A evangelização das crianças

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3º TRIMESTRE 2016

O DESAFIO DA EVANGELIZAÇÃO

Obedecendo o ide do Senhor Jesus de levar as Boas-Novas a toda criatura

COMENTARISTA: Pr. Jose Gonçalves

LIÇÃO 09 – A EVANGELIZAÇÃO DAS CRIANÇAS – (Mt 18.2-6; Mc 10.13-16)

INTRODUÇÃO

Dentre os desafios que compõem a tarefa de evangelização, um deles é de levar a mensagem de Cristo às crianças. Nesta lição destacaremos o que a Bíblia diz no AT e no NT sobre as crianças; veremos que há interesse em Deus na evangelização dos infantes. Veremos ainda quais os trabalhos que a igreja tem desenvolvido para alcançar os pequenos; e, por fim, quais os métodos que devemos utilizar ao apresentarmos o plano da salvação aos infanto-juvenis.

I – O QUE A BÍBLIA DIZ SOBRE A CRIANÇA

Vemos na Bíblia, que toda criança nascida no mundo é descendente do primeiro homem e continua a ter fôlego de vida dado por Deus (Gn 1.26,27; Sl 139.13-16; Jr 1.4,5). A cerca disso descreve o salmista de forma poética no Salmo 139.13-15. Paulo acrescenta ainda que “[…] ele mesmo é quem dá a todos a vida, e a respiração, e todas as coisas” (At 17.25).

1.1 Ela nasce pecadora (Rm 3.23; 5.12). Embora o homem tenha sido criado a imagem e semelhança de Deus, no uso do seu livre arbítrio ele pecou contra Deus (Gn 3.1-6). Tal falha trouxe implicações para toda a humanidade (Sl 14.3; 143.2; Ec 7.20; Rm 3.1-12, 19, 20, 23; Gl 3.22; Tg 3.2; 1Jo 1.8, 10). Várias passagens ensinam que o pecado é uma “herança” do homem desde a hora da sua concepção e seu nascimento, e, portanto, está presente na natureza humana (Gn 6.5). A Bíblia é muito explícita relativamente à extensão e/ou universalidade do pecado (Sl 51.5; Jó 14.4; Jo 3.6; Rm 5.12). Em Ef 2.3 diz o apóstolo Paulo que os efésios eram “por natureza” filhos da ira, como também os demais”. Nesta passagem a expressão “por natureza” indica uma coisa inata e original, em distinção daquilo que é adquirido. O sábio disse que “a estultícia está ligada ao coração da criança […]” (Pv 22.15-a).

1.2 Ela precisa de salvação (Lc 19.10; Jo 3.16). A criança até certa idade é despida de consciência moral, mas congenitamente possui a natureza pecaminosa herdada. Nesse sentido, toda criança até alcançar a idade da consciência do bem e do mal é pecadora por natureza, ainda que não tenha a culpa pessoal (Sl 51.5; Jn 4.11). No Juízo Final, as pessoas serão julgadas mediante o teste da conduta pessoal, enquanto estas crianças, no período da inocência, mesmo tendo uma natureza para o mal, são incapazes de transgressão pessoal; por isso, elas estarão entre os salvos (Mt 19.14; 21.16; 25.45,46; Lc 10.21). Mas, após o período da inocência, já é responsável pelos seus atos, portanto, tem noção de certo e errado (Pv 20.11; Is 7.15). Assim que a criança tiver idade para compreender que pecou contra Deus e ficar triste pelo seu pecado, terá idade para confiar em Cristo. Portanto, se “[…] todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus” (Rm 3.23), todos necessitam de salvação, inclusive as crianças (Tt 2.11). É por esse motivo que nossa Igreja só batiza o infante a partir de 12 anos de idade, e que já demonstre maturidade, compreensão e consciência de seu estado de pecado, sendo esta a condição para o batismo (At. 2.38;19.4,5; Rm 6.3,4; Mt 3.2).

1.3 O projeto divino de salvação inclui as crianças (Mt 19.14; Mc 10.14). Em seu ministério Jesus deu muita atenção as crianças. Em Mateus 19.14, Ele disse: “Deixai” “permitam”, “consintam” “os pequeninos e não os embaraceis” “não os impeçam” “de vir a mim”. O Senhor apreciava muito recebê-los de bom grado. Então, Ele acrescentou: “porque dos tais é o Reino dos céus”. Amor, simplicidade de fé, inocência e, acima de tudo, humildade, são as características ideais das criancinhas, e dos súditos do reino (Mt 18.3; 21.16; Lc 9.48).

II – O INTERESSE DIVINO PELA EVANGELIZAÇÃO DAS CRIANÇAS

Deus sempre mostrou interesse de que as crianças fossem ensinadas, desde muito cedo, a temer o Seu Nome e obedecer os seus mandamentos, como veremos a seguir:

2.1 No Antigo Testamento. Deus orientou seus servos quanto a evangelização das suas crianças. Na escolha do nome, por exemplo, vemos que alguns pais tinham o interesse de identificar no infante a fé em Deus. Na instituição da circuncisão, os pequenos deveriam se submeter ao pacto com Deus desde muito cedo (Gn 17.10-14). A cerca de Abraão Deus disse: “Porque eu o tenho conhecido, e sei que ele há de ordenar a seus filhos e à sua casa depois dele, para que guardem o caminho do SENHOR […]” (Gn 18.19). Na ocasião da instituição das festas, Deus ordenou que as crianças deveriam ser ensinadas pelos pais, quanto ao motivo espiritual da celebração (Êx 12.25-27). Os primogênitos que foram poupados da morte na noite da primeira Páscoa celebrada no Egito (Êx 13.1,2). Em Deuteronômio 6, vemos que Deus delega aos pais a missão da evangelização dos seus filhos. O sábio Salomão frisou bem esta tarefa dada aos pais (Pv 22.6). Em momentos de convocação solene de arrependimento e conversão, as crianças também não podiam ficar de fora (2 Cr 20.4,13; Ed 10.1; Jl 2.16). O povo de Israel falhou quando os pais deixaram de evangelizar os filhos (Jz 2.10).

2.2 No Novo Testamento. Nas páginas neotestamentárias, encontramos entre o povo, pais judeus cuidadosos quanto a observância das práticas ensinadas no AT. Jesus, foi circuncidado ao oitavo dia (Lc 1.59; 2.21). Como era o filho primogênito de Maria, após quarenta dias de nascido, a criança foi trazida para o Templo para ser apresentada ao Senhor (Lc 2.22-24). O Senhor Jesus foi ensinado desde muito cedo pelos seus pais a frequentar o Templo (Lc 2.41,42). Eunice e Lóide ensinaram as Escrituras ao jovem Timóteo como recomendou Deus na sua Lei (II Tm 3.14,15). Paulo orientou que os pais criassem os filhos “na doutrina e admoestação do Senhor” (Ef 6.4).

III – O PAPEL DA IGREJA LOCAL NA EVANGELIZAÇÃO DAS CRIANÇAS

A Igreja desenvolve vários trabalhos que contribuem eficazmente para evangelização dos pequenos. Abaixo citaremos quais são:

3.1 A Escola Bíblica Dominical. A EBD é a maior escola de ensinamento bíblico do mundo. Nela, as crianças aprendem sobre Deus, Jesus, Espírito Santo, Pecado, Salvação, Céu, Eternidade, etc, compreendendo os valores espirituais, em metodologia apropriada à faixa etária, importantes para sua vida. A EBD corrige a educação anticristã ministrada nas escolas seculares. E, em muitas situações ela complementa a educação cristã ministrada nos lares. Pode-se acrescentar ainda a EBF (Escola Bíblica de Férias) que é uma das estratégias evangelísticas realizadas pela Escola Bíblica Dominical a fim de evangelizar crianças não salvas conduzindo-as a Cristo, bem como reforçar às crianças salvas, ensinos que enriqueçam sua vida espiritual.

3.2 O Círculo de Oração Infantil. Outro trabalho de evangelismo que a igreja exerce para alcançar as crianças se dá através do COI (Círculo de Oração Infantil). Este tem como objetivo geral incentivar a criança a conhecer melhor a Deus e Sua Palavra, para que possa com convicção, professar a fé em Cristo a fim de se tornarem cidadãos do céu.

3.3 No culto infantil. No culto infantil, se reúnem as crianças de 3 a 11 anos, realizando-o com uma linguagem apropriada para os infantes. Nele, as crianças terão a oportunidade de serem evangelizadas, de aprenderem as doutrinas bíblicas, além de ter participação direta na liturgia.

IV – PORQUE EVANGELIZAR AS CRIANÇAS

Evangelizar as crianças é necessários pelos seguintes motivos: (a) Em Adão, todos pecaram, inclusive crianças (Sl 58.3; Rm 3.23); (b) o coração do homem é mau desde da sua meninice (Gn 8.21; Sl 58.3); (c) a criança possui alma e espírito imortais (Ez 18.4; 1 Ts 5.23), portanto, necessita de salvação (Mt 18.6); (d) é mandamento bíblico (Dt 4.9,10; 6.6,7; Pv 22.6; Mt 28.19; Mc 16.15); (e) Jesus deu o exemplo, por isso devemos imitá-lo (Mt 18.2; Mc 9.36,37); e, (f) não é vontade de Deus que uma criança se perca (Mt 18.14; Mc 10.14).

V – COMO EVANGELIZAR AS CRIANÇAS

5.1. Através da Bíblia. A Bíblia é a Palavra de Deus (2 Tm 3.14-17; 2 Pd 1.20,21). Ela é essencial para o crescimento de todo cristão(1 Pd 2.1-5, Cl 1.9-12; Fl 2.12; Tt 2.11-14). Ela é o manual de instrução que nos orienta como devemos agradar a Deus, para uma vida feliz de fé e santidade na presença em Sua presença.

5.2.Convidando e levando-a à Igreja. Todo cristão tem a responsabilidade de conduzir pessoas a Cristo(Mt 28.19,20; Mc 16.15). Convidar e levar crianças a Igreja, além de ser uma estratégia evangelística, é uma oportunidade de proporcionar a elas conhecer o plano de Salvação de Deus, por meio de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, num ambiente de louvor e adoração ao Senhor na EBD, nos Círculos de Oração, Culto Infantil e nos Cultos Evangelísticos.

5.3. Pelo exemplo pessoal. De nada adiantará evangelizar as crianças, se o comportamento do ensinador difere do que ele ensina. Jesus ensinou dando exemplo (Jo 13.15,34; 15.12). Paulo procurava imitar a Cristo e por isso podia dizer a igreja “sede meus imitadores, como também eu de Cristo” (I Co 11.1). Com frequência, as crianças reproduzem o que veem nos adultos, seja bom ou mau. Alguém já disse acertadamente: “as palavras ensinam, mas os exemplos arrastam”.

5.4. Utilizar uma linguagem compreensível. Jesus utilizava-se de uma linguagem acessível para transmitir suas mensagens. A parábola do semeador (Mt 13.3-9), da ovelha perdida (Lc 15.3-7), das bodas (Mt 22.1-13), mostra-nos que o Mestre se valeu de experiências do seu cotidiano para ensinar a Palavra de Deus (Mc 13.34,35). De igual forma, na evangelização de crianças, precisamos utilizar lições bíblicas evangelísticas, em uma linguagem infantil, compreensível a elas, a fim de que entendam o plano da salvação. A mensagem é a mesma, mas a metodologia deve adequar-se a realidade do ouvinte.

5.5. Utilizar recursos visuais. Cartazes, livro sem palavras, cenários, maquetes, objetos concretos, visual de mãos, etc faz parte da lista de recursos didáticos que apelam para a visão como fonte de experiência. É um meio de comunicação de massa de natureza visual cuja finalidade é anunciar os mais diversos tipos de mensagens (Hc 2.2). Jesus, na explicação de seus ensinos, utilizou diversos recursos como um grão de mostarda (Mt 17.20;Lc17:6), uma Moeda (Mt 22.18-22); Lavando os pés dos discípulos(Jo 13.1-13), uma criança (Mt 18.1-5); Sal (Mt 5.13); Luz (Mt 5.14-16), etc.

5.6.Utilizar literatura adequada. Há muitas literaturas produzidas na área de educação e evangelismo infantil, dentre as quais podemos citar: A Bíblia de recursos para o Ministério de Crianças ed. Hagnos/APEC; Evangelização e discipulado infantil, autora Débora Ferreira da Costa, CPAD; A importância do Evangelismo Infanto-Juvenil, autora Helena de Figueiredo, CPAD. Ressaltamos, porém, que se reservem de cuidados, pois também existe no mercado, uma série de literaturas que possuem erros doutrinários e teológicos, contrários ao ensino ortodoxo doutrinário.

CONCLUSÃO

A fase infanto juvenil é o período da vida em que o coração e a mente estão mais predispostos à influência do evangelho. Uma criança ganha para Cristo representa uma alma salva e uma vida que poderá ser empregada no serviço do Mestre. Sabendo disto, devemos nos empenhar para conduzir o maior número de crianças a Cristo.

REFERÊNCIAS

  • ANDRADE, Claudionor Correa de. Dicionário Teológico. CPAD.
  • Bíblia de Recursos para o Ministério Infantil. HAGNOS/APEC
  • COSTA, Débora Ferreira da. Evangelização e discipulado infantil. CPAD
  • DOERTHY, Sam. Bases Bíblicas para a evangelização das crianças. APEC.
  • FIGUEIREDO, Helena de. A importância do Evangelismo Infantil. CPAD.
  • GILBERTO, et al. Teologia Sistemática Pentecostal. CPAD.
  • STAMPS, Donald C. Bíblia de Estudo Pentecostal. CPAD.

Fonte: REDE BRASIL

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A evangelização dos grupos religiosos

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3º TRIMESTRE 2016

O DESAFIO DA EVANGELIZAÇÃO

Obedecendo o ide do Senhor Jesus de levar as Boas-Novas a toda criatura

COMENTARISTA: Pr. Jose Gonçalves

LIÇÃO 08 – A EVANGELIZAÇÃO DOS GRUPOS RELIGIOSOS – (Jo 3.1-16)

INTRODUÇÃO

Nesta lição, refletiremos, um pouco sobre um dos desafios da Igreja atual, a evangelização dos grupos religiosos. Embora tomados aqui de forma específica visando atender a metodologia do autor da lição, não devemos nos esquecer que todos os membros dessas organizações religiosas são pecadores, e como tal, precisam nascer de novo.

I – DEFINIÇÕES:

1.1 Religião. A religião é um sistema de crenças, doutrinas e rituais que são próprios de um grupo social. “Religião é um sistema comum de crenças e práticas relativas a seres sobre-humanos (…) que podem fazer coisas que nós não podemos (…) e que podem tomar a forma de ancestrais, deuses ou espíritos (Enciclopédia Merrian-Webster de Religiões do Mundo). No caso das religiões não cristãs, que apesar de negarem os valores cristãos , não são seitas em virtude de sua estrutura, história e influência na sociedade. São reconhecidas como falsas religiões, com exceção do Judaísmo, que originalmente veio de tempo por causa da sua rejeição ao Messias. Já qualquer movimento que discorda dos pontos fundamentais da fé cristã, defendido pelos três principais ramos do Cristianismo, tais como: autoridade da Bíblia, Trindade: Pai, Filho e Espírito Santo, pecado, inferno, salvação e o homem é seita (SOARES, p. 25-27).

1.2 Seita. O termo seita do grego “hairesis”, procede de uma raiz que significa “selecionar”, “escolher” ou “facção”, traduzido pela Vulgata Latina (Tradução do grego para o Latim) por “secta”. Grupo de pessoas que optam por seguir uma doutrina contrária à ortodoxia. O termo e seus derivados acham-se com abundância nas páginas do NT (Mt 12.18; 1Co 11.19; Gl 5.20; Fp 1.22; 2Ts 2.13; Hb 11.25; 2Pe 2.1). Originalmente, um herege do grego “hairetikos” era alguém cuja opinião distinguia-se da teoria de um partido ou escola de pensamento historicamente estabelecido (ANDRADE, 2006, p. 329 – grifo e acréscimo nosso).

II – PRINCIPAIS GRUPOS RELIGIOSOS DOS DIAS DE JESUS

O Novo Testamento usa a palavra grega “hairesis” para identificar esses grupos religiosos. O apóstolo Paulo disse: “… conforme a mais severa seita da nossa religião, vivi fariseu” (At 26.5). Essa mesma palavra é usada para identificar os saduceus: “E, levantando-se o sumo sacerdote e todos os que estavam com ele (e eram eles da seita dos saduceus), encheram-se de inveja” (At 5.17). Veja que o judaísmo, que era a religião de Saulo antes de sua conversão, conforme Gálatas 1.13,14, congregava em seu bojo esses grupos religiosos, que o próprio Novo Testamento chama de seita. Dois principais grupos religiosos surgiram dentro do judaísmo no período inter bíblico, nos dias de João Hircano II, da família dos Macabeus, por volta da metade do séc. II, a.C. Foram eles os fariseus e os saduceus, cada um desses grupos com suas características sociais, religiosas e políticas.

2.1 Os fariseus. Os fariseus, do hebraico “prushim”, que significa “separados”, porque não concordavam com os saduceus. Defendiam a separação do Estado da religião e achavam que o estado devia ser regido pela Torá, a lei de Moisés. Eram provenientes principalmente da classe média urbana, mas havia alguns camponeses. Representavam o povo, e apesar de serem minoria na sociedade pré-cristã, exerciam fortes influências na comunidade judaica. Eram membros do sinédrio e tornaram-se inimigos implacáveis de Jesus. Os evangelhos estão repletos de provas do comportamento negativo dos fariseus e de suas hipocrisias. Jesus os censurou severamente em Mateus 23. Eles se caracterizaram de maneira marcante pela hipocrisia. Jesus, porém, evangelizou Nicodemos, fariseu e um dos principais dos Judeus, com a maior de todas as mensagens: a do amor de Deus (Jo 3.1-21).

2.2. Os saduceus. O nome vem do hebraico, tsedukim”, de Zadoque, família que detinha o cargo de sumo sacerdote desde a época de Salomão: “… e a Zadoque, o sacerdote, pôs o rei em lugar de Abiatar” (1 Rs 2.35). Defendiam a política expansionista dos Macabeus e a união da religião com o Estado, queriam que o sumo sacerdote governasse a nação. Alegavam aceitar apenas os cinco livros de Moisés, rejeitando os demais livros do AT. Aceitavam o Pentateuco com certa reserva, pois não acreditavam em anjos, espíritos e nem na ressurreição: “… os saduceus dizem que não há ressurreição, nem anjo, nem espírito; mas os fariseus reconhecem uma e outra coisa” (At 23.8). Por isso Jesus fez questão de mostrar que é o Pentateuco que mostra ser o Deus de Abraão, e Deus de Isaque, e Deus de Jacó, o Deus de vivos e não de mortos, em Lucas 20.37,38. Por que Jesus não citou outras partes das Escrituras que falam da ressurreição dos mortos? Para tomar mais evidente a contradição das crenças dos saduceus. Muitos deles eram sacerdotes, conforme já vimos em Atos 5.17, e eles exerciam fortes influências no Sinédrio.

III – PRINCIPAIS GRUPOS RELIGIOSOS NOS DIAS DA IGREJA PRIMITIVA

3.1 Religião do Estado – O panteão greco-romano a adoração aos ídolos estava entrelaçada com todos os aspectos da vida. Era encontrada em todos os lares para serem adoradas. Em todas as cidades eram oferecidas libações aos deuses. As imagens eram adoradas em todas as cerimônias cívicas ou provinciais. Um exemplo claro disso é a adoração de Ártemis, em Éfeso, a imagem que diziam ter caído do céu (At. 19.27,35). A devoção fanática é evidenciada pelo motim que encheu o anfiteatro (At. 19.34).

3.2.O culto ao imperador (2 Ts 2.3,4; At. 17.7) – A adoração ao imperador era considerada uma prova de lealdade. Nos lugares mais visíveis de toda cidade, havia uma estátua do imperador reinante, para onde deveriam ser dirigir oferendas e incensos como se ofereciam aos deuses.

3.3.As religiões de mistérios – era o ocultismo daqueles tempos, o acatamento e respeito supersticiosos das massas para com aqueles poderes do universo que não podiam compreender, embora os sentisse de modo vago (Cl 2.18,19). Os feiticeiros são mencionados em Atos, como rivais dos pregadores do evangelho (At. 8.9-24; 13.6-11).

3.4.Os Judaizantes – A controvérsia judaizante, que começou em Antioquia e que aflingiu Paulo ao longo de todo seu ministério, foi o arauto de muitos outros erros que atacaram a igreja do primeiro século (Gl 1-3). Nas epístolas a Timóteo e a Tito, Paulo deu grande ênfase à ortodoxia doutrinária, predizendo que mais tarde alguns se afastariam da fé, dando ouvidos a espíritos sedutores e a doutrina demoníaca ( 1Tm 4.1; 2 Tm 4.4). As epístolas de 2 Pedro, Judas, 1,2,3 João, foram escritas para resolver problemas criados por essas tendências para as falsas doutrinas dentro da Igreja resultante de grupos religiosos da época, que se constituíam um duplo desafio para o apóstolo: barrar os falsos ensinos, bem como, ganhar os adeptos desses grupos para o reino de Deus.

IV – PRINCIPAIS GRUPOS RELIGIOSOS DESAFIADORES:

4.1.No Mundo – Religiões Orientais (Hinduísmo, Budismo, Jainismo, Confuncionismo, Xintoísmo, etc); Religiões Primitivas (Tradicionais de povos nativos da África, América, Ásia, ilhas da Oceania, Ex. Xamanismo, Totemismo, Magia, etc); Religião Oriental (Islamismo), este último, tem crescido assustadoramente, sobretudo pela imigração causada pelas guerras.

4.2.No Brasil As Testemunhas de Jeová ensinam que a redenção de Cristo oferece apenas a oportunidade para a pessoa alcançar a salvação através das obras. Jesus apenas abriu o caminho, o restante é com o homem. Uma de suas obras diz: “trabalhamos arduamente com o fim de obter nossa própria salvação”. Os Adventistas creem que a vida eterna só será concedida aos que guardarem a lei, que para eles implica a guarda obrigatória do Sábado. O Espiritismo. Creem na reencarnação e na consulta os mortos. Inclui-se aqui o Candomblé, Umbanda e Quimbanda. Catolicismo Romano. Crê na mediação dos santos, na intercessão por Maria e num purgatório etc. Os Mórmons afirmam crer no sacrifício expiatório de Jesus, porém, sem o cumprimento das leis estipuladas pela igreja deles não haverá salvação. A Congregação Cristã no Brasil. Não aceitam nem creem num mistério pastoral, no dízimo nem tampouco na evangelização.

V – COMO ALCANÇAR OS GRUPOS RELIGIOSOS NOS DIAS ATUAIS

Embora estejamos tratando de grupos religiosos, entretanto, o contato com os membros desses grupos, sempre será pessoalmente. Por isso o Evangelismo Pessoal é de grande relevância e é a obra de falar de Cristo aos perdidos individualmente: é levá-los a Cristo, o Salvador (Jo 1.41,42; At 8.30). A importância vê-se no fato de que a evangelização dos pecadores foi o último assunto de Jesus aos seus discípulos antes de ascender ao céu (Mc 16.15,19; At 1.8,9). Ganhar almas foi a suprema tarefa do Senhor Jesus aqui na terra (Lc 19.10; 1Tm 1.15). Vejamos alguns passos para alcançarmos esses grupos:

5.1 Leia a Bíblia e se familiarize com a Palavra (2 Tm 2.15; 3.15);Não se pode evangelizar sem se conhecer a Palavra.

5.2 Ore por aqueles que você quer ganhar para Jesus (Fp 4.6; 1 Tm 2.1; Lc 11.5-10);

5.3 Procure conhecer o máximo que puder sobre o grupo a ser alcançado, com isso você saberá que abordagem e que textos específicos precisará utilizar na evangelização daquele grupo (1 Cor. 9.19-22);

5.4 Trate a cada um com respeito, amor e consideração (Fl 2.3; Jo 13.34; 15.12), não procure depreciar a religião do outro, denegrindo a imagem do fundador, crenças ou práticas religiosas, Jesus é o nosso maior exemplo de respeito e amor ao próximo (Jo 3.1-16; 4.4-30; Gl 5.13-16);

5.5 Procure entender que são ovelhas que não tem pastor (Mt 9.36; Mc 6.34) e que estão enganados (2 Cor. 4.4; 1 Cor 2.14), tanto quanto estávamos antes de aceitarmos Jesus ( Ef. 2.2,3, 11,12; Is. 53.6-12); .

5.6 Demonstre o amor de Deus por meio de seu testemunho (Mt 5.14,16; Jo 13. 34,35;2 Cor. 2.17; 3.2,3; Cl 2.6; 1 Jo 2.6); Sendo atencioso (Jo 4.17); Falando com convicção (At 27.25; 2Tm 1.12); Persistindo e nunca discutir (Rm 14.19; 2Tm 2.24- 25); Usando a sabedoria divina (Rm 10.9); Dando ênfase ao Senhor Jesus (At 4.12; Jo 14.6);

CONCLUSÃO

Os grupos religiosos são desafios contemporâneos à Igreja do séc. XXI, e que como os apóstolos, precisamos conquistálos em “[…] demonstração do Espírito e do poder de Deus” (2 Co 2.4b). Nunca devemos evangelizar com o intuito de agredir ou maltratar alguém porque por professar uma outra fé. A marca que o Senhor disse que seus discípulos teriam é o amor: “Sigamos, pois, as coisas que servem para a paz e para a edificação de uns para com os outros” (Rm 14.19). Temos que mostrar com respeito e mansidão a verdade que a Bíblia ensina:“A vossa palavra seja sempre agradável, temperada com sal, para que saibais como vos convém responder a cada um” (Cl 4.6); “[…] estai sempre preparados para responder com mansidão e temor…” (1Pd 3.15,16); “E ao servo do Senhor não convém contender, mas sim ser manso para com todos…” (2Tm 2.24,25).

REFERÊNCIAS

  • ANDRADE, Claudionor Correa de. Dicionário Teológico. CPAD.
  • BÍCEGO, Valdir. Manual de Evangelismo. CPAD.
  • BOYER, Orlando. Esforça-te para Ganhar Almas. Vida.
  • SOARES, Ezequias. Manual de Apologética. CPAD.
  • STAMPS, Donald C. Bíblia de Estudo Pentecostal. CPAD.
  • TENNEY, Merril C. O Novo Testamento: sua origem e análise. VIDA NOVA.

Fonte: REDE BRASIL

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O evangelho no mundo acadêmico e político

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3º TRIMESTRE 2016

O DESAFIO DA EVANGELIZAÇÃO

Obedecendo o ide do Senhor Jesus de levar as Boas-Novas a toda criatura

COMENTARISTA: Pr. Jose Gonçalves

LIÇÃO 07 – O EVANGELHO NO MUNDO ACADÊMICO E POLÍTICO – (Dn 2.24-28)

INTRODUÇÃO

Nesta lição trataremos de alguns desafios específicos quando tentamos evangelizar universitários e pessoas que ocupam cargos políticos. Falaremos também de que é necessário anunciar o Evangelho de forma estratégica a fim de que a mensagem de Cristo possa alcançar o coração dos pecadores nestes lugares; e, por fim, destacaremos a pessoa do apóstolo Paulo como um missionário que cumpriu o seu chamado de evangelizar os povos, alcançando tanto leigos como intelectuais, tanto plebeus como reis e magistrados.

I – A UNIVERSIDADE NA BÍBLIA

Pode parecer sem sentido falar-se em universidade na Bíblia, mas, no nosso entender, há referências que indicam a existência de pessoas que tinham estudos de “nível superior” para sua época, mesmo que não houvessem instituições formais de ensino universitário nos moldes que a conhecemos. A evangelização nas universidades também deve ser uma prioridade máxima da igreja, pois do universo acadêmico saem os cientistas, educadores, formadores de opinião e boa parte dos governantes e legisladores. Vejamos alguns exemplos de personagens bíblicos que se destacaram em sua “vida universitária”:

1.1 Moisés. O líder do êxodo “foi instruído em toda a ciência dos egípcios, era poderoso em palavras e obras” (At 7.22). Certamente, Moisés tinha obtido instrução de nível superior no Egito, conhecendo as letras, as artes, as ciências agrárias, a astronomia, a matemática e tudo o que era necessário para uma pessoa que, segundo historiadores, poderia ter sido ocupante do trono egípcio, como “filho da filha de Faraó” (Hb 11.24).

1.2 Os jovens hebreus. Daniel e seus três companheiros exilados em Babilônia, destacaram-se como acadêmicos, servidores públicos e políticos. Foram selecionados criteriosamente em um verdadeiro “vestibular” (Dn 1.4). Após passarem pela prova de sua fé, não se contaminando com o manjar do rei, os moços hebreus receberam de Deus “conhecimento e inteligência em toda a cultura e sabedoria” (Dn 1.17). Daniel e seus três amigos foram reeducados cientificamente na língua e na cultura dos caldeus (Dn 1.4), nos textos cuneiformes em acádio, uma vasta gama de resumos sobre religião, magia, astrologia e ciências, além de falarem e escreverem em aramaico. E mesmo assim, tiveram uma vida e uma carreira acadêmica testemunhal.

1.3 Jesus entre os doutores de Israel. O adolescente Jesus, aos 12 anos de idade, teve a oportunidade singular de, com a sabedoria divina, confundir os doutores e sábios de Israel (Lc 2.46-47). Os doutores de Israel eram, sem dúvida, pessoas de nível “universitário” para a sua época. O menino Jesus os sobrepujou em tudo, pois crescia “em sabedoria, em estatura e em graça para com Deus e os homens” (Lc 2.52).

1.4 O apóstolo Paulo. Devemos, também, considerar a ascendência “universitária” judaica de Paulo (Fp 3.5). Na escola da sinagoga o menino começava a ler as Escrituras com apenas cinco anos de idade, aos dez anos, estudou em Mishna com suas interpretações emaranhadas da Lei. Assim, ele se aprofundou na história, nos costumes, nas Escrituras e na língua do seu povo (falava hebraico, grego, aramaico e latim). Saulo estudou em Tarso e ingressou na universidade desta cidade que era uma das principais de sua época. Passou em Jerusalém sua juventude “aos pés de Gamaliel”, onde foi instruído “segundo a exatidão da lei…” (At 22.3). Gamaliel era neto de Hillel, um dos maiores rabinos judeus. Segundo a profecia de Atos 9.15 o público para quem Paulo foi enviado incluía as autoridades políticas “[…] para levar o meu nome diante dos gentios, e dos reis […]”.

II – A BÍBLIA E A POLÍTICA

2.1 Conceito de política. Política é ainda a ciência da governança de um Estado ou Nação e também uma arte de negociação para compatibilizar interesses. O termo tem origem no grego “politiká”, uma derivação de “polis” que designa “cidade” ou o que é público. O significado de política é muito abrangente e está, em geral, relacionado com aquilo que diz respeito ao espaço público (FERREIRA, 2004, p. 1592)

2.2 O cristão como cidadão na terra. De todas as áreas da vida do cidadão, a política tem sido uma em que muitos cristãos não têm sido bem sucedidos, por não se conduzirem de modo digno diante de Deus, diante da pátria, da consciência e de seus pares, como o fizeram Daniel e seus companheiros no reino babilônico. Na realidade, porém, a política é atividade necessária ao bom ordenamento e desenvolvimento da vida de uma nação, na qual a Igreja está inserida. Analisemos como:

2.2.1 O cristão como eleitor. É de grande importância que o servo ou serva de Deus saiba exercer o seu direito, quando do momento das eleições municipais, estaduais ou federais. É hora de mostrar que é cidadão do céu, exercendo um direito de cidadão da terra. Como tal, lembrar-se de que é sal da terra e luz do mundo (Mt 5.13,14). Notemos então:

2.2.2 O cristão e seu voto. Antes de qualquer decisão, o crente em Jesus deve orar a Deus, pedindo sua direção pois um voto errado pode ser motivo de tristeza, frustração e arrependimento tardio. É votar por fé, pois “tudo o que não é de fé é pecado” (Rm 14.23). Diante dos candidatos, o cristão jamais deve aceitar vender seu voto. Isso é anti-ético para um cidadão do céu e revela um profundo subdesenvolvimento cultural.

2.2.3 O cristão e sua preferência. Havendo um cristão que tenha um perfil claramente identificado com Cristo, sério, comprometido com o Reino de Deus, de bom testemunho na igreja, que seja honesto, cumpridor de seus deveres como pai e esposo, que tenha vocação para a vida pública, o eleitor crente deve dar preferência à sua candidatura, em lugar de eleger um descrente, que não tem qualquer compromisso com a igreja do Senhor. A Palavra de Deus recomenda: “Então, enquanto temos tempo, façamos o bem a todos, mas principalmente aos domésticos da fé” (Gl 6.10).

2.2.4 O cristão e os políticos sábios. É bom lembrar o que diz a Bíblia: “Não havendo sábia direção, o povo cai, mas, na multidão de conselheiros, há segurança” (Pv 11.14). Ninguém melhor que um servo de Deus, para ter “sábia direção” na condução de cargos públicos, administrativos ou políticos. Exemplo disso, temos na Bíblia, como José, que foi governador do Egito (Gn 41.14-44); no reinado de Artaxerxes, rei da Pérsia, Esdras destacou-se como líder sobre seu povo (Ed 7 a 10); Neemias, um copeiro de confiança do rei, foi designado para reconstruir Jerusalém, tornando-se governador exemplar; Daniel, na Babilônia, foi o principal dos príncipes, nomeado pelo rei Dario, e trabalhou tão bem que estava cotado para ser o governante sobre todo o reino (Dn 6.1-3). Os cidadãos cristãos precisam orar a Deus para que levante candidatos que honrem seu nome ao serem eleitos, pois “quando os justos triunfam, há grande alegria”. “Quando os justos triunfam, há grande alegria; mas, quando os ímpios sobem, os homens escondem-se” (Pv 28.12).

2.2.5 O cristão e os ímpios eleitos. A Bíblia é realista: “Quando os ímpios sobem, os homens se escondem, mas, quando eles perecem, os justos se multiplicam” (Pv 28.28). É verdade, quando são eleitos ímpios, homens carnais, materialistas, muitos ateus, espíritas, infiéis aos compromissos, soberbos, corruptos, ingratos, insolentes e insensíveis, os quais, se eleitos, não querem servir e sim serem servidos. Não temem a Deus, nem respeitam o próximo (Lc 18.2). Quando os tais são eleitos, os verdadeiros homens de bem desaparecem de cena. É bom os crentes pensarem bem, em oração, e não usarem seus votos para elegerem ímpios. A Bíblia diz que devemos examinar tudo e ficar com o bem (1Ts 5.21).

2.2.6 O cristão e sofrimento com os maus políticos. A Igreja poderá sofrer grandemente com a ação de homens ímpios. Já há, no Congresso, projeto de lei, propondo a “união civil entre pessoas do mesmo sexo”, que nada mais é que a legalização pura e simples do homossexualismo, que é na Bíblia, um pecado gravíssimo, “uma abominação ao Senhor” (Lv 18.22,23; Rm 2.24-28). Projeto, legalizando o aborto já foi apresentado. Em breve, poderão vir projetos, legalizando a eutanásia, a clonagem de seres vivos (inclusive humanos), o jogo do bicho, os cassinos, e a maconha, além de outros, que destroem a dignidade da raça humana, conforme os princípios do Criador. Quem faz as leis? São aqueles que são eleitos, inclusive com o voto dos cristãos. Portanto, é tempo de despertar; de agir com santidade mas sem ingenuidade.

III – COMO PREGAR NO MUNDO ACADÊMICO E POLÍTICO

A Bíblia não somente orienta-nos a pregar o evangelho como também nos ensina a forma como devemos pregar. Por não entender isto, é que alguns cristãos promovem escândalos e dissensões quando anunciam o evangelho de forma equivocada. É preciso usar estratégias a fim de que a preciosa mensagem de Cristo alcance os corações dos ouvintes. Vejamos algumas formas com as quais podemos anunciar o evangelho nos ambientes acadêmico e político:

3.1 Com a própria vida (1Pe 3.1). Nenhum testemunho a cerca de Cristo é tão impactante na evangelização quanto o testemunho pessoal (Mt 5.13-16). Pedro nos ensina que a melhor defesa não é uma argumentação veemente mas um bom procedimento em Cristo, o testemunho silencioso de uma vida santa centrada no Senhor Jesus (1Pe 1.14-16; 2.12). Pois, de nada adiantará pregarmos a mensagem de Cristo senão reproduzirmos no dia a dia, os traços do seu caráter em nosso comportamento (Tg 2.12; 1Jo 2.6). Os universitários cristãos devem produzir frutos dignos de um salvo, como também aqueles que estão assumindo cargos públicos a fim de que o Nome do Senhor seja glorificado (Mt 5.16; I Pe 3.15).

3.2 Com respeito e mansidão (1Pe 3.15). Infelizmente existem pessoas que usam a mensagem do evangelho para agredir a vida alheia, esquecendo-se de que esta não foi a forma como Jesus evangelizou. Ele sabia lidar com as pessoas (Jo 4.6-10). O apóstolo Pedro nos recomenda agir da mesma forma, quando as pessoas perguntarem o motivo da nossa crença. Segundo Beacon (2006, p. 233), “isto envolve um relato racional das verdades básicas do cristianismo e uma refutação convincente de acusações falsas. Para ser eficiente, o testemunho deve estar baseado numa vida piedosa; deve ser apresentado com firmeza, livre de qualquer traço de rebeldia ou desrespeito para com os inquiridores, e deve vir de um coração que está consciente da presença divina”.

3.3 Com sabedoria (Cl 4.5). Além de mansidão e respeito, precisamos ter sabedoria para comunicar o evangelho de Cristo. O termo grego para ‘sabedoria’ é ‘sophia’ e significa: “habilidade nas questões da vida”, “sabedoria prática”, “administração sábia e sensata” ou “uso correto do conhecimento” (Lc 21.15; At 6.3; 7.10; Cl 1.28; 3.16; 4.5)” (STAMPS, 1995, p. 1926). Esta encontra-se a disposição daquele que busca em oração (Ef 1.17; Tg 1.5; 17). Jesus prometeu aos seus seguidores que lhes daria sabedoria para responder a cerca da sua fé, quando fossem questionados (Mt 10.17-20).

CONCLUSÃO

Sem sombra de dúvidas, a evangelização é uma tarefa desafiadora. Ainda mais quando se trata de testemunhar de Cristo no mundo acadêmico e político. Faz-se necessário que nós cristãos saibamos de forma prudente comunicar as Boas Novas de salvação da forma correta, mostrando aos acadêmicos e aos políticos que, ser cristão não é cometer suicídio intelectual; que fé e a razão são convergentes, não excludentes; e, por fim que a fé cristã traz contribuição significativa para o homem em todas as áreas da sua vida.

REFERÊNCIAS

  • EARLE, Ralph. Comentário Bíblico Beacon. Vol 07. CPAD.
  • STAMPS, Donald C. Bíblia de Estudo Pentecostal. CPAD.
  • TAYLOR, Richard S, et al. Comentário Bíblico Beacon. Vol 10. CPAD.

Fonte: REDE BRASIL

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A evangelização dos grupos desafiadores

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3º TRIMESTRE 2016

O DESAFIO DA EVANGELIZAÇÃO

Obedecendo o ide do Senhor Jesus de levar as Boas-Novas a toda criatura

COMENTARISTA: Pr. Jose Gonçalves

LIÇÃO 06 – A EVANGELIZAÇÃO DOS GRUPOS DESAFIADORES – (Lc 7.36-50)

INTRODUÇÃO

Veremos nesta lição que o Salvador veio para salvar todos os homens e que a igreja do século 21 tem um grande trabalho pela frente: evangelizar os grupos desafiadores, pois tais pessoas não podem ser ignoradas nas ações evangelísticas da igreja. Pontuaremos que, muitas vezes, Jesus pregou para pessoas em uma cultura onde elas não eram valorizadas. Notaremos que Jesus acolheu os deficientes morais, e por isso foi chamado de amigo de pecadores (Mt 11.19). Com isso, Jesus não aprovou o pecado, mas sempre se mostrou acessível ao pecador e as suas necessidades, pois, o Salvador não excluiu ninguém. Concluiremos vendo que seu convite generoso ainda está aberto para todos que se sentem rejeitados, cansados e oprimidos, a fim de que recebem alívio (Mt 11.28).

I – A AÇÃO INCLUSIVA DO EVANGELHO DE CRISTO

O Aurélio define a palavra inclusão como: “ato ou ação de incluir ou de admitir” (FERREIRA, 2004, p. 1088). É necessário entender que a inclusão da qual a Bíblia menciona é a do pecador e não a do pecado. Como Igreja do Senhor, precisamos alcançar com o Evangelho os grupos desafiadores. Jesus, o Filho de Deus, não excluiu ninguém, pois anunciou a mensagem da inclusão (ARRINGTON, 2009, p. 361). Vejamos:

1.1 Identificando os grupos desafiadores. Jesus deu uma atenção especial aos pobres, necessitados e excluídos em seu ministério e nos exortou a fazer o mesmo. “Pois o Filho do homem veio buscar e salvar o que se havia perdido” (Lc 19.10). Moradores de rua, usuários de droga, menores abandonados, presidiários, meretrizes, homossexuais, adúlteros, mendigos, ladrões, alcoólatras, etc. O evangelho de Jesus deve chegar a todas as pessoas inclusive aquelas que estão a margem da sociedade. Precisamos ver com os olhos de Cristo estas pessoas como ovelhas perdidas sem pastor.

1.2 Alcançando os grupos desafiadores. Existem muitos grupos marginalizados e são aqueles colocados à margem da sociedade movidos por preconceitos e falta de oportunidades. Vivem sem esperança, afeto, carinho, amor e salvação. São muitos que se tornaram vítimas de situações sociais opressoras e injustas. Deus deseja que o evangelho alcance todos, sem distinção (Mt 9.35,36). A vocação da igreja é apascentar gente que assim vive (Jo 4.35). Ide por todo o mundo, e pregai o evangelho a toda criatura” (Mc 16.15). Jesus declarou dizendo que veio para os pecadores e não para os justos (Mt 9.13). Jesus veio para os doentes e não para os sãos, pois os sãos não precisam de remédio, mas os doentes (Mt 9.12; Mc 2.17).

1.3 Amando os grupos desafiadores. Os marginalizados neste mundo precisam ser vistos de forma diferente da que nos acostumamos a vê-los. Essas pessoas são ovelhas, mas sem pastor e devemos atentar a maneira como Jesus as vê: “Vendo Ele as multidões, tinha grande compaixão delas…” (Mt 9.36). O mestre não as chama de lobos, mas de ovelhas e as vê com os olhos de compaixão. Para desenvolvermos uma ação evangelizadora e missionária com grupos específicos precisamos ter esse olhar. Olhar com os olhos de Jesus significa um olhar terno, apurado e constante. A igreja tem os seus olhos diferentes do mundo pois seus olhos são os de Jesus (Jo 8.10).

1.4 Tratando os grupos desafiadores. É preciso reconhecer que essas pessoas precisam da ação terapêutica da igreja. “E percorria Jesus todas as cidades […] curando todas as enfermidades e moléstias do povo” (Jo 9.3). Cura é o que muita gente precisa, seja ela física, emocional ou espiritual. A igreja exerce esta função terapêutica neste tempo de tanta carência. Jesus nunca se preocupou com o que uma pessoa era ou deixava de ser. O alvo de Jesus era resgatar todas. Jesus via nesses as oportunidades de salvação e restauração. Os de grupos específicos são seres humanos criados à imagem e semelhança de Deus e que precisam dessa semelhança e imagem restauradas pelo poder do Evangelho (Rm 1.16; 2Co 5.17). Eles precisam de cura da alma, de seus traumas. Essa ação terapêutica envolve também a restauração da dignidade humana, que um dia perderam por causa dos vícios e de suas atitudes não éticas e morais.

II – PORQUE DEVEMOS EVANGELIZAR GRUPOS DESAFIADORES

Quando no coração do cristão, não há nenhum desejo pela salvação dos perdidos, é porque talvez este cristão não experimentou a verdadeira salvação ainda. Uma das evidências da nossa salvação, é o forte desejo e amor que temos de levar pessoas a Cristo: Porque não podemos deixar de falar do que temos visto e ouvido” (At 4.20). Notemos então porque devemos evangelizar os grupos desafiadores:

2.1 Porque Jesus nos deu esta ordem. Quem não se dispõe a ir, está cometendo pecado de omissão: “… ai de mim se não anunciar o evangelho.” Foi Jesus quem disse : “Dai-lhe vós de comer […]” (Mc 14.16) “Vai trabalhar na minha vinha […]” (Mt 21.28). “De graça recebeste, de graça dai […]” (Mt 10.8). Temos uma dívida (Rm 1.14,15; Mt 28.10-20).

2.2 Porque devemos manifestar a glória de Deus até aos confins da terra. O “ide” de Jesus para irmos aos perdidos (Mc 16.15), não é dirigido a um grupo especial de salvos, mas a todos, indistintamente: “Louvem-te os povos, ó Deus; louvem-te os povos todos. Abençoe-nos Deus, e todos os confins da terra o temerão” (Sl 67.5,7).

2.3 Porque é nossa responsabilidade e dever. Quando a igreja se propõe a ganhar almas para Jesus, ela cresce em todas as direções. Mesmo porque, igreja só é Igreja quando sua prioridade é ganhar os perdidos para Deus: “Se anuncio o evangelho, não tenho de que me gloriar, pois sobre mim pesa essa obrigação; porque ai de mim se não pregar o evangelho” (1Co 9.16).

2.4 Porque o homem sem o Evangelho está perdido. A importância do evangelismo pessoal vê-se no fato de que a evangelização dos pecadores foi o último assunto de Jesus aos discípulos antes de ascender ao céu. Nessa ocasião, Ele ordenou à Igreja o encargo da evangelização do mundo (Mc 16.15). O alvo do evangelismo é tríplice: salvar os perdidos, restaurar os desviados e edificar os crentes.

2.5 Por gratidão a Deus pela alegria da nossa própria salvação e em amor ao próximo. Ganhar alma foi a suprema tarefa do Senhor Jesus aqui na terra (Lc 19.10), e dos apóstolos: “Nisto conhecemos o amor: que Cristo deu sua vida por nós; e devemos dar nossa vida pelos irmãos.” (1Jo 3.16). Paulo, o grande homem de Deus, do NT tinha o mesmo alvo e visão (1Co 9.20).

III – JESUS E A EVANGELIZAÇÃO DOS GRUPOS DESAFIADORES

Diferente dos grupos religiosos da época, Jesus procurava dar preferência aos que eram marginalizados por sua vida explícita de devassidão e pecado (Mt 9.11; 11.19; Mc 2.15,16; Lc 5.30; 15.1). O Evangelho sempre foi a força vencedora e sempre venceu barreiras geográficas, sociais e étnicas. Podemos definir como grupos específicos: viciados em drogas, alcoólatras, homossexuais, prostitutas e marginais e etc. Notemos a ação de Jesus para com esse grupo de pessoas:

3.1 Ele veio sarar os que estavam moralmente doentes. “Jesus, porém, ouvindo, disse-lhes: Não necessitam de médico os sãos, mas, sim, os doentes” (Mt 9.12). O amor de Jesus Cristo para com os grupos alienados da sociedade, incomodava os líderes religiosos (Mt 21.31,32; Lc 7.36-50; Jo 4.1-42). Jesus, durante o seu ministério terreno, sempre se preocupou com a situação espiritual das pessoas (Lc 4.17-19). O seu olhar era diferente, pois Ele não via as pessoas pela sua posição social, mas via o seu estado espiritual (Mc 2.17), ele as via como ovelhas sem pastor (Mt 9.35-38). A recuperação dessas pessoas e a integração delas na sociedade em geral, e na igreja em particular, é muito difícil, pois elas precisam de um acompanhamento todo especial. É preciso paciência, perseverança, insistência, muita oração e solidariedade.

3.2 Ele veio buscar e salvar o perdido. “Pois o Filho do Homem veio buscar e salvar o que se havia perdido” (Lc 19.10). O Senhor acolhia os pecadores sem acepção, e comia com eles assentando-se na mesma mesa, fora recriminado pelos príncipes dos sacerdotes e os anciãos do povo, por causa da sua bondade e misericórdia, e disse-lhes: “Em verdade vos digo que os publicanos e as meretrizes entram adiante de vós no Reino de Deus” (Mt 21.31). A carta aos Romanos revela o verdadeiro amor do Senhor Deus pelo homem, mesmo depois do pecado (Rm 5.6,8). O cristão ao evangelizar um alcoólatra, homossexual, prostituta ou marginal, não deve discriminá-lo, tratá-lo como se fosse sujo, indigno ou inferior, pois são pessoas, são gente e devem ser tratados com dignidade e amor.

IV – A MENSAGEM DO EVANGELHO

4.1 Condena o pecado, mas ama o pecador. “[…] Não necessitam de médicos os sãos, mas, os doentes […] (Mt 9.10-13). Embora Deus ame a essas pessoas, Ele reprova o comportamento delas (Jo 8.11; 1Co 6.9,10). O fato de Jesus estar constantemente cercado por pessoas de má fama, e considerado grandes pecadores, sempre escandalizou os líderes religiosos da época, como os fariseus. Entretanto Deus, apesar de detestar o pecado, ama imensamente cada pecador, e deseja ardentemente libertá-lo do domínio do pecado (Jo 8.10,11). E o fato de Cristo estar sempre cercado por pessoas assim, prova isso, pois Deus não olha o tamanho do pecado (Rm 3.21-24), mas sim, o coração humilde que clamar pela misericórdia de Deus (1Jo 1.7-9).

4.2 Ressocializa os perdidos e marginalizados. Não há como negar a atualidade e relevância de temas como estes: a evangelização de grupos desafiadores. São pessoas alienadas de nossa sociedade e, infelizmente, pouco ou quase nada, as pessoas fazem para alcançá-las. Para alguns, o esforço para a evangelização deste grupo é inútil, é como lançar pérolas aos porcos. Nós pensamos diferente e cremos que, pessoa alguma, por pior que seja, jamais está fora do alcance da graça (2Pd 3.9), do amor e do poder de Deus “[…] ainda que os vossos pecados sejam como a escarlate, eles se tornarão brancos como a neve […]” (Is 1.18). O exemplo de oração intercessória de Abraão é digno de imitação (Gn 18.23-33).

2.3 Leva o pecador a abandonar o pecado. O arrependimento para o qual Jesus chama e o qual Deus ordena a todos os homens é em relação a Deus (At 17.30; 20.21; 11.18); ao pecado (Ap 9.21; 22.17); às obras mortas (Lc 13.3,5; Hb 6.1); à descrença no evangelho de Jesus Cristo. “[…] arrependei-vos e crede no evangelho” (Mc 1.15). Se queremos ganhar essas pessoas para Jesus, precisamos estar possuídos de um profundo amor por elas. Aquele amor de Jesus que não se envergonhava, mas que se identificava, sem dar apoio ao mal.

CONCLUSÃO

Deus não limitou seu evangelho: ele é proclamado em todos os lugares, apesar de nem sempre encontrar ouvidos receptivos. Então Deus realmente está colocando a salvação à disposição de todos. Em 1Timóteo 2.4, Paulo escreve: “Deus quer que todos os homens se salvem, e venham ao conhecimento da verdade”. Pedro diz: “O Senhor é paciente para conosco, não querendo que alguns se percam, senão que todos venham a arrepender-se” (2Pe 3.9).

REFERÊNCIAS

  • BÍCEGO, Valdir. Manual de Evangelismo. CPAD.
  • GILBERTO, Antonio. A Prática do Evangelismo Pessoal. CPAD.
  • STAMPS, Donald C. Bíblia de Estudo Pentecostal. CPAD.

Fonte: REDE BRASIL

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A evangelização urbana e suas estratégias

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3º TRIMESTRE 2016

O DESAFIO DA EVANGELIZAÇÃO

Obedecendo o ide do Senhor Jesus de levar as Boas-Novas a toda criatura

COMENTARISTA: Pr. Jose Gonçalves

LIÇÃO 05 – A EVANGELIZAÇÃO URBANA E SUAS ESTRATÉGIAS – (At 2.1-12)

INTRODUÇÃO

A tarefa da evangelização dos povos deve ser executada por todo autêntico servo de Deus, com vistas a atender a necessidade espiritual dos homens também nos centros urbanos. Devemos reproduzir a forma de evangelismo da igreja primitiva, que de forma estratégica atentou para as metrópoles, pois nelas encontravam-se um número maior de pessoas com as quais eles compartilharam as Boas Novas de Salvação e que se espalhou por todos os lugares numa velocidade extraordinária. Atualmente, dispomos de diversas formas de propagar o Nome de Cristo, as quais destacaremos nesta lição. Devemos cumprir o Ide do Senhor apesar dos desafios que são peculiares a evangelização urbana.

I – A EVANGELIZAÇÃO NÃO TEM PREFERÊNCIA POR LUGARES

Em todas as referências alusivas à tarefa da evangelização, não encontramos em nenhuma delas o Senhor Jesus Cristo fazendo distinção de lugares, senão ordenando aos discípulos que levassem a mensagem de Boas Novas para todos os homens (Mt 28.18-20; Mc 16.15-20; Lc 24.46-49; Jo 20.21,22; At 1.8). Jesus, mesmo não fazia diferença entre evangelizar áreas rurais ou nas cidades: “e percorria todas as cidades e as aldeias, ensinando, e caminhando para Jerusalém” (Lc 13.22). Na verdade, Jesus ia aonde os pecadores estavam, e isto independente do lugar. Isto, podemos ver mais detalhadamente abaixo:

1.1 Na zona rural. Os evangelhos nos mostram que Jesus pregou em aldeias (Mc 1.38; 6.6; 14.23; Lc 8.1). A palavra “aldeia” segundo o Aurélio significa: “pequena povoação de categoria inferior a vila” (SOARES, 2004, p. 88). O Mestre também ordenou aos discípulos que evangelizassem as aldeias e não somente as cidades (Mt 10.11; Lc 9.6). Portanto, todos os que procuram propagar a Palavra de Deus devem seguir o exemplo de Cristo e dos apóstolos e cuidar de que as aldeias não sejam negligenciadas.

1.2 Na zona urbana. Além das aldeias, Jesus pregou também nas cidades, fossem elas de pequena ou de grande importância (Mt 9.35; 11.1; Lc 4.43). O que dizer, por exemplo, da cidade de Nazaré (Lc 4.16); Cafarnaum (Mc 4.13); Corazim e Betsaida (Mt 11.21); Jerusalém (Mt 21.10). É necessário entender que é nas grandes cidades onde encontramos uma população maior, portanto, devemos levar a mensagem do Evangelho aos centros urbanos a fim de fazermos notória a mensagem de Cristo ao maior número de pessoas.

II – A EVANGELIZAÇÃO URBANA NA PERSPECTIVA DIVINA

A presente lição aborda especificamente a evangelização nos centros urbanos, o que alguns chamam de “missões urbanas”. Nas cidades, encontramos um número maior de habitantes, por isso, a Igreja deve dar uma atenção maior ao evangelismo neste locais, a fim de alcançar um número maior de pessoas para Cristo. Esta sem sombra de dúvidas, é a perspectiva divina, como veremos a seguir:

2.1 Lugar estratégico. Deus planejou por Sua Soberania, derramar o Espírito Santo sobre os quase cento e vinte discípulos quando estes se encontravam na grande cidade de Jerusalém, conforme Jesus havia dito (Lc 24.49; At 1.8,12). Jerusalém era a cidade onde estava o Templo (Mt 24.1; Mc 11.11,15,27). Jerusalém, que figura no Evangelho como o lugar onde o Senhor foi rejeitado, fica sendo o lugar onde Ele ressuscita dentre os mortos, onde é derramado o Espírito, e onde a igreja começa a sua obra.

2.2 Momento estratégico. Nesta ocasião em Jerusalém estava acontecendo a Festa de Pentecostes (At 2.1). Esta era a segunda festa do primitivo calendário bíblico e possui três nomes no AT: (a) Festa da Colheita (Êx 23,16); (b) Festa das Semanas (Êx 34,22); e, (c) Dia dos Primeiros frutos (Nm 28,26). Pentecostes ocorria cinquenta dias depois da Páscoa. Trata-se de um nome grego, dado tardiamente pelos judeus de fala grega que significa: “quinquagésimo”. Segundo Boyer (2011, p. 418 – acréscimo nosso), “o Espírito Santo veio sobre a igreja num momento em que esta solene festa em Jerusalém acontecia, a que assistiam dois a três milhões, calcula-se, de judeus e prosélitos”.

2.3 Povo estratégico. Por ocasião da Festa de Pentecostes, havia judeus de várias partes do mundo, e nesta ocasião ouviram o evangelho pelos servos do Senhor em sua própria língua, por manifestação sobrenatural (At 2.5-13). O apóstolo Pedro levantou-se naquele momento e pregou o evangelho mostrando que aquela manifestação tinha respaldo na profecia de Joel (At 2.14-21; Jl 2.28-32). Aproveitou para anunciar as Boas Novas de Salvação por meio de Cristo Jesus que havia morrido crucificado, mas que ressuscitara e que a prova de que Ele estava vivo e a direita de Deus era o derramar do Espírito que aqueles homens estavam testemunhando (At 2.33-36). Tal pregação na unção de Deus resultou na conversão de quase três mil almas (At 2.1-37-41). O desejo de Deus fica claro de que queria espalhar o evangelho ao mundo, conforme Jesus mesmo havia declarado (At 1.8).

III – PAULO E A EVANGELIZAÇÃO URBANA

O apóstolo Paulo foi um exímio evangelizador de áreas urbanas. Sob a direção do Espírito Santo este nobre servo de Deus se dispôs a levar a mensagem do Evangelho as grandes cidades, dentre as quais podemos citar:

3.1 A cidade de Corinto. Nenhuma cidade da Grécia era mais favoravelmente localizada para o comércio por terra e mar do que a cidade de Corinto. O imperador Augusto fez de Corinto a capital da Acaia. Ela era também uma cidade hospitaleira aos marinheiros e viajantes que vinham a negócios ou a procura de prazer. A igreja em Corinto foi fundada por Paulo durante a sua segunda viagem missionária (At 18.1-17). Nessa cidade, Paulo permaneceu por 18 meses, sendo auxiliado por Priscila e Áquila e outros obreiros. Apesar das oposições que sofreu, o apóstolo Paulo pregou o evangelho e muitas conversões aconteceram (At 18.8). Deus o consolou dizendo que tinha muito povo naquela cidade (At 18.10).

3.2 A cidade de Filipos. Lucas nos mostra à cidade de Filipos como a “…primeira cidade desta parte da Macedônia, e é uma colônia…” (At 16.12), o que nos deixa claro que era cidade de grande importância política. Filipos ficava localizada na parte oriental da Macedônia. Constituía-se o portão de entrada da Europa. A primeira exposição da cidade de Filipos ao evangelho é registrada em (At 16.6-40), quando Paulo, em sua segunda viagem missionária, com Silas e Timóteo chegaram lá (At 15.40). A princípio a intenção do apóstolo era ir para Ásia, e depois para Bitínia, mas foram impedidos pelo Espírito Santo (At 16.6,7). Estando em Trôade, Lucas conta que Paulo teve uma visão, que lhe deu nova rota para sua tarefa missionária (At 16.9). Após esta visão, o apóstolo concluiu que Deus o chamava para ali pregar o evangelho (At 16.10-12). Apesar das grandes dificuldades que enfrentou, Paulo conseguiu implantar o evangelho nesta cidade. Libertação, conversões e milagres aconteceram em Filipos conforme o registro bíblico (At 16.14; 16-18; 26-28).

3.3 A cidade de Éfeso. A cidade encontra-se no pequeno continente da Ásia Menor. Esta era a capital da província romana da Ásia. O templo da Diana dos efésios (At 19.28) foi considerado uma das sete maravilhas do mundo antigo. Éfeso era conhecida, também, como o foco de adoração da deusa da fertilidade, Ártemis ou Diana (At 19.27). Historiadores calculam a população da cidade de Éfeso no primeiro século entre 250 e 500 mil habitantes. A igreja de Éfeso foi fundada por Paulo e, provavelmente, por Áquila e Priscila, por volta do ano 52 d.C. (At 18:18-28). Paulo levou o Evangelho a esta cidade durante a sua segunda viagem missionária (At 18.19).

IV – ESTRATÉGIAS DE EVANGELISMO URBANO

O Senhor Jesus pregou em vários lugares: no monte, nas cidades, no templo e nas sinagogas (Mt 5.1-2; 9.35; 13.1-3,54; 21.23). Lucas nos diz que toda a cidade de Jerusalém foi evangelizada (At 5.28). O evangelismo era praticado todos os dias, quer no templo, quer nas casas, e de forma perseverante (At 5.42). Quando foram dispersos por causa da perseguição, os discípulos saíram pregando por todos os lugares (At 8.1). O livro de Atos nos serve de parâmetro para a prática do evangelismo. Não podemos esperar que os pecadores venham para o Templo ao nosso encontro a fim de serem evangelizados. Pelo contrário, precisamos ir ao encontro deles. Em Lucas 14.21, 23 Jesus ao narrar uma parábola disse: “Sai depressa pelas ruas e bairros da cidade e traze aqui os pobres e aleijados e mancos e cegos…Sai pelos caminhos e valados e força-os a entrar para que a minha casa se encha”. É necessário que saiamos ao encontro das almas perdidas. Para isto dispomos de diversas formas pelas quais podemos levar o evangelho, tais como: (a) nas ruas (At 17.17); (b) nos transportes (At 8.26-35); (c) nos hospitais (Jo 5); (d) nas faculdades (At 17.19-23); e (e) na mídia: rádio, TV e internet como a nossa Igreja tem feito.

V – OS DESAFIOS DO EVANGELISMO URBANO

5.1 As leis que restringem a liberdade religiosa. No primeiro século, os discípulos, viram-se diante do desafio de pregar a Palavra de Deus, ante as leis que lhes foram impostas para inibi-los (At 4.17,18; 5.28). No nosso país, ainda desfrutamos de liberdade religiosa, mas há igrejas em determinados lugares que não possuem mais esse privilégio. Portanto, aproveitemos o máximo do tempo que dispomos (II Tm 4.2).

5.2 O endurecimento por parte das pessoas. Em todo tempo houveram pessoas que se endureceram ao convite do evangelho. Nas áreas urbanas é comum as pessoas resistiram por causa da sua posição social, nível acadêmico, preconceito, ignorância dentre outros. Com a multiplicação da iniquidade (Mt 24.12), os homens tornar-se-ão ainda mais insensíveis e resistentes a recepção das Boas Novas. Paulo previu esse árduo tempo (II Tm 3.1-7).

5.3 As perseguições contra os cristãos. Desde a sua inauguração a igreja sofreu represálias para cumprir a sua excelente missão (At 8.1). Jesus havia predito que seus seguidores sofreriam perseguição por sua causa (Mc 13.13; Jo 15.20,21). Atualmente, todo servo do Senhor também sofre perseguições por propagar a sua fé, seja no trabalho, na escola, na sociedade. No entanto, não devemos nos intimidar com tal sofrimento sabendo que nos espera um galardão (Mt 5.10-12).

CONCLUSÃO

Embora a evangelização urbana esteja cerca de desafios para a igreja atual, devemos estar dispostos a no poder do Espírito Santo superá-los e levar adiante a mensagem de salvação a todos os homens a fim de que estes possam receber a Cristo como Único e Suficiente Salvador de suas vidas.

REFERÊNCIAS

  • ARRINGTON, French L.; STRONSTAD, Roger. Comentário
  • Bíblico Pentecostal. CPAD.
  • HORTON, Stanley. I & II Coríntios. CPAD.
  • SILVA, Severino Pedro da. Apocalipse versículo por
  • versículo. CPAD
  • STAMPS, Donald C. Bíblia de Estudo Pentecostal.

Fonte: REDE BRASIL

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O trabalho e atributos do ganhador de almas

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3º TRIMESTRE 2016

O DESAFIO DA EVANGELIZAÇÃO

Obedecendo o ide do Senhor Jesus de levar as Boas-Novas a toda criatura

COMENTARISTA: Pr. Jose Gonçalves

LIÇÃO 04 – O TRABALHO E ATRIBUTOS DO GANHADOR DE ALMAS – (At 8.26-40)

INTRODUÇÃO

Todo cristão pode e deve ser um ganhador de almas, pois, a chamada para pregar o Evangelho é coletiva. No entanto, alguns receberam um chamado para exercer o ministério de evangelista, que trata-se de uma chamada específica. Nesta lição, veremos a diferença entre o evangelista (dom ministerial) e o evangelizador (pregador do Evangelho); explicaremos sobre a necessidade do preparo espiritual para pregar o evangelho; e, finalmente, citaremos qual deve ser o sentimento do evangelizador.

I – O EVANGELISTA E O EVANGELIZADOR

Vejamos a definição, exemplos e atribuições de cada um deles:

1.1 O Evangelista. O evangelista é um “obreiro especialmente vocacionado, a fim de proclamar o Evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo. É um dom ministerial conferido pelo Espírito Santo, através do qual o obreiro cristão é impulsionado a proclamar de maneira sobrenatural a mensagem do evangelho. Em Efésios 4.11, o dom de evangelista é apresentado como o segundo dom ministerial” (ANDRADE, 2014, p. 177). A palavra evangelista vem do grego “euangelistes”, que literalmente significa: “mensageiro do bem” ou “mensageiro de boas novas”, (formado de “eu” que é “bem”, e “angelos” que é mensageiro”). Denota “Pregador do Evangelho; Mensageiro de Boas Novas” (At 8.5,26,40; 21.8), por isto, podemos dizer que os missionários são verdadeiros ganhadores de almas por serem essencialmente pregadores do Evangelho. O tema principal dos evangelistas é a salvação dos perdidos e a volta dos desviados. Paulo também era um evangelista (1Co 1.17), bem como também Timóteo: “… faze a obra de um evangelista, cumpre o teu ministério” (2Tm 4.5). Uma das características de quem recebe este dom ministerial é a total renúncia e inteira dedicação ao evangelismo. Vejamos algumas características dos evangelistas:

  • Os evangelistas eram os missionários da igreja primitiva (At 8.5,26,40; 21.8; Ef 4.11; 2Tm 4.5);
  • Os evangelistas eram ministros especiais do evangelho, com poderes quase apostólicos como os casos de Felipe (At 21.8) e Timóteo (2Tm 4.5);
  • O vocábulo missionário, conforme é usado em nossa época, está mais próximo da ideia dos evangelistas dos dias do NT, do que a palavra “evangelistas” quando aplicada a pregadores itinerantes, que fazem das igrejas locais o centro de suas atividades (CHAMPLIN, 2004, p. 606).

1.2 O Evangelizador. É todo e qualquer cristão que está cumprindo o Ide de Jesus de pregar o Evangelho a toda criatura. Todos os crentes, sem exceção, receberam esta incumbência (Mt 10.8; 28.19,20; Mc 16.15; At 1.8). Esta obra, só os salvos podem fazer. Jesus disse aos doze: “… de graça recebestes, de graça dai” (Mt 10.8). Nem mesmo os anjos podem evangelizar. Um anjo disse ao centurião Cornélio: “… manda chamar a Simão. Ele te dirá o que deves fazer” (At 10.5,6). Outro anjo, disse a Filipe que ele descesse ao caminho que desce de Jerusalém para Gaza, para pregar para o eunuco (At 8.26). Vejamos alguns exemplos bíblicos de evangelizadores:

  • Os discípulos de Jesus. André, que era discípulo de João Batista, depois de ter um encontro com Jesus, pregou as Boas Novas para seu irmão Simão Pedro e o levou a Jesus (Jo 1.39-42). Filipe, depois de haver sido convidado pelo Mestre para segui-lo (Jo 1.43), logo anunciou a mensagem para Natanael, dizendo: “… Havemos achado aquele de quem Moisés escreveu na Lei e de quem escreveram os Profetas: Jesus de Nazaré, filho de José” (Jo 1.45), e o levou a Cristo (Jo 1.46,47).
  • O gadareno. Depois de ser totalmente liberto por Jesus, ele desejou ser um dos seus seguidores (Mc 5.18; Lc 8.38). Mas, Jesus lhe deu a incumbência de ir pregar para sua família: “Vai para tua casa, para os teus e anuncia-lhes quão grandes coisas o Senhor te fez e como teve misericórdia de ti” (Mc 5.18). E ele foi, começou a pregar em Decápolis (uma região onde havia dez cidades próximas) e todos se maravilhavam (Mc 5.20; Lc 8.39).
  • A mulher samaritana. Depois de salva por Jesus, junto ao poço de Jacó, foi impelida a ir à cidade de Samaria e pregar a Palavra dizendo: “Vinde e vede um homem que me disse tudo quanto tenho feito; porventura, não é este o Cristo?” (Jo 4.29). Os homens atenderam ao seu convite e foram ter com Jesus (Jo 4.30). “E muitos mais creram nele, por causa da sua palavra. E diziam à mulher: Já não é pelo que disseste que nós cremos, porque nós mesmos o temos ouvido e sabemos que este é verdadeiramente o Cristo, o Salvador do mundo” (Jo 4.41,42).

II – O PREPARO ESPIRITUAL DO EVANGELIZADOR

Pregar o evangelho não é uma tarefa fácil. Exige jejum, oração e leitura da Palavra de Deus, como veremos a seguir:

2.1 Oração. Ninguém poderá se tornar um autêntico ganhador de almas se não dedicar tempo a oração. O próprio Jesus, antes de iniciar o seu ministério, passou quarenta dias jejuando e orando (Mt 4.1,2; Lc 4.1,2) e dedicou grande parte do seu ministério a oração (Mc 1.35; Lc 5.16; 22.41). A oração abre portas e remove barreiras. A Igreja nasceu em oração, e é nesse ambiente que ela cresce e se desenvolve (At 1.14; 2.42,46; 3.1; 4.24-31; 10.9; 12.5; 16.25; 22.17; Fp 1.4; 1Ts 1.2; 2Tm 1.3). Quando o ganhador de almas vive uma vida de oração, o seu trabalho tem êxito. Quando oramos, Deus nos dá uma visão das almas que precisam ser evangelizadas (At 10.9-20; 16.9). Por isso, devemos orar:

  • Por quem está fazendo este trabalho (Ef 6.19; Cl 4.3; 2 Ts 3.1);
  • Para que Deus desperte outros para fazer esta obra (Mt 9.38);
  • Para Deus abrir o coração dos pecadores (At 16.14; Rm 10.1);
  • Para Deus firmar os novos convertidos (1Co 3.6; 1Ts 2.7-11);
  • Para vencer os desafios contra a obra (At 4.24-31).

2.2 Jejum. O jejum é a abstinência parcial ou total de alimentos com finalidades específicas. Essa prática vem desde o AT onde o povo de Israel jejuava por diversas razões (Jz 20.26; 1Sm 7.6; 2Sm 1.12; 12.16; Ed 8.21; Ne 1.4; Et 4.3,16; Sl 69.10). A prática do jejum também é mencionada nas páginas do NT. O próprio Jesus jejuou quarenta dias (Mt 4.1,2; Lc 4.1,2). A igreja de Antioquia é uma clara demonstração de que os crentes primitivos jejuavam, assim como o apóstolo Paulo também (At 10.30; 13.2,3; 14.23; 2Co 6.5; 11.27). Certa ocasião, um homem trouxe o seu filho que estava possesso por demônios, para que os discípulos de Jesus o libertasse. Porém eles não puderam libertá-lo. Depois que Jesus libertou o jovem, eles perguntaram ao Mestre porque eles não puderam expulsar o demônio. E Jesus lhes respondeu: “Esta casta não pode sair com coisa alguma, a não ser com oração e jejum” (Mc 9.29).

2.3 Estudo da Palavra de Deus. O conhecimento da Palavra de Deus é um requisito importantíssimo para o ganhador de almas. O conhecimento nos capacita a utilizar no tempo certo a espada do Espírito, que é a Palavra de Deus (Ef 6.17). Devemos conhecer toda a Bíblia, pois “Toda Escritura inspirada e é proveitosa para ensinar, corrigir, redarguir…” (2Tm 3.16). Quando o crente tiver esse conhecimento, poderá se tornar poderoso nas Escrituras, como Apolo (At 18.24). E, como consequência, os resultados serão os mais extraordinários, pois a Palavra de Deus é viva e eficaz e não volta vazia (Is 55.11; Hb 4.12). Assim, os pecadores não poderão resistir ao poder da Palavra (At 6.10). Somente quando o ganhador de almas possuir o conhecimento da Palavra é que poderá conduzir as almas a Cristo (At 18.28). Vejamos alguns textos apropriados para evangelizar:

  • Todos os homens estão debaixo do pecado (Is 53.6; 64.6; Rm 3.23; 5.12,19; 6.23);
  • A provisão divina para nossa salvação (Jo 3.16,17; Rm 5.8; 2Co 5.18-21; Ef 2. 1-10);
  • A necessidade da fé para ser salvo (At 10.43; 16.31; Rm 3.25,28; 5.1);
  • A necessidade do arrependimento, da conversão e do novo nascimento (Mc 1.15; At 2.38; 3.19; 17.30);
  • As consequências da incredulidade e da rejeição a Cristo (Jo 3.18,36; Hb 2.3; 10.28,29)
  • Como receber a Jesus (Jo 1.12; Rm 10.9,10; Ap 3.20).

III – O SENTIMENTO DO GANHADOR DE ALMAS

O sentimento do evangelizador deve ser o mesmo de Cristo: amor e compaixão pelas almas (Mt 9.36; 14.14; Mc 6.34; 8.2; Lc 7.13; Jo 10.11). Por isso, todo o seu ministério foi dedicado à conquista dos pecadores (Jo 4.34), pois Ele as via como ovelhas que não tem pastor (Mt 9.36) e como doentes que necessitavam de médicos (Mt 9.12). O amor pelas almas é o resultado de uma comunhão íntima com Deus (1Jo 4.19,20), bem como do conhecimento da perdição do pecador (Rm 6.23). O amor de Deus, derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado (Rm 5.9), nos impulsiona poderosamente a levar as Boas Novas aos perdidos (2Co 5.14). Assim, o ganhador de almas, como o apóstolo Paulo, não deve temer prisões, tribulações e nem mesmo a morte (At 21.13), mas, seu desejo é cumprir com alegria a sua carreira de testificar do evangelho da graça de Deus (At 20.23,24).

CONCLUSÃO

Como pudemos ver, nem todos os crentes são evangelistas, no sentido de dom ministerial, mas todos podem ser evangelizadores. Mas, para ser um verdadeiro pregador do evangelho é necessário ter um preparo espiritual através da oração, do jejum e do estudo da Palavra de Deus. Além disso, o ganhador de almas deve ter um profundo amor pelos pecadores, como Jesus, que deu a sua vida por nós.

REFERÊNCIAS

  • ANDRADE, Claudionor Correa de. Dicionário Teológico. CPAD.
  • ANDRADE, Claudionor Correa de. O Desafio da Evangelização. CPAD.
  • BÍCEGO, Valdir. Manual de Evangelismo. CPAD.
  • GILBERTO, Antonio. A Prática do Evangelismo Pessoal. CPAD.
  • STAMPS, Donald C. Bíblia de Estudo Pentecostal. CPAD.

 

Fonte: REDE BRASIL

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Igreja, agência evangelizadora

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3º TRIMESTRE 2016

O DESAFIO DA EVANGELIZAÇÃO

Obedecendo o ide do Senhor Jesus de levar as Boas-Novas a toda criatura

COMENTARISTA: Pr. Jose Gonçalves

LIÇÃO 03 – IGREJA, AGÊNCIA EVANGELIZADORA – (At 1.1-14)

INTRODUÇÃO

Nesta lição destacaremos algumas verdades sobre a Igreja: sua origem, edificação e inauguração. Veremos que ela é composta de todos aqueles que aceitaram a Cristo como Único e Suficiente Salvador, independente de cor, raça, sexo e etnia. Destacaremos à luz da Bíblia que antes de ser assunto ao céu, Jesus, prometeu capacitar dos seus seguidores com o revestimento de poder a fim de que levassem adiante a excelente missão de evangelizar os quatro cantos da terra; e, por fim, pontuaremos que a igreja existe, é ordenada, se realiza, e só pode permanecer existindo se evangelizar.

I – A IGREJA: SUA ORIGEM, EDIFICAÇÃO E INAUGURAÇÃO

Segundo Andrade (2006, p. 221 – acréscimo, itálico e negrito nosso), “a palavra ‘igreja’ do hebraico ‘qahal‘, significa: ‘assembleia do povo de Deus’; do grego ‘ekklesia’, quer dizer: ‘assembleia pública’. É o organismo místico composto por todos os que aceitam o sacrifício vicário de Cristo, e têm a Palavra de Deus como a sua única regra de fé e prática. No NT, o mesmo termo aplica-se também ao ajuntamento dos fieis, num determinado lugar, para adoração a Deus, fortalecer a comunhão fraternal e desenvolver o serviço cristão”. Abaixo destacaremos algumas verdades sobre a igreja à luz das Escrituras:

1.1 Deus Pai, o projetista da Igreja (Ef 3.1-12). Quanto a Igreja o apóstolo diz que era um mistério que estava oculto em Deus na eternidade, mas que foi revelado pelo Espírito na dispensação da graça (Ef 3.3,4). “A Igreja foi, desde a eternidade, concebida na mente de Deus. Isso, por si só, explica a sua peculiar natureza como povo adquirido, que não se verga diante das pressões do mundo. Deus a projetou em toda a sua dimensão divina e histórica, prevendo cada detalhe desde a sua concepção até ser inaugurada no dia de Pentecostes, para dai seguir a sua trajetória através dos tempos” (GILBERTO, 2008, p. 382).

1.2 Deus Filho, o edificador e o fundamento da Igreja (Mt 16.18). Quando Jesus disse “[…] edificarei a minha igreja […]” estava afirmando que Ele era o edificador da igreja. A palavra “edificar” segundo o Aurélio significa: “construir, levantar; fundar, instituir, criar” (FERREIRA, 2004, p. 714). Cristo iniciou essa obra amando a Igreja e se entregando por ela (Ef 5.25). Ela tornou-se propriedade exclusiva do Senhor, pois Ele cumpriu todas as exigências quanto à forma de resgatá-la (1 Co 6.20). A Igreja, portanto, é um povo adquirido (1 Pe 2.9). cujo preço pago não pode ser avaliado em ouro ou prata (1 Pe 1.18). Mas, além de edificá-la, a Igreja encontra-se também alicerçada em Cristo (I Co 3.11; Ef 2.20).

1.3 Deus Espírito Santo, o inaugurador e mantenedor da Igreja (At 2.1-4). Com a ascensão de Cristo, inicia-se o processo de inauguração da Igreja, que culminou no dia de Pentecostes. Existem diversas opiniões sobre a inauguração da Igreja, todavia, segundo Horton (2006, pp. 538,539), “a maioria dos estudiosos, acreditam que as evidências bíblicas são favoráveis ao dia de Pentecostes, em Atos 2, para a inauguração da Igreja. É fato que Lucas não emprega o termo ekklesia no seu evangelho, mas a palavra aparece 24 vezes em Atos dos Apóstolos. Este fato sugere que Lucas não tinha nenhum conceito da presença da Igreja antes do período abrangido em Atos. No entanto, imediatamente após àquele grande dia em que o Espírito Santo foi derramado sobre os crentes reunidos, a Igreja começou a propagar poderosamente o Evangelho, conforme fora predito pelo Senhor ressurreto”. O Espírito Santo desceu para inaugurar a igreja e permanecer com ela até a volta de Cristo (Jo 14.17; Ap 22.17).

II – A IGREJA E A SUA COMPOSIÇÃO

Desde o início, a proposta divina sempre foi estender a bênção da salvação a todos os homens indiscriminadamente (Gn 12.3; Gl 3.8). Mas, o sentimento ultranacionalista dos judeus fechou seus olhos a esta realidade de que, Deus os levantou a fim de serem uma nação evangelizadora para todos os povos (Is 42.6; 49.6; Rm 2.17-20). A vinda do Messias, no entanto, mostrou claramente que, Deus não faz acepção de pessoas (At 10.34; Rm 2.11; Ef 6.9). É necessário entender que: (a) Deus amou o mundo e não apenas uma classe de pessoas (Jo 3.16); (b) o sacrifício de Jesus não alcança apenas um povo (Jo 1.29; I Jo 2.2); (c) sua graça alcança tanto os judeus como os gentios (Rm 3.29; 9.24,30; Gl 3.14; Ef 3.6); (d) a ordem de levar as boas novas de salvação é extensiva até aos confins da terra (At 1.8). Portanto, o que foi negligenciado por Israel, está sendo feito pela Igreja – a evangelização dos povos, tribos, línguas e nações. Por meio da fé em Cristo, independente de nacionalidade o convertido passa a ser integrante do Corpo de Cristo, pois é enxertado pelo Espírito Santo Nele (Rm 1.16; 11.24). No livro do Apocalipse, após o Filho de Deus abrir o livro e desatar os selos, o céu irrompe em louvor pelas vidas que foram alcanças pelo sacrifício de Cristo (Ap 5.9).

III – A IGREJA E A SUA CAPACITAÇÃO

A Bíblia registra uma promessa feita pelo Pai celestial que haveria de inaugurar uma nova etapa no seu relacionamento com a humanidade. O Espírito Santo seria derramado mais plenamente nos seus servos, passando a habitá-los e a capacitá-los de forma especial (Is 44.3; Jr 31.33; Jl 2.28-32). Lembramos que no AT, o Espírito Santo tão somente vinha sobre os filhos de Israel a fim de capacitá-los para um fim específico (Nm 11.16,17; Jz 6.34; I Sm 16.13). No NT isso mudou, pois o Espírito não estaria apenas conosco, mas em nós, sendo a capacitação ampliada (Jo 14.16,17). Em Lucas 24.49 e Atos 1.8 encontramos o Senhor Jesus Cristo confirmando a promessa do Pai aos seus discípulos que os capacitaria para a obra que eles deveriam realizar. Para isto era necessário que Jesus fosse ao Pai e rogasse pela vinda do outro Consolador para que estivesse com os seus servos (Jo 14.15). Com a vinda do Espírito para estar com a Igreja, o Senhor Jesus iria conceder ao seu povo aquilo que seria necessário para realizar a Sua obra aqui na terra até a sua vinda. A recomendação foi que eles ficassem em Jerusalém, esperando a promessa do Pai (Lc 24.49; At 1.4,8). Os discípulos aguardaram e experimentaram o batismo com o Espírito Santo (At 2.1-10).

IV – A IGREJA E A EVANGELIZAÇÃO

Segundo Horton (2006, pp. 299,300), “a Igreja é uma comunidade formada por Cristo em benefício do mundo. Cristo entregou-se em favor da Igreja, e então a revestiu com o poder do dom do Espírito Santo a fim de que ela pudesse cumprir o plano e propósito de Deus”. Muitos itens podem ser incluídos tais como: a evangelização, a adoração, a edificação e a responsabilidade social. Mas, em se tratando especificamente da evangelização, há cinco textos onde o Senhor Jesus comissiona seus discípulos para esta sublime tarefa, são eles: (Mt 28.18-20; Mc 16.15-20; Lc 24.46-49; Jo 20.21,22 e At 1.8). Esta missão que tem por objetivo proclamar o evangelho, seguida da mensagem de fé e arrependimento visando o homem em sua plenitude. Ela representa a responsabilidade da Igreja em promover o reino de Deus em meio à sociedade. Como representante do reino nesse mundo, a Igreja deve utilizar todos os meios legítimos para expansão do reino de Deus.

4.1 A Igreja existe para evangelizar. Acerca de um dos propósitos pelo qual a igreja existe, afirmou o apóstolo Pedro: “Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz” (1Pe 2.9). A Igreja tem diversas atribuições, no entanto, a mais excelente delas é a que justifica a sua presença aqui na terra: a sublime tarefa da evangelização. Segundo Horton (2006, p. 300), “na adoração, a Igreja volta-se para Deus; na edificação, atenta (corretamente) para si mesma; e, evangelização, a Igreja focaliza o mundo”.

4.2 A Igreja é ordenada a evangelizar. A palavra “ordenar” segundo o Aurélio significa: “mandar, decretar”. A tarefa de evangelizar é uma ordenação divina a todo discípulo de Cristo e não somente aos apóstolos (Mt 28.19; Mc 16.15). “A ordenança bíblica da proclamação do Evangelho em todo o mundo (Mt 28.19,20; Mc 16.15) sinaliza o seu caráter universal, ou seja, o direito que todos os povos têm de ouvi-lo de forma clara e consciente para crerem no Senhor Jesus Cristo, arrepender-se de seus pecados e ter a certeza da vida eterna” (GILBERTO, 2008, p. 418).

4.3 A Igreja se realiza evangelizando. Pedro não podia deixar de falar daquilo que tinha visto e ouvido, mesmo sofrendoafronta e açoites do Sinédrio (At 4.20; 5.40-42). Paulo tinha a evangelização como uma obra que lhe foi imposta (I Co 9.16). Ele se realizava em pregar o evangelho ainda que lhe custasse à vida (At 20.24). “O verdadeiro movimento pentecostal, missionário, ora pelas missões; contribui para as missões; promove as missões! É um movimento que vai ao campo missionário. A igreja que não evangeliza, muito breve deixará de ser evangélica” (ibidem, 2008, p. 184).

4.4 A Igreja só pode continuar a existir se evangelizar. Como a Igreja poderá crescer em número senão evangelizar? Sua existência depende da prática da evangelização, do contrário não irá perdurar. No livro dos Atos dos apóstolos, percebemos claramente os apóstolos inflamados pelo poder pentecostal, pregando o evangelho e o pequeno grupo de quase cento e vinte discípulos aumentando de forma extraordinária. Na primeira pregação do apóstolo Pedro, por ocasião do Pentecostes, quase três mil almas se decidiram por Cristo (At 2.41). Já na segunda mensagem mais de cinco mil pessoas se converteram (At 4.4). O relato de Lucas disse que a igreja tinha um crescimento extraordinário, porque o evangelismo se tornara uma prática constante (At 5.14,42).

CONCLUSÃO

Como Igreja, devemos estar cônscios da nossa responsabilidade aqui na terra de proclamar as boas novas de salvação a todos os homens. Devemos utilizar dos diversos canais legítimos que dispomos, para que a mensagem de Cristo possa alcançar o maior número de pessoas. Esta, sem sombra de dúvida alguma, é a maior contribuição que podemos dar a nossa sociedade.

REFERÊNCIAS

  • ANDRADE, Claudionor Correa de. Dicionário Teológico. CPAD.
  • GILBERTO, Antonio et al. Teologia Sistemática Pentecostal. CPAD.
  • HORTON, Stanley. Teologia Sistemática. CPAD.
  • STAMPS, Donald C. Bíblia de Estudo Pentecostal. CPAD.

Fonte: REDE BRASIL

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