à beira-mar. Pretendia oferecê-la a Netuno, o qual, com a aparência de um tubarão, viria na maré alta e a devorada. Contudo, Hércules lutou contra o monstro e o destruiu, salvando a moça.

De acordo com a interpretação alegórica popular (veja Abingdon Bible Commentary), Jonas se identifica com Israel.

A verdadeira missão de Israel é declarar a verdade de Deus ao mundo, mas ela fracassou nisso. O “grande peixe” é Babilônia, que engoliu os israelitas (levando-os para o exílio). O fato de Jonas ter sido vomitado sobre a terra representa o retorno dos judeus do exílio. A insatisfação de Jonas com o arrependimento dos pagãos é um paralelo do espírito do Judaísmo depois de seu retorno.

Aqueles que defendem o caráter histórico do livro têm argumentado que um verdadeiro profeta (Jonas) viveu o que ficou registrado e assim cumpriu, parcialmente,a tarefa missionária de Israel na antiguidade. Para esses (veja Unger, Introd. Guide to the O.T.) a história real também tem um significado oculto – messiânico e típico. Passagens importantes que sustentam este ponto de vista são cenas declarações que Jesus fez referente a Jonas como um sinal de Sua morte e ressurreição (Mt. 12 :40; Lc. 11:30). Aqueles que defendem este ponto de vista usam estas referências num duplo sentido: para verificar a historicidade da narrativa e para apresentar seu significado típico. A posição deste comentário é que a história de Jonas é uma narrativa histórica.

A Mensagem do Livro. A narrativa propriamente dita não é complicada, mas rápida e comovente. Jonas, um profeta, é enviado pelo Senhor a pregar aos ninivitas. Mas ele foge e compra passagem em um navio que se destina ao outro lado do mundo. Ele se isola e vai dormir. Logo após o navio ter partido, desencadeia-se uma severa tempestade que provoca ondas gigantescas e os marinheiros aterrorizados jogam fora a carga e começam a orar freneticamente aos seus deuses. Por meio de sortes Jonas é identificado como o criminoso que ofendeu a Providência. A tempestade cessa só depois que Jonas, à sua própria sugestão é lançado no mar. Ele foi engolido por um grande peixe. Agora inteiramente arrependido, ele ora sinceramente pedindo salvação, quando Deus o coloca ileso sobre a praia.

Dessa vez o profeta obedece a ordem de ir a Nínive e proclama em altas vozes, por toda a cidade, sua sucinto mensagem de desgraça. O povo de Nínive, desde o rei até o mais insignificante súdito, reage com sincero arrependimento, até vestindo de saco os próprios animais. O Senhor ouve o seu clamor e revoga a ameaça de destruição. Jonas, contudo, vê no livramento de Nínive apenas uma negação de sua profecia, e queixa-se ao Senhor em oração. A fim de ensinar uma lição ao profeta, Deus prepara uma planta de rápido crescimento para protegê-lo do sol, mas na noite seguinte permite que um verme a destrua. Depois envia um quente vento oriental. Resulta daí que Jonas desfalece e deseja a morte. A história termina com a declaração que assim como Jonas se preocupa com abóboras, Deus está preocupado com a salvação dos homens pecadores.

Alguns dos ensinamentos religiosos básicos do livro são:

a) Deus se preocupa com os pagãos e pede aos Seus servos que os adviria do juízo.

b) Diante de uma tarefa difícil, os homens se sentem mais inclinados a fugir à responsabilidade,

c) Deus é poderoso e pode, se quiser, usaras forças da natureza para os Seus próprios propósitos.

d) Embora Deus venha a punir a desobediência, Ele deseja contudo demonstrar Sua misericórdia.

e) Os campos missionários menos promissores são geralmente os mais receptivos,

f) Acima de tudo, Deus anseia por tratar com o homem com misericórdia e bondade.

ESBOÇO

I. Fugindo. 1:1-17.

A. A ordem do Senhor. 1:1, 2.

B. Um navio para Társis: 1:3.

C. Uma tempestade no mar. 1:4-14.

1 . Dormindo na tempestade. 1:4-6.

2. Achado o criminoso. 1:7-10.

3. Marinheiros desesperados. 1:11-14.

D. Jogado no mar. 1:15-17.

II. Orando. 2:1-10.

A. Jogado fora. 2:1-4.

B. Restaurado. 2:5, 6.

C. Pagando votos. 2 : 7.9.

D. Salvo. 2:10.

III. Pregando. 3:1-10.

A. A segunda ordem do Senhor. 3:1, 2.

B. Apresentando a mensagem. 3:3, 4.

C. O arrependimento de Nínive. 3:5-9.

1. Em saco e cinzas. 3:5, 6.

2. O decreto do rei. 3:7-9.

D. Juízo contido. 3:10.

IV. Aprendendo. 4:1-11.

A. Queixas. 4:1-3.

B. A abóbora e o verme. 4:4-7.

C. O vento e o sol. 4:8.

D. A lição. 4:9-11.

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