A Evangelização Integral nesta Última Hora

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3º TRIMESTRE 2016

O DESAFIO DA EVANGELIZAÇÃO

Obedecendo o ide do Senhor Jesus de levar as Boas-Novas a toda criatura

COMENTARISTA: Pr. Jose Gonçalves

LIÇÃO 13: A EVANGELIZAÇÃO INTEGRAL NESTA ÚLTIMA HORA

Introdução

Quando lemos o livro de Atos dos Apóstolos, sobretudo os relatos das viagens missionárias do Apóstolo Paulo, percebemos como a Igreja Primitiva se empenhava na tarefa da evangelização. Estima-se que nas primeiras três décadas do cristianismo, o Evangelho havia alcançado pelo menos meio milhão de pessoas.

Hoje, com tantos recursos que temos, devemos aprender com aqueles irmãos que identificavam a evangelização como sendo uma tarefa fundamental delegada pelo próprio Cristo a Sua Igreja.

I- O Que é a Evangelização Integral

Primeiramente, é preciso ficar claro que o que chamaremos aqui de “evangelização integral” em nada tem haver com a “Teologia da Missão Integral” (TMI).

O termo “evangelização integral” será aplicado neste texto apenas para se referir a completude do evangelismo por parte da Igreja, ou seja, a forma com que a Igreja deve perceber a integralidade da evangelização em seu sentido único e primário, isto é, proclamar as Boas-Novas de Cristo em todo mundo.

II- Discipulado Integral

Conforme evangelizamos, também devemos nos preocupar com o discipulado. Às vezes vemos muitas igrejas fazendo um ótimo trabalho de evangelização, mas errando no discipulado. Na verdade, o discipulado deve ser entendido como uma sequencia natural e indivisível da própria evangelização.

Devemos nos lembrar de que a ordem de Jesus foi: “Portanto ide e fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo” (Mt 28:19). O único modo de cumprirmos essa ordem é nos atentando para o modelo bíblico do discipulado.

Sem o discipulado será impossível fazer discípulos, e o resultado final será apenas numérico, ou seja, muita gente, porém poucos verdadeiramente convertidos. Creio que a triste realidade da Igreja Evangélica Brasileira reflete claramente este problema. Recomendamos a leitura do texto “Ide e Fazei Discípulos“.

III- A Igreja da Evangelização Integral

A Igreja da evangelização integral é aquela que sabe bem o que realmente é a evangelização, e a pratica conforme os moldes bíblicos. Essa Igreja sabe que qualquer coisa que não seja a pregação sobre a obra expiatória de Cristo na cruz, por mais bem intencionado que pareça, não é evangelização. É muito comum encontramos igrejas “ativistas” ao invés de “evangelizadoras”, ou seja, as pessoas praticam ativismo achando que estão evangelizando.

Talvez essa percepção acerca da evangelização seja uma diferença notória entre a Igreja do livro de Atos dos Apóstolos e a Igreja atual. A Igreja apostólica, sempre é descrita realizando ações que objetivavam unicamente a expansão do Evangelho.

Ao lermos capítulo após capítulo do livro, a compreensão clara que temos é que o Evangelho avançava poderosamente. Sim, milagres ocorriam, demônios eram expulsos, obras sociais eram realizadas, mas, sobretudo, o Evangelho era proclamado, de modo que todas essas coisas eram consequentes da pregação desse Evangelho. Para eles, a principal motivação era que Deus fosse glorificado; o alvo era a conversão de pecadores; o objetivo a ser alcançado era a obediência à ordem de Jesus: “Ide fazei discípulos de todas as nações“.

A sensação que tenho quando leio Atos dos Apóstolos é que aquela Igreja não se conformava com os resultados obtidos. Parece que eles sempre queriam mais e mais. Eles não se contentavam apenas em evangelizar Jerusalém, mas partiam para Samaria, Antioquia, Éfeso, Corinto, Filipos, Colossos, Roma entre tantas outras cidades.

Paulo escrevendo sua Carta aos Romanos declara que havia pregado o Evangelho desde Jerusalém até Ilírico (Rm 15:14-33). Essa era uma área espantosa para os padrões da época. Essa declaração de Paulo significa que o Evangelho havia sido pregado na maior parte do Império Romano. Ele havia plantado igrejas nas quatro províncias do império: Galácia, Macedônia, Acaia e Ásia.

Diante desse ótimo resultado, ao invés de se dar por satisfeito, ele então informa que planejava um novo empreendimento missionário. Agora, ele iria pregar o Evangelho na Espanha. Hoje, grande parte dos cristãos apenas se preocupa com sua comunidade local. O objetivo é construir um mega templo, possuir a melhor estrutura de som, ter um coral tecnicamente impecável, e tantas outras coisas.

Concordo que tudo isto é importante, e devemos ter zelo pelo lugar em que nos reunimos para cultuar a Deus, porém isto não é o principal. A Igreja precisa entender a evangelização integral como a Igreja Primitiva entendia. É preciso expandir, é preciso ultrapassar as paredes da nossa congregação.

Infelizmente o foco parece que está mudando. Hoje o principal objetivo de muitos pastores é liderar uma grande congregação, numerosa em membros e com a melhor estrutura possível. O problema é que, infelizmente, está se tornando muito raro encontrar pastores que possuem como objetivo principal de seu ministério ser um plantador de igrejas.

O Apóstolo Paulo poderia ter ficado em Corinto durante todo seu ministério. Ele poderia ter transformado aquela comunidade cristã na maior congregação da Igreja Primitiva. Ele poderia ter sido o presidente, talvez fundado até uma convenção. Graças a Deus não foi isso o que ele fez. Seu maior objetivo era se deixar gastar pela pregação do Evangelho. Que possamos aprender com ele a olhar para a evangelização de forma integral e fundamental nas ações da Igreja nesse mundo.

Conclusão

Após a morte e ressurreição de Cristo e o evento do Pentecoste em Atos 2, estamos vivendo os últimos dias. Segundo o Apóstolo João, esta já é a última hora (1Jo 2:18). Estamos vivendo o cumprimento de promessas feitas ainda no Antigo testamento.

Sei que alguns argumentam que já se passaram dois mil anos que esses últimos dias foram inaugurados. De fato não sabemos se somos a geração que verá em vida a vinda de Cristo em Glória nesta terra, ou se muitas outras gerações ainda virão. O que sabemos é que devemos entender esse momento histórico como sendo os últimos momentos deste mundo, assim como a Igreja Primitiva entendeu.

Logo, a evangelização integral nesta última hora é importantíssima para a Igreja de Cristo. Devemos anunciar o Reino de Deus, devemos conclamar às pessoas que se arrependam de seus terríveis pecados pregando a necessidade da fé em Cristo Jesus. A evangelização integral é aquela que glorifica a Deus através do anuncio da salvação ao pecador.

Fonte: https://estiloadoracao.com/

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A evangelização real na era digital

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3º TRIMESTRE 2016

O DESAFIO DA EVANGELIZAÇÃO

Obedecendo o ide do Senhor Jesus de levar as Boas-Novas a toda criatura

COMENTARISTA: Pr. Jose Gonçalves

LIÇÃO 12: A EVANGELIZAÇÃO REAL NA ERA DIGITAL

Introdução

Quando pensamos em evangelização, é impossível não considerar a importância atual da evangelização através dos canais de comunicação digital. Nunca houve na história uma facilidade tão grande de comunicação como a que há na atualidade.

Nas últimas décadas, os avanços tecnológicos foram impressionantes e novas soluções foram surgindo rapidamente. Mais especialmente nos últimos anos, houve uma concentração sem igual de novas tecnologias voltadas a simplificação da comunicação.

Novos aparelhos e aplicativos não param de surgir. Anos atrás, ficávamos maravilhados com aparelhos de celular que pesavam quase 500gr e possuía uma incrível tela monocromática. Hoje, todos os dias surgem novos aparelhos cada vez mais sofisticados.

O que falar também da conexão com a internet? Não faz muito tempo que perdíamos horas esperando uma conexão discada. Agora, quase todas as pessoas nos grandes centros não conseguem mais imaginar a vida sem uma conexão em seus celulares.

Há quem goste muito de tudo isso, mas há também quem não gostou nada dessa evolução. Apesar disso, gostando ou não, uma coisa não pode ser ignorada pela Igreja: A evangelização digital é fundamental na atualidade.

I- Pecadores Digitais Nas Mãos de Um Deus Real

Um estudo recente feito pelo Facebook apontou que 3,2 bilhões de pessoas estão conectadas no mundo, um crescimento de 10% em relação ao último dado publicado em 2014. O mesmo estudo também mostra que no Brasil, 58% da população estão conectados.

Outro levantamento feito pelo IBGE em 2014 apontou que mais de 95 milhões de brasileiros possuem acesso à internet. Esse estudo também apontou que o smartphone passou a ser o aparelho número 1 para acessar a internet no Brasil.

Diante destes números, penso ser impossível ignorar o tamanho da oportunidade de evangelização que tal avanço tecnológico representa. A Igreja de Cristo precisa estar atenta a esse imenso campo missionário, e entender que cada usuário se trata de uma pessoa real, um pecador que precisa ser evangelizado, por mais que alguns tenham a sensação do anonimato.

II- Consertando a Rede Para Cristo

Se a internet proporciona inúmeros benefícios, inclusive concernentes à evangelização, ela também apresenta inúmeros problemas e perigos. Citando apenas alguns destes problemas, podemos destacar:

  • Lares estão sendo destruídos por traições que tiveram origem na rede;
  • Crimes são combinados através da internet;
  • A pornografia nunca foi tão acessível;
  • Pessoas se suicidam por discriminações que sofreram no ambiente digital;
  • O abuso infantil ficou ainda mais escancarado com a internet.

Além de tudo isso, infelizmente o que se vê por aí é uma multidão de pessoas que se dizem cristãos e que não dão testemunho condizente com o testemunho de quem, de fato, é um seguidor de Cristo. Sim, lamentavelmente existem crentes envolvidos com os problemas citados acima.

Não é difícil encontrar nas redes sociais pessoas “frequentadoras de cultos” que fora dos templos apenas envergonham o nome de Cristo. Ao mesmo tempo em que postam vários versículos bíblicos e fotos do convívio na congregação, também curtem materiais contrários a Palavra de Deus, compartilham ideologias e práticas pecaminosas, além, é claro, do constante uso de palavreado inadequado a um servo de Deus.

Se na igreja usam a boca para “glorificar”, na internet usam os “dedos” para maldizer, xingar e escrever palavras de baixo calão. Esse tipo de comportamento apenas evidencia uma falsa transformação que reflete um comprometimento superficial com o reino de Deus. Saiba mais sobre isso no texto “Falar Palavrão é Pecado?“.

Quando digo “falsa transformação” me refiro ao fato de tais pessoas não conhecerem verdadeiramente a graça de Deus, pois quando somos verdadeiramente regenerados nós compreendemos o que o Apóstolo Paulo escreveu a Tito, quando declarou que a graça de Deus “nos ensina a renunciar à impiedade e às paixões mundanas e a viver de maneira sensata, justa e piedosa nesta era presente, enquanto aguardamos a bendita esperança: a gloriosa manifestação de nosso grande Deus e Salvador, Jesus Cristo. Ele se entregou por nós a fim de nos remir de toda a maldade e purificar para si mesmo um povo particularmente seu, dedicado à prática de boas obras” (Tt 2:12-14).

III- Evangelho Real Para Pescadores Digitais

Se antes para evangelizarmos em outras cidades, estados e países era necessário um alto investimento, hoje essa possibilidade se apresenta com grande facilidade. É possível evangelizarmos pessoas do mundo todo usando apenas o nosso smartphone.

Apesar de parecer até óbvio as formas pelas quais podemos evangelizar utilizando a internet, muitas pessoas possuem dúvidas sobre como evangelizar na internet. Para começar, devemos responder a seguinte pergunta: quem temos sido virtualmente?

O primeiro passo para evangelizar na internet é dar um testemunho adequado como servo de Deus. Meu conselho é que você revise cuidadosamente seus perfis em redes sociais, analise seu comportamento, a maneira com que você se expõe na rede, a forma com que você expõe sua própria família e, finalmente, como você gasta seu tempo enquanto está conectado.

Quanto a mensagem que deve ser utilizada para evangelizar na internet, na verdade é a mesma que deve ser utilizada para comunicar a qualquer pecador o que ele precisa saber: o Evangelho de Cristo. Logo, a mensagem deve ser simples, clara e objetiva contento basicamente a verdade sobre o pecado, a necessidade do arrependimento, e a fé no Cristo ressuscitado.

Para um melhor entendimento desse assunto, recomendo a leitura dos textos: “O que é o Evangelho?“, “Como Evangelizar?” e “O que é um Evangelista?“.

Conclusão

Existem muitas soluções e ferramentas que facilitam a tarefa da evangelização pela internet. Dentre elas podemos destacar:

  1. Aplicativos de mensagens: aplicativos como Whatsapp e Telegram podem ser muito utilizados na evangelização. Muitas vezes compartilhamos nesses aplicativos coisas completamente desnecessárias e não compartilhamos a Palavra de Deus. É muito rápido e fácil evangelizar nessas plataformas, por exemplo, ao lermos um bom texto bíblico em algum site, por que não compartilhamos o link do texto em algum grupo que pertencemos, ou com algum contato específico? Se serviu de benção para nós, também poderá servir de benção para outras pessoas. Se quiser começar agora, você pode escolher um estudo bíblico ou um devocional em nosso site e compartilhar em suas redes sociais.
  2. Redes sociais: sites e aplicativo como Facebook, Twitter, Google+ e Instagram podem nos ajudar bastante no objetivo de alcançarmos as pessoas. O princípio é o mesmo do tópico citado acima. Basta compartilharmos a palavra de Deus com nossos contados.
  3. Vídeos: porque não gravar vídeos falando do amor de Jesus e postar em sites como Youtube e Vimeo? É muito simples, fácil e totalmente gratuito.
  4. E-mail: às vezes mandamos tantos e-mails por dia, mas não paramos cinco minutos para mandarmos um e-mail com um versículo bíblico para alguém. Faça esse teste, você poderá se surpreender com a resposta das pessoas.
  5. Blogs: existem soluções completamente gratuitas para você montar o seu blog e começar a postar mensagens e estudos bíblicos, como as plataformas: BloggerWordPress eTumblr. Apesar de parecer algo complicado, a principio é extremamente simples e, com o tempo, você conseguirá ir se aperfeiçoando, além de que, na internet, existem vários tutorias que auxiliam nessa tarefa. Se você não tem tempo, ou não pretende montar seu próprio blog, você também pode enviar seus textos bíblicos (esboços, estudos, devocionais) para sites que permitem que você poste seu conteúdo na plataforma deles. Por exemplo, recentemente fiquei sabendo do site Esboço de Pregação que será lançado em breve, onde os usuários poderão enviar seus textos para serem publicados no site.

Como pudemos ver, opções não faltam para evangelizarmos nesse mundo digital. Lembremo-nos que antes de nós, muitos homens valentes foram grandes evangelistas em épocas onde não havia quase nenhum recurso. Nenhuma outra geração teve tantas facilidades para propagar o Evangelho de Cristo como estamos tento, portanto, não podemos desperdiçá-las.

Fonte: https://estiloadoracao.com/

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A evangelização das pessoas com deficiência

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3º TRIMESTRE 2016

O DESAFIO DA EVANGELIZAÇÃO

Obedecendo o ide do Senhor Jesus de levar as Boas-Novas a toda criatura

COMENTARISTA: Pr. Jose Gonçalves

LIÇÃO 11: A EVANGELIZAÇÃO DAS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA

Introdução

A evangelização das pessoas com deficiência é uma importante tarefa que, infelizmente, às vezes é esquecida por muitas Igrejas em suas ações evangelísticas.

Segundo o IBGE, o Censo 2010 já apontava 45,6 milhões de pessoas que declararam ter algum tipo de deficiência. Desses 45,6 milhões, mais de 38 milhões vivem nas cidades, enquanto pouco mais de 7 milhões vivem em áreas rurais. Desse total, a deficiência visual foi a mais apontada, seguida das deficiências motoras, auditiva e mental ou intelectual.

No mundo, a situação é semelhante. Segundo a ONU, cerca de 10% da população mundial possui alguma deficiência, o que representa aproximadamente 650 milhões de pessoas.

Tais números refletem o tamanho do campo missionário que precisa ser desbravado. Às vezes planejamos ações evangelísticas em diversas cidades, estados e países, mas não consideramos a evangelização das pessoas com deficiência como algo importante e fundamental.

Ainda que o número não fosse tão grande, ainda que houvesse em todo o mundo uma única pessoa apenas com alguma deficiência, tal pessoa necessitaria ser evangelizada.

I- A Suficiência de Cristo Para Com as Pessoas Com Deficiência

Na Bíblia, encontramos vários personagens bíblicos que são citados como alguém que possuía alguma deficiência, isso desde os livros do Antigo Testamento com Mefibosete, por exemplo, até o Novo Testamento, com diversos deficientes sendo citados no ministério de Jesus e, posteriormente, no ministério dos Apóstolos.

No Antigo Testamento, temos as recomendações de que um deficiente não poderia ser qualificado para exercer o oficio de sacerdote (Lv 21:16:24), porém também temos registrado o cuidado de Deus para com as pessoas portadoras de deficiência (Lv 19:14; Dt 27:18).

Pegando como exemplo os textos de Levítico (19:14) e Deuteronômio (27:18), percebemos que há uma ordenança para que se cuide dos deficientes.

Em Levítico lemos a ordem: “Não amaldiçoem o surdo nem ponham pedra de tropeço à frente do cego, mas tema o seu Deus. Eu sou o Senhor.” Em outras palavras, o que o texto está dizendo é que o surdo não escuta os insultos de alguém, e o cego não vê o fazem contra ele, mas o Deus que é justo está em defesa deles. Já no texto de Deuteronômio temos a grave exortação: “Maldito quem fizer o cego errar o caminho. Todo o povo dirá: Amém!“.

Também é importante perceber também, na Bíblia, existem muitas passagens que usam a deficiência de forma simbólica, e, portanto, não deve ser confundida com a deficiência real. Um dos exemplos mais claros dessa particularidade é o texto de Isaías 43:8, ao dizer: “Traga o povo que tem olhos, mas é cego, que tem ouvidos, mas é surdo“.

Como já dissemos, podemos encontrar muitos deficientes sendo citados nos livros do Novo Testamento. Na verdade, podemos notar que os muitos milagres realizados por Jesus, dentre eles a cura de pessoas deficientes, eram consequentes da pregação do Evangelho, e tinham, sobretudo, o objetivo de mostrar-lhe como o Filho de Deus (Jo 5:20), acerca de quem os Profetas do Antigo Testamento já haviam profetizado.

O Novo Testamento deixa clara a conexão entre a cura de deficientes profetizadas ainda no Antigo Testamento e a manifestação do ministério de Cristo (Is 35:5-7 cf. Mt 11:5; 12:22; Mc 7:37; Lc 7:22; At 3:8; 26:18).

II- O Som do Evangelho aos Surdos

As pessoas com deficiência auditiva precisam ser evangelizadas e, depois, também discipuladas. Infelizmente a realidade mostra um grande despreparo da Igreja nesse sentido.

Se muitas vezes a evangelização de deficientes auditivos nem mesmo é cogitada, que diremos das atividades de discipulado e a recepção dos deficientes como membros da Igreja? É raro vermos uma congregação preparada para transmitir um culto a um deficiente auditivo.

É de grande importância que haja entre os membros de uma congregação alguém capacitado a se comunicar por meio da língua de sinais (Libras).

III- A Visão de Cristo aos Cegos

Algo semelhante ao que ocorre com os deficientes auditivos, também ocorre com relação aos deficientes visuais. Se por um lado eles não necessitam de alguém para comunicar-lhes de forma adequada, por outro eles precisam, entre outras coisas, de materiais e recursos especialmente adequados a sua deficiência.

É necessário que haja maior investimento por parte das Igrejas e, principalmente, por parte das editoras cristãs na produção de livros e materiais em Braille. Felizmente a Bíblia em Braille pode ser facilmente encontrada, mas o mesmo não se pode dizer de livros, revistas e artigos teológicos. Falando da própria Escola Bíblica Dominical, é raro encontrarmos revistas e materiais de apoio especialmente preparados para deficientes visuais.

Também é interessante que haja um planejamento em relação à evangelização das pessoas com deficiência visual, preparando folhetos especialmente produzidos para atenderem a limitação física de tais pessoas.

IV- Os Paralíticos Vão ao Encontro de Cristo

Se a evangelização das pessoas com deficiência auditiva e visual representa um desafio para a maioria das igrejas, o mesmo pode-se dizer a respeito da evangelização das pessoas com deficiência motora.

Apesar de essa realidade estar mudando, muitas congregações ainda não estão devidamente adaptadas para receberem deficientes motores. Na verdade, há casos mais extremos em que existe até mesmo a necessidade da Igreja se dispor a providenciar a locomoção de tais pessoas até os locais de cultos.

Além de a acessibilidade ser algo fundamental nos templos, também é preciso ser considerado no layout do ambiente um local adequado para receber os cadeirantes. Digo isso, pois muitas vezes os cadeirantes são colocados em locais em que ficam totalmente “sem visão quando” as pessoas se levantam.

Conclusão

Além da maioria das pessoas que realizam o evangelismo não saber, em muitos casos, como lidar com os deficientes, muitos dos nossos templos também não estão preparados para recebê-los.

Nos preocupamos com a qualidade do som, mas não preparamos ninguém para se comunicar por sinais com os surdos. Somos criteriosos em escolher os melhores pisos e porcelanatos, mas não nos atentamos à necessidade de planejarmos rampas de acessibilidade. Gastamos recursos com sofisticados itens de decoração, mas nos esquecemos de preparar as instalações com boa sinalização em Braille.

Infelizmente é comum presenciar um festival de improvisos e quebra-galhos quando uma igreja recebe alguém com alguma deficiência física. Da mesma forma com que treinamos nossos obreiros, músicos e operadores de som, também devemos treinar pessoas a estarem aptas a tornar a visita e/ou permanência das pessoas com deficiência o mais agradável possível em nossas congregações.

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O poder da evangelização na familia

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3º TRIMESTRE 2016

O DESAFIO DA EVANGELIZAÇÃO

Obedecendo o ide do Senhor Jesus de levar as Boas-Novas a toda criatura

COMENTARISTA: Pr. Jose Gonçalves

LIÇÃO 10 – O PODER DA EVANGELIZAÇÃO NA FAMÍLIA – (At 16.25-34)

INTRODUÇÃO

Na lição de hoje traremos a definição de família; destacaremos o interesse de Deus pela evangelização no seio familiar a fim de que a fé nEle fosse preservada e propagada. Veremos também que o nosso lar deve ser uma extensão da igreja, refletindo acerca da importância do ensino e adoração no lar, bem como, a importância do culto doméstico como um meio de evangelização da família e parentes; e, por fim, como devemos proceder com os familiares e parentes, que ainda não são crentes.

I – DEFINIÇÃO DE FAMÍLIA

A família é uma instituição criada por Deus, imprescindível à existência, formação e realização integral do ser humano, sendo composta de pai, mãe e filhos – quando houver – pois o Criador, ao formar o homem e a mulher, declarou solenemente: “Portanto, deixará o varão o seu pai e a sua mãe e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne” (Gn 2.24). Deus criou o ser humano à sua imagem e semelhança e os fez macho e fêmea: “E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; macho e fêmea os criou” (Gn 1.27), demonstrando a sua conformação heterossexual. A diferenciação dos sexos visa à complementaridade mútua na união conjugal: “Todavia, nem o varão é sem a mulher, nem a mulher, sem o varão, no Senhor” (1 Co 11.11), necessária à formação do casal e à procriação. Reconhecemos preservada a família, quando, na ausência do pai e da mãe, os filhos permanecerem sob os cuidados de parentes próximos (Et 2.7,15; I Tm 5.16). Rejeitamos, no entanto, qualquer configuração social, que se denomine família, cuja existência se fundamente em prática, união ou qualquer conduta que atente contra a monogamia e a heterossexualidade consoante o modelo estabelecido pelo Criador e ensinado por Jesus.

II – O INTERESSE DE DEUS PELA EVANGELIZAÇÃO NO SEIO FAMILIAR

2.1 Na chamada de Abraão. Quando chamou Abrão para ser o pai de uma grande nação da qual viria o Messias, Deus lhe fez diversas promessas, e a principal delas revela-nos o interesse divino pela salvação das famílias “[…] e em ti serão benditas todas as famílias da terra” (Gn 12.3-a). Após o chamado, Deus falou a cerca de Abrão que este cumpriria o seu propósito quanto a perpetuação da fé em relação aos seus descendentes “Porque eu o tenho conhecido, e sei que ele há de ordenar a seus filhos e à sua casa depois dele, para que guardem o caminho do SENHOR […]” (Gn 18.19).

2.2 Nas famílias dos hebreus. O lar era a unidade básica da sociedade bem como a primeira escola que um menino judeu conhecia. O Antigo Testamento mostra o grande valor dado às crianças e a grande responsabilidade que pesava sobre os ombros dos pais, porquanto os filhos eram tidos como dons de Deus (Jó 5.25; Sl 127.3; 128.3,4). As crianças eram treinadas em seus deveres religiosos ou outros (I Sm 16.11; II Rs 4.18). Porém, o elemento religioso ocupava sempre o primeiro plano, seguindo a orientação divina (Dt 6.4-9; Sl 78.3-6; Pv 4.3).

2.3.1 A parte pedagógica das festas e dos memoriais. O próprio Deus determinou por meio de Moisés, e depois, a Josué, servos do Senhor, que era dever dos pais usarem as festas religiosas para ensinarem os seus filhos, a fim de que eles soubessem o sentido que estava por trás de todo cerimonial da Páscoa e assim entendessem o porquê da celebração (Êx 12.26,27; Js 4.1-7).

2.3.2 Onde deveriam ensinar. A incumbência dos pais incluía ensinar os filhos a adorarem somente ao Senhor (Dt 6.4); a amá-lo de todo coração, alma e força (Dt 6.5); e falar-lhes as Escrituras, e isso deveria ser aplicado principalmente no lar (Dt 6.7-9). A palavra “casa” nesse texto vem do hebraico bayth”, e significa “casa, habitação ou edificação na qual vive uma família” (Dt 20.5), mas também “pode se referir à própria família” (Gn 15.2; Js 7.14; 24.15). O que Deus estava transmitindo é que o principal local de ensinamento das verdades espirituais e morais aos filhos é no seio familiar, pois é no lar onde os filhos gastam a maior parte do seu tempo.

III – O LAR COMO EXTENSÃO DA IGREJA

3.1.A importância do ensino no lar. A Igreja é o ambiente propício para o louvor, adoração e pregação da Palavra de Deus (Sl 27.4; II Cr 7.15,16), mas, não é o único lugar onde a Palavra deve ser ensinada (At 5.42). O lar do cristão, deve ser uma extensão da igreja onde os pais reproduzem a sã doutrina para os filhos (II Tm 3.14,15). Os pais cristãos têm a incumbência e séria obrigação de transmitir sua herança espiritual e moral aos filhos (Ef 6.4). Esse legado gira em torno da experiência pessoal do livramento divino do pecado (Rm 6.23); da revelação de Deus em Jesus Cristo (Jo 14.6; Hb 1.1); e, da sua morte por nós na cruz (Jo 3.16-18; Tt 2.11-14). Ainda que a criança tenha na igreja professores da Escola Dominical e outros mestres importantes em sua vida, os pais não devem jamais se omitir da responsabilidade que receberam de Deus de ser a fonte principal de instrução espiritual e moral dos seus filhos (Pv 22.6).

3.2. O Culto doméstico na evangelização e formação dos filhos e parentes. O lar é o local onde os conceitos mais importantes da vida são ensinados e o caráter cristão da criança é formado, por isso a importância do culto doméstico. Através deste, os pais podem transmitir aos filhos os preceitos divinos, a fim de que eles jamais os esqueçam. Em Dt 6.6-7, o Senhor intimou os israelitas a repassar aos seus filhos, com toda a diligência, os princípios da Palavra de Deus: “E estas palavras que hoje te ordeno estarão no teu coração; E as intimarás a teus filhos e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e deitando-te e levantando-te.” Observe que a orientação divina é que a Palavra de Deus, deve ser ensinada primeiramente “em casa”. Na Bíblia encontramos vários exemplos de pais que colocaram em prática esta exortação, tais como: Adão, que certamente ensinou seus filhos a oferecerem sacrifícios ao Senhor (Gn 4.3,4); Abraão (Gn 18.19); os pais de Moisés (Hb 11.24-27); os pais de Gideão (Jz 6.13); Eunice e Lóide (2 Tm 3.15), dentre outros que influenciaram na vida espiritual de seus filhos. O que poderia ser melhor do que adorar a Deus e estudar a sua Palavra? Fazer isso em família! O culto doméstico é imprescindível à estabilidade espiritual desta instituição, porque é o momento em que todos se reúnem para juntos louvar ao Criador da família e aprender como servi-lo.

IV – EVANGELIZANDO OS FAMILIARES E PARENTES NÃO CRENTES

Nem sempre o cristão tem a alegria de ter os seus familiares e parentes convertidos. Há casos em que os pais são crentes e os filhos não; os filhos são crentes e os pais não. Há outros casos em que o marido é crente e a esposa não e vice versa, e há ainda os casos de parentes que não são cristãos. Nestes e em outros exemplos, a Bíblia dá algumas orientações, a fim que o convívio seja harmonioso e para que estes possam ser alcançados pelo Evangelho. Abaixo destacaremos algumas estratégias que contribuem nessa evangelização:

4.1 Evangelismo silencioso. Nem todo familiar e parente não crente, aceita de bom grado a conversão de um dos membros da família. Muitas vezes existe resistência, perseguição, sofrimentos e angústia dentro do lar e entre a parentela. Isto fora profetizado por Jesus (Mt 10.34). No entanto, é preciso entender que a melhor e mais eficaz forma de evangelizar nossos entes, é o nosso testemunho pessoal(Mt 5.14,16; Jo 13. 34,35;2 Cor. 2.17; 3.2,3; Cl 2.6; 1 Jo 2.6). Se o marido, por exemplo, resiste ouvir o evangelho, ele não deixará de ver o testemunho vivido na prática por sua esposa, o que poderá resultar na sua conversão “…para que também, se alguns não obedecem à palavra, pelo procedimento […] seja ganho sem palavra” (I Pe 3.1). O mesmo princípio se aplica ao esposo não crente, aos filhos e toda a parentela.

4.2 Evangelismo sábio. De acordo com o Aurélio (2004, p. 1784) a palavra “sábio” significa: “prudência, sensatez, reflexão”. É necessário sabedoria para evangelizarmos nossos parentes, principalmente quando há diversidade religiosa (Tg 1.5; 3.17). Há infelizmente aqueles que em vez de contribuírem para a conversão da família, acabam atrapalhando. Devemos lembrar que a conversão é uma obra do Espírito que revela ao homem o seu estado de pecado, e este no uso do seu livre arbítrio, quando se arrepende é regenerado (Jo 3.5; 16.8).

4.3 Evangelismo equilibrado. De acordo com o Aurélio (2004, p. 1784) a palavra “equilíbrio” quer dizer: “moderação, prudência, comedimento; autocontrole, autodomínio, controle”. O autocontrole no grego “enkrateia”, é o “controle ou domínio sobre os impulsos”. Esta virtude é um aspecto do fruto do Espírito também chamado de temperança e domínio próprio (Gl 5.22), que capacita o crente a não revidar as retaliações sofridas (Mt 5.39; Rm 12.17,21). Pedro orienta-nos sobre a forma como devemos falar a cerca do que cremos (I Pe 3.15). Segundo ele, devemos dar razão da nossa esperança com mansidão, reverência e piedade, pois o propósito não é ganhar uma discussão, mas conduzir as almas para Cristo.

V – O PODER DA INTERCESSÃO PELOS PARENTES

De acordo com o Aurélio (2004, p. 1118), a palavra “interceder” significa: “pedir, rogar, suplicar (por outrem); intervir (a favor de alguém ou de algo)”. No sentido bíblico do Novo Testamento é orar em favor de outros, na direção e no poder do Espírito Santo. Na intercessão, o intercessor põe-se diante de Deus no lugar da outra pessoa. Eis alguns personagens bíblicos que intercederam pelos seus parentes e viram Deus livrá-los: Abraão intercedeu por Ló (Gn 18.20-33; 19.12-16); Raabe rogou pela sua parentela para que não fosse destruída com os demais habitantes de Jericó (Js 2.12-14; 6.17); Jó intercedia pela saúde espiritual dos seus filhos (Jó 1.4,5); Neemias rogou pelo seu povo, quando soube da situação decadente deles (Ne 1.1-11). Da mesma forma, devemos rogar a Deus pelos nossos entes queridos, a fim de que venham ser alcançados pela imensurável graça divina (Tt 2.11).

CONCLUSÃO

É do interesse divino que a Sua Palavra seja semeada dentro dos lares a fim de conduzir nossos parentes a Sua graça. Todavia, precisamos entender que esse evangelismo precisa ser anunciado com testemunho pessoal, sabedoria e equilíbrio, e ainda acompanhado de muita oração intercessória, a fim de que estes tomem a decisão de seguir a Cristo.

REFERÊNCIAS

  • ANDRADE, Claudionor Correa de. Dicionário Teológico. CPAD.
  • BOYER, Orlando. Toda a Família: como preservar a família em tempos de crise. CPAD.
  • CHAMPLIN, R.N. Enciclopédia de Bíblia Teologia e Filosofia. Vol. 2. HAGNOS.
  • STAMPS, Donald C. Bíblia de Estudo Pentecostal. CPAD.

Fonte: REDE BRASIL

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A evangelização das crianças

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3º TRIMESTRE 2016

O DESAFIO DA EVANGELIZAÇÃO

Obedecendo o ide do Senhor Jesus de levar as Boas-Novas a toda criatura

COMENTARISTA: Pr. Jose Gonçalves

LIÇÃO 09 – A EVANGELIZAÇÃO DAS CRIANÇAS – (Mt 18.2-6; Mc 10.13-16)

INTRODUÇÃO

Dentre os desafios que compõem a tarefa de evangelização, um deles é de levar a mensagem de Cristo às crianças. Nesta lição destacaremos o que a Bíblia diz no AT e no NT sobre as crianças; veremos que há interesse em Deus na evangelização dos infantes. Veremos ainda quais os trabalhos que a igreja tem desenvolvido para alcançar os pequenos; e, por fim, quais os métodos que devemos utilizar ao apresentarmos o plano da salvação aos infanto-juvenis.

I – O QUE A BÍBLIA DIZ SOBRE A CRIANÇA

Vemos na Bíblia, que toda criança nascida no mundo é descendente do primeiro homem e continua a ter fôlego de vida dado por Deus (Gn 1.26,27; Sl 139.13-16; Jr 1.4,5). A cerca disso descreve o salmista de forma poética no Salmo 139.13-15. Paulo acrescenta ainda que “[…] ele mesmo é quem dá a todos a vida, e a respiração, e todas as coisas” (At 17.25).

1.1 Ela nasce pecadora (Rm 3.23; 5.12). Embora o homem tenha sido criado a imagem e semelhança de Deus, no uso do seu livre arbítrio ele pecou contra Deus (Gn 3.1-6). Tal falha trouxe implicações para toda a humanidade (Sl 14.3; 143.2; Ec 7.20; Rm 3.1-12, 19, 20, 23; Gl 3.22; Tg 3.2; 1Jo 1.8, 10). Várias passagens ensinam que o pecado é uma “herança” do homem desde a hora da sua concepção e seu nascimento, e, portanto, está presente na natureza humana (Gn 6.5). A Bíblia é muito explícita relativamente à extensão e/ou universalidade do pecado (Sl 51.5; Jó 14.4; Jo 3.6; Rm 5.12). Em Ef 2.3 diz o apóstolo Paulo que os efésios eram “por natureza” filhos da ira, como também os demais”. Nesta passagem a expressão “por natureza” indica uma coisa inata e original, em distinção daquilo que é adquirido. O sábio disse que “a estultícia está ligada ao coração da criança […]” (Pv 22.15-a).

1.2 Ela precisa de salvação (Lc 19.10; Jo 3.16). A criança até certa idade é despida de consciência moral, mas congenitamente possui a natureza pecaminosa herdada. Nesse sentido, toda criança até alcançar a idade da consciência do bem e do mal é pecadora por natureza, ainda que não tenha a culpa pessoal (Sl 51.5; Jn 4.11). No Juízo Final, as pessoas serão julgadas mediante o teste da conduta pessoal, enquanto estas crianças, no período da inocência, mesmo tendo uma natureza para o mal, são incapazes de transgressão pessoal; por isso, elas estarão entre os salvos (Mt 19.14; 21.16; 25.45,46; Lc 10.21). Mas, após o período da inocência, já é responsável pelos seus atos, portanto, tem noção de certo e errado (Pv 20.11; Is 7.15). Assim que a criança tiver idade para compreender que pecou contra Deus e ficar triste pelo seu pecado, terá idade para confiar em Cristo. Portanto, se “[…] todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus” (Rm 3.23), todos necessitam de salvação, inclusive as crianças (Tt 2.11). É por esse motivo que nossa Igreja só batiza o infante a partir de 12 anos de idade, e que já demonstre maturidade, compreensão e consciência de seu estado de pecado, sendo esta a condição para o batismo (At. 2.38;19.4,5; Rm 6.3,4; Mt 3.2).

1.3 O projeto divino de salvação inclui as crianças (Mt 19.14; Mc 10.14). Em seu ministério Jesus deu muita atenção as crianças. Em Mateus 19.14, Ele disse: “Deixai” “permitam”, “consintam” “os pequeninos e não os embaraceis” “não os impeçam” “de vir a mim”. O Senhor apreciava muito recebê-los de bom grado. Então, Ele acrescentou: “porque dos tais é o Reino dos céus”. Amor, simplicidade de fé, inocência e, acima de tudo, humildade, são as características ideais das criancinhas, e dos súditos do reino (Mt 18.3; 21.16; Lc 9.48).

II – O INTERESSE DIVINO PELA EVANGELIZAÇÃO DAS CRIANÇAS

Deus sempre mostrou interesse de que as crianças fossem ensinadas, desde muito cedo, a temer o Seu Nome e obedecer os seus mandamentos, como veremos a seguir:

2.1 No Antigo Testamento. Deus orientou seus servos quanto a evangelização das suas crianças. Na escolha do nome, por exemplo, vemos que alguns pais tinham o interesse de identificar no infante a fé em Deus. Na instituição da circuncisão, os pequenos deveriam se submeter ao pacto com Deus desde muito cedo (Gn 17.10-14). A cerca de Abraão Deus disse: “Porque eu o tenho conhecido, e sei que ele há de ordenar a seus filhos e à sua casa depois dele, para que guardem o caminho do SENHOR […]” (Gn 18.19). Na ocasião da instituição das festas, Deus ordenou que as crianças deveriam ser ensinadas pelos pais, quanto ao motivo espiritual da celebração (Êx 12.25-27). Os primogênitos que foram poupados da morte na noite da primeira Páscoa celebrada no Egito (Êx 13.1,2). Em Deuteronômio 6, vemos que Deus delega aos pais a missão da evangelização dos seus filhos. O sábio Salomão frisou bem esta tarefa dada aos pais (Pv 22.6). Em momentos de convocação solene de arrependimento e conversão, as crianças também não podiam ficar de fora (2 Cr 20.4,13; Ed 10.1; Jl 2.16). O povo de Israel falhou quando os pais deixaram de evangelizar os filhos (Jz 2.10).

2.2 No Novo Testamento. Nas páginas neotestamentárias, encontramos entre o povo, pais judeus cuidadosos quanto a observância das práticas ensinadas no AT. Jesus, foi circuncidado ao oitavo dia (Lc 1.59; 2.21). Como era o filho primogênito de Maria, após quarenta dias de nascido, a criança foi trazida para o Templo para ser apresentada ao Senhor (Lc 2.22-24). O Senhor Jesus foi ensinado desde muito cedo pelos seus pais a frequentar o Templo (Lc 2.41,42). Eunice e Lóide ensinaram as Escrituras ao jovem Timóteo como recomendou Deus na sua Lei (II Tm 3.14,15). Paulo orientou que os pais criassem os filhos “na doutrina e admoestação do Senhor” (Ef 6.4).

III – O PAPEL DA IGREJA LOCAL NA EVANGELIZAÇÃO DAS CRIANÇAS

A Igreja desenvolve vários trabalhos que contribuem eficazmente para evangelização dos pequenos. Abaixo citaremos quais são:

3.1 A Escola Bíblica Dominical. A EBD é a maior escola de ensinamento bíblico do mundo. Nela, as crianças aprendem sobre Deus, Jesus, Espírito Santo, Pecado, Salvação, Céu, Eternidade, etc, compreendendo os valores espirituais, em metodologia apropriada à faixa etária, importantes para sua vida. A EBD corrige a educação anticristã ministrada nas escolas seculares. E, em muitas situações ela complementa a educação cristã ministrada nos lares. Pode-se acrescentar ainda a EBF (Escola Bíblica de Férias) que é uma das estratégias evangelísticas realizadas pela Escola Bíblica Dominical a fim de evangelizar crianças não salvas conduzindo-as a Cristo, bem como reforçar às crianças salvas, ensinos que enriqueçam sua vida espiritual.

3.2 O Círculo de Oração Infantil. Outro trabalho de evangelismo que a igreja exerce para alcançar as crianças se dá através do COI (Círculo de Oração Infantil). Este tem como objetivo geral incentivar a criança a conhecer melhor a Deus e Sua Palavra, para que possa com convicção, professar a fé em Cristo a fim de se tornarem cidadãos do céu.

3.3 No culto infantil. No culto infantil, se reúnem as crianças de 3 a 11 anos, realizando-o com uma linguagem apropriada para os infantes. Nele, as crianças terão a oportunidade de serem evangelizadas, de aprenderem as doutrinas bíblicas, além de ter participação direta na liturgia.

IV – PORQUE EVANGELIZAR AS CRIANÇAS

Evangelizar as crianças é necessários pelos seguintes motivos: (a) Em Adão, todos pecaram, inclusive crianças (Sl 58.3; Rm 3.23); (b) o coração do homem é mau desde da sua meninice (Gn 8.21; Sl 58.3); (c) a criança possui alma e espírito imortais (Ez 18.4; 1 Ts 5.23), portanto, necessita de salvação (Mt 18.6); (d) é mandamento bíblico (Dt 4.9,10; 6.6,7; Pv 22.6; Mt 28.19; Mc 16.15); (e) Jesus deu o exemplo, por isso devemos imitá-lo (Mt 18.2; Mc 9.36,37); e, (f) não é vontade de Deus que uma criança se perca (Mt 18.14; Mc 10.14).

V – COMO EVANGELIZAR AS CRIANÇAS

5.1. Através da Bíblia. A Bíblia é a Palavra de Deus (2 Tm 3.14-17; 2 Pd 1.20,21). Ela é essencial para o crescimento de todo cristão(1 Pd 2.1-5, Cl 1.9-12; Fl 2.12; Tt 2.11-14). Ela é o manual de instrução que nos orienta como devemos agradar a Deus, para uma vida feliz de fé e santidade na presença em Sua presença.

5.2.Convidando e levando-a à Igreja. Todo cristão tem a responsabilidade de conduzir pessoas a Cristo(Mt 28.19,20; Mc 16.15). Convidar e levar crianças a Igreja, além de ser uma estratégia evangelística, é uma oportunidade de proporcionar a elas conhecer o plano de Salvação de Deus, por meio de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, num ambiente de louvor e adoração ao Senhor na EBD, nos Círculos de Oração, Culto Infantil e nos Cultos Evangelísticos.

5.3. Pelo exemplo pessoal. De nada adiantará evangelizar as crianças, se o comportamento do ensinador difere do que ele ensina. Jesus ensinou dando exemplo (Jo 13.15,34; 15.12). Paulo procurava imitar a Cristo e por isso podia dizer a igreja “sede meus imitadores, como também eu de Cristo” (I Co 11.1). Com frequência, as crianças reproduzem o que veem nos adultos, seja bom ou mau. Alguém já disse acertadamente: “as palavras ensinam, mas os exemplos arrastam”.

5.4. Utilizar uma linguagem compreensível. Jesus utilizava-se de uma linguagem acessível para transmitir suas mensagens. A parábola do semeador (Mt 13.3-9), da ovelha perdida (Lc 15.3-7), das bodas (Mt 22.1-13), mostra-nos que o Mestre se valeu de experiências do seu cotidiano para ensinar a Palavra de Deus (Mc 13.34,35). De igual forma, na evangelização de crianças, precisamos utilizar lições bíblicas evangelísticas, em uma linguagem infantil, compreensível a elas, a fim de que entendam o plano da salvação. A mensagem é a mesma, mas a metodologia deve adequar-se a realidade do ouvinte.

5.5. Utilizar recursos visuais. Cartazes, livro sem palavras, cenários, maquetes, objetos concretos, visual de mãos, etc faz parte da lista de recursos didáticos que apelam para a visão como fonte de experiência. É um meio de comunicação de massa de natureza visual cuja finalidade é anunciar os mais diversos tipos de mensagens (Hc 2.2). Jesus, na explicação de seus ensinos, utilizou diversos recursos como um grão de mostarda (Mt 17.20;Lc17:6), uma Moeda (Mt 22.18-22); Lavando os pés dos discípulos(Jo 13.1-13), uma criança (Mt 18.1-5); Sal (Mt 5.13); Luz (Mt 5.14-16), etc.

5.6.Utilizar literatura adequada. Há muitas literaturas produzidas na área de educação e evangelismo infantil, dentre as quais podemos citar: A Bíblia de recursos para o Ministério de Crianças ed. Hagnos/APEC; Evangelização e discipulado infantil, autora Débora Ferreira da Costa, CPAD; A importância do Evangelismo Infanto-Juvenil, autora Helena de Figueiredo, CPAD. Ressaltamos, porém, que se reservem de cuidados, pois também existe no mercado, uma série de literaturas que possuem erros doutrinários e teológicos, contrários ao ensino ortodoxo doutrinário.

CONCLUSÃO

A fase infanto juvenil é o período da vida em que o coração e a mente estão mais predispostos à influência do evangelho. Uma criança ganha para Cristo representa uma alma salva e uma vida que poderá ser empregada no serviço do Mestre. Sabendo disto, devemos nos empenhar para conduzir o maior número de crianças a Cristo.

REFERÊNCIAS

  • ANDRADE, Claudionor Correa de. Dicionário Teológico. CPAD.
  • Bíblia de Recursos para o Ministério Infantil. HAGNOS/APEC
  • COSTA, Débora Ferreira da. Evangelização e discipulado infantil. CPAD
  • DOERTHY, Sam. Bases Bíblicas para a evangelização das crianças. APEC.
  • FIGUEIREDO, Helena de. A importância do Evangelismo Infantil. CPAD.
  • GILBERTO, et al. Teologia Sistemática Pentecostal. CPAD.
  • STAMPS, Donald C. Bíblia de Estudo Pentecostal. CPAD.

Fonte: REDE BRASIL

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A evangelização dos grupos religiosos

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3º TRIMESTRE 2016

O DESAFIO DA EVANGELIZAÇÃO

Obedecendo o ide do Senhor Jesus de levar as Boas-Novas a toda criatura

COMENTARISTA: Pr. Jose Gonçalves

LIÇÃO 08 – A EVANGELIZAÇÃO DOS GRUPOS RELIGIOSOS – (Jo 3.1-16)

INTRODUÇÃO

Nesta lição, refletiremos, um pouco sobre um dos desafios da Igreja atual, a evangelização dos grupos religiosos. Embora tomados aqui de forma específica visando atender a metodologia do autor da lição, não devemos nos esquecer que todos os membros dessas organizações religiosas são pecadores, e como tal, precisam nascer de novo.

I – DEFINIÇÕES:

1.1 Religião. A religião é um sistema de crenças, doutrinas e rituais que são próprios de um grupo social. “Religião é um sistema comum de crenças e práticas relativas a seres sobre-humanos (…) que podem fazer coisas que nós não podemos (…) e que podem tomar a forma de ancestrais, deuses ou espíritos (Enciclopédia Merrian-Webster de Religiões do Mundo). No caso das religiões não cristãs, que apesar de negarem os valores cristãos , não são seitas em virtude de sua estrutura, história e influência na sociedade. São reconhecidas como falsas religiões, com exceção do Judaísmo, que originalmente veio de tempo por causa da sua rejeição ao Messias. Já qualquer movimento que discorda dos pontos fundamentais da fé cristã, defendido pelos três principais ramos do Cristianismo, tais como: autoridade da Bíblia, Trindade: Pai, Filho e Espírito Santo, pecado, inferno, salvação e o homem é seita (SOARES, p. 25-27).

1.2 Seita. O termo seita do grego “hairesis”, procede de uma raiz que significa “selecionar”, “escolher” ou “facção”, traduzido pela Vulgata Latina (Tradução do grego para o Latim) por “secta”. Grupo de pessoas que optam por seguir uma doutrina contrária à ortodoxia. O termo e seus derivados acham-se com abundância nas páginas do NT (Mt 12.18; 1Co 11.19; Gl 5.20; Fp 1.22; 2Ts 2.13; Hb 11.25; 2Pe 2.1). Originalmente, um herege do grego “hairetikos” era alguém cuja opinião distinguia-se da teoria de um partido ou escola de pensamento historicamente estabelecido (ANDRADE, 2006, p. 329 – grifo e acréscimo nosso).

II – PRINCIPAIS GRUPOS RELIGIOSOS DOS DIAS DE JESUS

O Novo Testamento usa a palavra grega “hairesis” para identificar esses grupos religiosos. O apóstolo Paulo disse: “… conforme a mais severa seita da nossa religião, vivi fariseu” (At 26.5). Essa mesma palavra é usada para identificar os saduceus: “E, levantando-se o sumo sacerdote e todos os que estavam com ele (e eram eles da seita dos saduceus), encheram-se de inveja” (At 5.17). Veja que o judaísmo, que era a religião de Saulo antes de sua conversão, conforme Gálatas 1.13,14, congregava em seu bojo esses grupos religiosos, que o próprio Novo Testamento chama de seita. Dois principais grupos religiosos surgiram dentro do judaísmo no período inter bíblico, nos dias de João Hircano II, da família dos Macabeus, por volta da metade do séc. II, a.C. Foram eles os fariseus e os saduceus, cada um desses grupos com suas características sociais, religiosas e políticas.

2.1 Os fariseus. Os fariseus, do hebraico “prushim”, que significa “separados”, porque não concordavam com os saduceus. Defendiam a separação do Estado da religião e achavam que o estado devia ser regido pela Torá, a lei de Moisés. Eram provenientes principalmente da classe média urbana, mas havia alguns camponeses. Representavam o povo, e apesar de serem minoria na sociedade pré-cristã, exerciam fortes influências na comunidade judaica. Eram membros do sinédrio e tornaram-se inimigos implacáveis de Jesus. Os evangelhos estão repletos de provas do comportamento negativo dos fariseus e de suas hipocrisias. Jesus os censurou severamente em Mateus 23. Eles se caracterizaram de maneira marcante pela hipocrisia. Jesus, porém, evangelizou Nicodemos, fariseu e um dos principais dos Judeus, com a maior de todas as mensagens: a do amor de Deus (Jo 3.1-21).

2.2. Os saduceus. O nome vem do hebraico, tsedukim”, de Zadoque, família que detinha o cargo de sumo sacerdote desde a época de Salomão: “… e a Zadoque, o sacerdote, pôs o rei em lugar de Abiatar” (1 Rs 2.35). Defendiam a política expansionista dos Macabeus e a união da religião com o Estado, queriam que o sumo sacerdote governasse a nação. Alegavam aceitar apenas os cinco livros de Moisés, rejeitando os demais livros do AT. Aceitavam o Pentateuco com certa reserva, pois não acreditavam em anjos, espíritos e nem na ressurreição: “… os saduceus dizem que não há ressurreição, nem anjo, nem espírito; mas os fariseus reconhecem uma e outra coisa” (At 23.8). Por isso Jesus fez questão de mostrar que é o Pentateuco que mostra ser o Deus de Abraão, e Deus de Isaque, e Deus de Jacó, o Deus de vivos e não de mortos, em Lucas 20.37,38. Por que Jesus não citou outras partes das Escrituras que falam da ressurreição dos mortos? Para tomar mais evidente a contradição das crenças dos saduceus. Muitos deles eram sacerdotes, conforme já vimos em Atos 5.17, e eles exerciam fortes influências no Sinédrio.

III – PRINCIPAIS GRUPOS RELIGIOSOS NOS DIAS DA IGREJA PRIMITIVA

3.1 Religião do Estado – O panteão greco-romano a adoração aos ídolos estava entrelaçada com todos os aspectos da vida. Era encontrada em todos os lares para serem adoradas. Em todas as cidades eram oferecidas libações aos deuses. As imagens eram adoradas em todas as cerimônias cívicas ou provinciais. Um exemplo claro disso é a adoração de Ártemis, em Éfeso, a imagem que diziam ter caído do céu (At. 19.27,35). A devoção fanática é evidenciada pelo motim que encheu o anfiteatro (At. 19.34).

3.2.O culto ao imperador (2 Ts 2.3,4; At. 17.7) – A adoração ao imperador era considerada uma prova de lealdade. Nos lugares mais visíveis de toda cidade, havia uma estátua do imperador reinante, para onde deveriam ser dirigir oferendas e incensos como se ofereciam aos deuses.

3.3.As religiões de mistérios – era o ocultismo daqueles tempos, o acatamento e respeito supersticiosos das massas para com aqueles poderes do universo que não podiam compreender, embora os sentisse de modo vago (Cl 2.18,19). Os feiticeiros são mencionados em Atos, como rivais dos pregadores do evangelho (At. 8.9-24; 13.6-11).

3.4.Os Judaizantes – A controvérsia judaizante, que começou em Antioquia e que aflingiu Paulo ao longo de todo seu ministério, foi o arauto de muitos outros erros que atacaram a igreja do primeiro século (Gl 1-3). Nas epístolas a Timóteo e a Tito, Paulo deu grande ênfase à ortodoxia doutrinária, predizendo que mais tarde alguns se afastariam da fé, dando ouvidos a espíritos sedutores e a doutrina demoníaca ( 1Tm 4.1; 2 Tm 4.4). As epístolas de 2 Pedro, Judas, 1,2,3 João, foram escritas para resolver problemas criados por essas tendências para as falsas doutrinas dentro da Igreja resultante de grupos religiosos da época, que se constituíam um duplo desafio para o apóstolo: barrar os falsos ensinos, bem como, ganhar os adeptos desses grupos para o reino de Deus.

IV – PRINCIPAIS GRUPOS RELIGIOSOS DESAFIADORES:

4.1.No Mundo – Religiões Orientais (Hinduísmo, Budismo, Jainismo, Confuncionismo, Xintoísmo, etc); Religiões Primitivas (Tradicionais de povos nativos da África, América, Ásia, ilhas da Oceania, Ex. Xamanismo, Totemismo, Magia, etc); Religião Oriental (Islamismo), este último, tem crescido assustadoramente, sobretudo pela imigração causada pelas guerras.

4.2.No Brasil As Testemunhas de Jeová ensinam que a redenção de Cristo oferece apenas a oportunidade para a pessoa alcançar a salvação através das obras. Jesus apenas abriu o caminho, o restante é com o homem. Uma de suas obras diz: “trabalhamos arduamente com o fim de obter nossa própria salvação”. Os Adventistas creem que a vida eterna só será concedida aos que guardarem a lei, que para eles implica a guarda obrigatória do Sábado. O Espiritismo. Creem na reencarnação e na consulta os mortos. Inclui-se aqui o Candomblé, Umbanda e Quimbanda. Catolicismo Romano. Crê na mediação dos santos, na intercessão por Maria e num purgatório etc. Os Mórmons afirmam crer no sacrifício expiatório de Jesus, porém, sem o cumprimento das leis estipuladas pela igreja deles não haverá salvação. A Congregação Cristã no Brasil. Não aceitam nem creem num mistério pastoral, no dízimo nem tampouco na evangelização.

V – COMO ALCANÇAR OS GRUPOS RELIGIOSOS NOS DIAS ATUAIS

Embora estejamos tratando de grupos religiosos, entretanto, o contato com os membros desses grupos, sempre será pessoalmente. Por isso o Evangelismo Pessoal é de grande relevância e é a obra de falar de Cristo aos perdidos individualmente: é levá-los a Cristo, o Salvador (Jo 1.41,42; At 8.30). A importância vê-se no fato de que a evangelização dos pecadores foi o último assunto de Jesus aos seus discípulos antes de ascender ao céu (Mc 16.15,19; At 1.8,9). Ganhar almas foi a suprema tarefa do Senhor Jesus aqui na terra (Lc 19.10; 1Tm 1.15). Vejamos alguns passos para alcançarmos esses grupos:

5.1 Leia a Bíblia e se familiarize com a Palavra (2 Tm 2.15; 3.15);Não se pode evangelizar sem se conhecer a Palavra.

5.2 Ore por aqueles que você quer ganhar para Jesus (Fp 4.6; 1 Tm 2.1; Lc 11.5-10);

5.3 Procure conhecer o máximo que puder sobre o grupo a ser alcançado, com isso você saberá que abordagem e que textos específicos precisará utilizar na evangelização daquele grupo (1 Cor. 9.19-22);

5.4 Trate a cada um com respeito, amor e consideração (Fl 2.3; Jo 13.34; 15.12), não procure depreciar a religião do outro, denegrindo a imagem do fundador, crenças ou práticas religiosas, Jesus é o nosso maior exemplo de respeito e amor ao próximo (Jo 3.1-16; 4.4-30; Gl 5.13-16);

5.5 Procure entender que são ovelhas que não tem pastor (Mt 9.36; Mc 6.34) e que estão enganados (2 Cor. 4.4; 1 Cor 2.14), tanto quanto estávamos antes de aceitarmos Jesus ( Ef. 2.2,3, 11,12; Is. 53.6-12); .

5.6 Demonstre o amor de Deus por meio de seu testemunho (Mt 5.14,16; Jo 13. 34,35;2 Cor. 2.17; 3.2,3; Cl 2.6; 1 Jo 2.6); Sendo atencioso (Jo 4.17); Falando com convicção (At 27.25; 2Tm 1.12); Persistindo e nunca discutir (Rm 14.19; 2Tm 2.24- 25); Usando a sabedoria divina (Rm 10.9); Dando ênfase ao Senhor Jesus (At 4.12; Jo 14.6);

CONCLUSÃO

Os grupos religiosos são desafios contemporâneos à Igreja do séc. XXI, e que como os apóstolos, precisamos conquistálos em “[…] demonstração do Espírito e do poder de Deus” (2 Co 2.4b). Nunca devemos evangelizar com o intuito de agredir ou maltratar alguém porque por professar uma outra fé. A marca que o Senhor disse que seus discípulos teriam é o amor: “Sigamos, pois, as coisas que servem para a paz e para a edificação de uns para com os outros” (Rm 14.19). Temos que mostrar com respeito e mansidão a verdade que a Bíblia ensina:“A vossa palavra seja sempre agradável, temperada com sal, para que saibais como vos convém responder a cada um” (Cl 4.6); “[…] estai sempre preparados para responder com mansidão e temor…” (1Pd 3.15,16); “E ao servo do Senhor não convém contender, mas sim ser manso para com todos…” (2Tm 2.24,25).

REFERÊNCIAS

  • ANDRADE, Claudionor Correa de. Dicionário Teológico. CPAD.
  • BÍCEGO, Valdir. Manual de Evangelismo. CPAD.
  • BOYER, Orlando. Esforça-te para Ganhar Almas. Vida.
  • SOARES, Ezequias. Manual de Apologética. CPAD.
  • STAMPS, Donald C. Bíblia de Estudo Pentecostal. CPAD.
  • TENNEY, Merril C. O Novo Testamento: sua origem e análise. VIDA NOVA.

Fonte: REDE BRASIL

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O evangelho no mundo acadêmico e político

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3º TRIMESTRE 2016

O DESAFIO DA EVANGELIZAÇÃO

Obedecendo o ide do Senhor Jesus de levar as Boas-Novas a toda criatura

COMENTARISTA: Pr. Jose Gonçalves

LIÇÃO 07 – O EVANGELHO NO MUNDO ACADÊMICO E POLÍTICO – (Dn 2.24-28)

INTRODUÇÃO

Nesta lição trataremos de alguns desafios específicos quando tentamos evangelizar universitários e pessoas que ocupam cargos políticos. Falaremos também de que é necessário anunciar o Evangelho de forma estratégica a fim de que a mensagem de Cristo possa alcançar o coração dos pecadores nestes lugares; e, por fim, destacaremos a pessoa do apóstolo Paulo como um missionário que cumpriu o seu chamado de evangelizar os povos, alcançando tanto leigos como intelectuais, tanto plebeus como reis e magistrados.

I – A UNIVERSIDADE NA BÍBLIA

Pode parecer sem sentido falar-se em universidade na Bíblia, mas, no nosso entender, há referências que indicam a existência de pessoas que tinham estudos de “nível superior” para sua época, mesmo que não houvessem instituições formais de ensino universitário nos moldes que a conhecemos. A evangelização nas universidades também deve ser uma prioridade máxima da igreja, pois do universo acadêmico saem os cientistas, educadores, formadores de opinião e boa parte dos governantes e legisladores. Vejamos alguns exemplos de personagens bíblicos que se destacaram em sua “vida universitária”:

1.1 Moisés. O líder do êxodo “foi instruído em toda a ciência dos egípcios, era poderoso em palavras e obras” (At 7.22). Certamente, Moisés tinha obtido instrução de nível superior no Egito, conhecendo as letras, as artes, as ciências agrárias, a astronomia, a matemática e tudo o que era necessário para uma pessoa que, segundo historiadores, poderia ter sido ocupante do trono egípcio, como “filho da filha de Faraó” (Hb 11.24).

1.2 Os jovens hebreus. Daniel e seus três companheiros exilados em Babilônia, destacaram-se como acadêmicos, servidores públicos e políticos. Foram selecionados criteriosamente em um verdadeiro “vestibular” (Dn 1.4). Após passarem pela prova de sua fé, não se contaminando com o manjar do rei, os moços hebreus receberam de Deus “conhecimento e inteligência em toda a cultura e sabedoria” (Dn 1.17). Daniel e seus três amigos foram reeducados cientificamente na língua e na cultura dos caldeus (Dn 1.4), nos textos cuneiformes em acádio, uma vasta gama de resumos sobre religião, magia, astrologia e ciências, além de falarem e escreverem em aramaico. E mesmo assim, tiveram uma vida e uma carreira acadêmica testemunhal.

1.3 Jesus entre os doutores de Israel. O adolescente Jesus, aos 12 anos de idade, teve a oportunidade singular de, com a sabedoria divina, confundir os doutores e sábios de Israel (Lc 2.46-47). Os doutores de Israel eram, sem dúvida, pessoas de nível “universitário” para a sua época. O menino Jesus os sobrepujou em tudo, pois crescia “em sabedoria, em estatura e em graça para com Deus e os homens” (Lc 2.52).

1.4 O apóstolo Paulo. Devemos, também, considerar a ascendência “universitária” judaica de Paulo (Fp 3.5). Na escola da sinagoga o menino começava a ler as Escrituras com apenas cinco anos de idade, aos dez anos, estudou em Mishna com suas interpretações emaranhadas da Lei. Assim, ele se aprofundou na história, nos costumes, nas Escrituras e na língua do seu povo (falava hebraico, grego, aramaico e latim). Saulo estudou em Tarso e ingressou na universidade desta cidade que era uma das principais de sua época. Passou em Jerusalém sua juventude “aos pés de Gamaliel”, onde foi instruído “segundo a exatidão da lei…” (At 22.3). Gamaliel era neto de Hillel, um dos maiores rabinos judeus. Segundo a profecia de Atos 9.15 o público para quem Paulo foi enviado incluía as autoridades políticas “[…] para levar o meu nome diante dos gentios, e dos reis […]”.

II – A BÍBLIA E A POLÍTICA

2.1 Conceito de política. Política é ainda a ciência da governança de um Estado ou Nação e também uma arte de negociação para compatibilizar interesses. O termo tem origem no grego “politiká”, uma derivação de “polis” que designa “cidade” ou o que é público. O significado de política é muito abrangente e está, em geral, relacionado com aquilo que diz respeito ao espaço público (FERREIRA, 2004, p. 1592)

2.2 O cristão como cidadão na terra. De todas as áreas da vida do cidadão, a política tem sido uma em que muitos cristãos não têm sido bem sucedidos, por não se conduzirem de modo digno diante de Deus, diante da pátria, da consciência e de seus pares, como o fizeram Daniel e seus companheiros no reino babilônico. Na realidade, porém, a política é atividade necessária ao bom ordenamento e desenvolvimento da vida de uma nação, na qual a Igreja está inserida. Analisemos como:

2.2.1 O cristão como eleitor. É de grande importância que o servo ou serva de Deus saiba exercer o seu direito, quando do momento das eleições municipais, estaduais ou federais. É hora de mostrar que é cidadão do céu, exercendo um direito de cidadão da terra. Como tal, lembrar-se de que é sal da terra e luz do mundo (Mt 5.13,14). Notemos então:

2.2.2 O cristão e seu voto. Antes de qualquer decisão, o crente em Jesus deve orar a Deus, pedindo sua direção pois um voto errado pode ser motivo de tristeza, frustração e arrependimento tardio. É votar por fé, pois “tudo o que não é de fé é pecado” (Rm 14.23). Diante dos candidatos, o cristão jamais deve aceitar vender seu voto. Isso é anti-ético para um cidadão do céu e revela um profundo subdesenvolvimento cultural.

2.2.3 O cristão e sua preferência. Havendo um cristão que tenha um perfil claramente identificado com Cristo, sério, comprometido com o Reino de Deus, de bom testemunho na igreja, que seja honesto, cumpridor de seus deveres como pai e esposo, que tenha vocação para a vida pública, o eleitor crente deve dar preferência à sua candidatura, em lugar de eleger um descrente, que não tem qualquer compromisso com a igreja do Senhor. A Palavra de Deus recomenda: “Então, enquanto temos tempo, façamos o bem a todos, mas principalmente aos domésticos da fé” (Gl 6.10).

2.2.4 O cristão e os políticos sábios. É bom lembrar o que diz a Bíblia: “Não havendo sábia direção, o povo cai, mas, na multidão de conselheiros, há segurança” (Pv 11.14). Ninguém melhor que um servo de Deus, para ter “sábia direção” na condução de cargos públicos, administrativos ou políticos. Exemplo disso, temos na Bíblia, como José, que foi governador do Egito (Gn 41.14-44); no reinado de Artaxerxes, rei da Pérsia, Esdras destacou-se como líder sobre seu povo (Ed 7 a 10); Neemias, um copeiro de confiança do rei, foi designado para reconstruir Jerusalém, tornando-se governador exemplar; Daniel, na Babilônia, foi o principal dos príncipes, nomeado pelo rei Dario, e trabalhou tão bem que estava cotado para ser o governante sobre todo o reino (Dn 6.1-3). Os cidadãos cristãos precisam orar a Deus para que levante candidatos que honrem seu nome ao serem eleitos, pois “quando os justos triunfam, há grande alegria”. “Quando os justos triunfam, há grande alegria; mas, quando os ímpios sobem, os homens escondem-se” (Pv 28.12).

2.2.5 O cristão e os ímpios eleitos. A Bíblia é realista: “Quando os ímpios sobem, os homens se escondem, mas, quando eles perecem, os justos se multiplicam” (Pv 28.28). É verdade, quando são eleitos ímpios, homens carnais, materialistas, muitos ateus, espíritas, infiéis aos compromissos, soberbos, corruptos, ingratos, insolentes e insensíveis, os quais, se eleitos, não querem servir e sim serem servidos. Não temem a Deus, nem respeitam o próximo (Lc 18.2). Quando os tais são eleitos, os verdadeiros homens de bem desaparecem de cena. É bom os crentes pensarem bem, em oração, e não usarem seus votos para elegerem ímpios. A Bíblia diz que devemos examinar tudo e ficar com o bem (1Ts 5.21).

2.2.6 O cristão e sofrimento com os maus políticos. A Igreja poderá sofrer grandemente com a ação de homens ímpios. Já há, no Congresso, projeto de lei, propondo a “união civil entre pessoas do mesmo sexo”, que nada mais é que a legalização pura e simples do homossexualismo, que é na Bíblia, um pecado gravíssimo, “uma abominação ao Senhor” (Lv 18.22,23; Rm 2.24-28). Projeto, legalizando o aborto já foi apresentado. Em breve, poderão vir projetos, legalizando a eutanásia, a clonagem de seres vivos (inclusive humanos), o jogo do bicho, os cassinos, e a maconha, além de outros, que destroem a dignidade da raça humana, conforme os princípios do Criador. Quem faz as leis? São aqueles que são eleitos, inclusive com o voto dos cristãos. Portanto, é tempo de despertar; de agir com santidade mas sem ingenuidade.

III – COMO PREGAR NO MUNDO ACADÊMICO E POLÍTICO

A Bíblia não somente orienta-nos a pregar o evangelho como também nos ensina a forma como devemos pregar. Por não entender isto, é que alguns cristãos promovem escândalos e dissensões quando anunciam o evangelho de forma equivocada. É preciso usar estratégias a fim de que a preciosa mensagem de Cristo alcance os corações dos ouvintes. Vejamos algumas formas com as quais podemos anunciar o evangelho nos ambientes acadêmico e político:

3.1 Com a própria vida (1Pe 3.1). Nenhum testemunho a cerca de Cristo é tão impactante na evangelização quanto o testemunho pessoal (Mt 5.13-16). Pedro nos ensina que a melhor defesa não é uma argumentação veemente mas um bom procedimento em Cristo, o testemunho silencioso de uma vida santa centrada no Senhor Jesus (1Pe 1.14-16; 2.12). Pois, de nada adiantará pregarmos a mensagem de Cristo senão reproduzirmos no dia a dia, os traços do seu caráter em nosso comportamento (Tg 2.12; 1Jo 2.6). Os universitários cristãos devem produzir frutos dignos de um salvo, como também aqueles que estão assumindo cargos públicos a fim de que o Nome do Senhor seja glorificado (Mt 5.16; I Pe 3.15).

3.2 Com respeito e mansidão (1Pe 3.15). Infelizmente existem pessoas que usam a mensagem do evangelho para agredir a vida alheia, esquecendo-se de que esta não foi a forma como Jesus evangelizou. Ele sabia lidar com as pessoas (Jo 4.6-10). O apóstolo Pedro nos recomenda agir da mesma forma, quando as pessoas perguntarem o motivo da nossa crença. Segundo Beacon (2006, p. 233), “isto envolve um relato racional das verdades básicas do cristianismo e uma refutação convincente de acusações falsas. Para ser eficiente, o testemunho deve estar baseado numa vida piedosa; deve ser apresentado com firmeza, livre de qualquer traço de rebeldia ou desrespeito para com os inquiridores, e deve vir de um coração que está consciente da presença divina”.

3.3 Com sabedoria (Cl 4.5). Além de mansidão e respeito, precisamos ter sabedoria para comunicar o evangelho de Cristo. O termo grego para ‘sabedoria’ é ‘sophia’ e significa: “habilidade nas questões da vida”, “sabedoria prática”, “administração sábia e sensata” ou “uso correto do conhecimento” (Lc 21.15; At 6.3; 7.10; Cl 1.28; 3.16; 4.5)” (STAMPS, 1995, p. 1926). Esta encontra-se a disposição daquele que busca em oração (Ef 1.17; Tg 1.5; 17). Jesus prometeu aos seus seguidores que lhes daria sabedoria para responder a cerca da sua fé, quando fossem questionados (Mt 10.17-20).

CONCLUSÃO

Sem sombra de dúvidas, a evangelização é uma tarefa desafiadora. Ainda mais quando se trata de testemunhar de Cristo no mundo acadêmico e político. Faz-se necessário que nós cristãos saibamos de forma prudente comunicar as Boas Novas de salvação da forma correta, mostrando aos acadêmicos e aos políticos que, ser cristão não é cometer suicídio intelectual; que fé e a razão são convergentes, não excludentes; e, por fim que a fé cristã traz contribuição significativa para o homem em todas as áreas da sua vida.

REFERÊNCIAS

  • EARLE, Ralph. Comentário Bíblico Beacon. Vol 07. CPAD.
  • STAMPS, Donald C. Bíblia de Estudo Pentecostal. CPAD.
  • TAYLOR, Richard S, et al. Comentário Bíblico Beacon. Vol 10. CPAD.

Fonte: REDE BRASIL

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