As orações dos santos no altar de ouro

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3º TRIMESTRE 2018

ADORAÇÃO, SANTIDADE E SERVIÇO

Os princípios de Deus para sua igreja em Levítico

COMENTARISTA: Pr. Claudionor Correa de Andrade

LIÇÃO 13 – AS ORAÇÕES DOS SANTOS NO ALTAR DE OURO – (Lv 16.12,13; Ap 5.6-10)

INTRODUÇÃO

Nesta lição falaremos de um dos móveis que estava no lugar santo do tabernáculo: o altar de incenso. Destacaremos detalhes a respeito deste utensílio e sua finalidade; trataremos ainda sobre o incenso e o seu devido uso; por fim, finalizaremos mostrando que há um altar de incenso no céu, para onde vão as orações dos santos.

I – O ALTAR DE OURO: UM IMPORTANTE UTENSÍLIO DO TABERNÁCULO

Deus revelou como deveria ser o tabernáculo com os seus móveis a Moisés no monte (Êx 25.9,40; 26.30). No entanto, para fabricação destes móveis, Deus capacitou, pelo Espírito Santo, a Bezalel e a Aoliabe (Êx 31.1-6). Um destes móveis construídos foi o altar de incenso (Êx 30.1). Abaixo destacaremos especificamente algumas coisas a respeito do altar de ouro. Vejamos:

  • Construção (Êx 30.1). Deus mostrou a Moisés que este altar deveria ser: (a) de madeira de acácia (Êx 30.1); (b) com um formato “quadrado” ou “quadrangular” e precisas medidas que equivalem a “45 cm de largura e 90 cm de altura” (Êx 30.2); (c) forrado de “ouro puro” completamente (Êx 30.3); e, (d) deveria ter “quatro pontas”, uma em cada canto (Êx 30.2); (e) duas argolas nos cantos, para receber os varais e ser transportado junto com o tabernáculo, quando necessário (Êx 30.4; 37.25-27); e, (f) uma moldura (coroa) desenhada a volta do altar e abaixo desta (Êx 30.3-b).
  • Localização (Êx 30.6). Diferente do altar do holocausto que ficava no pátio do tabernáculo, o altar de incenso ficava no interior deste, precisamente no “lugar santo”, em frente ao véu que dava acesso ao santíssimo lugar: “E o porás diante do véu que está diante da arca do testemunho, diante do propiciatório […]” (Êx 30.6). O altar do incenso relacionava-se mais estreitamente com o lugar santíssimo do que com os demais móveis do lugar santo. É descrito como o altar “que está perante a face do Senhor” (Lv 4.18). A localização deste utensílio era tão próxima do Lugar Santíssimo, que fez o escritor aos hebreus considerá-lo como pertencente a este (Hb 9.3,4).
  • Finalidade (Êx 30.7-10). O altar de ouro foi construído para que unicamente nele se queimasse incenso ao Senhor (Êx 30.7,8). Neste, não poderia ser oferecido incenso estranho nem ofertas de sangue, nem libações (Êx 30.9). Somente uma vez no ano, o altar do incenso era purificado com sangue de um sacrifício oferecido no altar do holocausto (Êx 30.10). Os sacerdotes tinham acesso ao altar de ouro para oferecer incenso no tempo aprazado (Êx 30.7,8). Era neste altar que Deus se encontrava particularmente com a pessoa que, dia a dia, oferecia o incenso (Êx 30.6-b).

II – O INCENSO SAGRADO PARA SER QUEIMADO NO ALTAR DE OURO

O incenso era feito de uma substância aromática que, quando era queimada, exalava um odor agradável. Abaixo destacaremos alguns detalhes sobre o incenso. Notemos:

  • Quem podia oferecer o incenso (Lv 2.2). Somente os sacerdotes estavam habilitados para a queima do incenso na presença do Senhor (Êx 30.7,8). Com a multiplicação do número de sacerdotes, havia uma escala para a queima do incenso (Lc 1.9-a). Quando o rei Uzias intentou queimar incenso, assumindo a função sacerdotal, foi ferido com lepra pelo Senhor (2 Cr 26.19). Aqueles que tentaram usurpar a função sacerdotal da oferenda de incenso foram punidos com a morte, como o caso de Corá, Datã e Abirão (Nm 16.31-33), ou com doenças, como Uzias (2Cr 26.19), e até mesmo os sacerdotes que ofereceram incenso indevidamente foram mortos (Lv 10.1,2). Enquanto o sacerdote entrava no Lugar Santo para queimar o incenso, o povo ficava do lado de fora do tabernáculo ou do templo em oração (Lc 1.9-b).
  • O tempo da queima do incenso (Êx 30.7,8). Haviam tarefas diárias no tabernáculo para o sacerdote, e uma delas era a queima do incenso, que deveria ocorrer pela manhã (Êx 30.7), e novamente à tarde (Êx 30.8). No Dia da Expiação, o sumo sacerdote oferecia o incenso composto em um incensário sobre a Arca (Lv 16.12,13).
  • A composição do incenso (Êx 30.34-36). O incenso que era oferecido ao Senhor era composto de ingredientes especiais, a saber: “estoraque, e onicha, e gálbano” (Êx 30.34). Estas especiarias aromáticas deviam ser moídas junto com incenso para ser queimado no altar de ouro, coisa santíssima era (Êx 30.36).
  • Advertências acerca do incenso (Êx 30.37,38). O povo de Israel, foi orientado a não reproduzir o incenso do culto levítico, pois este era santo, ou seja, separado exclusivamente para o Senhor (Êx 30.37), e aquele que tentasse fabricar essa especiaria para cheirar, deveria receber como punição a morte: “o homem que fizer tal como este para cheirar, será extirpado do seu povo” (Êx 30.38). Outra forma condenável de queimar incenso também era quando o povo o fazia a outros deuses e não ao Senhor (Jr 44.5,8,15,17; Os 2.13).

IV – O ALTAR DE OURO E O INCENSO E SUA APLICAÇÃO PARA A IGREJA

Quando Deus ordenou a Moisés que construísse o tabernáculo conforme o modelo que lhe foi mostrado no monte (Êx 25.9,40; 26.30), o escritor aos hebreus disse que o tabernáculo terrestre é uma figura do tabernáculo celeste (Hb 8.5). O apóstolo João confirmou essa interpretação, no livro do Apocalipse, quando foi arrebatado ao céu viu um altar de incenso perante o Senhor: “E veio outro anjo, e pôs-se junto ao altar, tendo um incensário de ouro; e foi-lhe dado muito  incenso, para o pôr com as orações de todos os santos sobre o altar de ouro, que está diante do trono” (Ap 8.3). Tradicionalmente, o incenso é o símbolo da oração, do louvor (Lv 16.12,13; Sl 141.2; Lc 1.9,10). Como o incenso é colocado no altar pelo homem, e ao queimar, sobe até Deus. Da mesma forma, nossas orações começam em nosso coração e ascendem aos céus até Deus. Abaixo destacaremos algumas aplicações sobre o incenso na vida cristã:

  • Quem pode oferecer o incenso. Na Antiga Aliança apenas os descendentes de Arão estavam habilitados para a queima do incenso na presença do Senhor (Êx 30.7,8; Lv 1.9). Na Nova Aliança a igreja é chamada de “o sacerdócio real […]” (1 Pd 2.9). E, cada crente foi feito sacerdote (Ap 1.6; 5.10). Portanto, podemos entrar na presença de Deus para lhe oferecer incenso que é o louvor e a oração que sobem a Sua presença como cheiro suave (Sl 141.2).
  • O tempo da queima do incenso. O incenso deveria ser queimado pela manhã pela tarde (Êx 30.8). Isso nos ensina que a oração deve ser uma prática diária, sem cessar (Lc 18.1; Rm 12.12; Ef 6.18; Cl 4.2; 1 Ts 5.17).
  • A composição do incenso. Cada uma das especiarias que compunha o incenso sagrado (Êx 30.34-35) nos transmite verdades espirituais acerca da adoração e da oração. Vejamos:

INGREDIENTES DO INCENSO

APLICAÇÃO

a) O estoraque. O estoraque era uma resina extraída sem precisar fazer incisão, ou seja, um corte. Ela brotava do arbusto espontaneamente.

A adoração, a oração e o louvor que prestamos a Deus deve ser voluntário e não forçado (Sl 54.6; 119.108).

b) A onica ou onicha. Uma substância extraída de certos tipos de moluscos, e que emite um aroma forte e penetrante, quando queimado. O mar Vermelho exibe várias espécies desse molusco.

A adoração, a oração e o louvor não podem ser superficiais (Is 29.13; Jl 2.13), mas devem partir do mais profundo da nossa alma (Sl 42.1; 103.1,2; 130.1).

c) O gálbano. O gálbano é um arbusto do deserto. Para ser extraído suas folhas deviam ser moídas e quebradas.

A adoração, a oração e o louvor deve brotar de um coração quebrantado e contrito (Sl 34.18; 51.17).

  • Advertências acerca do incenso. As restrições quanto ao uso do incenso sagrado nos transmite as seguintes lições:
    • Não podemos adorar a nós mesmos. A palavra “autolatria” é formada por dois vocábulos gregos: “autos”, que significa “a si mesmo” e “latria”, que quer dizer “adoração”. Logo, “autolatria” significa “adoração a si próprio”. Esse tipo de idolatria também é conhecida como “egolatria”. Encontramos alguns exemplos na Bíblia, tais como: Lúcifer (Ez 28.11-19; Is 14.12-14), o rei Nabucodonosor (Dn 4.29,30; 5.5.18-21) e Herodes (At 12.21-23).
    • Não podemos adorar a ídolos. No Decálogo, os dois primeiros mandamentos são contrários diretamente à idolatria (Êx 20.3,4; Dt 5.6-8). Esta ordem foi repetida em outras ocasiões (Êx 23.13,24; 34.14-17; Dt 4.23,24; 6.14; Js 23.7; Jz 6.10; 2 Rs 17.35,37,38). O Senhor Deus ordenou também a destruição dos ídolos das nações que habitavam na terra de Canaã (Êx 23.24; 34.13; Dt 7.4,5; 12.2,3). A Palavra de Deus nos revela que quem oferece sacrifícios aos ídolos, oferece aos demônios (Lv 17.7; Dt 32.17; 2 Cr 11.15; Sl 106.37; 1 Co 10.20,21).
    • O louvor e a adoração pertencem unicamente ao Senhor. O louvor como forma de adoração deve ser prestado unicamente a Deus (Lv 22.29; Dt 10.21; Sl 150.6; Is 42.8). A Bíblia aponta diversos motivos devemos louvar ao Senhor. Vejamos alguns: (a) Sua majestade (Sl 96.1,6); (b) Sua glória (Sl 138.5); (c) Sua excelência (Sl 148.13); (d) Sua grandeza (Sl 145.3); (e) Sua bondade e Suas maravilhas (Sl 107.8); (f) Sua fidelidade (Sl 89.1); (g) Sua longanimidade e veracidade (Sl 138.2); (h) Sua salvação (Sl 18.46); (i) Suas maravilhosas obras (Sl 89,5); (j) Suas consolações (Sl 42.5); (l) Seus juízos (Sl 101.1); (m) Seus conselhos eternos (Sl 16.7); (n) Sua proteção (Sl 71.6); (o) Seu livramento (Sl 40.1-3); (p) Porque Ele é digno (Sl 145.3); (q) por sua resposta às orações (Sl 28.6); (r) porque Ele perdoa pecados (Sl 103.1-3); (s) Porque Ele é bom (Sl 106.1); e, (t) porque é bom louvar ao Senhor (Sl 92.1).

CONCLUSÃO

Nossas orações sobem a presença de Deus e são depositadas na presença de Deus como incenso. Tal verdade deve nos motivar a buscarmos intensamente ao Senhor, pois Ele está atento às orações dos santos.

REFERÊNCIAS

  • ALMEIDA, Abraão de. O tabernáculo e a igreja.
  • ANDRADE, Claudionor Corrêa de. Dicionário Teológico. CPAD.
  • CHAMPLIN, R. N. Dicionário de Bíblia, Teologia e Filisofia. HAGNOS.
  • CONNER, Kevin J. Os segredos do Taberrnáculo de Moisés. ATOS
  • HOUAISS, Antônio. Dicionário da Língua Portuguesa. OBJETIVA.
  • STAMPS, Donald C. Bíblia de Estudo Pentecostal. CPAD.

Fonte: www.adlimoeirope.com

PRÓXIMO TRIMESTRE:

Lições Bíblicas 4° Trimestre de 2018, Adultos – CPAD

Título: As Parábolas de Jesus

Subtítulo: As Verdades e Princípios Divinos para uma Vida Abundante

COMENTARISTA: Pr. Wagner Tadeu dos Santos Gaby

SOBRE O COMENTARISTA: Pastor-presidente da Assembleia de Deus em Curitiba (PR), advogado, mestre em Teologia e em Educação, conferencista, comentaristas de Lições Bíblicas e autor de livros publicados pela CPAD.

SUMÁRIO:

Lição 1 – Parábola: Uma Lição Para a Vida

Lição 2 – Para Ouvir e Anunciar a Palavra de Deus

Lição 3 – O Crescimento do Reino de Deus

Lição 4 – Perseverando na Fé

Lição 5 – Amando e Resgatando a Pessoa Desgarrada

Lição 6 – Sinceridade e Arrependimento Diante de Deus

Lição 7 – Perdoamos Porque Fomos Perdoados

Lição 8 – Encontrando o Nosso Próximo

Lição 9 – O Perigo da Indiferença Espiritual

Lição 10 – Precisamos de Vigilância Espiritual

Lição 11 – Despertemos para a Vinda do Grande Rei

Lição 12 – Esperando, mas Trabalhando no Reino de Deus

Lição 13 – A Humildade e o Amor Desinteressado

Os pães da proposição

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3º TRIMESTRE 2018

ADORAÇÃO, SANTIDADE E SERVIÇO

Os princípios de Deus para sua igreja em Levítico

COMENTARISTA: Pr. Claudionor Correa de Andrade

LIÇÃO 12 – OS PÃES DA PROPOSIÇÃO – (Lv 24.5-9)

INTRODUÇÃO

Nesta lição estudaremos sobre mais um elemento presente no Tabernáculo, os pães da proposição; destacaremos a relação desse elemento com a mesa presente no Lugar Santo e suas características; e por fim, pontuaremos significados simbólicos dos pães da proposição à luz das Escrituras.

I – CONSIDERAÇÕES GERAIS SOBRE OS PÃES DA PROPOSIÇÃO

  • Definição. No hebraico há duas expressões diferentes que se traduz por “pão da proposição”; a primeira significando: “pães do arranjo, pães da fileira”, aludindo à forma em que eram expostos sobre a mesa (1Cr 9.32; 23.29; Ne 10.33), e uma outra que é: “pães da presença ou do rosto”. A palavra proposição nesse contexto tem o sentido de presença, visto que os pães estavam sempre diante do Senhor” (Êx 25.30; 35.13; 39.36; Nm 4.7; 1Sm. 21:6; 1Rs 7.48; 2Cr 4.19; 13.11; Mt 12.4; Mc 2.26; Lc 6.4; Hb 9.2). As Escrituras utilizam-se de várias expressões para se referir a esse elemento do santuário: (a) “pães da proposição” (Êx 25.30), (b) “doze pães” (Lv 24.5-7), (c) “pão contínuo” (Nm 4.7; 2Cr 2.4), (d) “pão sagrado” (1Sm 21.4), (e) “pão de Deus” (Lc 21.21).
  • Composição. Os sacerdotes estavam encarregados da confecção dos pães da proposição e dos cuidados com os mesmos (1Cr 9.32; 23.28,29). Cada pão era feito de farinha finíssima, ou seja, a farinha de trigo da melhor qualidade. Sobre a estrutura dos pães da proposição, se é dito que cada um dos doze pães tinham o peso de dois décimos de um efa de farinha de trigo (isso equivalia a dois quilos), o que significa que os pães eram grandes”. A Bíblia na Nova Versão na Linguagem de Hoje (NTLH) traz muito bem esta informação: “Doze pães, cada um pesando dois quilos, deverão ser feitos da melhor farinha”. “Cada pão tinha cerca de 75 cm de comprimento, metade disso quanto à largura, e cerca de 12,5 cm de altura” (CHAMPLIN, 2001, p. 573).
  • Localização. Ao entrar no Lugar Santo, os pães da proposição encontravam-se à direita de quem entra, para o lado norte, sobre uma mesa (Êx 26.35). Os pães eram postos um sobre o outro, formando duas pilhas de seis pães cada uma (Êx 25.30; 40.23; Lv 24.6). Os pães ficavam expostos durante uma semana e, então, aos sábados, eram removidos e substituídos, e por fim, consumidos pelos sacerdotes, dentro do santuário (Lv 24.8,9) (CHAMPLIN, 2001, p. 9).
  • Propósito. Da mesma maneira que o azeite era importante para que o candeeiro produzisse luz, e assim como o incenso era elemento imprescindível para o altar do incenso, assim também, os pães da proposição eram tidos como memorial da provisão divina (Lv 24.7,8), da necessidade diária de pão e a contínua dependência do povo da provisão de Deus para as necessidades espirituais e físicas. Não só a presença contínua de Deus estava assim simbolizada, mas também o fato dessa gloriosa presença ser considerada mais vital do que o próprio pão (Êx 33.15; Dt 8.3).

II – A MESA DA PROPOSIÇÃO

As Escrituras chamam esta mesa por diferentes nomes: (a) mesa dos pães da proposição (Êx 25.30); (b) mesa de madeira de acácia (Êx 25.23; 37.10); (c) mesa pura (Lv 24.6); (d) mesa de ouro (1Rs 7.48). Vejamos ainda algumas informações adicionais a respeito desse móvel do santuário:

  • Modelo e estrutura. O AT declara que o modelo para a construção desta mesa foi concedido por revelação divina (Êx 25.23-30). Nada foi construído pela mente ou imaginação dos construtores. Para a fabricação deste móvel também são destacados os materiais específicos a serem usados e o tamanho exato que a mesa deveria ter. Era feita de madeira de acácia ou cetim revestida de ouro, e tinha dois côvados de comprimento (90 cm), um côvado de largura (45 cm) e, um côvado e meio de altura (70 cm), revestida ao redor com ouro puro e uma moldura de ouro em volta (Êx 37.10-12). Depois de pronta, foi consagrada pela unção com óleo (Êx 30.23-27), e colocada no lado norte do Lugar Santo, de frente ao candelabro de ouro, de modo que a luz do candeeiro iluminava o pão e a mesa.
  • Seus utensílios. Para a ministração na mesa da proposição, Deus estabeleceu a fabricação de alguns utensílios, que deveriam ficar sobre ela: “Também farás os seus pratos, e os recipientes para incenso, e as suas galhetas, e as suas taças em que se hão de oferecer libações; de ouro puro farás(Êx 25.29 – ARA). Os pratos serviam para colocar os pães; as colheres eram cálices para derramar o incenso sobre o pão, identificando-o como sacrifício (Lv 24.7). As galhetas (tigelas) e as taças, eram para armazenar e despejar o vinho (não alcoólico) em oferta de libação. Todos estes utensílios eram feitos de ouro puro (BEACON, 2010, p. 208 – acréscimo nosso).
  • Seu transporte. Quando o tabernáculo era transportado durante as jornadas dos israelitas pelo deserto, a mesa dos pães da proposição era levada, com seus pratos, recipientes de incenso, as taças e as galhetas (Nm 7). A parte superior da mesa descansava sobre uma armação, e em volta dela havia uma coroa ou moldura de ouro, projetando-se sobre a parte de cima para impedir que os objetos caíssem dela. Na mesa havia ainda, uma argola em cada esquina para permitir que ali fossem introduzidas os varais, a fim de transportar a mesa (Êx 25.23-28).

III – OS PÃES DA PROPOSIÇÃO E SUA SIMBOLOGIA

Todos os utensílios do Tabernáculo, como o sistema levítico por inteiro, além de possuir uma realidade presente (aspecto didático), também existiam realidades futuras (aspecto profético) que apontavam para Cristo (Rm 15.4; Cl 2.17; Hb 10.1). Vejamos alguns desses simbolismos do pães da proposição:

  • A provisão divina. Esses pães apontam para algumas lições que Deus intentava deixar claro para seu povo sobre depender inteiramente dEle: (a) uma lembrança ou um memorial de que Deus habita no meio de seu povo e provê seu pão diário (Sl 136,25; Mt 6.25-33), da mesma forma como proveu o maná para alimentar as doze tribos no deserto (Êx 25.8; 16.11-21; Lv 24.7; Is 63.9); (b) sua reposição regular simboliza o compromisso do povo de ser leal a Deus e sua gratidão pela provisão divina constante (Lv 24.8,9); e, (c) uma vez que os sacerdotes se alimentavam dos pães substituídos (Lv 24.8,9), fica evidente mais uma vez, o princípio bíblico do sustento do ministro de Deus, que vive para o serviço integral do santuário (Lv 6.26; 7.6; 1Co 9.9-11; 1Tm 5.18; Dt 25.4; Lc 10.7).
  • Consagração a Deus. Outro simbolismo da mesa com os pães é a consagração total do cristão a Deus, visto que o pão da proposição estava “continuamente na presença do Senhor” (Lv 24.6). O dever do crente é viver continuamente na presença de Deus, para consagrar toda a sua vida ao serviço do Senhor (Lv 24.7; Rm 12.1). Esta consagração resulta de um melhor entendimento do que Jesus Cristo fez pelos pecadores e uma compreensão melhor da grandeza do amor de Deus. Quem se alimenta de Sua palavra (Jo 6.32-35), melhora sua comunhão com Deus e progride na consagração (1Co 5.8; 1Pd 2.2).
  • A Palavra de Deus. A Palavra de Deus é comparada ao pão diário, ao alimento espiritual (1Pd 2.2) sendo ela a provisão para as necessidades espirituais do homem (Mt 4.4; Dt 8.3), dando-nos nutrientes necessários para nosso crescimento espiritual (2Tm 2.16,17).
  • Uma tipologia de Cristo. Assim como os demais utensílios do tabernáculo, os pães da proposição também apontam tipologicamente para o Senhor Jesus Cristo. Vejamos:
    • Sua perfeição moral. Como o pão da proposição não tinha em sua composição o fermento (JOSEFO apud CHAMPLIN, 2001, p. 419), símbolo da corrupção moral (Mt 16.11; Mc 8.15; 1Co 5.6-8; Gl 5.9), serve como figura da pureza de Jesus. Semelhantemente Cristo o pão da vida é perfeito e santo tanto em seu caráter como em seu ser (Lc 1.35), e embora em tudo tenha sido tentado, Ele não conheceu e nem tinha pecado (2Co 5.21; Hb 4.15), e entregou-se a morte como um cordeiro imaculado e incontaminado (1Pd 1.19).
    • Seu sofrimento. Para a preparação do pão, foi usada da melhor farinha obtida de grãos inteiros do trigo. Para que esse trigo se tornasse adequado, ele tinha que ser triturado até se tornar pó. Por essa razão, o processo pelo qual o trigo foi submetido representa as tribulações, tentações e sofrimentos do Senhor Jesus Cristo, que como trigo, foi moído (Is 53.7,10), sendo Ele o nosso pão da vida (Jo 12.14). Não menos importante, para o pão servir de alimento precisava ser assado (Lv 24.5). Sendo também esse processo uma alusão ao intenso sofrimento do Filho de Deus no Calvário (Mt 3.11; Lc 3.16; Hb 9.14; 29).
    • Sua mediação. O fato de serem doze pães sobre a mesa, todo Israel estava sendo diante de Deus representado. Não importava em que parte do acampamento os israelitas estivessem, deviam lembrar-se de que sua tribo estava representada sobre a mesa de ouro no Lugar Santo. Cristo, como o pão da vida nos representou diante do Pai, como sacrifício expiatório (Is 53.4-6), e diante de Deus o Pai é o nosso Advogado (1Jo 2.1,2), e intercessor (Rm 8.34; Hb 9.24).
    • A provisão da salvação. Jesus é o Pão da Vida (Jo 6.48), que se fez carne para morrer por nossos pecados (Jo 6.38,51), que sustenta os homens também no âmbito espiritual (1Pd 2.9; Ap 1.6). O pão da proposição prefigura o grão de “trigo” (Jo 12.24), que foi sujeitado ao fogo do julgamento divino em lugar dos homens (Jo 12.32,33). Cristo é o nosso pão espiritual, descido do céu (Jo 6.33,38,50,58), que provisionou a toda humanidade (Jo 3.16) através da fé em sua morte e ressurreição (Ef 2.8; 1Pd 1.21), a vida eterna: “Na verdade, na verdade vos digo que aquele que crê em mim tem a vida eterna” (Jo 6.47; ver 6.54-58).

CONCLUSÃO

O simbolismo dos pães da proposição se cumpre em Cristo e sua Igreja, tanto no aspecto pessoal como coletivo. Ele é o nosso alimento espiritual, nossa porção que nos satisfaz plenamente em todas as áreas da vida da humana.

REFERÊNCIAS

  • CHAMPLIN, R. N. O Antigo Testamento Interpretado – Gênesis a Números.
  • HOWARD, R.E, et al. Comentário Bíblico Beacon.
  • STAMPS, Donald C. Bíblia de Estudo Pentecostal. CPAD.

Fonte: www.adlimoeirope.com

 

A chama arderá continuamente

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3º TRIMESTRE 2018

ADORAÇÃO, SANTIDADE E SERVIÇO

Os princípios de Deus para sua igreja em Levítico

COMENTARISTA: Pr. Claudionor Correa de Andrade

LIÇÃO 11 – A LÂMPADA ARDERÁ CONTINUAMENTE – (Lv 24.1-4)

INTRODUÇÃO

Nesta lição estudaremos um pouco sobre o candelabro de ouro puro e batido que estava no Lugar Santo do Tabernáculo e posteriormente no Templo; veremos o material que ele fora feito, sua localização, seu peso e medida, seu formato, sua finalidade e como era feita sua manutenção; e por fim, notaremos sua tipologia em relação a Igreja a partir do uso do azeite e da luz que ele produzia.

I – O CANDELABRO NOS TEMPOS DE MOISÉS

Em hebraico a palavra que indica o candeeiro, castiçal, candelabro ou simplesmente lâmpada que era usado no tabernáculo e posteriormente no templo de Jerusalém é “menorah” (Êx 25.31-40; 37.17-24; Zc 4.2-5,10-14). A fabricação do candelabro foi feita sob a supervisão de Bezalel, da tribo de Judá, e Aoliabe, da tribo de Dã (Êx 31.1-11; 35.30-35). Estes homens, sem dúvida, eram bons artífices, possivelmente tendo aprendido o ofício quando eram escravos no Egito. O Senhor colocou seu Espírito sobre eles, para que o trabalho fosse feito com perfeição, exatamente segundo o modelo revelado e mencionado a Moisés (Êx 25.9,40; 39.43; 40.16) (CHAMPLIN, 2001, p. 572). Vejamos algumas informações sobre o candelabro:

  • O material do candelabro. Diferente da mesa dos pães da proposição e do altar de incenso que eram de madeira e revestidos de ouro, o candelabro era totalmente de “ouro puro e batido” (Êx 25.31,36,39; 31.8; 37.24; 39.37). Assim como o candelabro deveria ser de “ouro puro e batido” as espevitadeiras (tesoura para cortar os pavios) e as bandejas também eram de ouro puro e batido (1Rs 7.49), e por sua vez, o azeite também deveria ser de “azeite puro e batido” (Êx 27.20; Lv 24.1-2). O candelabro era o único utensílio do tabernáculo que não possuía argolas para ser transportado. Por isso, o próprio castiçal e seus acessórios eram cobertos com um pano azul e depois envolvidos numa cobertura de peles de texugos, e então era colocado sobre uma barra (vara) para ser carregados (Nm 4,6,9,10,15,16,19,20)
  • A localização do candelabro. O candelabro se localizava no lado sul do Lugar Santo (do lado esquerdo de quem entrava no Tabernáculo) em frente a mesa dos pães da proposição: “Pôs também na tenda da congregação o castiçal defronte da mesa, ao lado do tabernáculo para o sul” (Êx 40.24; 35).
  • O peso e as medidas do candelabro. O candelabro tinha sete hásteas com sete lâmpadas; uma localizada na coluna central, e três saindo de cada lado em braços separados (Êx 25.37; 37.17-22; Nm 8.2). As lâmpadas queimavam óleo de oliva batido a mão (Lv 24.2, Êx 27.20), seu peso era de um talento (cerca de 40 a 50 kg), e segundo a tradição judaica media 1,5 metro de altura por 1,0 metro de largura de uma extremidade a outra. Moisés seguindo as instruções de Deus acendeu as lâmpadas do castiçal (Êx 40.1-4,25). Mais tarde, Arão fazia isso (Nm 8.3), e depois os filhos de Arão (Êx 27.20,21; Lv 24.3,4) (CHAMPLIN, 2001, vol. 1, p. 572).
  • O formato do candelabro. Deus exigiu que o castiçal fosse feito exatamente da forma como havia sido mostrado a Moisés no monte Sinai: “Atenta, pois, que os faças conforme o seu modelo, que te foi mostrado no monte” (Êx 25.40). O candelabro era formado de uma única peça de ouro, pelo que não havia partes separadas ou emendadas (Êx 25.31; 37.17). A coluna ou talo central do candelabro era decorada com quatro cálices esculpidos em forma de flores de amendoeira, alternando-se entre botões e flores e cada uma das hastes laterais tinha três cálices, alternando-se da mesma forma entre botões e flores (Êx 25.31-36; 37.17- 22). As lâmpadas precisavam ser limpas e receber seu suprimento de azeite a cada dia pelos sacerdotes (Lv 24.1-4; Êx 40.25,27). Podemos ver isso no tempo do sacerdote Eli: “antes que a lâmpada de Deus se apagasse […]” (Êx 27.20; 1Sm 3.3) (CHAMPLIN, 2001, vol. 1, p. 572).
  • A finalidade do candelabro. Uma das principais finalidades do candeeiro era trazer luminosidade na parte interior do Tabernáculo. No pátio externo do tabernáculo havia a luz do altar do holocausto (Lv 9.22-24), no lugar Santo havia a luz do candelabro (Êx 27.20,21; Lv 24.1-4), e no Santo dos Santos havia a luz do propiciatório através da presença de Deus pela “shekinah” (a luz da glória de Deus em cima do propiciatório) (1Sm 4.4; 21,22).
  • A manutenção do candelabro. Arão e seus filhos deviam preparar as lâmpadas cada vez que oferecessem incenso no altar de ouro: manhã e tarde (Êx 30.7,8). Para que as lâmpadas permanecessem acesas era ordenado que trouxessem “azeite puro” (Êx 27.20; Lv 24.1,2). O sacerdote tinha duas tarefas diárias que não podiam ser esquecidas: manter aceso o fogo sobre o altar (Lv 6.12,13) e manter acesas as lâmpadas do candelabro dentro da tenda durante todo o dia, sendo assim, a luz não podia ser apagada em momento algum. A expressão “continuamente” aparece por três vezes (Lv 24.2-4). Era função do sacerdote: (a) aparar os pavios, retirando a parte queimada, e, (b) manter o suprimento de azeite (Êx 27.21; Lv 24.3; Nm 8.1-3). Arão usava cortadores de pavio e apagadores para cumprir suas funções sacerdotais (Êx 37.23,24) (HENRY, 2010, p. 427).

II – O CANDELABRO E A TIPOLOGIA DA LUZ

O tipo bíblico é uma representação pré-ordenada onde pessoas, eventos e instituições do AT prefiguram pessoas, eventos e instituições do NT. São figuras, ou lições, pelas quais Deus tem ensinado seu povo acerca do seu plano redentor. Os tipos são uma mostra de coisas vindouras (Cl 2.17; Hb 8.5; 10.1), e a Bíblia usa diversos tipos tais como: sinal (Jo 20.25); figura (At 7.43; Rm 5.14; 1Co 10.11); forma (Rm 6.17); parábola, alegoria (Hb 9.9); modelo (At 7.44; Hb 8.4,5); sombra (Cl 2.14; Hb 8.5), e exemplo (Fp 3.17; 1Tm 4.12; 1Pe 5.3; 2Pe 2.6). Notemos então:

  • Jesus e a luz. O profeta Isaías já falava sobre a vinda da luz ao mundo (Is 9.2; 60.1-2). A vinda de Jesus significa exatamente isso quando a luz do mundo, e o Verbo (a Palavra) de Deus, se fez carne e habitou entre nós, Ele ofereceu a luz a todos: “‘Eu sou a luz do mundo. Quem me segue, nunca andará em trevas, mas terá a luz da vida” (Jo 8.12 ver 9.5). João declarou: “E a luz resplandece nas trevas, e as trevas não a compreenderam” (Jo 1.5). O apóstolo ainda declara em João 3.19-20: “[…] a luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz […]”. O evangelista Mateus afirma: “O povo, que estava assentado em trevas, viu uma grande luz; e aos que estavam assentados na região e sombra da morte a luz raiou” (Mt 4.16). Uma vez que não havia janelas no tabernáculo, o candelabro supria a luz necessária para o ministério dos sacerdotes no Lugar Santo. Jesus Cristo é a “luz do mundo” (Jo 8.12).
  • O crente e a luz. Uma das características marcantes entre os cristãos é que somos pessoas diferentes. Temos luz, não luz própria (Fp 2.15). No Sermão da Montanha, o Senhor Jesus ensinou a seus discípulos que, através do testemunho cristão, os homens glorificam a Deus: “Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus” (Mt 5.16). A ausência da luz permite que a escuridão prevaleça. Mas, quando a luz chega, as trevas desaparecem. Quando Jesus diz que somos a luz do mundo, está afirmando que a luz se opõe ao mundo, que está em trevas (Is 9.2; 59.9; Jo1.5; 3.19; Rm 13.12; 2Co 6.14). Ser luz do mundo, significa ser santo. Salomão nos mostra como devemos viver na luz: “O caminho do justo é como a luz da alvorada, que brilha cada vez mais até ser dia perfeito” (Pv 4.18). Se a luz estiver apagada ou escondida, nenhum benefício trará ao ambiente, por isso, ela precisa ser alimentada: “Vós sois a luz do mundo […] nem se acende a candeia e se coloca debaixo do alqueire […]” (Mt 14,15).
  • A igreja e a luz. A simbologia do candelabro é de particular importância, pois a sua missão era iluminar, e a missão da Igreja é ter compromisso com Deus, consigo mesma, iluminar o mundo e estar envolvida. Os sete candelabros representavam as sete igrejas da Ásia, na visão de João: “[…] os sete candeeiros são as sete igrejas” (Ap 1.20). Jesus Cristo passeava no meio dos sete candelabros (Ap 1.12,13). A igreja também é chamada de luz do mundo (Ef 5.8; 1Ts 5.5; 1Jo 1.7). As lâmpadas serviam “para alumiar defronte dele” (Êx 25.37), ou seja, do próprio candelabro. Da mesma forma, a Igreja foi chamada para “brilhar diante do Senhor”. As lâmpadas do candelabro tinham que brilhar continuamente (Lv 24.2). O pedestal ensina-nos que assim como os braços estavam ligados a haste central devemos andar nos passos de Jesus (1Jo 2.6). As hásteas estavam ligadas à coluna central do mesmo modo, a Igreja está ligada a Cristo Jesus. Na alegoria da videira e os ramos (Jo 15.1-5), Jesus é a videira, e seus discípulos, os ramos. Todo ramo que não estiver ligado nEle não pode suster-se, nem produzir frutos.

III – O CANDELABRO E A TIPOLOGIA DO AZEITE

  • Jesus e o azeite. A palavra grega para azeite é “chrisma”, que é traduzida por unção (1Jo 2.20,27). Cristo é o ungido de Deus o Messias prometido. O cálice do candelabro tinha o formato côncavo de amêndoa, e era uma espécie de copo, no qual se colocava o azeite. Na cerimônia memorial da Ceia do Senhor o cálice é uma referência nítida do sangue de Jesus, derramado na cruz para remissão de pecados (Mt 26.27,28; 1Co 11.25). Sendo assim, este cálice pode simbolizar o sacrifício de Cristo (Jo 18.11; Mt 20.23; 42).
  • O Espírito Santo e o azeite. O azeite é símbolo notável do Espírito Santo (At 10.38; Mt 25.4; Sl 23.5; Lv 14.16; Nm 6.15; Dt 13). É o Espírito Santo que age em cada vida individualmente, e na Igreja como um todo, para que se possa refletir a luz de Cristo neste mundo, levando todos a glorificarem o Seu nome (Ap 4.5, Zc 4.6). As hásteas do candelabro eram ocas, bem como a coluna central, por onde se colocava os pavios, que eram cheios de azeite de oliva, o combustível do candelabro (Lv 24.1-4), da mesma forma devemos estar “limpos” para que o azeite possa fluir em nossa vida. É importante salientar que para o bom funcionamento das lâmpadas, o canal de cada hástea não poderia estar obstruído de modo algum. Assim também não podemos e não devemos resistir nem entristecer o Espírito de Deus em nossa vida (At 7.51; Ef 4.30).
  • O crente e o azeite. O azeite para as lâmpadas foi trazido, voluntária e generosamente, pela congregação de Israel (Êx 25.6), assim mesmo devemos oferecer voluntariamente ao Senhor o melhor que temos. O uso das “espevitadeiras” e “apagadores” era justificado na manutenção diária das lâmpadas do candelabro, que cabia ao sumo sacerdote (Êx 30.7). Ele aparava as pontas chamuscadas dos pavios, a fim de que o brilho pudesse ser mais intenso. Mas para que este brilho perdurasse, era imperioso que Arão e seus filhos cuidassem diariamente do candelabro (Êx 30.7,8). À luz do dia, limpavam-no, provendo-o de azeite. Isto nos lembra das fadigas, dos sofrimentos que nós passamos por servir a Deus (Rm 8.18; Jo 14.33). Até mesmo Jesus (a coluna central) passou por isso (Hb 2.18; Jo 4.6; 19.28; Mt 8.24; 26.38; 27.50). Como a manutenção diária das lâmpadas, nossa vida também tem que ser santificadas e renovadas todos os dias (Pv 4.18).

CONCLUSÃO

As lâmpadas do Tabernáculo precisavam ser mantidas acessas constantemente e para isso o povo precisava fornecer o azeite, o combustível que alimentava as chamas. Israel era um povo sacerdotal, escolhido pelo Senhor para mostrar a todas as nações que a luz do mundo, Jesus, viria para iluminar os corações de todos os homens, gentios e judeus. Hoje, pela fé em Jesus Cristo, fomos feitos reis e sacerdotes e temos a responsabilidade de ser “luz do mundo” (Mt 6.13,14).

REFERÊNCIAS

  • CHAMPLIN, R. N. Dicionário de Bíblia, Teologia e Filosofia.
  • HOUAISS, Antônio. Dicionário da Língua Portuguesa.
  • HENRY, Matthew. Comentário Bíblico Antigo Testamento.
  • STAMPS, Donald C. Bíblia de Estudo Pentecostal. CPAD.

Fonte: www.adlimoeirope.com

 

Ofertas pacíficas para um Deus de Paz

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3º TRIMESTRE 2018

ADORAÇÃO, SANTIDADE E SERVIÇO

Os princípios de Deus para sua igreja em Levítico

COMENTARISTA: Pr. Claudionor Correa de Andrade

LIÇÃO 10 – OFERTAS PACÍFICAS PARA UM DEUS DE PAZ – (Lv 7.11-21)

INTRODUÇÃO

Nesta lição falaremos detalhadamente de uma das cinco ofertas do sistema levítico – a oferta pacífica; trataremos de três aspectos desta oferta, a saber: ações de graças, voto e a oferta voluntária; pontuaremos quais as especificações da oferta de paz; e, por fim, traremos as devidas aplicações para a igreja.

I  – DEFINIÇÃO DE OFERTA PACÍFICA

A expressão “oferta pacifica” no hebraico: “shalom” significa: “paz, bem, feliz, tranquilo, saúde e prosperidade”. Era também chamada de “oferta de paz” ou de “ofertas de comunhão”. Josefo (historiador judeu do primeiro século) também chamava-a de “ofertas de agradecimento” (JOSEFO apud CHAMPLIN, 2001, p. 487). Tais termos denotam que esta oferta não era para pacificar a Deus, mas era apresentada pelo ofertante que já estava em comunhão com Deus. Nesta oferta, podia se oferecer “gado” (Lv 3.1); ou “gado miúdo” (Lv 3.6) tais como: “cordeiro” (Lv 3.7) ou “cabra” (Lv 3.12); podendo ser “macho ou fêmea” (Lv 3.1,7,12), desde que fosse “sem defeito” (Lv 3.1,6). O ofertante tinha de impor a mão sobre a cabeça da sua oferta (Lv 3.2,8,13), matar o animal e apresentar ao sacerdote os pedaços a serem oferecidos (Lv 3.3,4,9,10,14,15). Em seguida, o sacerdote ministrante os queimava no altar (Lv 3.5,11,16). A outra parte da carne fazia parte da refeição (Lv 7.14,15,16). Quanto a “gordura” e ao “sangue”, estes dois, não poderiam jamais ser comidos, mas oferecidos ao Senhor como oferta queimada (Lv 3.16,17).

II  – TIPOS DE OFERTA PACÍFICA

Os sacrifícios pacíficos tinham três variedades, a saber: “ofertas de ações de graças” (Lv 7.12), “ofertas votivas” (Lv 7.16) e “ofertas voluntárias” (Lv 7.29). Vejamos cada uma destas detalhadamente:

  • Ações de graças. O primeiro tipo era oferecido por benefícios recebidos de Deus. A dádiva de ações de graças no hebraico “tôdâ” representava o reconhecimento do ofertante quanto às misericórdias de Deus para com ele (Lv 7.12-21). Embora todas as coisas pertençam a Deus em última análise, seu relacionamento com o crente exige que este último transfira a Deus uma certa proporção daquelas coisas que foram confiadas a ele (1 Cr 29.14). Esta exigência remove o relacionamento espiritual de um nível puramente verbal, e exige esforço do participante humano para sua dedicação ser posta em prática. Juntamente com a oferta de ações de graças vários tipos de “bolos asmos”, “coscorões ázimos”, e, “bolos de flor de farinha” deviam ser apresentados (Lv 7.12,13), um dos quais era a porção do Senhor e era dado ao sacerdote oficiante (Lv 7.14). Nesta oferta o adorador não tinha licença de deixar qualquer parte da carne do animal sacrificial para outro dia mas, sim, era-lhe exigido que a comece na ocasião em que foi oferecida (Lv 7.15).
  • Voto. Esta oferta é chamada no hebraico “neder” era feita para cumprir um voto (Lv 7.16; 22.21). O sacrifício do seu voto “oferta votiva” era prometido a Deus na esperança de receber ajuda divina (Sl 66.13,14; 116.1-19). Um voto é “um juramento ou um compromisso de caráter religioso, e também uma transação qualquer entre o homem e Deus, de acordo com a qual o indivíduo dedica a si mesmo ou o seu serviço ou alguma coisa valiosa a Deus (Gn 28.20; Nm 6.2; 1 Sm 1.11). Essa era uma característica comum entre os israelitas (Lv 7.16; 22.18,21; Nm 6.2,5; 15.3,8; 21.2; 29.39; 30.2-9,11-14; Dt 12.6,11,17,26; 23.18,21; Jz 11.30,39; 1 Sm 1.21; 2 Sm 15.7,8; Jó 22.27; Sl 22.25; 50.14; 56.12; Pv 7.14; Ec 5.4; Is 19.21; Jr 44.25; Jn 1.16; Na 1.15)” (CHAMPLIN, 2004, p. 689 – acréscimo nosso).
  • Oferta voluntária. A oferta “voluntária” (Lv 7.28-30) ou oferta “movida” (Lv 7.30), no hebraico “nedãbâ” consistia em um ato de homenagem e obediência ao Senhor num caso em que nenhum voto tinha sido feito, mas que o ofertante desejava voluntariamente ofertar ao Senhor: “as suas próprias mãos trarão […]” (Lv 7.30-a). Embora os sacerdotes receberam instruções no sentido de se assegurarem que todas ofertas sejam sem defeito, e o catálogo das incapacidades físicas que desqualificavam os descendentes do serviço no santuário é aplicado aos animais sacrificiais (Lv 22.22,24). A única exceção é a dos animais que aparentemente exibem danos “genéticos”, ou seja, “não físicos”, e até mesmo estes podem ser sacrificados somente por oferta voluntária (Lv 22.21,23). Para uma oferta voluntária ou uma que era feita para cumprir um voto, o ofertante tinha licença de usar um dia adicional para completar a festa, e, nesta ocasião provavelmente convidaria amigos para participarem da refeição (Dt 12.12). Especificamente qualquer carne que permanecia depois daquele tempo tinha de ser queimada, mais provavelmente como uma medida higiênica (Lv 7.17). O descumprimento desta ordem consistia em pecado resultando em morte (Lv 7.18).

III – CARACTERÍSTICAS DA OFERTA PACÍFICA

No Livro de Levítico há instruções detalhadas sobre quando as ofertas pacíficas eram comidas (Lv 7.15-17), quem poderia comê-las (Lv 7.20,21), o que podia ser comido (Lv 7.24-26) e, quais porções pertenciam a quem (Lv 7.31-35). Abaixo, destacaremos algumas características da oferta de paz que a diferencia das outras. Vejamos:

  • Uma oferta queimada ao Senhor. A oferta pacífica era “oferta queimada ao Senhor”, no entanto, apenas parte da oferta deveria ser queimada (Lv 3.3,4,9,10,14,15). A especificação é que a “gordura, os rins e o redenho” deveriam ser oferecidos para o Senhor (Lv 3.3,4).
  • Uma oferta que o sacerdote ministrante se alimentava. Algumas ofertas, apesar de serem oferecidas ao Senhor, serviam de alimento para os sacerdotes (Lv 2.3,10). Deus, como sempre, se preocupou com o sustento daqueles que vivem exclusivamente para a obra. Falando especificamente da “oferta pacífica” como havia muitos sacerdotes, aquele que ministrava esta oferta era quem deveria comer dela, como uma recompensa pelo seu trabalho (Lv 7.14,31,32,34-35).
  • Uma oferta que o ofertante se alimentava com sua família. Na oferta pacífica apenas uma parte era queimada ao Senhor (Lv 3.5,11,16), enquanto que a outra parte o adorador reunia-se ao sacerdote na refeição sacrificial, daquilo que restava. Portanto, este era o único sacrifício em que o ofertante tinha licença de participar (Lv 7.14,15).
  • Uma oferta que os pobres podiam participar e outros convidados. Além do sacerdote oficiante, o adorador, os membros de sua família; as pessoas pobres que fossem convidadas podiam também participar “E vos alegrareis perante o SENHOR vosso Deus, vós, e vossos filhos, e vossas filhas, e os vossos servos, e as vossas servas, e o levita que está dentro das vossas portas; pois convosco não tem parte nem herança” (Dt 12.12).

IV – A OFERTA PACÍFICA E A SUA APLICAÇÃO PARA A IGREJA

Em Levítico, são listados cinco tipos de sacrifícios (Lv 1.3-17; 2.1-16; 3.1-17; 4.1-5; 5.14-16). Todos estes sacrifícios podem ser reduzidos a somente dois: (a) o primeiro, abrangendo aqueles sacrifícios oferecidos antes da reconciliação e os que visavam obtê-la; e, (b) o segundo, os sacrifícios oferecidos depois da reconciliação e para celebrá-la. Isto aponta para uma verdade bem clara no NT, o sacrifício pelo pecado foi efetuado por Cristo (Gl 1.4; 2.20; Ef 5.2,25; 1 Tm 2.6; Tt 2.14; Hb 9.14), por meio do qual temos paz com Deus (Rm 5.1; Cl 1.20); o sacrifício por gratidão pela absolvição é feita pelo pecador redimido. Vejamos:

  • Ações de graças. O termo “ações de graças” ou seja é o ato de dar “graças a Deus”. Jesus deixou-nos o grande exemplo de ações de graças (Mt 11.25; 26.27; Jo 6.11; 11.41). Os seres celestiais ocupam-se desse ato de devoção (Ap 4.9; 7.11,12; 11.16,17). Trata-se de um ato de devoção ordenado por Deus (Sl 50.25; Fp 4.6 e 1 Ts 5.18). Trata-se de coisa boa, sendo benéfica para quem se mostra grato ao Senhor (Sl 92.1). Deve ser expressa a gratidão a Deus (Sl 50.14), a Cristo (1 Tm 1.12), em nome de Cristo (Ef 5.20), na adoração pública (Sl 35.18), na adoração individual (Dn 6.10), em tudo (1 Ts 5.18), por todas as coisas (Ef 5.20). Devem ser expressas contínuas ações de graças (Ef 1.16; 5.20 e 1 Ts 1.2). Devem ser expressas ações de graças pela bondade e pela misericórdia de Deus (Sl 106.1; 107.1; 136.1-3). Devem ser dadas ações de graças ante o sucesso em qualquer empreendimento (Ne 12.31,40). Também pelo suprimento das necessidades físicas, e antes das refeições (Jo 6.11; At 27.35). Por causa do grande dom de Cristo (2 Co 9.15).
  • Voto. A prática do “voto” não é exclusivamente judaica, mas também cristã. Ainda hoje nós podemos fazer votos ao Senhor. É bom destacar que: (a) o voto não obriga Deus a conceder o que pedimos, pois Deus não faz nada contra a Sua vontade (1 Jo 5.14); (b) o voto não pode ser confundido com barganha, pois Deus não se submete a isso (Dt 10.17; 2 Cr 19.7); (c) não devemos votar e não cumprirmos (Pv 20.25; Ec 5.4); e, (d) o voto, deve ser feito como expressão de gratidão a Deus, por uma bênção que se almeja receber (Sl 22.25; 61.8; 76.11; 116.14,18; Pv 7.14). Quanto ao voto de consagração da própria vida ao Senhor, há uma grande diferença entre os votos do AT e do NT. Os primeiros eram uma obrigação passageira (Nm 6.1-21), ao passo que na Nova Aliança sempre envolve uma relação permanente com Cristo e sua cruz até a morte: “Rogo-vos, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional” (Rm 12.1). Veja também: (Mt 16.24; Rm 6.13; 1 Co 6.20; 1 Pd 1.15-19).
  • Oferta voluntária. A expressão “oferta voluntária” indica que as demais ofertas eram exigidas por Deus, enquanto que estava ficava a cargo da voluntariedade do ofertante (Lv 22.21; 23.38; 15.3). Esta oferta voluntária tem diversas aplicações para a vida cristã. Por exemplo: (a) devemos ofertar o nosso louvor, não como uma obrigação religiosa, mas com voluntariedade (Sl 54.6; 119.108); (b) o crente não deve se limitar apenas a entregar os seus dízimos o que é uma exigência bíblica (Gn 14.18-20; 28.18-22; Nm 18.21-32; Dt 12.1-14; 14.22-29; Pv 3.9; Ml 3.10; Mt 23.23; 1 Co 9.9-14); ele também deve ofertar com liberalidade e alegria: “Cada um contribua segundo propôs no seu coração; não com tristeza, ou por necessidade; porque Deus ama ao que dá com alegria” (2 Co 9.7).

CONCLUSÃO

O sacrifício pelo pecado foi provido pelo próprio Deus, quando nos enviou Cristo Jesus. Agora, tendo paz com Deus, nós cristãos podemos lhe oferecer ações de graças, como gratidão por todos os benefícios que dEle temos recebido.

REFERÊNCIAS

  • ANDRADE, Claudionor Corrêa de. Dicionário Teológico. CPAD.
  • CHAMPLIN, R. N. O Antigo Testamento Interpretado – Gênesis a Números.
  • HARRISON, R.K. Levítico: MUNDO CRISTÃO.
  • HOWARD, R.E, et al. Comentário Bíblico Beacon.
  • HOUAISS, Antônio. Dicionário da Língua Portuguesa. OBJETIVA.
  • STAMPS, Donald C. Bíblia de Estudo Pentecostal.

Fonte: www.adlimoeirope.com

 

Jesus, o holocausto perfeito

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3º TRIMESTRE 2018

ADORAÇÃO, SANTIDADE E SERVIÇO

Os princípios de Deus para sua igreja em Levítico

COMENTARISTA: Pr. Claudionor Correa de Andrade

LIÇÃO 09 – JESUS, O HOLOCAUSTO PERFEITO – (Lv 1.1-9)

INTRODUÇÃO

Nesta lição veremos uma definição da palavra holocausto à luz das Escrituras Sagradas; veremos também, algumas características da oferta de holocausto dentro do sistema levítico; e por fim, destacaremos algumas marcas do sacrifício de Cristo, que o faz ser o holocausto perfeito.

I – A PALAVRA HOLOCAUSTO À LUZ DAS ESCRITURAS 

  • Definição etimológica. Cerca de 290 vezes a palavra holocausto aparece nas Escrituras, englobando tanto a forma singular (199 vezes), como a forma plural (91 vezes), sendo que, a maior ocorrência do termo está no livro de Levítico (62 vezes) (OLIVEIRA, sd, pp. 532,533). A expressão holocausto aparece pela primeira vez na Bíblia, atrelada a história de Noé: “E edificou Noé um altar ao SENHOR; e tomou de todo o animal limpo e de toda a ave limpa, e ofereceu holocausto sobre o altar” (Gn 8.20). A palavra hebraica traduzida como holocausto é: “olah”, e significa literalmente: “aquilo que vai para cima”. O dicionário Vine (2002, p. 692), lembra que no grego o termo advém de: “holokautõma” (Mc 12.33; Hb 10.6,8) e que denota: “oferta queimada por inteiro”, formado de “holos”, “inteiro”, e “kautos”, em lugar de “kaustos”, adjetivo verbal de “kaiõ”, que quer dizer: “queimar”.
  • Descrição bíblica. A oferta do holocausto, também chamada de oferta queimada (Lv 1.9), era inteiramente consumida sobre o altar (Lv 6.9), com exceção da pele do animal (Lv 7.8), e das entranhas com os resíduos de comida (Lv 1.16). Esse sacrifício era oferecido a Deus como ato de adoração (1Cr 29.20,21), em ação de graças (Sl 66.13-15), para obter algum favor (Sl 20.3-5) e, em diversos ritos de purificação (Lv 12.6-8; 14.19,21,22; 15.15,30; 16.24; Jó 1.5). Era o único sacrifício regularmente estabelecido para o culto no santuário e era oferecido diariamente, de manhã e à noite por isso era chamado de o sacrifício “tãmíd”, ou seja, perpétuo, contínuo (Êx 38-42; Ez 46.13; Dn 8.11; 11.31) (TENNEY, vl. 03, p. 63 – acréscimo nosso). Deveriam ser apresentados como sacrifício de holocausto, animais específicos (Lv 1.2,10,14), sendo macho ou fêmea sem defeito (Lv 1.3,10; 3.1; 4.28; 22.19;21).

II – CARACTERÍSTICAS DO SACRIFÍCIO DE HOLOCAUSTO 

  • Voluntário. A oferta de holocausto como podemos notar, tratava-se de um sacrifício Voluntário, isto é, a pessoa trazia de maneira livre e espontânea o animal que seria oferecido ao Senhor: “Quando algum de vós oferecer oferta ao SENHOR […]” (Lv 1.2; ver 1Sm 7.9; 13.9; Sl 20.3), conforme sempre são as ofertas mais altamente motivadas, e era apresentada pelo ofertante à porta da tenda da congregação (Lv 1.3,5).
  • Substitutivo. Um ato orientado por Deus no ritual da oferta de holocausto, era: “E porá a sua mão sobre a cabeça do holocausto […]” (Lv 1.4), prescrição essa determinada para todos os sacrifícios de animais. Compare a mesma ocorrência na oferta de paz (Lv 3.2), na oferta pelo pecado (Lv 4.4), no oferecimento do carneiro da consagração (Lv 8.22), no ritual do Dia da Expiação (Lv 16.21), e até na apresentação dos levitas (Nm 8.10), exceto quando o sacrifício era de aves (Lv 14.4,14-17,49). O adorador deveria colocar a mão sobre o animal a ser sacrificado (Lv 1.4), gesto que simbolizava duas coisas: (a) a identificação do ofertante com o sacrifício; e, (b) a transferência de algo para o sacrifício. No caso do holocausto, o ofertante estava dizendo: “Assim como esse animal é entregue inteiramente a Deus no altar, também eu me entrego inteiramente ao Senhor”. Nos sacrifícios que envolviam o derramamento de sangue, a imposição de mãos simbolicamente transferia o pecado e a culpa para o animal que morria no lugar do pecador (WIERSBE, 2006, p. 336).
  • Expiatório. O holocausto era uma dádiva que visava ganhar o favor divino para o adorador conforme é indicado na seguinte frase: “[…] para que seja aceito a favor dele, para a sua expiação” (Lv 1.4-b), ficando claro textualmente o propósito de Deus na oferta de holocausto. Esta expiação significa “remissão da culpa através do pagamento ou cumprimento da pena”, nesse caso em particular por meio da morte do animal oferecido (Lv 1.3,9,13,17).
  • Provisório e repetitivo. Como já vimos o holocausto era um sacrifício contínuo (Nm 28.1-6; Ez 46.13; Dn 8.11), e embora os sacrifícios descritos em Levítico, tenham sido instituídos por Deus, eles não eram plenos: “nunca, pelos mesmos sacrifícios que continuamente se oferecem cada ano, pode aperfeiçoar os que a eles se chegam […]” (Hb 10.1), pois: (a) eram repetitivos (Hb 10.11); (b) não limpavam à consciência (Hb 9.9); e, (c) não purificavam os pecados (Hb 10.4).
  • Tipológico. Os holocaustos são sombra da disposição de Cristo em entregar a si mesmo (Hb 10.1). O animal inocente simbolizava a perfeição moral demandada pelo santo Deus, bem como a natureza perfeita do real sacrifício futuro, a saber, Jesus Cristo. O animal sacrificado pelos israelitas não apenas acalmava a ira de Deus ou se tornava um substituto para receber punição, mas sobretudo, prenunciava o dia em que o Cordeiro de Deus, Jesus Cristo (Jo 1.29), morreria e venceria o pecado para sempre (Cl 2.13,14).

III – CARACTERÍSTICAS DO SACRIFÍCIO DE JESUS COMO O HOLOCAUSTO PERFEITO

  • Voluntário. Jesus não foi forçado a ir à cruz. Ele não foi à cruz contra sua vontade. Ele mesmo disse: “Por isto o Pai me ama, porque dou a minha vida para tornar a tomá-la. Ninguém ma tira de mim, mas eu de mim mesmo a dou; tenho poder para a dar, e poder para tornar a tomá-la. Este mandamento recebi de meu Pai” (Jo 10.17,18). A morte de Cristo não deve ser considerada como um acidente, mas algo intencional, como demonstração do Seu eterno amor pela humanidade (Jo 3.16; 10.11; Rm 5.6,8,15).
  • Substitutivo. Quando o homem caiu e se afastou de Deus, ficou em débito eterno para com Deus (Cl 2.14). O homem, por si só não poderia resolver seu problema ou pagar sua dívida diante de Deus, a não ser que um “substituto” fosse providenciado, o que está fora do alcance do homem conseguir. Essa atividade, dentro da Teologia, é chamada de “expiação vicária”, que pode ser entendida como “substituição penal” (2Co 5.14, 15,21). A Bíblia ensina que os sofrimentos e a morte de Cristo foram vicários por todos os homens, pois Ele tomou o lugar dos pecadores, e que a culpa deles lhes foi “imputada” e a punição que mereciam foi transferida para Ele (Lv 1.2-4; 16.20-22; 17.11; Is 53.6,12; Mt 20.28; Mc 10.45; Jo 1.29; 11.50; Rm 5.6-8; 8.32; 2Co 5.14,15,21; Gl 2.20; 3.13; 1Tm 2.6; Hb 9.28; 1Pd 2.24) (RYRIE, 2017, p. 331).
  • Expiatório ou Propiciatório. Deus demonstra sua justa ira para com o pecado (Jo 3.36; Rm 1.18-32; Ef 2.3; 1Ts 2.16; Ap 6.16; 14.10,19; 15.1,7; 16.1; 19.15), de forma que, qualquer que seja a atitude desse Deus absolutamente Santo contra o pecado, é completamente justo e aceitável, pois, devido a seu caráter Santo, não pode deixar impune o mal, nem tão pouco fingir que ele não existe, ou que não tem importância. Contudo, em Cristo por meio do seu perfeito sacrifício, é providenciada uma oferta “propiciatória” e assim a ira de Deus contra o pecado é apaziguada (Rm 3.25; 1Jo 2.1-2; 4.10 cf. Êx 25.17-22; Lv 16.14.15) (CHAFER, 2010, p. 99). A palavra propiciação significa: “aquilo que propicia, isto é, torna favorável”. O pecado separa o homem de Deus (Is 59.2; Rm 3.23; Ef 2.1-3), mas Jesus, o nosso cordeiro, morreu para tirar o pecado (Jo 1.29;1Jo 3.5) e, por causa dessa propiciação, a ira de Deus se retirou (Is 12.1-3) e aquele que crer em Jesus é livre de toda a culpa diante da Lei. Deus nos concedeu um sinal de sua aprovação a esta propiciação: na hora da morte de Jesus, o véu do templo se rasgou de alto abaixo (Mt 27.51). Assim, Deus mostrou que Jesus abriu um “novo e vivo caminho” (Hb 10.20).
  • Redentor. A redenção é mais um aspecto do sacrifício de Cristo sobre a cruz, que é ligado ao pecado e restrito em seu significado. Como substituição tem o sentido de assumir a culpa, já a redenção tem sentido de pagar essa culpa assumida. Ou seja, a redenção é aplicada no que diz respeito ao pecado e o débito que ele causa, que pode apenas ser pago com sangue (Hb 9.22 cf. Lv 17.11). Logo, para que o preço de pecado pudesse ser pago, era necessário derramamento de sangue de um cordeiro sem máculas (Jo 1.29; cf. Is 53.9; 1Pd 2.21-22). A ideia expressa nesse contexto é de prover liberdade através do pagamento de um resgate (Rt 3.9; Os 3.15; Is 43.3,10-14). Cristo é o Redentor da raça humana e a ideia expressa é de comprar (Mt 13.44, 46; 14.15; Mc 6.36; Lc 9.13; cf. Gn 41.57, 42.5,7; Dt 2.6). “Por que fostes comprados por preço […]” (1Co 7.23). A ideia presente neste texto aponta para uma compra de alto valor. Assim, podemos concluir que essa compra implicou no pagamento de um preço alto (1Pd 1.18,19), que é o sangue do próprio Messias (Ap 5.9,10). Assim, por meio do pagamento, o redimido é desatado e está livre (CHAFER, 2010, vol.3, p. 99).
  • Único e eficaz. Os sacrifícios de animais precisavam ser repetidos, mas Jesus Cristo ofereceu a si mesmo uma só vez (Hb 7.26,27). Por fim, os sacrifícios de animais não poderiam jamais apagar, pois, seu sangue apenas “cobriria” o pecado até que o sangue de Cristo “tirasse o pecado do mundo” (Jo 1.29). Seu sacrifício purifica a consciência (Hb 9.14); e uma vez que Cristo é “sem mácula”, pôde oferecer o sacrifício perfeito (Hb 10.10,14,18); de maneira que quando Jesus morreu na cruz, como oferta pelos nossos pecados, o véu do templo foi rasgado de alto a baixo (Mt 27.51; Mc 15.38; Lc 23.45), ficando por meio de Cristo aberto o acesso a Deus (Hb 9.1-14; 10.19-22). Contrastando o acesso limitado a Deus que os israelitas tinham por meio do sistema sacrificial Levítico, Cristo, ao dar sua vida por nós como sacrifício perfeito, abriu o caminho para a própria presença de Deus e para o trono da graça (Hb 4.16).

CONCLUSÃO

O Senhor Jesus Cristo realizou muitas obras, porém, a obra suprema que Ele consumou foi a de morrer pelos pecados do mundo (Mt 1.21; Jo 1.29). O evento mais importante e a doutrina central da salvação, resumem-se nas seguintes palavras: “[…] Cristo morreu por nossos pecados, segundo as Escrituras” (1Co 15.3).

REFERÊNCIAS

  • CHAFER, Lewis Sperry, Teologia Sistmática.
  • OLIVEIRA, Oséias Gomes. Concordância Bíblica Exaustiva Joshua. Vol. 02. CENTRAL
  • RYRIE, Charles. Teologia Básica. MUNDO CRISTÃO.
  • TENNEY, Merril C. Enciclopédia da Bíblia. Vol 3. EDITORA CULTURA CRISTÃ.
  • VINE, W.E, et al. Dicionário Vine.
  • WIERSBE, Warren W. Comentário Bíblico Expositivo do Antigo Testamento. PDF.

Fonte: www.adlimoeirope.com

 

A sobriedade na obra de Deus

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3º TRIMESTRE 2018

ADORAÇÃO, SANTIDADE E SERVIÇO

Os princípios de Deus para sua igreja em Levítico

COMENTARISTA: Pr. Claudionor Correa de Andrade

LIÇÃO 08 – A SOBRIEDADE NA OBRA DE DEUS – (Lv 10.8-11; 1 Tm 3.1-3)

INTRODUÇÃO

Nesta lição, veremos as definições etimológica e exegética da palavra sobriedade; pontuaremos as consequências dos problemas sociais, físicos e psíquicos do alcoolismo; e por fim, analisaremos as principais palavras para vinho no Antigo e Novo Testamento e suas respectivas aplicações.

I – DEFINIÇÃO DE SOBRIEDADE

  • Definição etimológica da palavra sobriedade. Segundo o dicionarista Antônio Houaiss (2001, p. 2594), sobriedade é: “qualidade, condição ou estado de quem é sóbrio; moderação no comer ou beber; estado ou condição de quem não se encontra intoxicado por bebida alcoólica; temperança; equilíbrio, prudência; seriedade; caráter sereno; recatado”.
  • Definição exegética da palavra sobriedade. As expressões gregas “nephalios, nephomen, nephalioi” referem-se à sobriedade e também são usadas para identificar uma vida abstêmia (pessoas que não ingerem bebidas alcoólicas), moderada e equilibrada (1Ts 5.6-8 ver ainda Rm 12.3; 1Tm 1.5; 2Tm 1.7). O termo “nepho” significa “ser livre da influência de agentes tóxicos”. O adjetivo “nephalios” foi usado por autores contemporâneos de Paulo como Filo e Josefo para denotar abstinência ao vinho. O termo no grego é “sophron” denotando: “equilíbrio, autodomínio, moderação, prudência” (VINE, 2002, p. 997).

II – UMA VISÃO SECULAR SOBRE O ALCOOLISMO

Cientificamente já se comprovou que o consumo de qualquer bebida alcoólica não traz nenhum benefício a saúde. Vejamos duas dependências provocadas pelo alcoolismo:

  • O alcoolismo e os problemas sociais. Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), em 2012, 15% das mortes mundiais decorrentes de acidentes de trânsito estão relacionadas ao álcool. No Brasil, estima-se que 18% dos acidentes de trânsito entre homens foram causados pelo uso de bebidas alcoólicas e, destes, 5,2% por mulheres.
  • O alcoolismo e os problemas físicos. Segundo a OMS não há vantagem bioquímica alguma em consumir álcool e existem várias doenças e prejuízos decorrentes do uso do álcool tais como: 22% dos suicídios; 22% violência interpessoal; 22% câncer no estômago; 30% câncer de boca e garganta; 12% tuberculose; 10% câncer de intestino; 8% das doenças cardíacas; 8% câncer de mama; 12% câncer na laringe; 23% pancreatite; 50% cirrose hepática; e 100% síndrome alcoólica fetal (BAPTISTA, 2018, p. 124 – grifo e acréscimo nosso). Os maiores médicos especialistas atuais em defeitos congênitos citam evidências comprovadas de que o consumo mesmo que moderado de álcool danifica o sistema reprodutivo das mulheres jovens, provocando abortos e nascimentos de bebês com defeitos mentais e físicos incuráveis.
  • O alcoolismo e os problemas psíquicos. Ainda segundo a OMS o alcoolismo como a terceira causa de morte no mundo e define como droga toda a substância que, sendo introduzida no organismo, pode modificar uma ou mais funções, alterando o sistema nervoso com a introdução da dependência física e/ou psíquica do indivíduo […] Outros dados da OMS apontam o alcoolismo como a terceira causa de morte no mundo. Pesquisas de 2015 indicam que no Brasil a cada 36 horas um jovem morre vítima do consumo abusivo do álcool (BAPTISTA, 2018, p. 124).

III – A BEBIDA NO ANTIGO TESTAMENTO

Na Bíblia verificamos que a bebedeira e outros vícios são vistos como atos pecaminosos (Is 5.11,12; 28.1,7). O uso do álcool resulta em situações danosas e constrangedoras para a família (Pv 20.1; 23.21,31,32; 31.4,5; Os 4.11; Lc 21.34; Ef 5.18; 1Co 6.10). Vários versículos no AT encorajam as pessoas a que se mantenham longe do álcool (Lv 10.9; Nm 6.3; Dt 14.26; 29.6; Jz 13.4,7,14; 1Sm 1.15; Pv 20.1; 31.4,6; Is 5.11,22; 24.9). No AT existem diversas palavras para designar “vinho”. Notemos:

  • O AT e a bebida forte. A expressão “bebida forte” vem da palavra hebraica “shekar” e dos 21 textos do AT que mencionam “shekar”, 19 o condenam firmemente o uso desta bebida (Lv 10.9; Nm 6.2,3; Jz 13.3,4; Dt 29.5,6). Os profetas eram especialmente vigorosos em sua condenação desta bebida. Isaías a menciona oito vezes, e cada referência é firmemente negativa (Is 5.11; 24.9; 28.7; 29.9). O profeta Miqueias também falou sobre o seu uso (Mq 2.11), bem como o profeta Habacuque menciona seus efeitos negativos (Hc 2.15,16). Este tipo de bebida nunca foi aprovada por Deus (Lv 9-11; Jz 13.4-7; Pv 31.4; Nm 6.3; Pv 23.29-35) (STAMPS, 1995, p. 241 – grifo e acréscimo nosso).
  • O AT e o vinho fermentado. O vinho fermentado (alcoólico) no hebraico é chamado de “yayin”, palavra comum para vinho envelhecido e, portanto, intoxicante. O uso deste vinho sempre foi motivo para práticas ilícitas (Gn 9.20-29; 19.31-38). Por isso, o sacerdote deveria afastar-se da bebida alcoólica (Lv 10.9-11). O AT mostra oito casos de embriaguez com esta bebida que terminaram em desastre familiar: Noé (Gn 9.21); (Gn 19.32-35); Nadabe e Abiú (Lv 10.1-11); Nabal (1Sm 25.36,37); Urias (2Sm 11.13); Amnon (2Sm 13.28); Belsazar (Dn 5.1-3); e Assuero (Et 1.1-10). Salomão descreve os efeitos físicos imediatos desta bebida como: brigas, ferimentos, ais e tristezas (Pv 23.29-35). Em outro lugar, se refere ao vinho como produzindo pobreza (Pv 21.17), violência (Pv 4.17), e alvoroço (Pv 20.1). Isaías adiciona que ele engana a mente (Is 28.7), inflama uma pessoa, e conduz ao esquecimento de Deus (Is 5.11, 12), e ainda associa o vinho com a aceitação de suborno (Is 5.22,23). Amós combina- o com a profanação (Am 2.8) (STAMPS, 1995, p. 241).
  • O AT e o vinho não fermentado. Outra palavra é “tirosh”, com o significado de “vinho novo”, refere-se à bebida exclusivamente não-fermentada ou suco novo da uva (Dt 11.14; Pv 3.10; Jl 2.24). Esta palavra aparece cerca de 38 vezes no AT sempre referindo-se ao vinho não-fermentado, onde “tem benção nele” (Is 65.8). Nas Sagradas Escrituras, este tipo de vinho, com o pão e o azeite, é visto como bênção de Deus (Os 2.22). A Bíblia faz uma referência quanto ao uso deste vinho pelos sacerdotes (Is 28.7-8). Em sua oferta de manjares ao Senhor, os israelitas faziam-lhe também a libação de um quarto de him de vinho (Lv 13.13). Vários textos que se referem a “tirosh” como o produto da vide (Mq 6.15; Is 2.8; 65.8; Pv 3.10; Jl 2.24; Mq 6.15; Os 2). Só um texto sugere indiretamente que “tirosh” pode produzir fermentação (Os 4.11) (STAMPS, 1995, p. 241).

IV – A BEBIDA NO NOVO TESTAMENTO

A Bíblia condena a embriaguez e o alcoolismo com veemência e aos salvos se ordena que não permitam que seus corpos sejam “dominados por coisa alguma” (1Co 6.12, 2Pe 2.19). Paulo colocou no mesmo nível de condenação eterna os bêbados, os devassos, os idolatras, os homossexuais, e os ladrões os quais não herdarão o Reino de Deus (1Co 6.9-10; Rm 13.13; 1Pe 3.3-5). O cristão não deve ingerir vinho, cerveja, champanhe, whisky ou qualquer outra bebida mesmo que seja “considerada leve”, mas, deve “afastar-se da aparência do mal” (1Ts 5.22; 1Pe 3.11).

  • Jesus e o uso do vinho. No NT o primeiro milagre realizado por Jesus é a transformação da água em vinho (Jo 2.1-11), daí muitos utilizam-se levianamente dessa passagem bíblica para justificar que o consumo do álcool não contraria a Palavra do Senhor, bem como o texto de Lucas 7.33,34. Na Santa Ceia Jesus tomou “do fruto da vide” do grego “gleukos”, indicando tratar-se do suco de uva nova (Mt 26.29; Mc 14.25; Lc 22.18). Se Jesus tivesse usado vinho fermentado (alcoólico) a palavra grega seria “oinos” (por mais que esta palavra em alguns poucos casos também se refira ao vinho não embriagante dependendo do seu contexto). A lei da Páscoa (Êx 12.14-20) proibia durante a semana daquele evento, a presença de fermento tanto no vinho quanto no pão, pois o fermento é o símbolo do pecado nos tempos bíblicos (Mt 16.6-12; 1Co 5.7,8). Logo, assim como o pão representava o corpo puro de Cristo e o vinho representa o sangue incorruptível de Cristo, só pode ser representado pelo suco de uva não fermentado (1Pe 1.18,19). No AT bebidas fermentadas nunca deviam ser usadas na casa de Deus, e um sacerdote não podia chegar-se a Deus em adoração se tomasse qualquer líquido embriagante (Lv 10.9). Jesus é o grande Sumo Sacerdote do novo concerto (Hb 3.1; 5.1-10) e cumpriu a lei em todas as suas exigências (Mt 5.17), então imaginar o próprio Jesus quebrando esta orientação divina é no mínimo incoerência e apelação teológica.
  • Paulo e o uso do vinho. Quando o assunto do vinho é apresentado na Bíblia, o primeiro texto que aparece e que vem à mente de alguns é de 1Timóteo 5.23, onde Paulo aconselha a Timóteo dizendo: “Não bebas mais água só, mas usa de um pouco de vinho, por causa do teu estômago e das tuas frequentes enfermidades”. A cautelosa precaução da linguagem do apóstolo é muito significante, pois é mais uma prescrição de um médico a um paciente do que um princípio geral para todas as pessoas. Paulo ainda recomendou: “não dado ao vinho[…]” (1Tm 3.3 ver ainda 1Tm 3.8; Tt 1.7, 2.3). Uma poderosa indicação bíblica contra o vinho intoxicante é encontrada em Efésios onde Paulo admoesta os efésios dizendo: “E não vos embriagueis com vinho, no qual há contenda, mas enchei-vos do Espírito” (Ef 5.18). A passagem consiste de duas importantes declarações postas em contraste (antítese) para cada uma: “embriagueis com vinho” contra “enchei-vos do Espírito”. Aqui ele não se refere apenas ao efeito entorpecente do vinho, mas a embriaguez por qualquer tipo de bebida. O posicionamento do apóstolo a respeito da bebida alcoólica é taxativo: é pecado usar bebida alcoólica, pois a Bíblia não faz concessão à bebedice (1Ts 5.6; Tt 2.2 ver ainda Lc 12.45,46; 1Pe 1.13; 4.7;5.8) (BACCHIOCCHI, 1989, p. 248).
  • Timóteo e o uso do vinho. As Escrituras não fazem concessão nenhuma à bebedice, por isso, Paulo disse que o bispo cristão deveria ser abstinente ou abstêmio “nephalion” (1Tm 3.2-3). É razoável assumir que o apóstolo não poderia ter instruído a Timóteo para requerer abstinência dos líderes da igreja sem primeiro ensiná-lo com tal princípio. A abstinência de um ministro cristão era baseado, presumivelmente, na legislação do AT que proibia os sacerdotes de usarem bebidas intoxicantes (Lv 10.9- 10). O ministro cristão não deveria ser menos santo que um sacerdote judeu (Lv 10. 10-11). Há indício históricos que atestam o uso externo de vinho não fermentado para propósitos terapêuticos para curar ferimentos (Lc 10.33,34) e também para purificar água contaminada com resíduos dos jarros de argila (1Tm 5.23).
  • Os gregos e o uso do vinho. Homero (VIII a.C.) menciona uma proporção de vinte partes de água para uma parte de vinho como sendo o ideal para consumo. Aristóteles (384-322 a.C.) só recomendou o uso de um doce suco de uva chamado “glukus” se fosse não fermentado porque disse ele: embora chamado vinho ele não tem o efeito do vinho e não é intoxicante. Ateneus (280 d.C.), aconselhou especificamente o uso de suco de uva não fermentado para doenças estomacais: Deixai-o tomar um vinho doce misturado com água ou aquecido, especialmente aquele tipo chamado “glukus”, como sendo bom para o estômago; pois o vinho doce (não fermentado) não torna a cabeça pesada. Outra advertência relativo ao uso do vinho como terapêutico é dado por Plínio (79 d.C.), um contemporâneo de Paulo. Ele recomenda o uso de um vinho não fermentado, fervido chamado “adynamon” por pessoas doentes (BACCHIOCCHI, 1989, p. 248).

CONCLUSÃO

Concluímos que todos os salvos são feitos reis e sacerdotes de Deus, pertencentes ao reino espiritual de Deus (1Pe 2.9). Logo, o padrão de Deus para os reis e sacerdotes do AT quanto a não ingerirem bebidas embriagantes é igualmente aplicável a todo crente (Nm 6.1-3; Ef 5.18). Quanto ao uso do vinho, sigamos o exemplo dos recabitas que voluntariamente, abstinham-se de qualquer bebida forte para que a aliança de seus ancestrais permanecesse firme. E, por causa de sua fidelidade, foram honrados pelo Senhor (Jr 35.6-10).

REFERÊNCIAS

  • LIMA, Elinaldo Renovato de. Ética Cristã: Confrontando as Questões Morais do Nosso Tempo.
  • HOUAISS, Antônio. Dicionário da Língua Portuguesa.
  • STAMPS, Donald C. Bíblia de Estudo Pentecostal.
  • BACCHIOCCHI, Samuele. Vinho na Bíblia: um estudo bíblico sobre o uso de bebidas alcoólicas. CPEW.

Fonte: www.adlimoeirope.com

 

Fogo estranho diante do altar

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3º TRIMESTRE 2018

ADORAÇÃO, SANTIDADE E SERVIÇO

Os princípios de Deus para sua igreja em Levítico

COMENTARISTA: Pr. Claudionor Correa de Andrade

LIÇÃO 07 – FOGO ESTRANHO DIANTE DO ALTAR – (Lv 10.1-11)

INTRODUÇÃO

Arão e seus filhos foram separados para o sacerdócio. No entanto, apesar de tamanho privilégio, Nadabe e Abiú cometeram grande pecado contra Deus desonrando-o no exercício do ministério sacerdotal, e, por causa desta atitude profana, eles foram punidos com a morte. Esta história serve como advertência para a igreja nos dias atuais.

I – ARÃO E SEUS FILHOS FORAM CHAMADOS PARA O SACERDÓCIO

Arão e seus quatro filhos foram separados para o ministério sacerdotal (Êx 28.1). O sacerdócio era uma instituição divina (Hb 5.4-a); uma grande honra dada por Deus ao homem (Hb 5.4); e, uma grande responsabilidade (Lv 8.35). Abaixo destacaremos alguns detalhes sobre os dois primeiros filhos de Arão. Vejamos:

1.1 Quem foi Nadabe. Este foi o filho primogênito de Arão com sua esposa Eliseba (Êx 6.23; Nm 26.60). Seu nome no hebraico significa: “disposto”. Foi chamado para o sacerdócio (Êx 28.1). Teve o privilégio de junto com os anciãos contemplar a glória de Deus (Êx 24.1-9).

1.2 Quem foi Abiú. Este foi o segundo filho de Arão com sua esposa (Êx 6.23; Nm 3.2; 1 Cr 6.3; 24.1). Seu nome no hebraico significa: “Deus é Pai”. Foi chamado para o sacerdócio (Êx 28.1). Também teve o privilégio de junto com os anciãos contemplar a glória do Deus de Israel (Êx 24.1-9).

II – O PECADO DE NADABE E ABIÚ

Logo após a consagração de Arão e seus filhos para o sacerdócio (Lv 8.1-36), oito dias depois eles contemplaram a glória de Deus (Lv 9.1-24). No entanto, logo em seguida os filhos de Arão: Nadabe e Abiú cometeram um pecado contra Deus (Lv 10.1-7). O Livro de Levítico nos mostra que eles “ofereceram fogo estranho perante o SENHOR” (Lv 10.1-b).

Há vários elementos neste procedimento que violavam todas as instruções para o sacrifício que Moisés recebeu da parte de Deus. Vejamos:

2.1 Um pecado de ordem litúrgica. O culto levítico tinha uma liturgia devidamente orientada por Deus. O sacerdote devia comparecer perante o Senhor no tempo aprazado, pela manhã e a tarde, para oferecer incenso (Êx 30.7); apenas um ministro e não dois de uma vez (Êx 30.7; Lc 1.8,9). Nadabe e Abiú erraram porque foram juntos (Lv 10.1).

2.2 Um pecado de ordem cúltica. O sacerdote havia sido ordenado a queimar o incenso com brasas tiradas do altar de bronze (Lv 9.24; 16.12), porém Nadabe e Abiú forneceram fogo de outra fonte, e Deus o rejeitou (Lv 10.1). A expressão para “fogo estranho”, isto é, fogo comum, não-fogo de origem celestial. Talvez uma possível alusão a um fogo externo que não procedia do altar e que não tinha sido aceso por Deus (Lv 9.24). Também tinha sido advertidos de não oferecem um incenso estranho, ou seja, que não tivesse os ingredientes exigidos por Deus (Êx 30.9,34-38).

2.3 Um pecado de ordem moral. Em seguida da punição dada aos sacerdotes Nadabe e Abiú, o registro bíblico nos mostra uma advertência de Moisés para aos sacerdotes quanto a uso do vinho, dando a entender que estes filhos de Arão procederam de forma equivocada no culto a Deus, porque estavam sob a influência do álcool (Lv 10.8-11). Eles não santificaram ao Senhor com o seu procedimento e por isso foram punidos com a morte (Lv 10.2,3).

III – A MORTE DE NADABE E ABIÚ

Apesar da alegria e da honra que assinalaram o início dos serviços sacerdotais descritos em Levítico 9.23,24, por parte de Arão e seus descendentes, estes foram manchados pelo ato imprudente de Nadabe e Abiú, filhos mais velhos de Arão, os quais contaminaram o tabernáculo ao efetuarem um rito que não concordava com as instruções elaboradas dadas por Deus. O ato aos olhos de Deus foi merecedor do castigo da morte. Não se sabe exatamente como o fogo matou Nadabe e Abiú, ou se a palavra “fogo” era um sinônimo para um raio de relâmpago (Êx 9.23; Jó 1.16). O mesmo poder que havia abençoado (Lv 9.23,24) agora tirava a vida (Lv 10.2).

3.1 Morreram tragicamente. Quando compareceram perante o Senhor de forma inadequada, Nadabe e Abiú foram mortos tragicamente (Lv 10.2). Arão e seus outros filhos Eleazar e Itamar foram impedidos de fazer luto pelos irmãos falecidos, porque Deus havia advertido que havia fulminado estes dois jovens, por que não honraram o Seu Nome (Lv 10.3). Se chegassem a lamentar assim por seus irmãos mortos, dando a entender que não concordavam com o severo juízo que haviam recebido, também morreriam (Lv 10.6,7).

3.2 Morreram prematuramente. Estes jovens sacerdotes tinham toda uma vida para servir ao Senhor na beleza da Sua santidade, visto que o sacerdócio era vitalício, no entanto, eles tiveram sua existência abreviada por causa da rebeldia a Palavra do Senhor (Lv 10.1,2).

3.3 Morreram sem deixar descendentes. Nem Nadabe e nem Abiú tinham filhos, pelo que a sucessão sacerdotal continuou através de seus irmãos mais novos: “Mas Nadabe e Abiú morreram perante o SENHOR, quando ofereceram fogo estranho perante o SENHOR no deserto de Sinai, e não tiveram filhos; porém Eleazar e Itamar administraram o sacerdócio diante de Arão, seu pai” (Nm 3.4).

3.4 Morreram vergonhosamente. A morte destes dois filhos de Arão, por causa da desobediência, ficou na memória da sua geração e das gerações posteriores, sendo um ato vergonhoso e de advertência para que outros não caíssem no mesmo erro (Nm 26.60,61; 1 Cr 24.2).

IV – UMA ADVERTÊNCIA PARA A IGREJA

Os fatos que ocorreram no Antigo Testamento além de nos fornecer informações, foram escritos para aviso nosso, como afirmou o apóstolo Paulo (1 Co 10.11). A palavra “aviso” no grego é “nouthesia”, que significa: “admoestação”, “instrução”, “aviso”, que é utilizada tanto no sentido positivo quanto negativo, ou seja, uma atitude que pode ser reproduzida ou evitada” (CHAMPLIN, 1995, p. 396). Portanto, tanto os bons exemplos quanto os maus exemplos de personagens das Escrituras também foram registrados para nos trazer advertências. Mas, quais as advertências que podemos extrair do caso de Nadabe e Abiú como ensino para a nossa vida? Vejamos:

4.1 O perigo da falta de santidade no serviço ao Senhor. Deus exige um comportamento santo de todo aquele que professa o Seu nome (1Ts 4.7; Tt 2.12; Hb 12.14; 1Pe 1.15,16). Muito mais se espera daqueles que exercem alguma função na obra de Deus, pois a santidade é um pré-requisito fundamental para o serviço (Êx 18.21; Is 6.5-7; Jr 1.5; At 6.3; 2 Pe 1.21). Portanto, falta de santidade torna qualquer pessoa inapta para cooperar na obra de Deus (Lv 10.1-3; At 1.16-20).

4.2 Abuso no uso dos dons espirituais. Infelizmente não são poucas as pessoas que abusam dos dons espirituais, cometendo excessos, ou imitando as manifestações de Deus, apresentando-se com “fogo estranho” diante do Senhor. Por isso, metaforicamente, “fogo estranho passou a indicar aquele fervor, zelo, sistema religioso e práticas místicas e religiosas que são estranhas ao cristianismo bíblico” (CHAMPLIN, 2004, p. 509). Notemos:

4.2.1 No Antigo Testamento. Moisés preveniu o povo dizendo que os falsos profetas deveriam receber como punição a morte (Dt 13.1-5). Deus repreendeu severamente os falsos profetas e os sonhadores mentirosos (Jr 23.32; 27.15; 29.9). Pedro nos diz que os profetas verdadeiros não produziram por si mesmos a profecia, mas falaram inspirados pelo Espírito Santo (2 Pd 1.21).

4.2.2 No Novo Testamento. A igreja de Corinto era abundante nos dons espirituais (1 Co 1.7). No entanto, havia muitos excessos no uso deles. E, isto levou o apóstolo Paulo a trazer informação e orientação sobre o correto uso dos dons (1 Co 12-14), dizendo que: (a) não podemos nos julgar superiores aos outros por causa de alguns dons, pois todos procedem do Espírito e tem a devida utilidade (1 Co 12.12-27); (b) que não podemos utilizar os dons sem o fruto do amor, pois os dons são temporais, mas o amor é eterno (1 Co 13.1-13); e, (c) que a manifestação dos dons deve estar subordinada a Palavra e não o contrário (1 Co 14.37); e, (d) nenhuma pessoa tem o controle dos dons do Espírito Santo, pois Ele é quem dá a cada um como quer (1 Co 12.11); e, manifesta quando quer (1 Co 12.7). Eis algumas outras advertências que devemos procurar praticar no uso dos dons:

  • Zelar pelos dons – “Portanto, procurai com zelo os melhores dons […]” (1 Co 12.31).
  • Ter autodisciplina nos dons – “E os espíritos dos profetas estão sujeitos aos profetas” (1 Co 14.32);
  • Ter decência e ordem no exercício dos dons – “Mas faça-se tudo decentemente e com ordem” (1 Co 14.40).

4.3 Inovações no culto ou na liturgia. Deus deu um culto a Israel (Rm 9.4; Hb 9.1); e, este culto tinha uma liturgia divina instruída (Êx 25.9; Lv 1-4). Portanto, proceder de forma diferente consistia numa afronta a Deus (2 Sm 6.3-8; 1 Cr 15.1,2; 2 Cr 26.19; Ml 1.7-8). Paulo orientou que o culto ao Senhor também deveria seguir uma liturgia decente ordeira (1 Co 14.26), pois Deus é Deus de paz e não de confusão (1 Co 14.33).

4.4 Profanação das coisas sagradas. Os filhos de Eli tratavam as coisas sagradas como coisa qualquer (1 Sm 2.12-17; 28,29), e por isso foram severamente punidos (1 Sm 2.34). Paulo orientou que os cristãos de Corinto deveriam se comportar na Ceia com a consciência de que o pão e o vinho simbolizavam o corpo e o sangue do Senhor (1 Co 11.20-26). O apóstolo ensinou que comer indignamente, ou seja, não dando a devida consideração ao que é sagrado, resultaria em punições (1 Co 11.27-30). Lembremos que Deus é um fogo consumidor (Hb 12.29); e que o seu juízo começa pela Sua casa (1 Pe 4.17).

CONCLUSÃO

A trágica morte de dois filhos de Arão, Nadabe e Abiú nos servem de exortação quanto ao cuidado que devemos ter com a nossa vida moral e com o serviço sagrado. Deus não deixará impune aqueles que se portam de maneira leviana, desonrando o Seu santo e bendito Nome.

  • REFERÊNCIAS
  • ANDRADE, Claudionor Corrêa de. Dicionário Teológico.CPAD.
  • CHAMPLIN, R. N. Dicionário de Bíblia, Teologia e Filosofia.HAGNOS.
  • CHAMPLIN, R. N. O Novo Testamento Interpretado Versículo por Versículo. HAGNOS
  • GARDNER, Paul. Quem é quem na Bíblia Sagrada. VIDA.
  • HOUAISS, Antônio. Dicionário da Língua Portuguesa.OBJETIVA.
  • STAMPS, Donald C. Bíblia de Estudo Pentecostal. CPAD

Fonte: www.adlimoeirope.com